[Mansão] Abraham House

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[Mansão] Abraham House

Mensagem por Julliet Harrison em Dom Mar 16, 2014 5:13 pm




Street view

Localizada no final da Lassington Street, um rua sem saída, a mansão escolhida pelo tremere Darius quando decidiu sair da Europa e vir para o novo mundo é um exemplo da arquitetura barroca trazida pelos poucos franceses que vieram para Vancouver. A casa hoje é apenas um terço do que era antes, já que muito da sua extenção foi demolida e em sua volta casas menores foram se agrupando. Apesar de ter três andares, sua parte mais habitada fica no subterranêo, apesar dela ser mobiliada tanto para cima como para baixo, e possuir muitos comodos secretos.
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Living Room

A espaçosa sala se baseia em um cômodo onde uma baixa mesa central de mármore dita a posição estética de cada componente do local. Dois sofás posicionados um de frente para o outro, separados apenas pela dita mesa, cuja qual leva um belo vaso com rosas brancas sobre si, são posicionados próximos a lareira. O piano de madeira trabalhada e pintada em cor escura, se destaca isolado ao fim da sala, próximo as janelas longas as quais permite a luz solar adentrar com facilidade todos os dias. Sobre a lareira, também é notório um belo quadro antigo, e aparentemente de alto valor, tanto financeiro como sentimental, considerando a posição na qual foi exposto: em exibição indiscriminada.
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Kitchen

Repleta de extensas mesas de mármore para o trabalho de cozinha, assim como inúmeros armários de madeira trabalhada e delicadamente entalhada, a cozinha exibe em meio ao seu admirável estilo arcaico também equipamentos atuais, como um par de microondas e um forno elétrico a sua esquerda com relação a porta principal de entrada. Em seu meio, uma mesa também é posicionada, sua composição é a mesma das outras, e somente se difere com seus armários em uma coloração escura, a qual ganha destaque em meio a visão do piso de madeira, equivalente ao resto da casa.
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Dinner's room

O comodo de iluminação fraca e as paredes de tons pasteis combinam com os movies de madeira escura que dão um tom sóbrio e clássico para o comodo. Embora nunca usado como sala de jantar normal o comodo é excepcionalmente bonito, e bem cuidado pelos carniçais da casa.
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Office Room

As paredes amarrotadas de livros do chão ao teto com livros raros e escritos em latim e em linguas mortas preenchem o lugar consideravelmente, porém, de algum forma houve espaço para uma escrivaninha e duas poltronas na frente aonde Darius passava a maioria do seu tempo. Julliet costumava habitar a sala mas nos dois sofás paralelos um ao outro que ficavam no meio do comodo. O carpete bege e grosso também era uma opção e a garota vivia esparramada neles enquanto devorava um livro após o outro. Havia uma lareira no centro da parede, mas ela nunca era ligada e era uma das passagens secretas da casa que levavam a um quadro na sala de jantar.
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Hall & Stairs

Assim que se entra na casa, pode se ver a extença escada que leva para os cômodos do andar superior, e um pequeno hall equipada com moveis um tanto inúteis como cabideiro para chapeis, e lugar para depositar guarda chuvas. Um espelho ao lado da porta adorna a parede ao lado da porta. O Hall também dá passagem para corredores que levam a sala de estar, sala de jantar e cozinha. Nenhum deles frequentemente usados.  
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Julliet's Bedroom

Localizado no andar inferior da casa, o quarto de Julliet é simples, e é um dos muitos quartos da casa, mas pelo menos é o único atualmente usado. Mesmo depois do quarto maior ter sido vago pela morte de seu senhor, a ruiva decidiu manter o seu quarto de origem. A cama grande com um dorsel branco ocupam a maior parte do quarto, e dão a impressão de ser um quarto intacto do século passado. Tem uma escrivaninha no canto com um cadeira no canto do quarto, e no outro extremo um guarda roupas embutido que guarda as roupas da menina, que também são do século passado
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Re: [Mansão] Abraham House

Mensagem por Julliet Harrison em Dom Mar 16, 2014 7:45 pm

Where my demons hide
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Tic, toc, tic toc, tic toc. A cada movimento do relógio meu coração se exprimia mais. Chega um ponto na vida de todo e qualquer imortal de que o tempo deixa de significar algo importante. Dificilmente você veria um cainita correndo, ou impaciente numa fila porque ele sabe que pode ser daqui a dez minutos, uma hora, um ano ou até um século mas ele vai ter o que ele quer. E qual é a diferença entre dias e décadas se você tem a eternidade?
Porém, lá estava eu. Meus sapatos altos ecoavam na m adeira da sala de estar, enquanto eu gastava sua sola andando de um lado para o outro de frente para a lareira, impaciente, praticamente desesperada olhando periodicamente para a porta e então voltando a andar de um lado pro outro. Minha mente jorrava opções, situações e explicações que justificassem aquele sumiço de Lucian. Ok, ele não era um exemplo de tremere.. Nem de vampiro se vocês me perguntassem, mas ele não era de sumir. Ele me avisaria caso ele tivesse que se ausentar, afinal eu era ou não era a secretária dele?  Sem contar Mark. Ele criou um vampiro, um neofito e desapareceu. Puff.  Se me contassem eu não poderia acreditar em tal irresponsabilidade.. Ta eu poderia.. Mas eu não queria ter que acreditar.
Se isso for mais uma dos joguinhos dele... minha mente ameaçava enquanto trabalhava a um milhão por hora e eu devia dizer que a cada segundo que se passava eu ficava cada vez mais irritada. Possessa eu diria. No entanto, existia aquela parte de mim, aquela vozinha desagradavel que insistia em ecoar no fundo da minha mente, surrurrando o pior. "E se não for um joguinho? E se.." Não! Silenciei a vozinha da minha cabeça e a joguei para um lugar escuro e sombrio para que ela não me atormentasse com esses pensamentos inapropriados. Ele não podia ter morrido. Vampiros são imortais, praticamente indestrutiveis e as chances de não só o meu primeiro tutor ter morrido mas também o segundo deviam ser muito baixas... Ou pelo menos era nisso que eu tinha que acreditar.
Fazia dois meses desde que Lucian havia desaparecido, e eu andei tomando conta do que eu podia na sua ausência, esperando que a qualquer momento ele fosse entrar pelas portas da biblioteca no plaza, e despejar aqueles gracejos engraçadinhos e completamente irritantes perto de mim como se ele não tivesse desaparecido por semanas e me deixado de babysitter e tomando conta de tudo sozinha. Porém isso não aconteceu, não importava o quanto eu esperava que isso acontecesse. Nem mesmo agora quando cada célula do meu corpo implorava para que aquela porta abrisse e ele entrasse e pusesse fim ao meu tormento. Eu nem ficaria brava ou gritaria.. muito.
Mas chegou a um ponto que só orar, implorar e torcer para que ele voltasse já não era o suficiente. Depois de dois meses eu tinha que fazer alguma coisa. Eu tinha tentado localizalo pelo auspicius, mas não era a minha disciplina mais habilidosa, tentei a capela, tentei alguns contatos de quando estivemos em Viena e em Paris, e... nada. Absolutamente nada. Nem mesmo Helena sabia algo dele. Eu não quis ir ao principe da cidade e bancar a filha perdida no supermercado, mas eu estava a dedinho de fazer isso quando eu tive uma ideia. Eu já havia estado presente em reuniões com nosferatus, não era exatamente agradavel, mas eu tinha que reconhecer eles tinham sua fonte de conhecimento. Era util ter alguem que estava por dentro de todos os segredos e boatos para ajudar a proteger a mascara de baderneiros, mas eu nunca achei que fosse precisar deles para uma situação tão pessoal.
Por isso marquei uma reunião, convidei-o para vir a casa de Darius e ver o que ele se sabia sobre Lucian. Era uma medida desesperada, e poderia dar a impressão de que eu não estava dando conta do mais novo cargo de ancillae, mas eu precisava ter certeza de que ele estava vivo e voltaria eventualemente ou se ele nunca mais voltaria e eu iria ter que subtituílo até que mandassem um outro ancião e regente da capela.
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Re: [Mansão] Abraham House

Mensagem por F. R. Dark Mountain em Ter Mar 18, 2014 7:48 pm

Meus ouvidos captavam aquela voz grotesca, algo entre o grunhir de porcos e um moedor de carne trabalhando... – Vamos, Frost! Você não tem muita escolha. E dentre as poucas que tem nenhuma se resume em descansar. Vá até ela. – o Rato mantém-se tentando me convencer com rudez e arrogância. Minha submissão, claro, se baseia em minhas próprias escolhas. Sem motivações, busco quem tem para dar-me ordens. Enquanto ele persiste em gastar sua porção extra de fluidos repulsivos em me convencer verbalmente de ir até a Ancillae.
 
-Motivo... – murmuro para o irmão de sangue, em seguida aguardo seu suspiro e sua resposta.
 
-Você estava com Kerberus na ultima vez que ela foi contatada por um Nosferatu. Ela tem ideia de quem você e, e visse versa. – mantenho meu olhar sobre o Rato, sem acreditar em suas palavras – E... É uma Feiticeira... Nenhum Neófito quer ir. E nossos irmãos mais velhos estão ocupados.
 
Ao final das palavras de meu irmão de sangue, ponho-me de pé, e começo a caminhar em direção onde era antigamente o refúgio de Darius. Lugar perigoso aos olhos de qualquer Membro sensato. Enquanto me distancio do Rato, ouço-o rir engasgando-se em suas próprias excreções repulsivas a cada gargalhada, antes de sumirmos de nossas vistas. Passos largos em direção ao que muitos chamariam de portão do inferno na terra são dados ao máximo de minha velocidade com saltos frontais usando toda minha força e Potência. No mesmo tempo que um carro chegaria ao local, eu estou lá. Saindo pela tampa de bueiro mais próxima com um rato em meus dentes, sorvo a Vitae animal, soltando seu corpo no beco antes de usar minha Ofuscação para atravessar a rua, até a ultima casa da mesma.
 
Em uma explosão de pensamentos infames reflito sobre a possibilidade de voltar, fingindo nem ter me aproximado do lugar. Tremere é um clã de feiticeiros. Existem motivos para essa palavra ser tão usada e tão bem aceita, afinal ela descende da palavra “traidor”. Lidar com esses magos é problemático em qualquer hipótese. Eles não são respeitados, eles são temidos, isso vale para qualquer cainita com o QI de um cão ou superior. Tal esse o motivo dos Brujah serem os únicos a olharem torto para os Tremere... Brutamontes ignorantes.
 
Ao aproximar-me da porta, penso em bater, penso em tocar a campainha, e penso em apesar simplesmente adentrar, o que seria o mais lógico de se fazer, considerando minhas infelizes características físicas. Ficar fora de um abrigo sempre é um risco para um Nosferatu. Com isso em mente, levo a mão até a maçaneta e a giro, abrindo a porta e entrando sem pensar duas vezes. Se eu pudesse suar, estaria como um rio no momento...
 
Passo a passo sobre o chão de madeira me aproximo da sala, estudando o lugar com os olhos, até encontrar a Ancillae que provavelmente já teria notado minha horrenda presença naquele momento. – Eu... Vim... – respondo com a voz seca e monstruosa, aguardando então o decorrer dessa reunião.

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Re: [Mansão] Abraham House

Mensagem por Julliet Harrison em Ter Mar 18, 2014 11:02 pm

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Ouço o barulho no lado de fora da casa e paro de andar. Por um momento era só a minha figura pequena na sala enorme, os ponteiros do relógio era a única coisa que impedia de tudo estar no mais completo silêncio. E então me concentro em sentir alguma presença, porém não preciso, porque nesse instante meu convidado estava se aproximando da porta. Eu podia sentir sua exitação em entrar e então sorri. Um sorriso delicado e discreto. - Ele chegou! - Soltei, por mais que não parecesse ter ninguém na sala.
Me virei em direção a porta por onde ele entraria em segundos, e alisei a saia do meu vestido de veludo preto de uma maneira perfeccionista e agitada. Me concentrei em não deixar transparecer o meu desespero e então quando a figura grotesca apareceu no meu campo de visão, eu estava pronta para recebê-lo com um sorriso perfeitamente treinado e que diferente do anterior não revelava nenhuma emoção. - Bem-vindo! - Desejei e então inclinei a cabeça em um cumprimento formal.
- Bom.. Antes de tudo gostaria de agradecer por ter vindo. Meu nome é Julliet Harrison,  sou secretária do regente da capela de Vancouver, e quero dizer que é um grande favor que esta fazendo ao meu clã. - Disse e então me dirigi até o sofá e me sentei. - Fique a vontade. - Acenei para um dos sofás vazios oferecendo para que ele se sentasse se quisesse, e então repousei as minhas mãos no meu colo. - Temo que o assunto que eu tenho para discutir essa noite seja um tanto.. delicado.. - Procuro as palavras com dificuldade e então mordo os lábios. - A questão é .. O senhor Lucian Fourleaves desapareceu a mais ou menos dois meses.. Ele era pouco tradicional e por tanto alguns dias de sumiço não é estranho para ele.. mas dois meses.. Bom isso é algo significativo. - Eu digo tentando desvendar alguma reação do rosto grotesco do nosferatu. E confesso que encontrei certa dificuldade. E então me foquei na minha história.
- O fato é que ele tinha acabado de abraçar um novo membro, e como você deve saber nossa iniciação é longa e  não é comum que o senhor suma pouco depois do abraço. - Minha voz falhou um pouco no final, lembrando a mim mesma de que isso podia ser pouco comum, mas comigo não seria a primeira vez. - Ele tinha assuntos não terminados e alguns até que eu não tenho ideia do que se trata. - Eu digo pouco confortável em admitir que existia algo que eu não sabia e outro cainita sim. Eu era um pouco orgulhosa por ser esforçada e não haver nada escrito por um livro que eu já não tivesse decorado. Mas independente do meu orgulho, era necessário reconhecer que eu não sabia de Lucian, e se ele tivesse realmente sido morto, ou raptado eu não tinha ideia de onde essa ameaça vinha. - De modo que eu, e meu clã ficaríamos agradecidos se o senhor tivesse informações sobre Lucian.. Ou sobre as ultimas atividades dele que justificassem seu desaparecimento. - Terminei de explicar a situação, porém eu estava inquieta demais com a resposta dele e então voltei a me levantar e me aproximei do nosferatu agora visivelmente apavorada.
- É importante ressaltar que qualquer informação que o senhor tenha me ajudará a manter a ordem e a segurança do meu clã... No entanto se caso essa informação caia em mãos erradas, poderia dar a impressão de casa Tremere esta frágio e enfraquecida e pior ainda.. suscetível a ataques.. E isso não é verdade, já que independente de ser um sequestro, ou uma fuga inconsequente, em breve tomaremos as providências necessárias para a proteção e prosseguimento das atividades normais da capela. - Eu estava tentando deixar claro a gravidade da situação, sem ofender o nosferatu dando a entender que ele era descuidado em sua busca pro informações. - Portanto conto com sua discrição.
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Re: [Mansão] Abraham House

Mensagem por F. R. Dark Mountain em Qua Mar 19, 2014 5:13 pm

- Bem-vindo! – cumprimentou a maga. Eu me sentiria mais... Instável, se não fosse ela. O rosto delicado de uma flor que há pouco desabrochou. Darius implicaria um temor incalculável se comparado a garota... Mas eu devo mesmo me ver tão seguro? Em uma mansão certamente protegida por inúmeros feitiços, meu silêncio perpetua enquanto o garota fala. Sigo-a até a sala e deixo que ela molde a conversa. O interessado é a casa Tremere como um todo. Até onde eu for útil, permanecerei a salvo. Após isso, só posso me ver fugindo para o esgoto.
 
Recusando a oferta de Julliet – nome esse ao qual devo gravar – permito que ela prossiga. Não vou dar o trabalho de ter um sofá tão fétido quanto minha carne suja pelas incontáveis horas nas águas dos esgotos e becos imundos, repletos de lixo. Alguns fatos também tem que ser guardados: a casa Tremere está fragilizada politicamente. Bom, é o que acontece quando o Regente some... O trabalho todo ao que parece foi jogado nas costas dessa garota. O Regente desaparecido que tanto comentam nos esgotos ainda não apareceu para nenhum Rato, e algo cujo qual eu não havia ouvido ainda: ele tem um progênito.
 
Ao final do que Julliet tinha a falar, uma “observação” caracterizou o cenário no qual me meti. Desnecessariamente, mas seguindo um hábito antigo de quando ainda precisava de fato respirar, inalo o ar ao redor e solto um longo suspiro. Reflito por alguns segundos a respeito do que falar e como falar. E então, tomo finalmente a palavra.
 
-Meu nome é... Frost Rexz Dark Mountain, sinta-se a vontade para chamar-me da forma que pensar ser mais agradável. – digo enquanto reflito no quão poucas coisas são agradáveis em mim, de fato – Primeiramente... Em respeito a Lucian, o Regente, nossa Ninhada é bem unida e as informações correm mais rápido do que desejamos as vezes... Ainda assim, a única coisa que sei a respeito dele é que... Bom, ainda não retornou... Não sou normalmente designado ao transporte de informações, ou controle delas, mas ainda sou apto a intercepta-las ou caçá-las. Posso garantir ao seu clã esse serviço... – dou então uma breve pausa, nesse período, acredito que a Ancillae tem alguma ideia do que está por vir – Desde que possamos compartilhar de acordos parecidos posteriormente. – até esse ponto, espero ter deixado claro que isso é um favor do qual será lembrado e cobrado.
 
Antes de prosseguir, caminho por de trás do sofá, observando a fisionomia do lugar. Estar aqui não me agrada, e isso é notório. Em um dos meus bolsos internos, lembro-me de ter um rato guardado para sanar a cede em alguma emergência. A ideia de alimentar-me consegue parcialmente me acalmar. O que é visto com estranheza por mim mesmo, assim, sorrio em alguns instantes antes de prosseguir.
 
-Serei cauteloso com as informações que obtive aqui, assim como fui com as... Que obtive fora daqui... Se eu tomar conhecimento de algo, pedirei ao meu carniçal que... Marque outra dessa reunião. – mais uma breve pausa – Existe algo mais que queira tratar comigo? – concluo.

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Re: [Mansão] Abraham House

Mensagem por Julliet Harrison em Qui Mar 20, 2014 8:49 pm

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Quando o nosferatu deu a volta no sofá, me deixando sozinha pude soltar um suspiro de desapontamento. Ficara óbvio que eu tinha depositado minhas esperanças nas informações que ele poderia me trazer, e ter que passar nem que fosse mais algumas horas sem informação nenhuma era angustiante. Por mais que ele Frost tivesse prometido investigar, minhas expectativas já estavam quase extintas. Eu não esperava ver Lucian novamente, e o pior é que eu não tinha nenhuma ideia que pudesse me ajudar a entender o porque ele havia sumido.
Fiz que sim com a cabeça, ligeiramente decepcionada quando ele me dizia suas poucas informações, e então comenta sobre a troca de favores que ele cobraria algum dia. Eu não gostava de ficar devendo favores sem saber de que tipo seriam para vampiros que eu não conhecia. Porém eu sabia que isso podia não dar em nada, e teria que me submeter ao preço delas. Dei um sorriso fraco e sem vontade e encolhi os ombros. - Claro sr. Dark Montain.. A casa tremere não irá se esquecer de seus favores. - Digo como uma maquina programada para dizer aquilo, quando o que eu realmente queria era ficar em silêncio e poder pensar no que seria agora que não havia perspectivas.
Eu precisava traçar um plano, informar os anciãos tomar precauções para que isso não saísse do controle. Lucian tinha ficado longe por tempo demais, e estavamos com sorte de que nesse tempo todo nenhum baderneiro do sabá havia tentado um ataque. Talvez devesse até avisar ao principe Shaw por mais que ideia de revê-lo não fosse nada agradavel para que ele ficasse ciente das possíveis situações que enfrentariamos até que um ancião tomasse a posição de regente.
Suspirei e então me sentei, desolada, no sofá a minha frente e balancei a cabela negativamente para o nosferatu. - Não.. Muito obrigada por ter vindo.. - Dei um sorriso sincero mas sem vontade, enquanto eu sentia meu cérebro receber a noticia quase como se fosse luto. Era dificil imaginar que eu estava passando por aquilo de novo. Eu me sentia quase azarada... Amaldiçoada a sempre perder aqueles que eram importantes pra mim.. Minha mãe, Darius e agora Lucian.. Mordi os lábios, e então enguli em seco me proibindo mentalmente de sentir pena de mim. Eu já tinha feito isso por uma vida inteira, e não era necessário repetir todo o melodrama. - Agora se o senhor me permite, tenho algumas questões a resolver. - Disse sem querer parecer que estava o enxotando de casa, mas assim que ele saiu eu passei a me retirar da sala de estar e ir até o antigo escritório de Darius e começar a colocar tudo em ordem.

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Re: [Mansão] Abraham House

Mensagem por F. R. Dark Mountain em Sab Mar 22, 2014 8:03 pm

A hierarquia e a edificação de toda a Seita estão presas aos pilares dos andares inferiores das pirâmides hierárquicas, igual a sociedade humana com seu governo, cargos, qualificações e funções. Não à toa, considerando que nós Membros tornamo-nos o que somos após deixarmos de ser humanos. Trazemos conosco as características da sociedade adaptando à Seita e assim administrando-a de forma teoricamente transparente e justa, onde o bom governante trata a todos com leis honestas e essenciais. A mesma merda que os humanos são forçados a engolir, nós também somos. Por esse motivo os Anciões tanto temem seus progênitos e os progênitos de seus progênitos. Fecho meus olhos com o consenso da Feiticeira de que posso por fim me retirar. De fato o que mais quero no momento é sair daqui, calado. Mas ainda assim, não me contento por completo. O expressar-se de um neófito para um Ancillae é complicado, deveras delicado. Meus olhos se abrem enquanto começo a andar, fazendo novamente o caminho por volta do sofá, então paro, observo-a mais um pouco, retido em abrir minha boa, mas solto.
 
-Espero que os nossos líderes dentro da Seita não deixem seus novatos e neófitos em conflito direto contra o Sabá novamente. – de fato uma indireta pode soar como desrespeitosa, mas quando o causa é nobre, não vejo por que não arriscar. Alias, não tenho motivos para guardar isso para comigo, e ela tem a voz que pode talvez abrir os horizontes de Shaw. Essa observação feita por mim indica claramente que os mais jovens não vão aceitar quietos serem jogados contra as linhas de impacto do Sabá. Então, continuo...
 
- Você está preocupada com seu mentor... Eu estou com meus companheiros de não-vida... Assim que obtiver mais informações, retornarei... Esteja pronta para a batalha. – em seguida, dou as costas para a Ancillae me retirando do local. Impaciente para poder sentir o vento em meu rosto novamente, ou o cheiro forte de casa, caminho com passos rápidos, quase me esquecendo de ativar minha Ofuscação ao sair do local. Lidar com esse Clã, Tremere, é mais complicado do que parece. E, olha, nem parecer fácil é. Da próxima vez, que me mandem falar com os analfabetos anarquistas do Brujah, ou os almofadinhas nojentinhos do Clã Toreador.
 
Assim que adentro os túneis pela boca de bueiro, começo a correr de volta para a direção indicada bem antes, na mesma noite em West Vancouver. Talvez – só talvez – ainda pode ser que haja alguma diversão por lá. Posso não conseguir me sentir bem estando morto, porém possuo minhas ordens de interceptar e aniquilar qualquer tipo de ameaça quanto a Camarilla que encontrar nas redondezas de tal local. Com isso em mente, ciente do meu trabalho, dos riscos do trabalho e das consequências do mesmo trabalho, mantenho meus passos largos como saltos impulsionados pela Potência.

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