Casa - Gillian M. (Lucien Motierre) - Downtown Vancouver

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Casa - Gillian M. (Lucien Motierre) - Downtown Vancouver

Mensagem por Gillian M. em Qui Set 04, 2014 10:23 pm


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Gillian M.
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Re: Casa - Gillian M. (Lucien Motierre) - Downtown Vancouver

Mensagem por Gaspar Motierre em Qui Set 04, 2014 11:00 pm

- Senhor Motierre. Um dos discípulos de Lucien se aproxima assim que Gaspar sai do hospital. – Me siga. Gaspar não disse nada, apenas acenou com a cabeça respondendo o mensageiro. Ambos entraram no carro quietos. Gaspar com uma expressão séria observando a paisagem e tentando busca suas lembranças sobre a noite na cafeteria, sentia que as tinha perdido. Apenas deu um sorriso e o seu olhar vazio se acendeu como chamas negras.

O motorista estacionou o carro. O mensageiro engoliu seco e começou a gaguejar de nervosismo. – Por-por favor, o ser senhor po-poderia, me seguir. Gaspar olhou para a velha mansão e optou por seguir o rapaz. Chegando no jardim um homem sorridente o esperava. – Você é a pessoa que estava esperando, sente-se. O seu tom de voz era uma ordem simpática.

Gaspar se sentou calmamente, algumas perguntas começaram a importuná-lo, quem era esse homem? Algum líder de uma ordem antiga que não está a favor de Lucien e as suas pesquisas “desumanas”? Cade o Lucien? Desapareceu como sempre faz... Se escondendo dentro dos seus segredos. Onde anda a sua prima? Ainda vivendo em planos paralelos?
Gaspar deu uma risada abafada e esperou o pequeno homem se apresentar. O homem usava um terno italiano de alta classe, um anel com um brasão de uma antiga e poderosa família e um cajado com um símbolo desconhecido, a mão do homem encobria a maior parte.   

- Me chamo Varnius, no momento meu sobrenome não importa. O homem faz um gesto com a mão e o mensageiro entra na mansão com a cabeça baixa e um estranho homem que parecia um zumbi entrega uma caixa selada para Varnius. – Quero que você veja esse artefato, com certeza é simbólico e algumas informações que tenho indicam que é usado para fazer algum tipo de ritual. O Mordomo abre a caixa e Gaspar levemente puxa a caixa em sua direção observando o artefato cuidadosamente.

Gaspar respira fundo e da um sorriso encarando o homem. – Esse artefato é uma réplica não muito boa, a hydra está do outro lado do oceano e tem uma lua sangrenta no horizonte.

Ele encosta na cadeira enquanto homem encara o mordomo com um olhar de fúria e sua expressão serena explode de raiva. – Você está me dizendo que é falsa, não vale nada?

Gaspar se levanta com uma expressão séria. – Sim... Você comprou uma réplica, o máximo que vai conseguir com isso vai ser  uns 200. Agora você me dá licença... Estava saindo do hospital quando o seu...mensageiro educadamente pediu para segui-lo.

Motierre respira fundo e volta a falar. – Anote meu número. O mordomo apressadamente se adiantou e anotou o número. – Da próxima vez, terá o meu numero e não precisará desse teatro todo, com a sua licença. Varnius ficou calado por um tempo franzindo a testa. – Me perdoe, meu motorista pode leva-lo onde queira, aceite como um pedido de desculpas. Um de meus informantes falou muito bem de você, espero que no futuro alguém com suas qualidades trabalhe para mim.

Gaspar acenou com a cabeça, o mordomo o seguiu até o carro. Para onde senhor Motierre. – Centro da cidade.

Chegando ao centro da cidade, o motorista estaciona perto de uma loja. – Pare aqui. Disse Gaspar abrindo a porta.  Assim que ele sai do carro o motorista da a volta e se perde de vista. – Varnius... Nome interessante.  Olha para a direita e para a esquerda e atravessa a rua caminhando duas quadras até chegar ao prédio. – Lar doce inferno. Ele dá uma risada e encara o segurança na porta caminhando até o elevador.

Aperta o numero do seu andar e fica olhando para baixo. – Odeio esses malditos espelhos, já pedi para tirarem. Gaspar fica nessa posição indesejável até as portas o elevador se abrirem. Caminha pelo o corredor e observa um casal brigando, o homem mal encarado fica olhando para o Gaspar e a mulher chorando tentando encobrir seu rosto com o cabelo.

Gaspar os ignora abrindo a porta do seu apartamento em seguida, liga a caixa de mensagens enquanto isso vai para o banho. Assim que sai, coloca uma roupa simples.  – Morgana, então ela está na França.  Disse para si mesmo ligando a Televisão.

Depois de comer e relaxar um pouco vai para seu escritório pesquisar o que aconteceu na cafetaria e checar também alguns e-mails.  – Interessante, tenho que conversa com esse investigador para procurar aquele homem de cabelos longos, é a única coisa que lembro, e isso é estranho. Disse ele encarando a foto do investigador e logo em seguida anotando o nome em um caderno de anotações.

- Vamos para os e-mails, tenho que encontrar o Bruno Trivel no restaurante italiano, Lucien também quer me encontrar naquela maldita loja e o médico da Gill tem algo importante para me falar. Ele respira fundo passando a mão na testa. – Família primeiro, vamos ver o que esse lunático do Lucien quer.

Ele levanta e logo em seguida se arruma, pegando a carteira e o celular em cima da mesinha de centro, ele desligar todas as luzes e a televisão por fim tranca a porta caminhando mais uma vez pelo corredor que se encontrava calmo. Em vez de se torturar com o elevador ele preferiu descer pelas escadas. Havia passado muito tempo deitado naquela cama de hospital, portanto ele decidiu caminhar até a loja de Lucien já que não era muito distante dali. Já estava de noite e o tempo estava agradável.

Chegando na loja como já conhecia todo o lugar e as coisas bizarras que Lucien tinha na loja, adentrou no local atravessando a loja até a estreita escada chegando na parte de cima da loja. Não encontrou Lucien, apenas um bilhete e um cartão de memória .  – Merda...jogadinhas em velho. Rapidamente ele pega o bilhete que dizia “ Estarei escondido até as coisas... se acalmarem, cuide da minha pequenina hehehe... a sua mãe sente saudades, e hei não esquece de ver o filme”. Gaspar respirou fundo pegando o cartão em seguida. – Como sempre Lucien deixando tudo nas minhas mãos, e eu como tolo acreditando que estaria livre da suas ambições. Ele olhou para a foto da Gill que estava sobre a mesa. – Aonde você está, espero que esteja bem depois de tudo ... que ele te vez. Ele olha para baixo com uma expressão triste.

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Gaspar - Estamos sempre tentando conquistar adeptos para nossas explicações do universo. Achamos que a quantidade de pessoas que acredita na mesma coisa em que acreditamos é que irá transformar está coisa em realidade. E não é nada disso.

SammaelO homem fraco teme a morte, o desgraçado a chama; o valente a procura. Só o sensato a espera.


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Gaspar Motierre

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Re: Casa - Gillian M. (Lucien Motierre) - Downtown Vancouver

Mensagem por Gillian M. em Qua Set 10, 2014 9:53 pm

Tudo aconteceu tão rápido, em um momento ela estava na galeria e segundos depois tudo se escureceu. Seus olhos nem bem tiveram tempo de se adaptar na escuridão e já sentiu seu corpo ser puxado quase que violentamente. Conhecia o toque daquelas mãos, aquele cheiro distinto assim como aquela forte e caótica energia, numa palavra foi dita, seus pés apenas se moviam apressadamente acompanhando News na escuridão sem nem mesmo saber para onde estavam indo. Pôde ouvir vozes, gritos, choros, coisas se quebrando por onde passavam e outros sons que não conseguiu distinguir muito bem. Seus olhos capturavam apenas escuridão e alguns flashes de corredores e paredes, mas não podia confiar no que seus olhos viam, nunca podia. Se lembra de ter visto uma porta se abrir, uma luz e ao seu redor absolutamente nada, ela estava sozinha. 

Ela virava em si buscando por News, ele estava ali, ela tinha certeza de que ele tinha estado com ela, puxando-a pelo braço por todo o caminho até chegarem ali, mas onde estava ele. Ela entrelaçou os dedos no cabelo e fechou os olhos tentando fazer com que aquilo fizesse sentido, tentando se lembrar exatamente do que havia acontecido, mas tudo em sua mente era um emaranhado de nada e tudo ao mesmo tempo, nem mesmo sabia onde estava, apenas que não estava mais na galeria. Gil abriu os olhos dando alguns passos incertos para trás se afastando do prédio lentamente e confusa, sem saber muito bem para onde ir, sabia apenas que deveria sair dali.

Continuou sua caminhada, sempre seguindo pelos becos e vielas, preferia a escuridão, estava vigilante apesar de pensativa. Ela deveria ir para casa, não conseguia pensar em nenhum outro lugar onde estaria segura, saberia o que fazer uma vez que estivesse lá. Talvez seu pai pudesse ajudá-la. Não estava muito longe de casa, apenas mais alguns blocos. 

Assim que se aproximou de casa Gill correu até a porta vasculhando o vaso de folhagens que havia em frente a casa em busca da chave, entrou em casa tropeçando e fechou a porta rapidamente. Deslizou com as costas na porta se sentando no chão, levando a cabeça para trás. Sua respiração era forte e descompassada. Permaneceu ali por algum minuto até recuperar o fôlego. Mas não era só cansaço que sentia, sentia que não estava sozinha na casa, e a energia que emanava não era a de seu pai, mas era tão conhecida por ela quanto. 

Ela se levantou calmamente caminhando por entre as coisas da loja que ficava no andar térreo, seguindo em direção a escada que levava para o andar de cima. Havia tempos que não sentia aquela forte energia, duvidou que talvez pudesse ser quem ela imaginava, uma pessoa da qual ela achava que á havia abandonado, por onde ele havia andando? Ao chegar no topo da escada Gill com um olhar surpreso observou aquela figura de costas para ela parado no final do corredor. Seu corpo todo estremeceu, como se uma forte corrente de ar frio tivesse passado pelo seu corpo, fazendo lhe faltar até o ar por alguns segundos.  Por alguma razão, ela e Gaspar tinham um conexão extremamente forte e seu corpo reagia de uma maneira da qual ela não conseguia explicar toda vez que estava perto dele. 


- Gaspar! Um sussurro seria suficiente para chamar sua atenção, pois sabia que ele podia senti-la assim como ela sentia sua presença.
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Re: Casa - Gillian M. (Lucien Motierre) - Downtown Vancouver

Mensagem por Gaspar Motierre em Qui Out 02, 2014 8:49 pm

Cair no profundo inferno, em minhas asas negras restavam um pouco de divindade, o sabor da minha antiga morada ainda podia sentir presença do último... E isso me torturava, assim que meus pés tocaram o chão gélido escuto sussurros das almas me chamando traidores em vidas e outros planos, aprisionados pela eternidade até os portões se abrirem.

Recolho minhas asas e caminho de forma que foi conhecido entre os homens, passando pela as cidades congeladas caminhei até uma mansão, fiquei paralisado por uns minutos, minhas mãos se fecham lentamente e bato na porta.
Um dos caídos abre a porta e se assusta com a minha presença. – O que faz aqui... Sammael. Seu tom de voz amedrontada me fez sorrir. – Visitando velhos conhecidos. Sem demora ele baixou a cabeça me reverenciando. No caminho ficou mudo, passamos pelos corredores da mansão até chegar à torre mais alta onde estava um velho conhecido, aquele que havia trazido nove céus com ele.

- Sammael. Disse ele de costa observando o seu paraíso de sofrimento. Nessa torre poderia ver e ouvir toda a cidade e reino do inferno. O caído assim que dou um passo à frente ele fecha as portas. – Príncipe dos caídos... Há quando tempo. Fico em pé perto da porta. Assim que ele se vira, seus olhos negros e a sua aparência animalesca me faz lembrar de quantos dessa forma eu matei. – Vejo que seu humano recuperou a consciência do seu corpo. Sentou-se da cadeira feita de ossos humanos e longo em seguida questionou minha presença repentina. - Porque veio aqui?

- Tenho perguntas... Que só você pode responder. Ele ficou surpreso e seu ego transbordou com um sorriso em seu rosto. – Sammael ainda lutando contra si mesmo... pois bem, me pergunte, mas isso custará caro. Olho para baixo rindo dos meus pensamentos mais obscuros. – Como você penetra da alma humana? Ele ficou calado olhando diretamente nos meus olhos. – Você quer incorporar? Ele respirou fundo e soltou o ar que cheirava enxofre. – O aprisione em seus sonhos é simples.

- Se fizer isso serei como você? Sem demora ele me respondeu.  – Sim e não. Ele mexeu a sua mão e o livro antigo apareceu em cima da mesa. – Você era um... Não consigo mais pronunciar essa palavra, por isso é mais forte... Você e a morte estão em cima das regras, mas matando um inocente ou obsessão por um... Digamos que quando você desce de casta, a sua forma divina vai morrendo até você se tornar... Um Demônio.

- Bem, acabaram as minhas perguntas o que quer em troca? Ele começou a gargalhar e o cheiro de enxofre começou a me incomodar. – Vamos... Pare de cerimônias.  – Quero que você mate um mortal e coloque o meu símbolo nele... Os meus devotos vão fazer o resto, fazendo isso irá pagar por suas perguntas. – Qualquer mortal? Ele deu um sorriso. – Não... Ele tem que ser mestiço.

Fiquei encarando ele. – Agora entendo o que quer... Tudo bem. Dou um sorriso e a minha aparência demoníaca ressurgi. – Mas se seus assuntos ficar em meio aos meus planos... Não me ariscarei de volta na nossa antiga batalha. Ele engoliu seco. – Me lembrarei disso

--

Gaspar sentia o seu corpo congelar, seus olhos estavam ficando pesados, quando ele piscava os olhos poderiam ver flashes de um plano, ele conversando com uma criatura que parecia ser um caído ou algo pior. A sua cabeça estava doendo muito, latejando. Ele rapidamente pega o cartão de memória em seu bolso e senta na cadeira próxima a mesinha. – O que esta acontecendo comigo? Ele coloca a suas mãos na cabeça massageando as têmporas. – Como posso estar congelando se a casa está aquecida. Ele para por um tempo e começa a rir. – Essa teoria é ridícula.
 Ele escuta um barulho no andar de baixo de porta se abrindo, ele se levanta e assim que ele olha para a porta era a Gillian, por um momento ele ficou surpreso olhando nos olhos dela, e apenas sorriu. – Podia sentir sua presença a quilômetros, Gill. Com uma voz simpática e um tanto cansada naquele momento que parecia estar acontecendo uma guerra dentro da sua existência.

Gill respira fundo quando Gaspar se vira para travarem um olhar, e naquele momento sente suas pernas enfraquecidas, mas consegue segurar o peso de seu corpo sobre elas. O que ela sentiu, não havia sentido a muito tempo, era como se seu corpo tivesse sido jogado contra a parede, um impacto esmagador, algo estava errado.

- Venha, sente-se por favor, me conte como... Saiu daquele lugar? O tórax agora parecia se aquecer, um imenso calor enquanto o resto de seu corpo se permanecia congelado o ar que saia de sua boca era quente. Ele limpa a garganta.
Hesitou por alguns instantes, talvez fosse mais seguro se manter no lugar e não correr o risco de desabar quando desse o primeiro passo a frente. Manteve seu olhar fixo no de Gaspar, puxou fortemente o ar para os pulmões e se forçou a dar o primeiro passo, e o segundo e manteve sua caminhada seguramente até se aproximar dele e se sentar. Ela mantinha um sorriso no rosto, não era simpático, nem tímido, e sim um sorriso e uma expressão confusa. A pergunta de Gaspar havia lhe deixado pensativa, não tinha certeza de como havia escapado daquele lugar, mas que de lugar ele estava falando?
- Como eu sai de onde? Eu deveria estar em algum lugar? Na cabeça de Gill nada fazia sentido, o único lugar do qual ela tentava escapar era de sua própria mente de tempos em tempos, e desse lugar ela sabia que nunca conseguiria sair. - Eu apenas me lembro de corredores e pés...coisas tentando me machucar, um homem, sangue, muito sangue, uma floresta, meu corpo queimando, exaustão, frio...Mas são apenas flashes. Onde eu deveria estar?

Vamos para a cozinha, eu estou com fome e acho que você também. Ele caminhou lentamente abriu a geladeira e bebeu uma garrafa de água gelada que fez com que abaixasse a temperatura de seu corpo por um tempo.

- Fome, sim eu definitivamente estou com fome, não me lembro quando foi a ultima vez que comi algo. Disse ela seguindo Gaspar até a cozinha, por um instante parecia que ele conhecia mais aquela casa do que ela, ela estava desorientada, tentando fazer sentido em seus pensamentos com os acontecimentos anteriores. Se sentou na mesa depositando os cotovelos sobre a mesa e descansando o rosto nas palmas das mãos postas uma de cada lado de seu rosto, algo a incomodava, ela olhou para ele. - Você está bem? Não me parece bem.

Ele olhou para ela e deu um sorriso jogando a garrafa vazia em cima da pia, pegou dois lanches. – Pegue.
Ela baixou o olhar para o lanche, e subiu o olhar para Gaspar quando ele mencionou Lucien, seus olhos se arregalaram, seu pai, como ela poderia ter se esquecido de seu pai. - Onde ele está? No momento era a única coisa que passava por sua mente, ignorando as palavras de Gaspar por alguns segundos para saber sobre seu pai. - Ele está bem? Quanto tempo você está aqui em casa? Quanto tempo eu fiquei fora?

Ele respirou fundo e mordeu um pedaço do lanche. –  O Lucien me entregou um vídeo. Disse ele com a boca meio cheia. – E mais um trabalho. Assim que ele termina de mastigar. - Parece que você já teve a suas aventuras, quer me contar alguma coisa? Ele fica encarando ela por um tempo. – Você parece assustada com alguma coisa ou com alguém. Ele sabia que Gilliam poderia por vezes parecer uma garota inocente e delicada, mas a realidade era outra, afinal, era filha do Lucien, ninguém sabe o que se passa na cabeça dela, o que ela planeja, mas muitas vezes ele viu os demônios de Gilliam aparecerem num surto cruel e insano quando adolescentes.

 - Depois de terminarmos o lanche, vamos ver esse vídeo. Disse ele oferecendo um copo de suco para ela.
Gill ficou calada, ela e seus pensamentos, sim ela estava assustada e porque? Ela havia voltado pra casa correndo, estava fugindo de algo, mas do que? Forçou sua mente para lembrar, algo havia acontecido, mas o que? Fechou os olhos apertados tentando trazer sua memória. Sua respiração gradualmente começou a ficar pesada, os flashes em sua mente a assustavam e o que via era vívido e ela não gostava.

Assim que Gaspar se aproxima da mesa lhe oferecendo um copo de suco, ela se levanta da cadeira bruscamente abrindo seus olhos que rapidamente se encheram de lágrimas que começariam a escorrer em seu rosto involuntariamente. - Não chega perto de mim, eu não quero te machucar também. Diz ela se afastando para o canto da cozinha, não queria que ele chegasse perto, que a tocasse, ela havia machucado aquelas pessoas, todas elas, podia ver e sentir o sangue quente delas escorrendo em suas mãos, que desesperadamente ela esfregava ambas as mãos na roupa tentando limpá-las, não queria ver suas mãos manchadas com sangue de inocentes. - Ele me fez fazer isso, ele está aqui.... - Dizia ela batendo o dedo indicador em sua cabeça, aquele homem era o culpado, News era uma de suas imaginações e havia feito com que ela machucasse aquelas pessoas na galeria, ela jamais faria aquilo. - Faz com que ele vá embora, eu não quero ele aqui, olha o que ele me fez fazer. Gill mostrava as mãos para Gaspar, nos olhos dela elas estavam sujas de sangue assim como suas roupas. Ela se lembrava agora. - Foi ele, não fiu eu, eu juro, não fui eu... como eu faço para fazer ele ir embora, faz ele ir embora....VAI EMBORAAAA, EU NÃO QUERO VOCÊ AQUIIII. Gritou ela desorientada olhando para o nada pedindo que ele fosse embora, se afastando e se sentou no canto da cozinha toda encolhida entrelaçando os dedos no cabelo enquanto as lágrimas continuavam a escorrer incessantemente, e gritando em desespero pedindo que News fosse embora.
 
Ficou pensativo olhando para ela tentando assimilar algum vestígio de realidade em seu surto. – Me machucar. Ele deu um sorriso simpático. – Você melhor do que ninguém deveria entender que eu já estou morto a muito tempo. Disse ele sussurrando com um tom triste.
 
Seu corpo todo tremia, as imagens ainda passavam em sua mente, era ela, não havia mais ninguém, ela estava convicta de que havia sido ela o tempo todo, sem nenhuma compaixão, ela havia cometido tal atrocidade, se via ferindo cada uma daquelas pessoas e ainda sim tinha um sorriso de satisfação em seu rosto, ela havia sentido prazer em cortar a carne, derramar o sangue de cada um. Ela tapou os olhos, mas mesmo assim as imagens não desapareciam de sua mente.
 
Gill minha querida, lute contra o seus demônios ou eles lutarão por você. Ele se aproxima dela e pega delicadamente suas mãos. – Você não manchou suas mãos com sangue inocente, pois ninguém nesse plano é inocente... Lembra dos livros que nós líamos? Ele levou sua mão até o rosto dela enxugando suas lágrimas. – Temos que sacrificar milhares de almas para só uma nascer nesse maldito plano e os vivos são os escolhidos, que vivem suas vidas vegetativas perdendo sua preciosa existência para servir a máquina do mundo.
 
Se encolheu um pouco mais quando Gaspar se aproximou, mas não tinha mais para onde ir, não tinha para onde fugir, nem se ela quisesse, aquilo á atormentaria para sempre, seus demônios não a deixariam esquecer, zombariam dela. Ela tinha mais uma coisa para alimentá-los. Gill tentou puxar suas mãos para si, quando ele a toca, mas ele as segurou firme, tentando acalmá-la. - Mas eu não deveria, eu não queria...não cabe a mim decidir os escolhidos para deixar esse plano. As lágrimas continuavam a escorrer em seu rosto.
 
O seu corpo doía como várias espadas o perfurando, mas mesmo assim tenta se manter normal, ele sentia um peso enorme em suas costas e um cheiro de enxofre no ar, parecia que o portão do inferno havia se aberto. Ele escutava um sussurro e gargalhadas que estremecia até seus ossos. –... Ele vai embora quando você quiser que ele vá, você sempre foi mais determinada, não deixe ele usar a sua fraqueza contra você.
 
- Ele não vai embora, eles nunca vão... Disse ela abaixando o tom de voz agora num sussurro e continuou. - ...eles estão sempre comigo, me atormentando, conversando...eles riem...Ela exibiu um sorriso que se esvaiu em seguida dando lugar para a expressão assustada mais uma vez. - ...eles...eles me assustam..mas..mas só as vezes. Ela sussurrava enquanto amarrotava as mangas da camisa de Gaspar expressando seu nervosismo enquanto olhava ao redor como se quisesse se assegurar de quem não havia ninguém, além deles dois presentes.
 
Ele levantou ela calmamente colocou o braço dela ao redor de seu pescoço e a carregou até a sala. – Fique ai e pense no que disse, a sua mente pode estar confusa, respire fundo e concentre da sua energia, eu já volto. A sua aparência estava pálida, estava perdendo a cor. Caminhou vagarosamente até o banheiro abriu a porta e fechou às suas costas.
 
Ela ajudou Gaspar a levanta-la, se forçando para fica em pé e se arrastou com ele até a sala, sentou na poltrona, quando ele tentou se afastar, ela agarrou em sua camisa, uma suplica para que ele não a deixasse sozinha, ela não queria ficar sozinha, mas um olhar dele e a certeza de que ele estaria logo de volta, fez com que ela deslizasse as mão de sua camisa e permanecesse ali. Colocou os pés no sofá e se encolheu fechando os olhos, e tapando os ouvidos com as mãos, preferia não ver e não ouvir nada naquele momento, mas o eco em sua mente ainda estavam lá.
 
Com os olhos fechados, cobriu o espelho do banheiro com a toalha de rosto. – Malditos espelhos. Abriu os olhos bem devagar pegando o copo onde estavam as escovas de dente, jogou elas na pia e encheu o copo de água. Murmurando algumas palavras antigas, logo em seguida bebeu a água e seu corpo parecia melhorar. Deixou o banheiro após uns minutos e voltou para a sala. – Então, melhorou? Não sei o que está nesse cartão. Ele tirou do seu bolso e mostrou para Gill. – Só vou ver isso quando você estiver melhor
 
A voz de Gaspas chegou em seus ouvidos mesmo estando com eles tapados. Lançou um olhar para ele, ela não precisaria responder sua pergunta, ela não estava bem e não ficaria bem, ela nunca estava bem. - Você não parece bem, eu posso sentir. Comentou ela devido a sua aparência e seu comportamento anteriormente. Ela não era a única tendo que lidar com seus próprios demônios. - Por que meu pai deixou isso, e onde ele está? E que vídeo é esse que ele quer que você veja?
 
- Bem? Disse ele se questionado. – Hum... Nesse momento estou. Ele olha para ela e sorri. – Acho. Disse ele sussurrando para si mesmo. Caminha lentamente e se senta na poltrona perto da televisão ainda com o cartão em mãos. – Não sei o motivo do desaparecimento dele, sei que estava voltando com o projeto antes da morte. Ele para um segundo e fica um bom tempo calado pensando. Sentiu uma presença muito negativa na sala. – Voltando ao assunto, ele deve estar em um dos laboratórios da empresa que ele trabalha ou um dos templos da seita que ele é um dos donos.
 
Ele encostar na poltrona ainda mantendo seus olhos em Gill. – Sobre o vídeo não sei...apenas sei que é um trabalho que ele me deu, lembra, ele sempre me dava algo para trabalhar e alimentar minha curiosidade sobre o plano sobrenatural. Gaspar sempre buscou a verdade das teorias mais absurdas da humanidade e publicou um livro que vendeu como água naquele mesmo ano, foi questionado sobre diversas teorias, principalmente sobre a política e o ocultismo, foi intimidado pela alguns seitas que queriam permanecer na escuridão, outras... utilizar o livro para ter mais membros.
 
Ele apenas riu das idiotices dos outros, alguma seitas são tão absurdas que ele questiona até onde a crença e a insanidade se interligam. – Vamos ver isso. Ele colocou o cartão na entrada do DVD, ligou a televisão e aguardou.
 
Gill nada disse, apenas permaneceu ali encolhida no sofá, prestando atenção nas palavras de Gaspar, ou não, sua mente já estava confusa demais para tentar dar sentido à alguma coisa. Olhava na direção de Gaspar, mas seu olhar enxergava adiante, por cima de seus ombros, para o nada.
 
Logo apareceu Liliam colocando os dois em uma marca, ambos pareciam dopados. Caminharam lentamente e se deitaram na marca, logo em seguida as imagens cortadas, eles apareciam sendo amarrados por Lucien que estava muito contente com a experiência. Tinham várias máquinas com agulhas ao redor das marcas, Lucien caminhou até sua filha e fez um carinho em sua testa. – Me mostre o que você está vendo, os olhos dela ficaram brancos e ela começou a dizer coisas sem sentido.
 
Não deu muita bola quando ele colocou o vídeo para que pudessem assistir, mas a imagem de sua mãe fez com que ela reagisse. Fixou seus olhos na televisão e praticamente se jogou para fora do sofá se arrastando até a televisão. As lágrimas voltaram a cair, como ela havia sentido falta daquele rosto tão familiar e tão estranho ao mesmo tempo. Levou as mãos para a tela como se acariciando a, era como se acariciasse sua mãe. Assim que a imagem de sua mãe desapareceu de sua frente, com uma expressão triste ela se afastou um pouco da televisão sem entender nada do que estava se passando. Seus olhos fixos na imagem se arregalaram e o pavor em sua face era claro, era um misto de pavor e descrença. Levemente ela balançou a cabeça negativamente. - Não...ele...não. Sussurrou para si mesma. Queria fechar os olhos, não queria ver aquilo, não era verdade, mas não conseguia desviar seu olhar curioso.
 
O vídeo é cortado mais uma vez e mostra os dois com faixas na cabeça e presos em um quarto lacrado com várias câmeras os vigiando, Gillian estava encolhida em um canto cantarolando enquanto Gaspar, calmo meditando. Um dos seguranças entra na sala para pegar Gillian, Gaspar rapidamente pula em cima do segurança mordendo-o fortemente, chegando até mesmo tirar um pedaço de sua carne. Rapidamente a porta se fecha e com o sangue Gaspar começa a fazer desenhos macabros e assustadores de demônios e anjos e uma cidade completamente destruída.
 
Ela puxa o ar fortemente, um susto ao ver Gaspar atacar o segurança, levou as mãos na boca, ela lança brevemente um olhar para Gaspar ao seu lado que assim como ela estava com os olhos fixos na tela sem entender absolutamente nada. Ela não se lembrava daquilo, de nada daquilo.
 
Então o vídeo acaba com um símbolo da empresa Andromeda Corporation. Gaspar fica sem reação por um momento e depois explode de raiva. – Que brincadeira é essa? Que merda o Lucien ta planejando, eu não me lembro disso... Filho da puta. Seu nervosismo faz com que ele comece a ter alucinações de uma sombra com asas, à expressão dele começa a mudar, e sua voz fica bizarramente esquisita. Em seguida ele ri espontaneamente e minutos depois fica paralisado como se estivesse morto.
 
Gill leva as mãos na cabeça cobrindo os ouvidos assim que Gaspar se enfurece. - Para Gaspar, para de gritar, você vai acordá-los. De repente o silêncio toma conta da sala. Com a respiração forte e os olhos cobertos de lágrimas, ela desliza as mãos dos ouvidos e olha para Gaspar que parecia estar paralisado. - Gaspar! Gaspar, você está bem? Engatinhou até ele, e ficou de joelhos em sua frente segurando sua camisa na altura da cintura. -GASPAR!! Ergueu seu tom de voz tentando tirá-lo do transe.
 
O que aconteceu, porque ta me olhando assim ? Diz ele quando volta em si. A expressão de medo dele e o seu coração acelerado. – Aquele vídeo...tenho que saber mais coisas, podemos nos ajudar eu e você estamos nisso juntos
 
Sentou em seus calcanhares respirando fundo. - Eu não sei. Será que deveríamos, por que meu pai entregaria isso? Ele quer nos machucar, ele já nos machucou, você não viu...por que ele fez aquilo...e...e minha mãe. Baixou a cabeça e permaneceu calada. O que seu pai havia feito, por que sua mãe havia permitido, o que realmente havia acontecido? Ela não tinha certeza se ela queria saber, será que ela havia visto tudo aquilo, será mesmo que ela estava em casa, com Gaspar, ou aquilo tudo era mais uma coisa de sua mente?

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Re: Casa - Gillian M. (Lucien Motierre) - Downtown Vancouver

Mensagem por Maximillian Santori. em Qui Nov 13, 2014 8:03 pm

Assim que Max se despede do delegado, ele pega toda a papelada e vai caminhando até a sua mesa as colocando em ordem alfabéticas. Liga o computador e a tela começa a puxar os dados das supostas vítimas.  – Vamos começar com esse aqui. Os cadáveres frescos no beco vai ser o meu café da manhã. Disse ele rindo encarando o monitor.

Investigação ou pura curiosidade sempre mexeu com ele, desde grande importância da alta sociedade até mortes de becos ou assassino menos prováveis sempre deixou ele se perguntando, “ O que se passa na mente de um assassino antes de matar a sua vítima.”  "Um sentimento de orgasmo, ou puro e incontrolável ódio ao ser humano". Ele ajudou na captura de pedófilos a assassinos em séries, historias absurdas que poucos tem estômago de suportar o lado nojento da humanidade e mesmo assim nunca chegou a compreender a mente de um perturbador. Ele admira os psiquiatras que tentam entender a mentes desses doentes, são poucos que conseguem antes de se aposentar.

 Ele solta um sorriso. – Vamos ao teatro, da vida. Disse ele sussurrando e pegando o seu sobretudo que estava na cadeira. Ele se arruma colocando tudo no lugar e coloca a machadinha que Latrell lhe deu dentro do bolso grande, ele pega a carro de investigador e dirigi até o Roxy, ainda estava de dia e o seu trabalho mal havia começado.

Assim que ele estaciona perto do beco, o legista estava de cabeça baixa conversando com o novo parceiro de Max. Ele vai caminhando até o beco, mas antes da uma analise nos cadáveres... – Um par de luvas, por favor. Pediu para o rapaz que estava dentro do carro. Coloca as luvas, analisa a idade das vítimas e vê se tem alguma marca, ele vira o pescoço de um das vitimas e encontra dois buracos aproximadamente do tamanho de dentes caninos.

 - Que festinha animada a de vocês, dois copos grandes e uma bebida mal batida? Disse ele rindo ele fecha os sacos, e ouve seu novo parceiro gritar o chamando. Max tira as luvas e entrega para o rapaz, caminhando mais adiante no beco.  
 O Legista o encarou assim que ele se aproximou. – Bem o seu trabalho termina aqui e meu começa na mesa. Ele da uma risada com desdém, Max o ignora e vai direto ao assunto com um tom sério observando o legista. – No momento pode me dizer algo sobre os corpos?

 - Foram mortos nessa madrugada, você percebeu que foram mordidos? O dente do assassino é como um canino de um cachorro de grande porte, ele deve ter colocado cirurgicamente a não ser que você acredite em vampiro. Max deu uma risada meio debochada. – Não poderia ser um lobisomem?! Ambos riram. 

- Mais o caso da morte é inconclusivo, eu ligo para o seu parceiro mais tarde dando mais informações. Max saiu do caminho do legista o deixando passar. – Vamos à apresentação me chamo Maximillian sou o seu novo parceiro e você é?  
  - Frank Marconi também sou novo nesse distrito. O rapaz estendeu a mão, Max fez o mesmo o comprimentando. – Era de onde Frank? O rapaz com uma expressão seria responde. – Toronto

 - Bem vindo a Vancouver, a cidade do mundo velho. O rapaz demorou a entender a piada e logo em seguida deu um sorriso. – Vamos ao outro caso, cadê o seu carro Frank?  – Vim no carro do legista. Max deu uma risada. – Então você dirigi

O Frank era um desentende de índio, alto e forte como um touro e com cabelo longo e negro preso num rabo de cavalo baixo. Usava uma a calça e o sapato do uniforme com uma camiseta branca, assim que ele entrou no carro. – Para onde? Ele sempre era direto parecia que não gostava muito de conversa mais sempre estava focado nos casos.
Para o max isso não era problema, desde que Frank não atrapalhasse seu trabalho e não criticasse o modo que ele trabalhava. –  Vamos até a loja de ocultismo do centro da cidade, tenho um caso não terminando para resolver


Frank sem questionar ligou o carro e permaneceu calado, Max se encostou no banco do carro e ligou o rádio para manter se manter atento as chamadas e saber o que acontecia na cidade. Ficou repensando varias vezes o que Latrell havia dito. “Ser um caçador de vampiro,” ele não sabia o que decidir, se ele fosse um caçador e matasse um vampiro em público  seria considerado assassinato? 

 A mesma lei que prende um humano serviria para um vampiro? Será que eles já estão na política, movendo o sistema contra os seres humanos? Se eles tem tanto poder assim porque não um domínio global, criar novas leis ao seu favor e saírem das sombras, será que eles tem tanto medo assim dos caçadores ? Ou tem algo pior que vampiros convivendo com os humanos? Essas questões deixavam ele com um frio da barriga, mas ao mesmo tempo o intrigava com essa nova visão do mundo. 

 Assim que ele chegou na loja, Frank estacionou na frente do prédio. Max entrou primeiro e longo em seguida o seu parceiro. – Que lugar estranho, parece a casa do meu tio. Disse Frank comentando e olhando para uma estatueta tribal. – Esse lugar já teve seus momentos. Disse Max se aproximando do balcão e tocando a sinetinha do botão chamando possivelmente Lucien ou alguém que trabalhasse ali.

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Re: Casa - Gillian M. (Lucien Motierre) - Downtown Vancouver

Mensagem por Gillian M. em Dom Nov 23, 2014 4:56 pm

Ficou parada sem nenhuma reação vendo por meio de suas lágrimas e sua visão embassada o corpo de Gaspar colidir contra o chão e seu corpo ficar completamente imóvel. Hesitou por alguns segundos, mas acabou se aproximando se pôndo de ajoelhos ao seu lado e tentou por diversas vezes acordá-lo levando ambas as mãos em seu peito e o chacoalhando, mas seu corpo não tinha nenhuma reação. Suas lágrimas se intensificaram, estava perdida, sem saber o que fazer, sem saber o que pensar. 

Subtamente ela se levantou e correu, cortando os cômodos da casa, Gill desceu as escadas seguindo em direção a loja de seu pai que ficava no andar debaixo. Seguiu correndo para os fundos puxando o pano branco que havia sobre um grande espelho e ajoelhou-se em frente a ele enquanto suas lágrimas ainda humideciam seu rosto. Sua voz deixavam seus lábios fraca e entre soluços ela amaldiçoava. 

Não acreditava no que havia visto, eram coisas absurdas, uma brincadeira de mal gosto, como poderiam... seu pai.... sua mãe, não aquilo não era verdade. Olhando para o grande espelho Gil começou um argumento aos berros. 

- Você mentiu, me enganou... disse que eu era tudo aquilo, que podia fazer coisas que nem eu entenderia, mas essa pessoas não sou eu. Eu sou essa pessoa fraca que ajoelho diante de você para pedir redenção, eu não posso continuar, eu não sou quem você pensa que sou, ou quem, o que poderei me tornar...eu sou...eu nem mesma sem quem eu sou. Cobriu o rosto com as mão abafando suas últimas palavras. Se sentia sem chão, sem saber o que fazer, por onde começar...quem ela era...quem era Gillian Motierre?

A superfície do espelho parecia ter um tom cinza escuro esfumaçado, estava levemente turva. Gil estendeu a mão direita em direção a ele e tocou a superfície com seus longos dedos finos, estava mais frio que o normal, e pode sentir uma leve energia envolver seu corpo como se a acalmasse.

Ela sentou sobre seus calcanhares por alguns segundos e deixando seu corpo molemente se esparramar pelo chão frio. Enquanto os últimos eventos passavam em sua mente, ela tinha o desejo de simplismente desaparecer, se afastar daquele mundo, ir para outro plano onde sua mente se mantesse num estado de extremo descanso, alívio, liberdade. Se livraria dos demônios que invadem seu subconsciente. Ela não queria mais pensar em nada, mas era algo do qual ela não tinha controle. Ela apenas continuou ali, encolhida, com seu rosto ainda coberto pelas mãos, choramingando. 

Minutos depois ouviu a porta da loja se abrir, passos calmos faziam seu caminho até o balcão, foi quando ela ouviu tocaram a sineta. Relutante ela apoiou as mãos no chão e levandou seu corpo se mantendo sentada, enxugou o rosto com as mãos até finalmente se por de pé. Caminhou com passos lentos e desencorajados em direção ao balcão. Ao se aproximar, avistou dois homens, ela não os conhecia, e não pareciam estar ali para comprar antiguidade. Ela ajeitou as roupas e proseguiu. 

- Olá! Disse ela com um olhar confuso e a voz meio rouca, limpando a garganta em seguida antes de continuar. - Em que posso ajudar? Ficou parada em frente aos dois homens, aguardando.

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