[Loft] Alyssa Blane

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[Loft] Alyssa Blane

Mensagem por Alyssa Blane em Qua Set 17, 2014 1:04 pm

Com tão pouco espaço disponível, toda decisão faz um enorme impacto. Com toques alegres e sofisticados, os arquitetos trabalharam com uma paleta bem definida: branco, preto e cinza. O design inteligente faz um pequeno loft parecer bastante espaçoso. 


   


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Re: [Loft] Alyssa Blane

Mensagem por Trey Den Bakker em Seg Nov 10, 2014 10:38 am

Entramos em um acordo silencioso depois do embate. Os dois com a vida  um do outro nas mãos, pelo menos, a integridade. Eu com a arma apontada para a cabeça da loira e pronta para ser disparada, a loira pronta para cortar minha garganta. Respirávamos lentamente encarando sem vacilar um ao outro, não hesitaria, sabia que isso era importante. Senti meu corpo ser empurrado para longe, por mim poderia passar a noite inteira ali, apenas esperando ela desistir, vendo que não desistiria. O maior interesse de ir atrás da mulher não era meu. O caminho foi silencioso e a mulher não tirava os olhos de mim.

- Pronto, estamos aqui. - Disse ao parar o carro na frente do prédio, conforme o endereço, olhei para cima verificando o número do prédio, puxando o celular. - Gomez, estamos aqui no endereço que disse. Agora quem é a mulher? Manda uma foto e o nome dela, Cara. - Não esperei o homem responder, e já desliguei, precisava de informações e errar tenho certeza de que a loirinha não gostaria. Recostei no banco, respirando fundo e quebrando o silêncio dentro do carro depois liguei o rádio em uma estação qualquer. Olhei a foto que recebia, era uma delícia a mulher. -Veja, é com essa graça que vamos lidar… O moleque tem bom gosto - disse depois de ver a foto e jogando o celular para a loira, que não parecia nada a vontade comigo. Ela olhava a foto, devolvendo o celular para mim.


- Já vi que teremos trabalho em manter ela calada. - Com aquela cara de patricinha ela faria um drama infernal, testando a paciência limitada de Bellenger. E a minha.

– Tenho certeza disso… Espero que ela colabore… – concordei.- Ótimo agora temos que invadir o prédio sem saber qual é o apartamento dela. Perfeito. - Bufei pesadamente. Percebi que as informações eram sempre pela metade - Vamos esperar…- Estendi a mão para ela. Ainda não a conhecia - Trey... - Já que trabalharíamos juntos nada mais justo do que ao menos apresentações.


Rolou os olhos para as mãos do rapaz e voltou a olhar para ele com uma certa hesitação, mas acabou por estender a mão pegando na mão dele.- Dannah. Puxou sua mão e voltou ao seu estado de silêncio, aguardando até o momento certo de agir. 

Observou pelo espelho do lado do passageiro um táxi encostar atrás do carro. Trey desceu rapidamente do carro e segundos depois estava ao lado do passageiro abrindo a porta e estendendo a mão pedindo que ela o seguisse. Ela entendeu o recado e o que ele estava tentando fazer, claro que se aproveitar da situação também seria um bônus para ele. Relutante, mas pensando na necessidade do teatrinho que se formara, Dannah saiu do carro para se juntar a ele, que a puxou para perto. Depois de lançar um olhar frio para Trey que paticamente dizia "Se aproveite da situação e você é um homem morto,” ela abriu um sorriso simpático entrando no joguinho dele.

Não demorou para que o táxi chegasse e de lá uma loira descia.  Já tinha pensado no deveria ser feito, para não levantar suspeitas. Desci apressado do carro enquanto, notando que a loira ainda ela pagava a corrida . Corri para o lado da minha passageira, abrindo a porta a ajudando a sair. - Se não quer levantar suspeitas, vem. - Olhei para mão dela e depois em seus olhos, frios, apesar do sorriso simpático que ela esboçava.. A puxei. - Ela nem vai desconfiar... - sorri malicioso conforme seguíamos a loira. - Dá pra ser mais realista? 

Chegamos juntos com a loira, a nossa frente, abrindo o portão de entrada - Boa noite! Ops... - fui educado ao aproximar, claro que estava segurando o portão para aproveitar.

-Boa noite. - ela respondeu com um sorriso simpático, analisei o conteúdo, um rosto bonito um corpo sarado, um belo traseiro e a brincadeira só estava começando. Pegava aquela loirinha tranquilamente. Pobre que ela fazia parte do trabalho e sua integridade não era garantida.

O caminho parecia combinado e sincronizado, como se conhecesse aquele corredor a tempos. Evitei as câmeras, olhando para baixo ou para minha companhia, com um sorriso teatral. Dannah era gostosa, porém dona de um olhar sério e sem alegria. Parecia ser o tipo de mulher que preferia uma vida solitária e somente dedicada ao trabalho. Não que eu seja o cara mais animado do mundo, mas gosto de diversão.

No elevador deixei que as moças entrarem primeiro enquanto segurava a porta e, juntava a minha parceira com um sorriso malicioso. Passando a mão em sua cintura, parando na sua frente, beijando o canto de sua boca parando ao seu lado, com a mão em sua cintura. Ficando exatamente atrás de Dannah, como se fosse um casal. Esse jogo era perigoso e sabia exatamente os riscos. - Você é nova aqui não? - falei para Alyssa, vendo o andar que apertava e simulava que apartaria o mesmo. Como um bom vizinho. Ela olhou para mim, parecia ter tido um dia difícil e respondeu apenas com um singelo - Duas semanas no máximo. - Papo de elevador. E o “bing” do andar já soava. Todos no mesmo andar! Pobre Alyssa...

Ela parou em frente a sua porta, conforme passava com a loirinha, olhei para ela. E antes que a porta da loira fechasse.

- Boa noite Alyssa... - Falei de maneira sombria, pegando minha arma, encostando nas suas costas.- Não faça nada tolo...- Empurrava a mulher apartamento a dentro enquanto Dannah fechava a porta, atrás de nós.

A loira pensou em pegar sua arma. - Não faria isso se fosse você. - A minha estava com um silenciador, sorte minha Gomez ter esse artefato dentro do carro, e aproveitei para acertar um vaso bem próximo. - O próximo é em você e tenho certeza que acerto antes de pegar sua arma dentro da bolsa. - A Dannah  tomava a frente puxando a loirinha pelos cabelos a jogando em sua cama, tirando a bolsa da mulher atirando para longe para não haver nenhum perigo que ela pegasse uma arma ou o celular. Dannah desembainhou sua kukri para deixar claro para a mulher que ela não estava de brincadeira. Enquanto isso, eu recostava na frente das duas segurando a arma apontada para o trabalho.

- A coisa vai funcionar da seguinte forma, se você gritar e decidir que não quer colaborar, não terei problema algum em usar essa belezinha, assim como meu companheiro. Também não precisa vir com todo aquele discurso de donzela em perigo, já ouvimos esse discurso diversas vezes e não vai adiantar, você não vai a lugar algum até que a gente consiga o que queremos. Supondo que você tenha entendido o recado, aqui vai a primeira pergunta, o nome Clinn te tráz alguma lembrança?

A loira gostosa apenas indicou que sim, havia entendido como as coisas funcionaria e quem ditaria as regras.

- Ok, entendi o recado... A única coisa que sei sobre esse nome eh que é um grande nome por trás de armamentos. Como jornalista preciso saber algo, mas nada além disso... – Odeio quando não cooperam e Dannah parecia ainda calma apesar de tudo.

- Uhum, entendo. Então você não se importaria se ele sofresse um acidente ou algo do tipo. – Eu andava de um lado para o outro levemente impaciente com a situação, mas sem desapontar a arma da direção da mulher.

- Já disse não o conheço, mas a família dele deve se importar... - ela arqueava os ombros, tentava se fazer de desentendida, bocejei.

Dannah pegou o celular do bolso e voltou o olhar para a mulher. - Você tem certeza disso, por que se tiver, pode dizer adeus ao seu namoradinho em pensamento, pois será só isso que terá dele.

- Anda logo... Já demos muita chance para ela...- digo friamente, perdendo sua paciência.

- Eu não o conheço -sua voz vacila, mas mantém a resposta.

- Tenho certeza, que ela não está sendo verdadeira – olhei para Dannah e depois para a mulher, sentada na cama – Acha que somos iniciantes, garota? Acredita, que antes de entrar aqui não sabemos até a cor da sua calcinha? - A encarei sem vacilar. - Não conhece Nenhum Clinn, mesmo? Estamos lhe dando uma chance, tenho certeza que minha amiga quer usar essa faca em você..Certo?

-Com toda certeza.- Dannah pega o celular de Alyssa de dentro da bolsa dela, coloca brevemente em seu bolso da calça, se aproxima da mulher que estava sentada na cama, a puxa pelos cabelos mais uma vez e a coloca sentada em uma cadeira, se posicionando atrás da mulher com sua kukri em seu pescoço. Retirou o celular da mulher do bolso e ofereceu a ela. - Você vai ligar para ele e vai ser o mais convincente possível para trazê-lo até aqui, e se der algum vacilo para tentar avisá-lo de alguma forma...bom, acho que não preciso dizer o que acontece depois.

- Você não está em posição de negociar, lembre-se disso...Coloca no viva voz...

Com as mãos trêmulas ela pega o celular, busca o número na agenda e liga para o rapaz, que logo a atende. - Thom? - com voz chorosa ela falava com ele. Um sorriso misterioso apareceu nos meus lábios. O olhar cruzou o de Dannah, quando ele atendeu e ela continuou a falar.

Sim, sou eu... Aconteceu tanta merda hoje, estou com medo, vem aqui, por favor? – Fácil como tirar doce de criança.


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Re: [Loft] Alyssa Blane

Mensagem por Thomaz Clinn em Qua Nov 12, 2014 1:50 pm

O telefonema de Alyssa de certa forma deixava-me apreensivo, a bela dama de alma forte e expressão marcante não era de forma alguma  aquela no telefone, a Alyssa do telefone não era a  que eu conhecera tão bem , o céu de Vancouver estava cinza  desde o amanhecer, fechado e talvez até  passando-me uma mensagem  de que este dia não seria nada fácil, devaneios de uma mente não tão brilhante transbordavam como uma enchente descontrolada em minha cabeça . O caminho até a casa dela não era tão longe assim da torre  porem o transito não ajuda a esta hora, atenção redobrada ao volante enquanto os pneus cantam uma melodia não tão suave ao asfalto, o som do motor ditando o ritmo eloquente em meio a dança entre as pistas, o barulho do vento chocando-se com agressividade contra o  vidro entre aberto, o som transmitido no rádio em  uma estação qualquer  e a arma carregada  depositada debaixo do banco no qual estava sentado  eram minhas companhias ali. Esperava não usa-la, mas em meu peito um coração atônito palpitava em ritmo um pouco descontrolado obrigando-me a trancar a respiração as vezes.

Enfim a chegada em frente ao prédio da loira, uma parada rápida assim travando os pneus contra o asfalto faz um barulho as vezes chamando atenção de pessoas que ali transitavam pela rua. Não me importo pra falar a verdade, a única pessoa em que me estendera a mão em uma cidade assim quando cheguei talvez estaria passando por alguma dificuldade, ou talvez não, talvez seria apenas um momento de fragilidade e solidão precisando de um ombro amigo para se abrir. Ainda dentro do veiculo e olhando para o retrovisor vejo que uma ou outra gota de suor tender a escorrer ao lado de meu rosto, levo a mão ao porta luvas abrindo-o e logo em seguida pegando um lenço secando o rosto, fecho os olhos concentrando-me e assim tentando controlar com calma os batimentos e a respiração desordenadas, segundos que não foram muitos para que voltassem ao normal. A mão escorria por debaixo do banco segurando a desert eagle de pente cheio e pronta para ser usada caso necessário mas inconscientemente desejando de que não fosse, a porta do carro era fechada assim que saia  e ao mesmo tempo a arma era colocada na parte de trás do cinto sobre o paletó. Adentrando o prédio pergunto se alyssa se encontraria no momento.

- Boa tarde senhor, Alyssa não sei bem ao certo, hoje foi um dia muito bem movimentado aqui sabe muitas pessoas transitaram nesses corredores e um homem de idade um pouco avançada como eu, não tem mais uma memoria tão aguçada comparada a  minha juventude. Mas a essa hora creio que a senhorita Blane já se encontra no seu apartamento, gostaria de que eu a avisa-se?

-Não não senhor muito obrigado, na verdade gostaria de fazer-lhe uma surpresa sabe, sou um pouco romântico se é que o senhor me entende, mas gostaria de que o senhor me informasse o andar em que ela se encontra.

O porteiro simpático libera a informação e transitando por entre os poucos  moradores do mesmo até o elevador  nada parecia fora do lugar, o elevador se abre ao fundo do pequeno saguão e em passos ligeiros ainda consigo toma-lo graças a uma outra moradora que me vira indo ao seu caminho.

- Boa tarde... Ela me diz assim que entro demonstrando um sorriso simpático.

- Boa tarde , senhorita... Enquanto apertava o numero do andar mudando minha expressão automaticamente, uma expressão de simpatia e cordialidade era disparada a mulher.

A porta abria momentos depois  em um dos andares seguidas de um aceno de cabeça e um até logo  enquanto a moradora saia.  As portas se fecham e junto a ela minha expressão seria  voltará ao rosto, o barulho dos cabos de aço e o som dos roletes nos trilhos guiando o elevador em direção vertical era quase imperceptível, mas se eu conseguia escuta-los significava que eu estava ainda com um certo grau de tensão em meus ombros. Enfim o tão aguardado andar ainda parado passo a mão na parte de trás do cinto sentindo a frio metal da arma, dois passos a frente e olhando para os lados viro em direção ao apartamento do mulher, mais alguns passos e enfim a porta fechada. Podia sentir o perfume leve e doce de alyssa entrando em meus pulmões trazendo-me lembranças rápidas  de nossos últimos encontros, encontros felizes que eu não gostaria de serem os últimos. Levo a mão ate a maçaneta da porta e assim abrindo-a, um desenhos de desconfiança é de certa forma aparente em meu rosto trazendo a tona a informação que o porteiro disse, enquanto uma das mãos empurrava a porta a outra corria em direção a arma sacando-a lentamente. Um nó na garganta era evidente aquela altura do campeonato, parecia uma cena de filme mas a pequena, porem de valor totalmente importante era que ali não tinham câmeras ou dubles ali era evidente que se tiros fossem disparados todos nos apartamentos ao lado ouviriam e assim a policia certamente apareceria, ou pior.
Ando mais um pouco a frente e vejo-a, a bela dama com os olhos vermelhos e um pouco desarrumada sentada em uma cadeira acompanhada de uma mulher
( Dannah ) com cara de poucos amigos segurando uma kukri contra o pescoço de alyssa. Levanto a arma rapidamente deixando-a pronta a dispara-la  em direção a mulher logo após testemunhar aquela cena já falando com um tom de raiva em minhas palavras.

- Quem é você  e  o que você com a Alyssa?... Meu olhar em direção a mulher é frio e a medida da resposta em que me fosse dita talvez seriam as ultimas dela. Não sou o melhor atirador da cidade, porem a essa distancia com toda a certeza não erraria um tiro.

- Alyssa você está bem ... ela  fez algo com você?... Não se preocupe, vou tirar você daqui. Alyssa olha para a mulher e consecutivamente em minha direção e levemente balança a cabeça com um ar choroso.

-Olha aqui, não sei quem é você mas se essa kukri não desencostar do pescoço dela você vai ter um furo entre os olhos... Tinha total consciência de que não estava em uma posição totalmente favorável a fazer exigências mas não podia não fazer nada em relação a cena que ali se passava.

A mulher com a kukri simplesmente mantinha a calma e somente olhava em minha direção transmitindo que aquilo não era um simples assalto e pela calma que demonstrava ela parecia ser profissional.
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Re: [Loft] Alyssa Blane

Mensagem por Dannah Bellenger em Dom Nov 30, 2014 3:45 pm

Chega a ser patético quando se para pra pensar que a vida de um indivíduo é frágil, tantas coisas acontecem todos os dias e pessoas se extinguem da maneira mais ridícula possível. Mas não nas mãos de Bellenger, para ela a tortura psicologica era excitante, uma maneira de fortalecer aqueles pobres fracos mortais que tinham medo daquilo que estavam diante de seus olhos, não todos, ou quase nenhum deles entendiam isso, pelo contrário, a maioria carregavam o pânico consigo adiante, torturando a si próprio ao longo dos anos. Fracos.

Certas pessoas entram num ramo de trabalho por se acharem valentões, mas choram como um bebezinho quando sua vida está em risco. Dannah desconhecia esse tipo de atitude, seu sangue corria frio em suas veias, o tempo havia lhe ensinado coisas das quais ela jamais pensara que passaria, e em nenhum momento fraquejou ou pensou em desistir de si mesma. Permaneceria de pé até o último instante, não se ajuelharia ou pediria redenção por sua vida. Em sua mente  a sobrevivência a qualquer custo falava mais alto, não importava o que teria que fazer para alcançar seus objetivos, apenas faria. Certas situaçoes geravam ainda mais problemas, mas não havia tempo para pensar em consequência, apenas possibilidades, oportunidades...E era exatamente essa regra que estava seguindo naquele momento. 

Aquela garota podia dizer o que quisesse, Bellenger ignoraria cada palavra. Para ela a garota só era interessante até que ela conseguisse o que ela queria, depois disso ela seria complemente descartável, e da forma que ela falava e choramingava. Dannah não teria problema algum em eliminá-la. Após ela ter feito a ligação,  tirou o celular da mão da mulher depositando no bolso de sua calça mais uma vez e aguardaram pacientemente até a chegada do rapaz. A loira em nenhum momento tirou a lâmina do pescoço da mulher. Trey por sua vez se escondeu assim que a chegada do rapaz foi anunciada pelo barulho do elevador.

Bellenger continuou em sua posição fazendo cara de paisagem assim que o rapaz entrou no quarto soltando a língua com a intenção de conseguir alguma coisa a seu favor. Pobre rapaz, de certo esqueceram de avisá-lo que em situação como essas o único beneficiado é quem está com a maior vantagem, e ela não o via com vantagem alguma, muito menos depois que Trey o surpreendeu pelas costas.

-Olha aqui, não sei quem é você mas se essa kukri não desencostar do pescoço dela você vai ter um furo entre os olhos... 

- Por longos minutos achei que uma garotinha havia entrado por essa porta. Eu gostaria de ver você tentar, mas reze pra ser mais rápido no gatilho, do contrário verá sua namoradinha aqui ter sua cabeça separada do corpo. Disse ela com desdém olhando para o rapaz e continuou. - Agora que você já acabou com o draminha se achando a Princesa Mulan, uma mulherzinha se achando homem, que tal irmos ao que interessa. Façamos o seguinte, você colabora e talvez ninguém saia ferido. 

Não tinham muito tempo a perder e de certo ele daria tanto trabalho quanto a garota. -Já que você está se sentindo uma celebridade de filme de ação Hollywoodiano, eu serei bem direta, você nos acompanha para uma noite de autógrafos e deixamos vocês irem, mas se abrirem a boca, bom, ai devo lembrar que acidentes podem acontecer. Dannah rolou os olhos brevemente para Trey e de volta para o rapaz, segurando sua kukri contra o pescoço da mulher aguardando uma decisão do rapaz.
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Re: [Loft] Alyssa Blane

Mensagem por Trey Den Bakker em Qua Dez 03, 2014 3:19 pm

Implorar, queria escutar aquela mulher implorar pela vida. Era tão bom ver o ser humano nessa posição de humilhar-se a qualquer custo seja por qualquer coisa. Eram música para os ouvidos, aquele ar choroso, aquele olhar medroso, podia fazer tantas coisas estando no poder como estava. Olhava ao redor, tudo era tão arrumado e organizado, sequer parecia aquele quarto fétido de hotel. Estalei o pescoço bocejando um pouco enquanto esperava. Já falei que não gosto de esperar, que isso torna-me muito estressado e impaciente e quanto mais impaciente fico, mais curta é a linha que divide a vida e a morte da loirinha que estava pronto para atirar.

Caminhava lentamente pelo apartamento, ficando perto da porta, escondido pronto para o ataque, assim que escutei o barulho do elevador, atrás da porta. Era um ótimo lugar o moleque estaria preocupado com a sua meretriz para lembrar de guardar suas costas e sua própria integridade. Ah, o amor, nos deixa tão idiotas e previsíveis. Tinha certeza de que ao ver a cena ele ameaçaria Dannah para soltar sua amada, ó tão previsível.

Apresentamos o herói da noite. Pobre rapaz se achava que amedrontaria algum de nós ali. Certamente ele não sabe que pessoas como eu não somos fãs de palavras, frases complexas ou melhor dizendo enrolação.

Peguei o olhar da loira arisca e sorri ao final do seu discurso, não deixando uma brecha para o homem fazer nada, estiquei o braço esquerdo encostando a ponta da arma na cabeça do rapaz e engatilhando a arma – Fica paradinho ai, meio passo e eu te mato. E tenho certeza que não é o melhor atirador da cidade! debochei do homem -Pois o melhor está bem atrás de você, com a arma carregada e pronto e com uma vontade de puxar esse gatilho na sua cabeça hoje. Pena que minha amiga ali quer dar um passeio, não está vendo a noite está ótimo para isso. Se não hoje você sairia daqui em um saco preto e a loirinha teria muito o que limpar. – Gostava de estar na vantagem como estava – Você pode até ser rápido, mas tenho certeza que um movimento seu e sua loirinha ali estará morta. – não desviei o olhar da nuca do homem – Sem ressentimentos. Cara. – Respirei calmamente, inflando meus pulmões – e ai qual vai ser, sabe que não tem escolha.

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Re: [Loft] Alyssa Blane

Mensagem por Thomaz Clinn em Qua Fev 18, 2015 9:28 am

"Desde que cheguei percebi  a  total podridão espalhada pelas ruas, não o lixo em si, mas sim as pessoas que transitam sobre as calçadas úmidas e juntamente vindo delas aquele  leve aroma fétido de urina e esgoto misturados a brisa da noite. Prontamente carregando em suas faces a marca que tanto reina em um mundo onde somente as  mascaras da falsidade e arrogância reinam com tanta soberania, todas elas assassinas em potencial".     Fariam de tudo matar, roubar, estuprar e  incendiar apenas para  terem a simples a oportunidade de colocarem as mãos em um pedaço mais gordo do bolo chamado "status" oferecido pelos burgueses corruptos e inescrupulosos dessa cidade decaída  por um simples motivo, sua diversão passageira. Isso  era o que passava-se dentro de minha cabeça antigamente, sendo assim querendo vingar-me não só do velho mas também de todos os que associavam este tipo de pensamento a sua forma de viver. Porem ao encontra-la perdi a noção de tempo, perdi a vontade de seguir este caminho cego de pura raiva e descontrole imaturo de um pré adolescente mal interpretado pelas pessoas que o rodeavam ate aquele momento.

    Após encontra-la queria  mais era  ver as horas passarem e ter delas apenas bons momentos, e um dia quem sabe olhar pra trás e ver que não precisará mais  seguir um caminho tão só.  O Click do gatilho atrás da cabeça ecoava para dentro de minha alma, pegando-me totalmente de surpresa gelando-me a espinha  e por milésimos de segundos pude de certa forma sentir um gosto de metal misturado com a saliva em minha boca, acompanhadas de quando o pensamento já não fosse mais o mesmo e a visão escurece-se, flash´s de cenas que nas quais nunca ocorreram neste tempo mundano  fluíam como uma correnteza de emoções inesperadas, junto a elas  o aroma do quarto estivera ausente em minhas narinas.  O vinho da garrafa feita artesanalmente ja não possuía sequer uma gota vermelha do liquido dentro da mesma,  junto da marca de batom presente  com delicadeza na borda da taça depositada sobre uma mesa com frutas e flores, banhados ao sol do fim da tarde transparecendo o vidro da janela do quarto, vendo lá fora por um relance rápido do olhar as portas de um ou dois bares ainda fechados sem traços distintivos, neons mortos, hologramas inertes, esperando sob o céu prata envenenado de Vancouver  o momento certo para ganharem vida na noite que estava prestes  a iniciar-se. Enquanto fios de cabelos longos e  dourados entravam em contraste com o branco e macio lençol sobre a  cama, um sorriso escapa-me a face repentinamente  em um momento tão delicado que nem mesmo eu  saberia explicar o por que, a saliva desce garganta  abaixo e com ela minha lucidez retorna.

- Você diz que é o melhor atirador, isso pode talvez ser verdade. Não há o que eu possa dizer quanto a isto, porém posso afirmar-lhe com toda a certeza que não é o mais inteligente. Um atirador de verdade não se revela assim tão facilmente age como um fantasma e seu alvo jamais verá resquício de sua presença, então por favor não venha com essas frases de efeito "amigo" pois sabemos que você não passa de um outro zé ninguém aqui.

Sim estava-me arriscando mais que o necessário, não gostava nenhum pouco da situação que no qual me encontrará pois era totalmente desvantajosa, porém a mulher com a kukri ainda mantinha-se fria e calma e isso de certa forma me incomodava, era totalmente oposta ao  rapaz atrás de mim. Olhava fixamente para a mulher com uma cara seria e  com um certo resquício de calma tentava passar alguma confiança a Alyssa.

- Uma noite de autógrafos não parece-me ruim, faremos um trato, o que acha?. Vamos para a turnê que vocês tanto tiveram trabalho para organizar, linda, feliz e talvez um pouco dolorosa e vocês deixam-na em paz, ela não tem nada a ver com o mundo em que nós fazemos parte. Pronunciava as palavras olhando-a diretamente nos olhos pois ali entre os dois ela era a que parecia estar no comando.

Aguardava a resposta da mulher com certo receio das coisas não saírem como o planejado pois em primeira mão a vida de alyssa era a prioridade, abaixava a mão com a arma desengatilhando-a e colocando-a debaixo do paletó posteriormente inclinado a cabeça levemente para o lado.
- Iremos no meu ou no seu carro?
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