Hotel Fairmont

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Hotel Fairmont

Mensagem por Mestre do Jogo em Dom Set 16, 2012 1:59 pm


O Hotel Fairmont Vancouver, mais conhecido por Hotel Vancouver, é um hotel localizado na esquina das ruas Georgia e Burrard, no coração da baixa Vancouver, Colúmbia Britânica, Canadá.

Construído pela Hotéis Nacionais do Canadá (Canadian National Hotels), tem 111 metros (17 andares) de altura. É várias vezes apelidado de "o Hotel Van". Tornou-se parte da Hotéis Pacíficos do Canadá (Canadian Pacific Hotels) em 1988.

Este edifício foi o terceiro hotel a ser chamado Hotel Vancouver. O segundo Hotel Vancouver foi construído em 1916, tornou-se o quartel militar das tropas durante a Segunda Guerra Mundial e foi finalmente demolido em 1949 para cumprir um acordo feito pela cidade para com os construtores do terceiro Hotel Vancouver - visto como um potencial rival.

O Hotel Vancouver é sem dúvida um dos melhores lugares para se hospedar em Vancouver. Preocupados em atingir vários públicos, o Hotel conta com uma grande diversidade de quartos, dos mais simples, aos mais requintados, oferecendo assim vários valores para as diárias.

Salas de ginástica, piscinas aquecidas, salões de conferência e de festas fazem com que o Fairmont seja amplamente procurado por empresas para a realização de conferências e treinamentos de seus executivos e funcionários. O restaurante do Hotel é um atrativo à parte contando com chefs especializados em pratos de todas as nacionalidades.

Para os turistas que buscam por atrações “peculiares” da cidade, o Hotel oferece um outro tipo de serviço “não oficial” que é administrado por seus porteiros, que podem indicar aos hóspedes os pontos mais quentes da cidade, para obtenção de “serviços” e “mercadorias” exóticas a preços bem módicos.

Apesar de todo o conforto e beleza, o Hotel também conta com uma lenda que atrai alguns visitantes e afasta outros. Dizem que no passado, no primeiro ano de funcionamento do Hotel, um casal recém casado que ocupava a suíte máster, na cobertura, acabou cometendo suicídio. A lenda diz que em noites de lua cheia, a mesma que banhou os amantes no dia de suas mortes, é possível ver em alguns corredores o fantasma deles, vagando sem rumo.

Apesar de todos os esforços para abafar tal rumor, a Administração do Hotel não tem como negar que fatos estranhos costumam acontecer nas noites de lua cheia. Sons estranhos, lamúrios de gelar o sangue, quartos vazios que são totalmente destruídos, vozes fantasmagóricas. Em função destes incidentes bizarros a Administração toma o máximo de cuidado possível, reservando as áreas próximas à suíte onde aconteceu o trágico suicídio somente aos hóspedes que apresentam perfil adequado a saber lidar com tais coisas.

Seja como for, não é este obscuro fato que faz com que o Fairmont seja menos procurado pelos turistas que chegam todos os dias na cidade. A lotação do Hotel está sempre próxima da máxima, independente da época do ano.

Venha para o Hotel Fairmont Vancouver e se permita receber o melhor serviço de hotelaria de sua vida.

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Re: Hotel Fairmont

Mensagem por Lucian Fourleaves em Sex Ago 23, 2013 10:31 pm

Tanto para fazer, e tão pouco tempo...
Mentira... eu sou um vampiro, tenho todo o tempo do mundo pra fazer o que bem quiser... até mesmo para explicar isso a vocês, o que não significa que eu nutra qualquer tipo de esperança acerca de vocês entenderem a mensagem, ou sequer, acreditarem nela, afinal, creio que não seja todos os dias que vocês são apresentados a um genuíno vampiro, e não, eu não conto como vampiros de verdade aquelas mariposas cobertas de lantejoulas que passam no cinema ultimamente e são responsáveis por provocar o furor feminino e causar o umedecimento precoce de calcinhas de jovens pré-adolescentes.

Talvez vocês estranhem o fato de eu estar conversando assim, diretamente com vocês. Bom... o que posso dizer? Eu sou um Tremere, e isso, no mundo dos vampiros, quer dizer que sou do tipo de cainita que estuda e lida com artes que estão além da compreensão da maioria dos imortais que perambulam pelo mundo. Isso por si só já é motivo suficiente para que eu seja considerado um tipo excêntrico na minha sociedade, some-se a isto o fato de eu ser um pouco diferente do tido “padrão” Tremere, e vocês conseguirão compreender melhor meus modos e hábitos. Eu vejo e ouço coisas que outros não conseguem, bom... talvez os Malkavianos consigam, mas eu não daria muita credibilidade a alguém que pode alegar com a maior naturalidade do mundo que conversa e troca idéias com um jacaré azul invisível...

Minha origem e meu passado explicariam a vocês tantas outras de minhas peculiaridades, mas não é de meu interesse entupi-los de informações enfadonhas. E acredito que ao longo de nossa jornada por esta bela cidade, vocês terão tempo o suficiente para me conhecer melhor.

Bem, para iniciarmos nossa viagem juntos, eu os convido a participar de uma típica noite da minha não-vida. Chique este termo, não é? “Não-vida”... como já dizia o meu velho pai: “vão-se os batimentos cardíacos, fica-se o ego”...

Hotel Fairmont, é aqui que estou hospedado. Na verdade, é apenas um de meus refúgios na cidade. Uma medida de segurança, já que nunca se sabe que tipo de criatura pode andar em seu encalço para tentar roubar seus segredos, ou seus poderes. Isso, é claro, seria o tipo de coisa que o nosso excelentíssimo e salve salve Príncipe negaria com todas as forças, já que a idéia de admitir que sua cidade não é segura para ninguém seria o mesmo que admitir que ele gosta de dormir com um consolo devidamente enfiado em seu rabo real. Não que eu tenha provas concretas disto, mas é a teoria mais lógica para explicar aquele seu ar de austeridade estóica, e se não for a mais lógica, certamente é uma das mais divertidas...

Como vocês devem ter reparado, a sociedade vampírica se divide em vários cargos e funções, e obedece uma certa hierarquia, apesar de o fazer de forma um tanto quanto caótica na maioria das vezes. Bem parecido com a sociedade humana, não? Pois bem, dentro desta sociedade, como dito anteriormente, eu faço parte do Clã Tremere. E dentro do Clã eu sou o responsável pelas atividades dos nossos Membros na cidade de Vancouver. Resumidamente, eu sou o Diretor da filial Tremere na cidade, talvez assim seja mais fácil para vocês compreenderem o que eu faço, e mais claro do que isto seria humanamente impossível para mim.

Os Tremere fazem parte de um grupo maior, ao qual nós chamamos de Camarilla. Esta organização regula e mantém a coexistência (supostamente harmoniosa) entre humanos e vampiros. Via de regra, os mortais não devem saber de nossa existência, e tenho que admitir que (neste quesito) a Camarilla consegue se sair razoavelmente bem, afinal, há quanto tempo você não vê aldeões com ancinhos e tochas na mão saindo às ruas para queimar bruxas e criaturas das trevas?

Lógico, toda regra tem sua exceção, a nossa se chama (muito convenientemente) Caçadores. Grupos de humanos como vocês que descobriram a grande verdade: vocês não estão sozinhos no universo, mas principalmente, vocês não estão sozinhos na escuridão... e a razão de eu estar agora sentado aqui no salão de festas deste magnífico hotel tem a ver com este grupo, já que minutos atrás eu recebi uma ligação do nosso augusto Príncipe me informando que Dheimos Dalton, um dos Caçadores mais conhecidos da cidade, retornou do exterior, o que para mim em particular significava algo realmente muito próximo ao zero e ao nada absoluto. Não fosse o fato dele ter trazido consigo um artefato poderoso o suficiente para fazer com que toda a realidade mortal e sobrenatural seja obliterada. “Obliterada”... bonita esta palavra também, não? “Obliterada”, gosto do som dela... “obliterada”, não é sempre que se tem a oportunidade de usá-la, numa frase junto com “realidade”.

Enfim... agora estou eu aqui, aguardando alguns relatórios emergenciais que pedi a meus assistentes... eu prefiro chama-los assim... Carniçais soa nojento demais...

Então, agora vamos aguardar para ver o que acontece...

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Re: Hotel Fairmont

Mensagem por Helena de Vries em Seg Ago 26, 2013 10:44 pm

Tenho saudades de casa. Não da minha terra belga de nascença, mas sim do lugar a qual aprendi a chamar de lar: minha querida Nova Orleans. Aquele pedacinho do céu na terra abrigou meu corpo pelos últimos centos anos e me deu muito mais do que jamais havia recebido. Aprendi a ser forte e astuta, a criar um perfil de liderança e a me curar do maior dos males do sangue de Malkav: a loucura. Eu ascendi. Toda a loucura inerente ao meu sangue esvaiu-se ralo abaixo quando consegui o próprio Malkav apareceu para mim em meus sonhos e disse “vá, você está livre”. Lembro-me vagamente de quando eu era fraca de cabeça, mas são pensamentos que quase não mais me pertencem. Abandonei Malkav. Tornei-me um imponente membro da casa Toreador. Assumi Nova Orleans na condição de Senescal e a governei por esses centos anos anteriormente citados, na ausência do Príncipe. Investi em arte e cultura o quanto pude, tornando a “cidade crescente” ainda mais deslumbrante.

E para quê? Para acabar saindo pela porta dos fundos.

Bichonas Ventrue. Regulamentam tudo que podem, tornando nossa não-vida um mar de burocracia. Eles acharam que eu não trabalhava bem, mas a verdade é que eu apenas não trabalhava como eles. Inventaram estatísticas, planilhas, mostras de dados e o diabo a quatro para me derrubarem. Nada disso me derrubou. E por quê? Porque eu mesma me derrubei. Mas afinal de contas, não é nada demais se o Príncipe de sua cidade, aquele a quem você deveria guardar com todo zelo, acaba sumindo enquanto descansava por alguns séculos no porão do Elísio, não é? Pena que nem todos pensem assim. E esse é o motivo que me trouxe até... qual o nome disso mesmo? Van Cover? Porcaria de lugar. Todos os lugares além do meu cantinho não passam de um monte de porcaria.

O motivo da escolha de Van Gruber é bem lógico: tenho um amigo na cidade, daqueles que podem te dar a morte final e roubarem seu sangue caso ele sirva para a receita de um elixir que cure a impotência cainita. Um mago, de um dos últimos Clãs que ainda se mantiveram leais a mim. Nós temos muitos interesses em comum, pelo menos o suficiente para justificar minha vinda a Van Couvert e sua pausa nas pesquisas arcanas. Hit and Run. Consigo o que quero aqui e volto por cima para Nova Orleans o mais rápido possível.

Preferi a viagem por mar, tentando me manter oculta sob a vigilância dos “sangue azul”. Não sei se deu certo. Danem-se eles. Procurei o melhor hotel para me estabelecer. Fiz algumas requisições especiais e sigilosas à direção para que minha estadia fosse a mais confortável possível. Eis que finalmente adentro o meu quarto e vejo a immondice que é. Nada de móveis com vida, talhados a mão em madeira secular. Não, nada disso. Só vejo pontas metálicas e plástico por toda a parte.

- Homem, cubra os piores móveis com lençóis brancos. Eles machucam meus olhos. Aliás... cubra todos.

O carniçal, um sujeito que desaprendeu seu nome após anos sendo chamado de “homem”, presta a devida reverência e então passa cumprir a ordem dada com presteza. Eu o deixo ocupado com seus afazeres e me encaminho em direção à porta. Não sou de perder tempo; tudo já estava antecipadamente combinado com o mago. Ainda assim, procuro abrir um canal de comunicação com ele para que saiba que estou chegando. Dessa forma ele não se assusta com a minha.. Toc-toc. Batida em sua porta. Espero que atendam e tento focar apenas em Lucian, para que meus olhos não sangrem com tanto mau gosto junto.

- Goedenacht, mijn beste vriend. – eu o saúdo e sigo falando em neerlandês, minha língua nativa e que provavelmente não é muito conhecida por quem frequenta o hotel – É bom vê-lo em tão bom estado. Parece que os anos só lhe fizeram bem!

Espero que as respostas certas sejam dadas e continuo direto ao ponto.

- Espero que possamos nos ajudar. Cada um tem uma coisa que o outro quer, não é mesmo? Você, por exemplo, tem bom relacionamento com os Ventrue, os mesmos que ficaram de mal comigo. – mostro um beicinho para que veja o quanto estou chateada com os Ventrue bobos – Por onde podemos começar?

Viro a cabeça inteira para o lado direito e mexo os olhos pelo ambiente em busca de um bom assento. Olhar diretamente para aquela immondice poderia me causar câncer.
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Re: Hotel Fairmont

Mensagem por Lucian Fourleaves em Qui Ago 29, 2013 1:27 pm

Ahhh... e enfim ela chega, a Malkav mais Toreadora que já conheci. Agora livre da Loucura, muito embora eu esteja longe de acreditar que a importância exorbitada que os Toreadores dedicam à estética tenha algo a ver com a sanidade. Eu ainda me lembro de quando conheci Helena e devo admitir que, apesar de seu estado atual permitir que travemos um diálogo inteligível, eu a considerava mais viva quando sua mente voava livre... ou tão viva quanto um morto-vivo pode ser.
 
Também me lembro de que da última vez em que nos encontramos ela carregava o ingrato fardo da Liderança... uma liderança pela qual ela lutou arduamente, um fato que faz com que eu me questione se ela realmente livrou-se de toda a maldição de Malkav. Todavia, a ganância e a ambição são características inerentes a maioria dos Membros, afinal, a existência é feita de desejos, e quanto mais ela dura, mais eles se avolumam. Como era mesmo o ditado? “Cuidado com o que você deseja.”
 
- Helena. Bem-vinda. – respondo jovialmente, levantando da cadeira para recepciona-la, beijando a pele gélida de sua mão.
 
- Você me conhece... uma boa alimentação e exercícios físicos fazem toda a diferença praqueles que já passaram dos trezentos anos. – convido-a a me acompanhar até um canto mais reservado do salão de festas, longe o suficiente para que nossa conversa continue sendo privada.
 
- Ah sim... os Ventrue, a argamassa que mantém a Camarilla unida na árdua tarefa de nos manter a salvo da selvageria e destruição dos mortais. – não preciso adotar um semblante irônico quando falo essas coisas, Helena já me conhece suficientemente bem para ter uma ideia do que eu penso a respeito dos Sangue-Azul.
 
- Não posso deixar de enxergar a semelhança entre os Ventrue e os búfalos. São grandes, pesados e lentos, prontos para serem abatidos e saboreados por qualquer predador bem preparado. Mas ataque um, e você terá uma manada inteira de chifres e patas apontadas pro seu traseiro. – a alfinetada serve para mostrar a ela o que eu achei da sua atitude imprudente para manter a coroa sobre sua cabeça por mais tempo do que deveria.
 
- Aqui em Vancouver também temos o nosso búfalo... digo, Príncipe. Edward Shaw, que nos guia com a sabedoria que só um Ventrue pode ter. Mas acredito que você poderá tirar suas próprias conclusões sobre ele muito em breve, já que, apesar da mui competente administração do nosso ilustre monarca, encontramo-nos em estado marcial, e ele deu orientações para que todos os Membros recém chegados sejam levados até a sua imponente presença. Na verdade soou mais como uma ordem do que como uma orientação. Se bem me lembro, o mensageiro mencionou alguma coisa sobre “ira”, “agonia” e “dor além da imaginação” para aqueles que não atenderem às “orientações”. – conclui, sentando-me em uma grande e confortável poltrona, indicando outra a minha frente para ela.
 
- Ahhh... com licença, Helena. – digo, ao ver surgir no recinto a bela imagem da minha mais nova pupila, fazendo sinal para que ela se junte a nós.
 
- Helena, esta maravilhosa flor de lótus é Julliet. Minha nova aprendiz.
 
- Julliet, esta é Helena de Vries, uma velha amiga de Nova Orleans.
 
- Não guardo segredos para Julliet, e acredito que nossa conversa poderá ajudar em seu promissor aprendizado.
 

- Você me perguntou por onde começar, e dada as circunstâncias que explanei anteriormente, o mais prudente por hora é leva-la para se apresentar ao nosso Príncipe.
– conhecia aquele olhar... sabia que Helena não havia gostado da ideia, mas “gosto” era uma mercadoria de que ela não se podia dar ao luxo neste momento, e talvez a razão pela qual ela teve que deixar Nova Orleans de maneira tão “apressada” a tenha ensinado que a prudência tem lá as suas utilidades.

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Re: Hotel Fairmont

Mensagem por Julliet Harrison em Qui Ago 29, 2013 8:50 pm

Bellum omnium contra omnes
Certo ou errado.

Todo homem ( incluindo vampiros ) é livre para pensar, sentir e agir da forma que quiser, fazendo uso pleno de sua garantida liberdade.

Se você respondeu certo, pense mais um pouco. No século dezessete, Thomas Hobbes descreveu um cenário onde todos éramos livres para fazermos o que quiséssemos, tomarmos posse do que quisermos.. Como roupas, comida, bens, pedaços de terra, mulheres... Sem nos preocuparmos com um principio moral, ou no próximo. Essa sociedade baseada apenas na liberdade generalizada e na saciação dos próprios desejos ele chamou de "Estado de Natureza" e segundo ele, tudo isso terminaria em apenas uma coisa: Caos.
Por isso abrimos mão de grande parte de nossa liberdade em troca de uma sociedade em que todos possamos coexistir juntos em segurança, paz (Ou algo próximo dela), visando o bem geral mais do que o bem individual. Desde então, nossa sociedade foi moldada nesses padrões... E então tivemos regras, limites e alguém que fizesse valer essas regras, e por fim, mas não menos importante, um líder. Esse estado ele chamou de O Leviatã.
As buzinas dos carros enchiam a avenida na frente do Fairmont Hotel, em uma movimentação exagerada naquela noite gelada. Pais tentando voltar para seus lares, trabalhadores, ou até namorados a procura de diversão no centro, quem sabe. Uma das coisas boas em se morar numa cidade tão grande quanto Vancouver é que com tantas pessoas por metro quadrado ninguém sabe nada sobre a vida de um do outro. O lado ruim de morar numa metrópole como Vancouver é o de ninguém saber nada sobre a vida um do outro. Depende do ponto de vista..
Eu havia me alimentado há poucos minutos e estava contente que minha vitima era mais uma dessas pessoas que enchem uma população sem realmente fazer parte dela. Um João ninguém. O que para mim era algo extremamente cômodo. Depois de me alimentar, eu me sentia completamente bem disposta, e até levemente animada, o suficiente para não revirar os olhos em pensar que tinha uma reunião com Lucian.
Nosso relacionamento era... Estável. Eu ignorava a maior parte de seus gracejos e tiradas irônicas e ele fingia não se incomodar com minha austeridade e silêncio. Enquanto nossas personalidades não estavam em completo choque, ele estava me ensinando algo sobre meu clã, e até alguma habilidade nova, se eu tivesse sorte. Nessas horas eu podia até dizer que gostava dele, afinal.. excêntrico ou não, ele era um ótimo mestre.
Desci do taxi, devagar, e ajustei meu vestido de veludo vinho com gola de boneca branca. Ele pareceria ter pertencido a avó de Lucian se não fosse pelo cumprimento. O vestido batia na metade da minha coxa, deixando a mostra uma meia 7/8 que cobria minha perna. Houve uma época em que eu tentei parecer uma espécie de assistente de Lucian, usando terninhos, cardigãs, saia lápis.. Mas meu rostinho de forever sixteen não convencia ninguém, e eu acabava parecendo uma versão real life da secretária Lolita. Assim sendo, decidi que manter meu estilo vintage não iria matar ninguém. ( .. Tempo demais com Lucian.. )
Adentrei ao hotel, me deparando com a fachada e lobby já bem conhecidos por mim, e então não perdi tempo olhando ao redor e segui a passos firmes até o quarto de Lucian, aonde ele provavelmente estaria com uma "amiga". As aspas em amiga não caracterizam um envolvimento romântico, longe disso. As usei porque deixo aqui claro minhas ressalvas e dúvidas a respeito da capacidade de meu mestre de fazer amizades, e maior ainda de mantê-las.
Assim que entrei, me deparei com a vampira, que eu pré-supunha ser Helena. Lucian já havia a mencionado vez por outra, mas esperei uma breve introdução à anciã pacientemente. Ignorei as ironias de Lucian a respeito de mim, e apenas fiz uma breve reverencia com a cabeça para a mulher, e assim que voltei a minha postura normal, lancei o olhar para Lucian. - Desculpe pelo atraso. - Abaixei a cabeça novamente, e fui me sentar num estofado vazio ao lado esquerdo dele, e tratei de prestar atenção e entender o que estava havendo, já que a conversa havia sido caracterizada como instrutiva.
Assim que ouvi a palavra “Príncipe” sair da boca de Lucian - que devia ter gosto de vinagre para ele - olhei para Helena. Ela não parecia muito contente em ir ver o Príncipe para os velhos e bons vampiros de Vancouver, o que me deixou levemente intrigada. Bom, eu duvidava seriamente que Thomas Hobbes fosse um de nós..Um Cainita eu quero dizer.. Mas nenhum outro livro me parecia tão auto explicativo para nossa "sociedade"... Seja como fosse, um líder podia evitar um caos maior, como uma aniquilação generalizada de vampiros.. Mas isso não queria dizer nem por um segundo de que nosso Príncipe era amado, e eu duvidava que dizer as palavras "Vida longa ao rei" teria um gosto muito diferente do que tinha para Lucian.

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Re: Hotel Fairmont

Mensagem por Helena de Vries em Seg Set 02, 2013 3:58 am

São pelo menos três séculos vivendo dentro de um looping vampiresco excessivamente enfadonho. Eu disse “excessivamente” e “enfadonho” na mesma expressão. Esse adjetivo já carrega uma carga abusiva de chatice, imagine então uma situação “excessivamente” enfadonha, o quão chata pode ser. Três séculos de encontros com cainitas recheados de uma formalidade besta, com rituais bestas e bestas por todos os lados. Ah, essa mania do repetitivo é mesmo contagiosa...

Lucian não entra na minha lista de cainitas interessantes – talvez entre na lista de quem não desejo assassinar no momento. Ele sabia que eu vinha atrás de ajuda e que estou de mal com o clã do principezinho dele. Mas ele é um Tremere ortodoxo que só sabe seguir regras e fórmulas e que cospe no ar uma proposta tão estúpida (e óbvia) pelo simples prazer de parecer correto. Ele mantém uma aura de misticismo em suas roupas e de sabedoria em suas palavras, bem como um Tremere deve fazer. Como disse anteriormente: tudo excessivamente enfadonho. Três séculos lidando com esses mesmos rituais... e costumes... e trejeitos... e sabedoria de botequim.

Ele não é culpado; apenas vive dentro de um sistema Ventrue de viver a não-vida. Não tenho nada contra Lucian; tanto é verdade que procuro ser completamente educada no trato com ele. Mantenho-me calma e de ouvidos atentos a todas as suas falas. Segui sua orientação e me dirigi ao canto do salão, sentando na poltrona ao seu lado - mas não sem antes certificar-me de que meu traseiro real poderia tocar aquele material inferior do revestimento sem adoecer instantaneamente. Cruzo as penas e ajeito a frente do meu casaco de pelos.

- Creio que o looping... Perdão. – pisco algumas vezes e retomo a fala, demonstrando que troquei as palavras sem querer – Creio que eu deva responder ao seu conselho subliminar sobre as minhas decisões, e o farei agora mesmo. – fito seus olhos, prendendo toda a atenção deles nesse momento – Alguns temem os búfalos e permanecem submissos; outros contam parábolas sobre eles.  Eu - não - tenho - medo desses animais.

Encosto-me à poltrona e esboço um sorriso safado no rosto – ou parecido com o que lembro ser uma safadeza.

- Além disso, meu traseiro, em seus bons tempos, já viu e sobreviveu a muita coisa. Não são chifres e patas que me assustarão.

Nesse momento uma figura adentra o salão. Tem aparência jovem, de pele clara e as feições bem humanizadas, tudo exatamente como eu imaginei quando senti todos os cheiros que a acompanham ao descer do táxi e entrar no hotel. Errei apenas em imaginá-la em roupas escuras. Todos esses anos dominando a faculdade dos Auspícios vampíricos e ainda não consegui distinguir cores nos odores. Uma vergonha!

Recebo seus cumprimentos, não retribuo – afinal, a hierarquia existe para ser mantida – e desvio o olhar para Lucian.

- Falando em traseiros e em coisas nos traseiros...

Esses vampiros galanteadores... O mínimo que poderia fazer para mostrar minha opinião a respeito de pedofilia eu fiz. Que ele entenda a mensagem e pare de Abraçar criaturas tão jovens!

Depois de momento muito curto de silêncio, onde a garota ficou a pensar no motivo de “traseiros” na conversa, voltei a tomar a liderança do encontro.

- Não me importo que ela fique. – ajeito-me na poltrona antes de iniciar o discurso – Os Ventrue são os culpados pelo sumiço do meu Príncipe. Você me conhece há alguns anos e também a Amelia Pond (off: Anciã Tremere responsável pelo clã em Nova Orleans). Sabe que ela não me apoiaria se não existisse pelo menos uma desconfiança de minhas afirmações estarem corretas. Eu não tenho tempo e nem forças o suficiente no momento para me embrenhar nessa busca solitariamente. Preciso de ajuda, uma ajuda mágica. Amelia me contou que você é um dos poucos que conhecem rituais de busca. Ajude-me a encontrar o Pequeno Príncipe perdido e tenha Helena de Vries lhe devendo um favor.

Percebo que meu braço nu encostou por acidente naquela immondice de poltrona e disfarçadamente o descolo de lá, passando a mão levemente para tirar a sujeira.

- Teremos um segredo entre nós dois e sua jovem ninfeta, então tu saberás quem te traiu e foi contar tudo aos Ventrue. – ameaço a jovem com palavras e um olhar direto apenas para me divertir – De minha parte, é um segredo que levarei até o fim de minha não-vida. Edward Shaw jamais saberá do real motivo de minha visita e sua segurança estará garantida. E falando no demônio...

Levanto-me da poltrona e faço um gesto delicado de mão em direção à saída.

- Leve-me ao seu líder.
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Re: Hotel Fairmont

Mensagem por Lucian Fourleaves em Qui Set 05, 2013 8:51 am

A reação de Helena à proposta do Tremere era tão lógica quanto esperada, porém, Lucian não esperava que ela tentasse explicar a ele sua inocência no caso em questão. As intrigas fazem parte da rotina dos vampiros, assim como dos humanos. Sempre haverá alguém tentando convencer outros a acreditarem em suas palavras (sejam elas verdadeiras ou não), o Mago sabia disso, e justamente por este motivo ele não se importava com alegações, versões e pontos de vista. Helena contava uma história, seus opositores certamente contariam outra, e alí, naquele espaço cinzento entre eles, existia a verdade... uma verdade que apenas poderia ser conhecida por aqueles que presenciaram os fatos, o que não era o caso do Tremere, que por isso preferia não apoiar nem duvidar dos fatos citados pela Malkav.
 
Lucian era pragmático por natureza, até mesmo suas mesuras e floreios eram erigidos com propósitos claros e práticos. A idéia de apresentar Helena a um destacado Membro de um Clã que a perseguia poderia soar descabida, mas sem dúvida não para ele, que já havia compreendido todo o plano de ação antes de fazer aquela sugestão. Ajudar Helena naquela questão trariam benefícios evidentes ao Clã Tremere, em primeiro lugar ele teria uma vampira de alto escalão lhe devendo algo, e em segundo colocaria o Príncipe da cidade no seu devido lugar... o que além de ser um benefício, era também um prazer.
 
- A levarei... – começou ele, erguendo-se também da poltrona – mas não agora. – a conclusão gerou um leve ar de confusão nos olhos da vampira, afinal, ele mesmo havia enfatizado o quão importante era aquela apresentação.
 
- Dadas as circunstâncias em que se encontra o seu relacionamento com os demais Ventrue, o encontro entre você e o nosso augusto e salve salve Príncipe deve ser promovido em circunstâncias específicas, de preferência que possibilitem que você continue com a cabeça sobre seu maravilhoso pescoço ao fim do mesmo.
 
- Felizmente esta circunstância específica se fará presente no próximo final de semana, quando haveremos de comemorar o aniversário desta portentosa cidade. Um evento há muito aguardado e que contará com a presença de grandes nomes, entre eles, Edward Shaw, que além de empresário e Príncipe ainda reserva tempo para a filantropia... que Caim abençoe sua alma generosíssima...


- Enfim... será um evento oficial, onde ele não arriscará chamar atenção desnecessária para si. Fora isso, o fato de Edward ser um Ventrue tem um lado positivo nesta situação... digam o que disserem, os Ventrue são estrategistas, nós estamos passando por tempos turbulentos, e ele sabe que não poderá se dar ao luxo de perder o apoio da casa Tremere durante uma crise. E neste intervalo também poderei trabalhar melhor na questão da ajuda que você me pede.
 
- Sendo assim, minha cara, despeço-me agora. Ainda tenho assuntos a tratar e eles não podem mais ser adiados.

- Com sua licença.
– despede-se ele, indicando a Julliet que o acompanhe.

Os Trermere deixam o salão de festas pra tras e partem para o hall de entrada do Hotel, com Lucian conduzindo a caminhada, acompanhado de perto por Julliet.
 
- Então, o que a mente analítica e prodigiosa da minha jovem protegida conseguiu captar deste encontro? – pergunta ele, aguardando a resposta da ruiva.
 
 
Helena se mostrou como a maioria das anciãs que eu já havia conhecido: requintada, de nariz empinado, e consciente até demais da influencia que exercia, o que a fazia um tanto arrogante ao selar o acordo. Longe de mim duvidar de suas capacidades e poderes, mas Shaw não seria inibido de matá-la só porque Lucian estava intervindo. Obviamente, Lucian tinha um plano. ( Sua cabeça engenhosa adorava tramar pequenos planos e estratégias que ele considerava sagaz.. e até que era mesmo ). Ao anunciar que não estávamos indo até a luxuosa sala do ventrue eu fiquei curiosa, mas não chocada, aprendi a não me chocar com tanta facilidade com Lucian, e assim que ele comentou da festa suspirei. Mas nem tive tempo o suficiente para divagar sobre a constatação de que iriamos a este evento na semana que vem, e logo o tremere se despediu e eu me levantei. Fiz outra reverência a Helena, e então o acompanhei  em passos calmos e lentos.
 
O hall estava cheio, e eu hesitei um pouco ao ouvir a pergunta de Lucian, eu estava a um passo atrás dele, quase como um lembrete de nossa hierarquia bem estipulada, e então maneei a cabeça pensando em poucas palavras que pudessem fazer uma síntese de tudo.
 
- Tirando o tópico sobre "traseiros e coisas em traseiros" -  Parafraseei Helena, consciente de que ela talvez pudesse estar "ouvindo". E então continuei enquanto seguia Lucian, e parei quando ele parou perto do Hall pesadamente.
 
- Você tem um plano. Helena visivelmente não tem, e ela confia em você. -  Meus olhos estavam fixos nos de meu mestre enquanto ambos estávamos congelados no meio fio – E você vai usar isso a seu favor. - Disse com uma confiança exacerbada. Aprendi a não falar como se estivesse em duvida, mesmo quando estava. Nesses casos eu só pedia para que minha intuição estivesse certa.
 
- A sua capacidade para deduzir o óbvio é radiante, minha querida. – devolve Lucian, voltando-se para ela, sorrindo.
 
- Há muito mais do que isso passando-se nesta linda cabecinha de cabelos cor de fogo, não fosse assim, você seria a protegida de algum outro Membro menos favorecido de intelecto.
 
- Me diga... o que teria feito caso você fosse eu, naquela situação?

 
A pergunta de Lucian me pegou de sobressalto. Nem por um segundo eu pensei coisas como "Se fosse eu, teria feito melhor". Abri a boca para responder, mas percebi que não tinha ideia do que iria dizer. Caso eu ainda fosse humana, esse seria o momento exato em que eu estaria vermelha e gaguejando.
 
- Bom.. Eu.. Eu acredito que não tenha todas as informações necessárias para responder a essa pergunta. - Eu disse com a voz quebrada e sem manter aquela certeza na voz.
 
O olhar do vampiro era de pura condescendência. Infelizmente Julliet ainda demonstrava os fortes traços uniformes dos Tremere, que dificilmente conseguiam pensar “fora da caixa”. Mas era jovem, e Lucian não tinha a menor dúvida de que conseguiria fazê-la se destacar da massa bovina formada pela maioria dos Tremere, que se limitavam a analisar, processar e responder. Julliet tinha muito mais potencial do que aquilo, e ele mostraria isso a ela.



- Você tem todas as informações de que precisa, meu bem... e quando conseguir começar a responder perguntas como esta, então celebraremos mais um passo no seu processo de evolução.


- Agora, a menos que me engane, precisamos comprar um novo vestido pra você iluminar a noite da festa de aniversário de Vancouver. Vamos às compras?
– sugere ele, dando o braço para ela.
 

Não gostei da condescendência de Lucian, e nem da forma doce e politicamente educada em que ele disse "meu bem", mas presumi que dada a minha resposta fracassada, ele estava sendo gentil. Dei um meio sorriso em resposta a ele, desanimada o suficiente para ele ter certeza que eu não estava sorrindo de verdade. Fiz que sim com a cabeça, e dei o braço a ele, pensando em como as seguintes horas seriam um verdadeiro pesadelo pessoal. Sinceramente, não teria nada em nenhuma loja de grife que eu gostasse, e nada em um brechó que fosse do meu tamanho. Mas não disse nada, uma decepção por dia já era o suficiente.

===//===//===

Post em conjunto com a player de Julliet Harrison

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Re: Hotel Fairmont

Mensagem por Ivana Romanova em Qui Abr 24, 2014 12:03 am

Sonhava com dias melhores ao chegar no Canadá. Sua vida não tem sido nada fácil nos últimos anos. Primeiro, Ivana descobriu que era adotada e que na verdade possuía uma irmã gêmea. Seus pais biológicos a teriam entregue aos adotivos na Inglaterra para que pudesse recuperar sua saúde, desde o nascimento muito debilitada. Ivana possui uma doença rara que lhe tira boa parte dos anticorpos, tornando seu corpo vulnerável a várias outras doenças e infecções. Sobreviveu aos primeiros anos de vida e conseguiu atingir a maioridade, época em que recebeu a notícia sobre sua verdadeira linhagem. Como notícia ruim nunca vem sozinha, descobriu também que seus pais haviam morrido no Canadá, mas que a tal irmã gêmea estava viva, sob os cuidados de um homem de origem francesa.

Sua primeira impressão do Canadá, no entanto, foi bem tenebrosa. Chovia quando chegou de avião, o céu clareava com os estouros dos trovões sobre o tom cinza escuro das pesadas nuvens. Fazia muito frio, muito mais do que em Leicester, sua antiga casa. Ao chegar em seu quarto não tardou a ligar o aquecedor e fechar as cortinas. Seu queixo batia de frio, os ossos doíam. A tosse retorna sem avisar. Ivana emenda uma longa sessão de tosse ininterrupta, sêca, ôca. Corre até o banheiro, corta um pequeno pedaço de papel higiênico e coloca um pouco de sua saliva nele. Era sangue puro. Leva a mão à boca e procura se acalmar, indo fazer as malas para tentar se distrair.

Mais tarde naquela mesma noite, ela desce para o saguão do hotel trazendo consigo um lenço no bolso do casaco. Ela vaga pelo local sem se comunicar com ninguém, chegando a um local onde estava sendo preparada uma grande convenção de negócios. Havia vários notebooks colocados em mesas postas lado a lado. Ivana se certifica que ninguém a importunaria e senta-se em uma das mesas. Ela inicia uma busca sobre a morte dos seus pais e encontra os mesmo resultados das buscas anteriores. Notícias de jornais locais diziam que a criança havia ficado sobre a guarda do tal homem. Ela joga aquele nome no Google e descobre que se tratava “do artista contemporâneo de maior talento do Canadá”. Ela estranha não ter visto esse resultado quando procurou o nome em Leicester, mas decide anotar o nome e o endereço do local preferido do artista.

Pesquisava mais fatos a respeito do ocorrido, mas então sua tosse retorna com força. As pessoas ao redor reparam em seu ataque de tosse e a olham estranho, em uma mistura de enjôo com pena. Ivana leva o lenço à boca e se levanta de sopetão da cadeira, quase a derrubando. Dispara em direção à saída do hotel, chamando mais atenção no caminho. Passa batida pelas portas giratórias do Fairmount, atingindo a calçada e sendo atingida pelo intenso frio. Respeira fundo, conta até dez e consegue controlar a tosse. Encosta-se na parede do hotel, ao lado do funcionário que ajuda a carregar as malas. Olha para seu lenço e o vê praticamente inutilizado de tanto sangue. Deveria procurar um médico, mas... não sabe quanto tempo ainda tem para poder procurar pela irmã.

O funcionário do hotel, provavelmente solidarizado com a situação da jovem, se aproxima dela e oferece ajuda.

- A senhorita não gostaria de ir ao hospital?

Os grandes olhos azuis-claros de Ivana se abrem ao encarar o estranho, mesmo perante a bondade demonstrada. A resposta vem em um inglês acentuadamente britânico.

- Obrigada, mas eu não tenho muito tempo. Preciso chegar nesse endereço...

Ela mostra o endereço anotado no pedaço de papel. O homem reconhece logo de cara.

- Sim, eu conheço. Você deve seguir nessa rua até o hospital Lion's Gate. A St. George Avenue fica a duas quadras dali.

- Obrigada mais uma vez.

Eles se distanciam novamente. Agora restava a dúvida na cabeça de Ivana: continuar a cuidar de si e ir para o hospital ou ir atrás de sua maior esperança de felicidade, sua irmã desconhecida?
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Re: Hotel Fairmont

Mensagem por Eileen Rostova em Seg Set 15, 2014 5:11 pm

"Well well well", pensei comigo mesma depois de ouvir a proposta do russo. Sorri para ele, compreendendo seu intuito, o que era claramente bem diferente do meu, mas bem, poderia fazer a diversão dele e ainda me divertir um pouco antes de me alimentar. Beijei-o novamente, antes de liberar minha resposta, fazendo-o dançar um pouco em meus braços.

- Direto e objetivo - ronronei em seu ouvido, aproveitando para passar a unha pela sua nuca, deixando um rastro um pouco selvagem, mas bem sensual por aquela parte, a qual eu planejava dar muita atenção ainda antes do fim da noite. - Você escolhe o destino - conclui, dando a ele a liberdade para me levar aonde ele quisesse, porque essa seria sua única escolha naquela noite.

Ah, homens, homens, homens... sempre tão afoitos. Assim que assenti ao convite do russo, o mesmo deslisou a mão pelo meu braço e já começou a me conduzir. Ah, se ele soubesse o quanto gosto de ser conduzida... que o dia meu destruído mestre... "Não pense nisso", disse para mim mesma, mantendo o sorriso ainda vermelho nos lábios e seguindo Mike, passando pela multidão, mas claro, sempre observando as possíveis companhias que poderia conseguir no meio do caminho, se não para agora, talvez para mais tarde, tudo dependeria do quanto de diversão meu compatriota poderia me fornecer.

Um táxi que estava parando foi chamado assim que saímos. Apesar da pressa, Mike não deixou de ser cavalheiro ao permitir que entrasse primeiro que ele, mas seu cavalheirismo acabou aí, pois mal o táxi saiu rumo ao endereço que ele deu, senti toda a potencialidade de Dimitriev, que me puxou de encontro ao seu corpo. Não reagi, quanto mais animado ele estivesse melhor para o que eu estava planejando. Levei a mão ao seu peito, apoiando-me nele, enquanto sua mão passeava por meu corpo, conhecendo minhas curvas perfeitas. Não posso dizer que o jovem russo não me atraia, ainda mais com aqueles olhos maliciosos e de um azul profundo, aquele físico, com músculos definidos e firmes que eu podia sentir por baixo da camisa enquanto minha mão também passeava e meus lábios exploravam seu pescoço e maxilar, deixando de tempos em tempos uma mordidinha aqui e ali, apenas para me aquecer para mais tarde.

Nesse ritmo, nosso trajeto até o local que ele havia dito não demorou muito. Saímos e passamos com pouca elegância pelo hall do hotel. Já estive aqui antes, mas nunca havia reparado que a recepcionista poderia ficar vermelha e com um olhar de desprezo como a jovem demonstrou para mim. Sorri por dentro, mantendo minha cara de paisagem para ela. "Quem sabe mais tarde, querida", pensei comigo enquanto analisei rapidamente seus traços. Não eram ruins, e seu bater de coração também não. Talvez a sobremesa...

Assim que entramos no elevador mostrei minhas garras de predadora para meu jovem companheiro. Em um movimento rápido, prendi seu corpo com meu quadril contra um canto do elevador, segurando suas mãos, e olhei profundamente em seus olhos antes de colar meus lábios aos dele, de forma profunda, enquanto ouvia a desesperada corrida do sangue pelo seu corpo, deixando-o pronto para mim.

Suas mãos passeavam pelo meu corpo, passando pelo decote em minhas costas, subindo até a nuca, tentando impor-se naquela dança que ambos fazíamos. Deixei que ele sentisse meu corpo, meu toque frio e pálido, e senti e me deliciei com o calor que emanava de cada parte de Dimitriev.

Quando a campainha do elevador soou, afastei-me um pouco, deixando-o aspirar o ar e então ele me surpreendeu quando acionou o botão de emergência no intuito de prolongar aqueles instantes. Tive que segurar minha besta interna, o que contribui mais ainda para minha expectativa. Dimitriev avançou novamente para mim e deixei que ele comandasse esse segundo round e ainda ofegante me falou sobre o fato de servos assistidos.

- Não me importo... - respondi para ele, tentando mantê-lo naquela mesma empolgação que ele a cada instante mostrava ainda mais alta e creio que deu certo, pois logo ele apertou o botão e as portas voltaram a se abrir e ainda grudados um no outro, seguimos até o seu quarto.

As palavras não precisavam ser ditas, as intenções, pelo menos as dele eram bastante claras para mim, já as minhas, bem, tentarei controlar por algum tempo, deixando-o ter a melhor experiência que ele poderia presenciar na sua vida!

Em poucos instantes a camisa de Mike repousava sem qualquer cerimônia sobre o sofá e nossos corpos se encaixavam enquanto suas mãos lutavam com minhas roupas. Com uma rápida olhada, encontrei o quarto e fui empurrando-o para lá enquanto continuávamos em um beijo selvagem.

Assim que vi que estávamos perto da cama, empurrei o russo que caiu um pouco desajeitado sobre o móvel. Ele me olhou com aqueles olhos pidões e eu sorri maliciosamente para ele, enquanto me aproximava, ficando em pé, entre suas pernas. Com o indicador elevado, fiz um sinal de não para ele.

- Minha vez - disse com voz profunda, mantendo meu sorriso. Com cuidado, peguei uma de suas pernas, levantando-a para retirar seu sapato. Fiz o processo com demasiada calma, aproveitando cada instante, nunca deixando seus olhos. Encaramos um ao outro, cada um com sua expectativa. Assim que o sapato cai com um baque no chão soltei a perna e ergui a outra, repetindo todo o processo, com extrema calma.

Enquanto o sapato caía ao chão, eu me curvava de encontro ao tronco dele, que se apoiava nos cotovelos. Passei as pontas de meus dedos da mão esquerda pelo peito dele, descendo até seu abdômen, contornando cada divisão do músculo bem definido. Enquanto fazia isso, minha mão direita já estava no cós da calça dele, desabotoando-a em um processo lento. Quando minhas duas mãos se encontram elas percorrem ao longo do quadril dele, no trajeto do cós da vestimenta, percorrendo com as pontas dos dedos.

Sorrio para ele, um sorriso que vai se formando no meu rosto tão lento quanto a tortura que vou provocando nele, que parece já até impaciente, mas ele sabe que não deve apressar, meus olhos dizem isso. "Gosto de pessoas que sabem como dançar", penso comigo mesma.

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Re: Hotel Fairmont

Mensagem por Mike Dimitriev em Qui Set 18, 2014 11:05 am

Não demorou e logo a resposta que Mike esperava. Muito bem, bela Eileen agora havia caído no encanto do Don Ruan Russo, mas ele esqueceu de avisar que não vai te  ligar no dia seguinte, no máximo lhe acompanhar até a sua casa e, assim, você nunca mais o vê ou vê, porém o russo não vai lhe reconhecer, ou fingir que não conhece. É assim a vida de Mike, um conquistador barato que usa do seu charme e sua lábia, caso a garota não aceitasse não partiria para outra, sem se importar.

Essa loira era demais, em todos os sentidos ronronando em seu ouvido, melhor ainda beijando-o com aquele ar selvagem, levando-o à loucura, Mike contava os segundos para sair dali e poder contemplar da beleza e safadeza daquela mulher. - Boa escolha! – Deslizou a mão pelo braço, sentiu um toque gelado, mas não se importou, achou que deveria ser o ar condicionado do local, a puxou para fora, muito cavalheiro abriu a porta do carro que o esperava. No táxi aproveitou da bela companhia puxou o corpo da loira para o encontro do seu com um sorriso sacana.

Dimitriev passou pela recepção, pobre recepcionista teve seu coração quebrado ao vê-lo entrar com a loira, mas ele sequer ligou, apenas seguiu o caminho para seu quarto entrando no elevador.

O Russo havia acertado na loteria, a loira o atacava, sentiu o movimento do quadril da mulher em contato com o seu, respondeu com um olhar sacana e um movimento involuntário estava demasiadamente excitado, deixou que ela o guiasse como precisasse aprender,mas na verdade queria saber como a Eileen era.  Mike apertou o botão para que as portas se fecharem e o botão de emergência havia sido apertado, com as mãos em nas costas macias, finas e estranhamente gelada a empurrou até a outra parede deixando seu quadril em contato com o dela, baixando levemente até seu decote e subindo para sua boca, acariciava com as mãos desde a ponta dos dedos dela até a curva mais ousada. A respiração ofegante dele era perceptivel apesar dela manter um ar muito calmo para tudo. Olhou para a camera e sorriu voltando-se para ela, os seguranças estavam tendo um belo show, mas ele acabaria com o momento... apesar de tudo ainda preservava o que poderia sobrar da integridade da russa  -Estamos sendo assistidos...- Sussurrou em seu ouvido, liberando o elevador da emergencia.

Assim o o som das portas se abrindo soou e logo fechando atrás de Mike cujo conduzia sua bela loira para uma noite de prazer. Tirou sua camisa deixando repousar no sofá perto da porta, adorava o toque dela em seu corpo, mas o melhor era poder tocá-la agora sem  nenhum pudor.

Ah.... Quanto tempo desejava uma garota igual a Eileen, onde em quatro paredes lhe ensinasse como as coisas deveriam ser, ditadas em seu ritmo duro e sensual deixando o russo em um estado de êxtase e pronto para fazer tudo que ela deseja atendendo qualquer pedido da mulher. Empurrado na cama, caiu apoiando em seus cotovelos, admirando o corpo alvo e perfeito da loira, curvas que o deixava a beira da loucura, pronto para rasgar suas roupas fazendo-o agir como um animal e atirá-la sobre a cama, mas ela estava no comando e com o indicador dizia que não. Como ele poderia ter acertado na loteria dessa maneira.

Em meio a passadas sensuais ela estava entre as pernas de Dimitriev, com ele implorando para que aquelas roupas fossem tiradas logo, mas ela o queria deixar louco, tirando-lhe os sapatos, enquanto isso o rapaz deixava um sorriso misterioso iluminar sua face, mas nunca desviando o olhar da SUA garota. Esperaria o momento certo para ele voltar ao comando da situação, até que isso não acontecesse aproveitaria do toque doce e suave de Eileen. Aquele sorriso dela ao abrir o zíper de sua calça, ele tentava sorrir, mas estava tão ofegante que o sorriso era difícil de aparecer estava em um outro patamar, aguardando ansiosamente o que estava por vir.

Quase a puxou de volta pelos belos fios loiros que compunham a perfeição, mas deixou que ela fosse, deixando-o assistindo aquela dança sensual, queria ser suas mãos para poder sentir sua pele macia enquanto ela acariciava à si em uma dança que apenas ela  o ritmo e mesmo se alguma coisa estivesse tocando o mundo de Mike era apenas ela e ponto. Em uma dança silenciosa a saia caiu sobre o chão, o efeito disso em Mike havia sido automático, estava sentado segurando suas mãos para não puxá-la. A sensualidade da blusa negra ao ser levantada brevemente era devastador para ele que assistia aquilo mordendo o lábio inferior, tentando de uma maneira controlar seus instintos.

Sentiu o perfume que emanava da blusa de Eileen, antes de atirar para o lado, aquele perfume doce que o inebriava e o enlouquecia, conforme ela aproximou-se novamente deixou seu corpo tombar, conforme ela subia em beijos leve sobre seu corpo seu olhar desviava para o teto e de volta para ela, era difícil quase impossível mantê-los firmes nela, queria sentir o desejo ali. Ela subiu o beijo até o enlace do corpo, era um bom moço estava ainda comportado, mas ela... Mas mesmo hipnotizado como estava ainda sentia o corpo frio dela e não acreditou que aquilo deveria ser normal ou o ambiente frio demais.

Correu os dedos por seu cabelo, fechando a mão em um movimento firme, sua intenção era inverter os valores e ficar no comando, mas não dessa vez, estava gostando da iniciativa da mulher. A puxou ao seu encontro a beijando, encaixando melhor os corpos, demonstrando como ela o havia deixado excitado. - Gosto de sempre ser a sua vez, mas agora sou eu... – Sussurrou em seu ouvido, deslizando sua mão livre por suas costas soltando a parte de cima de sua lingerie. Deixando os dois em um jogo perigoso. Mas não conseguiu tirar a preocupação de sua mente - Você está bem? Está tão fria... – e também não sentia que ela estava na mesma sintonia que ele excitada, pois sua respiração era muito lenta e controlada.

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Re: Hotel Fairmont

Mensagem por Eileen Rostova em Ter Nov 04, 2014 10:45 am


Há quanto tempo eu não encontrava um humano que me atiçava tanto quanto o russo à minha frente? Talvez seja por encontrar novamente, depois de tantos séculos, com um "sangue" do meu sangue, ou talvez seja apenas aqueles oceanos que habitam seus olhos e mostram uma luxúria tão intensa quanto a minha. Vejo-me sendo devorada por aquelas águas, que de calmas já não tem mais nada. Sinto-me em uma tempestade e estou em êxtase. Seu toque ativa meu corpo, muito além da minha besta interna. Quero não apenas me alimentar de seu sangue, mas possuir sua alma, ser sua completa dona. 

Quando sua voz cortou a névoa de luxúria que me possuía, abri meus olhos com desgosto. Não gostava quando a comida resolvia ficar mais atenta do que eu previa. O jovem russo era uma peça interessante, mas sua preocupação com meu "calor" apareceu, sem dúvida nenhuma, na hora e lugar equivocado. Continuei segurando-o junto ao meu corpo, deixando que o calor dele tentasse, em vão, aquecer minha carcaça mortal. Senti-o ficar um pouco tenso, e eu me aproximei de seu ouvido, pronta para deixá-lo a vontade comigo e com ele mesmo.

- Não se preocupe, querido... Estou tão bem que você nunca esquecerá essa noite - falo em voz baixa, grave pelo meu desejo por seu sangue que podia sentir com todo o meu corpo. Ah, seu coração bombeando seu sangue, o fluxo incontrolável correndo para partes que importantes naquele momento. - Eu te prometo a melhor experiência que já teve em sua vida, querido, conclui, mordendo o lóbulo de sua orelha e descendo por seu pescoço tão sedutor e saboroso, mas ainda não era a hora.

Empurrando-o longe de meu corpo, deixei que seus olhos me analisassem enquanto me colocava de pé, criando certa distância entre nós, quebrando propositadamente aquele contato afoito do início. Com olhos famintos, eu o devorava tanto quanto ele a mim. Assim, com um sorriso luxurioso nos lábios, começo a me aproximar novamente dele, pousando minhas mãos na cama, assim como meus joelhos, como uma predadora pronta para se saciar com sua caça, inocente e deliciosa.

- Está pronto, querido? - sussurro quando alcanço-o e me estabeleço entre suas pernas, olhando-o diretamente nos olhos, deixando que saiba todas as minhas más intenções que estão por vir para saciar, por enquanto, aquele pequeno apetite que me domina.

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Re: Hotel Fairmont

Mensagem por Mike Dimitriev em Seg Nov 10, 2014 3:42 pm

[color=#CDC0B0]O frio da pele macia dela, deixou Mike intrigado, já ouvira falar de criaturas estranhas andando pelas ruas de Vancouver, assim como em outras partes do mundo, sempre a noite, carregando o fardo de ser imortal. Conhecia histórias sabia de alguns detalhes, mas nunca realmente acreditou na lenda. Porém aquela moça de olhar envolvente, corpo encantador e atitude totalmente atirada e corpo frio, desconfiou das lendas urbanas que escutava. Tornar-se iam verdadeiras? 

Podo sentir ela puxando o corpo de Mike para mais perto, cada minuto que passava estava mais excitado com Eileen, fechou os olhos sentindo o roçar do corpo dela no seu, se quer lembrava-se de porque ainda não havia jogado-a na cama e explorado todo seu corpo, abrindo as suas pernas e parando com a conversa. Sim, ele sabia o porque disso, estava atento aos detalhes da lenda. Mas ela sabia exatamente o que fazer para fazer com que ele não importasse mais. 

Estava em ecstasy, com as mordiscadas dela, em seu pescoço. Sentiu seu corpo ser atirado na cama, aquela bela mulher tinha uma força descomunal, para um humano. Sorri ao ver o tom da pele branco e frio como mármore, suas suspeitas estavam certas, mas deixaria curtir aquele momento, gostava de sentir aquela emoção. Seria muito fácil matar aquela vampira, mas queria descobrir até onde sua predadora chegaria, até o momento do ataque. Mas também queria sentir aquela força e não vida correndo pelo seu corpo. Tendo que controlar sua besta interior como ela estava fazendo. 

De pernas abertas, deixava que ela viesse ao seu encontro de quatro, com o olhar de uma verdadeira predadora que era. [color:55c1=lightgreen] – Está pronto querido?

[color:55c1=#00BFFF]Estou pronto para que sugue meu vitae, estou pronto para ser uma criatura da noite como você...Eileen, estar ao seu lado. Não ter que importar com a morte...[/color]

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Re: Hotel Fairmont

Mensagem por Vancouver em Seg Nov 10, 2014 4:20 pm

Mike. Peço encarecidamente para que reformule seu post. 
Ele não tem conhecimentos acadêmicos, não tem conhecimentos em ocultismo assim sendo não saberia da condição de Eillen muito menos trataria sangue como Vitae, e nem iria pedir para ser imortal como ela.
Pense melhor e veja se cabe ou não uma alteração. Se por um acaso o post for melhor estruturado, com a história melhor contada do porque ele saber de tudo talvez até possamos aceitar. Outro ponto. Pensar que é fácil matar uma vampira é cabível, desde que saiba que é. E pelo que vejo Mike não sabe. 

Abraços. Ótimo jogo a todos.
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