Carlton Private Hospital

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Carlton Private Hospital

Mensagem por Mestre do Jogo em Dom Set 16, 2012 2:01 pm


Downtown, Canadá Way, 4125 é onde está localizado o Carlton Private Hospital, o maior centro médico de Vancouver.

Ser admitido no quadro de colaboradores do Carlton Hospital é como ser recebido no Eldorado. Muitos profissionais de primeira linha tentam constantemente uma vaga na instituição, mas nem todos conseguem. Construído 20 anos atrás, o hospital conta desde o início com equipamentos avançadíssimos e investe pesado no setor de pesquisa e desenvolvimento para oferecer a seus pacientes e à comunidade de Vancouver os melhores serviços médicos que o homem pode prestar.

O Carlton Private Hospital conta também com o principal banco de sangue de Vancouver, fato que o torna um dos hospitais mais indicados para aqueles que precisam de cirurgias muito invasivas ou para vítimas de acidentes graves e doenças como hemofilia. O Chefe do hospital é o Dr. Gregory House, que após anos de serviços dedicados ao hospital como Chefe do departamento de infectologia e nefrologia viu finalmente as portas se abrindo para ele. Alguns dizem que estas portas teriam se abrindo muito antes, não fosse o humor rascante e ácido deste britânico que se mudou para o Canadá ainda jovem.

Grande e imponente, o prédio conta com vários departamentos como: oncologia, clinica geral, pronto-socorro, pediatria, geriatria, obstetrícia, entre tantos outros. No início ele começou como um hospital da rede pública, mas quando os investimentos para manter-se como uma referência no quesito atualização de equipamentos, treinamento e procedimentos se mostrou maior que as verbas da prefeitura a Direção propôs um acordo com o município para ceder parte da administração à iniciativa privada. Desde então o CPH busca diariamente por doações tanto das empresas quanto dos cidadãos de Vancouver, e graças a isso consegue continuar prestando serviços de primeiro mundo a seus pacientes, a custos módicos.

Assim como a polícia, o hospital tem notado uma mudança na cidade. Antigamente os casos de pacientes internados por disparos de armas de fogo, armas brancas e demais acidentes causados por brigas domésticas ou não era nitidamente menor do que os que ocorrem hoje. Também começam a ocorrer mais atendimentos para pacientes com isquemia e anemia, o que é tão raro quanto curioso já que após levantar o histórico médico destes pacientes constata-se que nenhum deles era propenso a alguma destas complicações.

Não bastasse estes problemas, este mês aconteceu o terceiro furto do ano no Banco de Sangue, fazendo o estoque diminuir drasticamente e levando a vários comunicados na imprensa escrita, falada e televisionada procurando doadores para poder normalizar novamente o abastecimento de sangue. Mesmo com a presteza dos doadores foi impossível salvar todas as vidas que precisavam de sangue para cirurgias de emergência.

Uma nuvem negra começa a se formar no horizonte de Vancouver, e o Dr. House sabe que a tendência é piorar...

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Re: Carlton Private Hospital

Mensagem por Sophie Lefevre em Seg Set 02, 2013 11:01 pm


almost home.


Suspirara ao ver o imponente prédio do hospital, quase sua casa. Encostou a cabeça no vidro gelado, fechando os olhos por alguns segundos enquanto entravam no estacionamento.
Em alguns minutos a mãe abriria a porta do carro, arrancando-a de seus devaneios, desiludida com a medicina ou talvez com sua sorte. A única filha que tinha era Sophie, o seu bebê que nascera com promessas saudáveis crescera e desenvolvera algum tipo de doença misteriosa que ninguém naquele mundo parecia ser capaz de solucionar.
A garota saiu do carro obediente, sem dizer nada. Não queria ter que voltar aquele lugar toda semana, não queria ter aquelas crises estranhas que a acompanhavam a alguns anos. Não queria nada daquilo, queria ser uma adolescente normal de dezenove anos, como as garotas dos filmes que tinham namorados e saiam para festas e para fazer compras.
Suspirou novamente, um suspiro pesado e cansado, caminhava atrás da mãe em passos lentos, assoprando uma mecha de cabelo do rosto. Ela não era como as garotas dos filmes, era uma adolescente de dezenove anos que mal podia ir a outro cômodo da casa desacompanhada, não tinha controle sobre sua própria vida. E como poderia? Não podia controlar sequer seu próprio corpo.
Os olhos verdes da garota acompanhavam cada detalhe do hospital, desde as luzes fluorescentes até os azulejos, e podia constatar que nada havia mudado por ali, desde sua última visita no início daquela semana. Sorriu para a moça que ficava na entrada, infelizmente a conhecia, o que significava que passava tempo demais ali dentro.
-Vamos poder voltar para casa hoje?- ela perguntou a mulher que caminhava a sua frente, uma aparência cansada ,talvez de derrota.
Ela fez apenas um sinal vago com os ombros indicando que a garota entrasse no elevador. Iriam até a ala de neurologia do hospital, precisava repetir alguns exames da semana passada, exames que ela fazia aos montes e pareciam não lhe resolver problema nenhum. Encostou na parede metálica observando as pessoas que entravam no outro andar, em sua maioria de olhos cansados e sofridos.
Arrastou-se novamente pelo corredor de azulejos brancos atrás da mãe, sorrindo educadamente para alguns profissionais que passavam por ela. Sentia vontade de chamar a mãe, dizer que deveria desistir daquilo, que não iriam resolver seu problema, que ela não queria mais pôr os pés naqueles malditos azulejos brancos novamente.
Mas ela não o faria. Podia quase prever as lágrimas da mãe, dizendo-lhe que era a sua única filha e que lutaria por ela, que precisava ter esperanças. E assim como ela se sacrificava por Sophie, a garota tentava fazer o mesmo por ela.
Entraram na sala de um médico de meia idade, por volta dos cinquenta anos, algumas mechas de cabelos brancos, parecia exalar inteligência e profissionalismo. Escreveu rapidamente algumas coisas em um bloco com o logo do hospital enquanto falava uma porção de outras. Coisas nas quais ela não prestava a atenção, distraída demais com uma miniatura do cérebro humano divido em dois lobos.
Levantou-se quando a mãe a chamou, o exame seria dali a cinco minutos. Entraram em uma pequena sala, havia uma enfermeira trabalhando em algum computador por ali ao lado de uma maca, sua velha conhecida.
Deitou-se, apoiando as mãos em cima da barriga, enquanto a mulher aplicava pequenos eletrodos pela sua cabeça, o nome daquele procedimento ela já havia aprendido, talvez de tantas repetições dele que precisara fazer, um eletroencefalograma. Repetiu a palavra consigo mentalmente algumas vezes, como se aquilo pudesse lhe tirar daquele tédio que envolviam as rotinas de um hospital.
Antes que começassem a ligar a máquina ela começava a sentir o teto branco escapar-lhe, como se estivesse ficando cada vez mais distante, mais escuro, não sentia mais seu corpo, mas podia ouvir alguém falando com pavor, enquanto tudo se escurecia a sua volta. Ao menos, daquela vez, não sentira dor.



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Re: Carlton Private Hospital

Mensagem por Dr House em Ter Set 10, 2013 12:22 pm

- Doutor House! – repetiu o homem, perseguindo o outro que apertava cada vez mais o passo a sua frente.
 
- Doutor House! – volta a dizer, interrompendo o toc toc que o outro fazia com a bengala, prendendo-o pelo ombro.
 
- Desculpe, acho que o senhor está me confundindo com outra pessoa. Eu sou só o eletricista do hospital, e por sinal o meu turno acabou e eu estou de saída. – responde o médico, livrando-se da mão que o prendia.
 
- Se você é o eletricista, por que no seu crachá está escrito Dr. Gregory House?
 
- Oh... isto? – pergunta ele, olhando para o próprio crachá preso no bolso de seu terno.
 
- Significa “Grande Portador da Luz”... é como chamam Eletricista, em suahili.
 
- Tem uma prostituta bêbada... na minha sala. – rebate ele, baixando o tom de voz
 
- Vamos falar de coisas ao acaso agora? Ok... existe um guarda-roupas por aí que leva direto pra um lugar chamado Nárnia, que...
 
- Ela está quebrando tudo lá dentro já faz meia hora...
 
- E você já pensou em chamar a Segurança? É só uma sugestão, mas pode ser que dê certo.
 
- Ela disse que o Doutor House a enviou como presente.
 
- Uau... quer dizer te deram de presente uma prostituta bêbada e agitada? Esse sujeito deve ser um amigo e tanto. Se eu fosse você, trataria de encontrar um meio de retribuir a altura a gentileza... a propósito, ouvi dizer que esse tal de House está de olho em uma guitarra Gibson 1979 em oferta na...
 
- Parece que o meu “amigo” esqueceu de pagar os quinhentos dólares que o  “presente” está me cobrando no ato da... “entrega”.
 
- Um “muito obrigado” já seria o suficiente... mas não... você faz um favor e os outros ainda acham ruim... é nisso que dá ter bom coração.
 
- House! House! – tarde demais, o médico já havia entrado no quarto atrás de si, tratando de fechar a porta com a chave.
 
- QUINHENTOS DÓLARES? – gritou a voz em claro desespero, para espanto da enfermeira, da senhora de meia idade e para a garota deitada sobre uma maca, com eletrodos na cabeça.
 
- Ahhh... desculpem, eu não sabia que tinha gente aqui. – diz ele, passando os olhos pelo quarto.
 
- Você não teria quinhentos mangos aí pra emprestar a um pobre necessitado, teria? – pergunta para a garota, aproximando-se da cama enquanto lê a ficha médica dela.
 

- Hummm... interessante... – e novamente aquele brilho característico volta a se estampar em seus olhos... pro bem, ou pro mal de Sophie Lefevre.

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Re: Carlton Private Hospital

Mensagem por Sophie Lefevre em Sex Set 13, 2013 11:58 pm


almost home.

- Você não teria quinhentos mangos aí pra emprestar a um pobre necessitado, teria?

 Aquela fora a última coisa que ouvira antes que a escuridão a consumisse por completo, inebriando-lhe os sentidos.
 Gostava de pensar que aqueles episódios eram como se transportar para algum lugar vazio. Vazio de qualquer coisa, era só o escuro e ela não conseguia se encontrar lá.
 Acordaria algum tempo depois- ela não saberia dizer o quanto – com uma série de eletrodos pelo seu peito e presos à sua cabeça. Deus, ela odiava aquelas coisas, às vezes sentia um quase impulso de arrancar todas aquelas aparelhagens e sair correndo dali. Sentia-se uma cobaia.
Os olhos de tons azulados fitavam uma enfermeira que mexia nos equipamentos. Era alta e de cabelos escuros, devia ter por volta dos trinta anos, não lembrava-se de conhece-la ainda. Sorriu para a mulher que parecera levar um susto ao vê-la acordada, constatando o óbvio em voz alta e dizendo que chamaria o médico.
A garota olhou para o teto, já entediada, esperando que viesse logo alguém que lhe fizesse a bondade de deixa-la ir embora dali. Nunca a curariam, aliás, talvez nunca descobrissem o que raios ela tinha.
 Fechou os olhos por longos segundos, dando um longo suspiro, concentrando-se no bipe ritmado das máquinas à sua volta. Depois de muito tempo convivendo com elas conseguira acostumar-se aquele barulho irritante.
Virou-se de lado na cama, olhando para o aparelho ao qual eram conectados os eletrodos, sabia que tirasse os eletrodos ele apitaria e a enfermeira viria correndo. Mas e se o desligasse?
Sorriu para si, aprovando mentalmente a ideia enquanto se esticava apertando em um botãozinho vermelho. Vermelho, então devia ser aquele o que procurava.
 Apertou-o quase rezando para que ele desligasse, pensando que provavelmente aquele seria o ponto alto de seu dia. Sorriu para a máquina que desligara-se ao seu toque, desconectando os fios do seu corpo e conseguindo sentar-se na maca.
 Podia ouvir algumas pessoas caminhando pelo corredor em vozes brandas e de tons preocupados, algo bastante em hospitais. Começou a cantarolar baixinho, esperando que viesse a próximo médico que ficaria intrigada com o que lhe ocorria e lhe daria de bônus uma pequena repreensão pelo que havia feito aos aparelhos.
What a mischief you would bring young darling!When the onus is not all your own.When you're up for it before you've grown. –ela cantarolava, silenciando-se assim que percebera uma equipe de médicos chegando a sua porta.
 Sorriu-lhes de forma educada, endireitando a coluna quase que imediatamente.
- Posso ir embora?- perguntou antes de mais nada.
Sabia que ouviria um  provável não, mas como sempre dizem: a esperança é a última que morre. Uma aparente contradição, mas que talvez você possa entender mais tarde.

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Re: Carlton Private Hospital

Mensagem por Dr House em Qua Set 25, 2013 5:53 pm

- Você recarrega o seu celular? – bufa o homem de jaleco branco, atirando uma pasta de papel pardo sobre o peito do homem refestelado na poltrona inclinável, assistindo a um episódio de uma novela mexicana qualquer.
 
- Eles recarregam?!? Eu comprava celulares novos quando a bateria acabava. – responde ele, mordendo mais um pedaço do sanduiche que descansava no prato colocado sobre o peito de um homem deitado em uma maca ao lado da poltrona.
 
- A sua paciente acordou, estão tentando te localizar já faz mais de meio dia...
 
- Que paciente?
 
- Aquela loirinha de olhos claros que você descobriria que não tem nada se olhasse nesses exames que estão nas suas mãos. – responde ele, sem se esforçar para lembrar outra vez ao colega o quão errado era usar o corpo de um paciente em coma como porta-copos e mesinha de lanches.
 
- E você me interrompeu bem agora que a Evangelina Maria iria revelar para a Augusta Elisabeth que ela e o Henrique Paulo não são irmãos de verdade e podem se casar se quiserem, só pra me dizer que ela acordou?
 
- Olhe as entradas dela no hospital.... as datas.
 
- Hummm.... interessante. – responde o homem, após passar os olhos pelos números destacados pela tinta de marca-textos.
 
- Ela está indo e vindo já faz tempo... mas está dando entradas em intervalos de tempo cada vez menores... os exames não mostram nada, mas esse “nada” a deixa inconsciente sempre que entra no hospital. Na próxima vez que ela apagar, pode entrar em coma, permanente. – pontua o médico.
 
- E qual é o problema? Ainda tem vagas nesse quarto, não tem?
 
- Então onde você vai?
 
- Falar com a paciente. – responde o médico, apoiando-se na bengala enquanto se dirige para a porta de saída.
 
- Você não acabou de deixar claro que não dá a mínima pra ela?
 
- E não dou... mas se isso vai me fazer ficar longe do seu senso de responsabilidade gritando em meus ouvidos, eu visitaria o quarto de cinquenta garotas prontas pra entrar em coma. – finaliza ele, deixando o quarto.
 
- Olá! Adivinha quem está pra se tornar um vegetal logo logo??? – diz ele, passando por entre os colegas e olhando diretamente para a garota sentada na cama.
 

- Uma dica: a primeira letra começa com “S”, quer tentar adivinhar? – pergunta, aguardando a resposta de Sophia.

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Re: Carlton Private Hospital

Mensagem por Sophie Lefevre em Qui Set 26, 2013 8:57 pm


almost home.

O par de olhos azuis curiosos pousou sobre o homem que entrara no quarto, apoiado em uma bengala, uma barba por fazer, mal parecia um médico, mas ela sabia, quase que intuitivamente, que ele era um médico.

Ela ouvira o que ele falara antes de lhe dirigir-lhe uma pergunta. Inclinou suavemente a cabeça loira para o lado, olhando aquela figura excêntrica. A pergunta a incomodara um pouco, talvez, mas em segundos ela esquecera. Era verdade, não era?
–Gosto de acreditar que essa palavra seria sim. Mas raramente me dizem sim aqui dentro. –ela diz, dando de ombros.
Ninguém havia reclamado dos aparelhos que ela desligara, o que a deixava estranhamente contente, como se fosse o primeiro passo para algo maior, mas que ela sabia que não faria por conta da mãe.
- Acho que não é de utilidade alguma que eu fique aqui. Irão ficar me atormentando com uma dezena de exames, para chegar a brilhante conclusão que aparentemente eu não tenho porcaria nenhuma. Me deixem virar um vegetal em casa. - ela disse, podendo imaginar a cara de horror e desprezo de sua mãe caso estivesse ali naquele momento.
Endireitou a coluna, olhando fixamente para o médico que ela nem sabia o nome, e tampouco estava interessada. Era minimamente deprimente conhecer tanta gente dentro de um hospital, o atestado de uma adolescência fora do comum, se não bastasse o fato que ela não tinha amigos, não ia à escola e caso fosse certamente seria a esquisita da turma.
 Desviou os olhos para a grande janela de vidro, dali podia ver o corredor. Algumas enfermeiras passavam atarefadas em suas responsabilidades diárias com o pacientes, alguns familiares também, os rostos cansadas e tristes, em sua maioria.
 Abraçou as próprias pernas, esquecendo-se por alguns instantes a presença do estranho no quarto, apoiando o queixo nos joelhos, voltando o olhar calmamente para ele mais uma vez, assoprando uma mecha de cabelo do rosto.
 Sua doença era curiosa, ela sabia. Era como se, por vontade próprio, seu corpo desligasse algumas funções, sem motivos, sem porquês. Era assustador nas primeiras vezes, a escuridão que a tomava antes de qualquer coisa e então aquela estranha dor dilacerante antes que seus sentidos se rendessem. E talvez a pior parte, ela sempre voltava para mais episódios daqueles.
 Sua mãe acreditava que um milagre poderia salvá-la, mas se aquilo era obra divina, o que ela havia feito de tão podre para merecer aquilo? Ao que tudo indicava, todos buscavam respostas.
 

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Re: Carlton Private Hospital

Mensagem por Joseph Little em Seg Fev 24, 2014 1:01 pm

- E aí? Acharam os rapazes?


– Pelo jeito ainda não. Estou indo para lá. Quero ver como está a criança.

- Joseph, temos que pensar no braço dele também. Quando o levaram estava quase fora de seu corpo. Acho que ele tem pouco tempo.

– Isso pode ser consertado, mas não acredito que ainda seja hora de lhe conceder isso. O rapaz é ligado ao nosso conceito, gosto de suas atitudes, mas ainda é cru para pensar. É um rapaz que serviria muito bem caso fosse um soldado, mas não precisamos de soldados. Precisamos de estrategistas.


- Você sempre pensa da mesma maneira.

– E por um acaso o dia e a noite invertem os turnos?

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CARLTON PRIVATE HOSPITAL
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Chegando ao hospital Little coloca-se à frente do balcão de espera onde calmamente conversa com alguns visitantes. O ravno conhece o modo dos humanos agirem nessas ocasiões, um homem que corre o risco de morte certamente estaria sob observação e uma visita certamente só pode ser conseguida usando algum médico para ir até lá.

Esperando a hora certa ele vê um doutor aproximando-se de um casal que espera notícias de um amigo acidentado.

- O caso dele não é mais tão grave, ele já está em observação no quarto 310, acredito que os senhores já podem visitá-lo.

Aproximando-se do sujeito, Little usa toda sua lábia para conseguir entrar, e se não conseguisse usaria seu quimerismo.

– Olá doutor. Estou a procura de Theodore Kirk. Ele chegou aqui com um perigoso corte em seu braço que quase amputou-lhe o membro. O senhor tem notícias dele, correto?

- Certamente. Ele veio para cá com o risco de morte por choque. E isso certamente é algo grave. O senhor... Como disse mesmo que chama?

 
– Não disse. Joseph Little, Cirurgião Ortopedista.

- Um colega. Bem doutor Little, vamos até a sala, mostrarei o prontuário para o senhor. O senhor tem sua carteira de medicina aí?

“Imaginei que ele fosse pedir algo...”

Usando o quimerismo ele muda a aparência de um cartão de crédito.

– Aqui. Não repare a foto hahaha.

- Uhum... Tudo certo. Imagine, sair bonito em foto é algo sobrenatural. Vamos lá?

 

Caminha até a sala do doutro Clark. Chegando lá ele olha o prontuário mostrando que Kirk já havia passado por cirurgia reparadora, precisaria de fisioterapia para voltar os movimentos, seus tendões haviam sido rasgados com o golpe. Foram usadas duas bolsas de sangue e quatro litros de soro fisiológico já haviam sido dados junto a medicamentos contra dor e enjoo.
O médico leva Little até o quarto 521 onde localizava-se Kirk. O homem já estava acordado, porém ainda deitado e aparentemente cansado.

Little olha pra Clark e pede alguns minutos a sós com o paciente e amigo. O médico entendendo o caso libera o quarto para os dois.

– Kirk... Você poderia ter morrido, sabe disso? E aí o que está acontecendo? Conte-me o que aconteceu, como eram os bandidos, e o que eles queriam? Temos a noite toda... Comece.
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BEFORE SUNRISE Nº 5

Mensagem por Theodore Kirk em Sab Mar 01, 2014 9:29 am

Kirk abre os olhos e fica feliz ao ver um rosto amigo, escuta atentamente as palavras, que lhe são ditas e finalmente fala, - Alguém pode realmente "possuir" algo? Ninguém realmente possui algo para sempre, não lutei por bens materiais, mas por algo maior.

Os gaje ( não ciganos ) tentaram nos pegar para que nos tornássemos parte de sua cultura sedentária. Às vezes eles coagem, às vezes usam de tentações, e freqüentemente recorrem à força bruta. Isto é simplesmente uma tentativa sutil de nos destruir. Por que somos tão odiados, tão temidos? Porque no final é o sangue que nos faz o que somos: "O povo das Estrelas". coff... coff...( tosse)  Os ciganos foram perseguidos por milênios. Os gaje sentem a "magia" dos Rom ( ciganos ), e recuam de desconfiança ou pior sentem o ódio. -

Kirk senta na cama, toma um copo d`agua e volta a conversar, - Isso me lembra de uma popular canção de nosso povo que diz:

Ao Rom cansado, Há um cavalo na baia do fazendeiro;
A Pena ( irmã ) com fome, Há uma galinha no galinheiro;
Aos Pralas ( irmãos ) com sede, Há cerveja o bastante para todos;
E se há esperteza na mão de um Rom, Há gajes ricos em todas as terras!-

Kirk dá uma risada e volta a fala, - não é por bens materiais, é por algo maior, a final que posse vale o bastante para se matar por ela?... silêncio... Eu valorizo a liberdade de nosso povo, de nossa kumpania e a minha. Poderia dizer que foi o espirito da salamandra, que guia meus caminhos, veio da fogueira até minha alma, mas havia algo além disto, uma combinação de sentimentos guardados em meu peito, queria dançar... a dança das adagas. As Babas ( velhas mulheres termo respeitoso ) dizem que não existe forma de saber quem será selecionado para desempenhar um papel importante, salvo... talvez o cigano que esteja de alguma forma qualquer no lugar certo no tempo certo. Sempre se conta às jovens crianças de nosso povo que elas devem seguir seus instintos; que se elas forem escolhidas para desempenhar a mão do destino, elas saberão quando o tempo chegar. No final... quem sabe... todavia... talvez... tenha segido o meu destino.-

kirk sorri e descreve como eram os homens que atacaram o acampamento, informa, que possivelmente um deles pode até mesmo está no hospital devido a gravbidade do ferimento e por fim, diz, - Estou feliz que o único ferido tenha sido eu, não gostaria que uma das nossas crianças tivesse sido encontadas por aqueles vermes.-

 * kirk dá uma pausa reflexiva.*

 -Sinto a cança das ruas, vejo com tristeza as estrelas do céu da janela desse quarto, quanto tempo mais ficarei preso aqui e quando poderei voltar a toca um violão gitano?-

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Re: Carlton Private Hospital

Mensagem por Joseph Little em Ter Mar 11, 2014 9:28 am

- Ao Rom cansado, Há um cavalo na baia do fazendeiro...todas as terras!
Não é por bens materiais, é por algo maior, a final que posse vale o bastante para se matar por ela?... Eu valorizo a liberdade de nosso povo, de nossa kumpania e a minha. Poderia dizer que foi o espirito da salamandra, que guia meus caminhos, veio da fogueira até minha alma, mas havia algo além disto, uma combinação de sentimentos guardados em meu peito, queria dançar... a dança das adagas. As Babas dizem que não existe forma de saber quem será selecionado para desempenhar um papel importante, salvo... Talvez o cigano que esteja de alguma forma qualquer no lugar certo no tempo certo. Sempre se conta às jovens crianças de nosso povo que elas devem seguir seus instintos; que se elas forem escolhidas para desempenhar a mão do destino, elas saberão quando o tempo chegar. No final... Quem sabe... Todavia... Talvez... Tenha seguido o meu destino.


– O destino é uma folha em branco, Kirk. Escrevemos o que tem de ser escrito, os espíritos nos dizem o que fazer e como fazer, nós somos simples marionetes, mas o nosso destino somos nós quem escrevemos. Há muito tempo, antes mesmo da Kumpania existir no local onde está, um senhor buscava o entendimento sobre a liberdade e sua responsabilidade. Ele passou mais de anos tentando entender o espírito dele e o que ele poderia oferecer para o resto do mundo. Tinha um interesse grande em materiais, mas um interesse ainda maior em construir uma família com liberdade e responsabilidade. O que aconteceu foi o investimento de alguns outros que se aproximaram pela ideia parecer interessante. O futuro era aquele, ou não. Era o destino dele buscar isso, ou simplesmente uma opção. Bem, o destino dele foi escrito pelas próprias mãos, e se assim podemos dizer, que bom que ele escreveu da melhor maneira possível. Hoje temos um lugar e uma forma de viver única. Mas é óbvio que sabe que isso tudo é apenas conversa para chegar ao ponto principal. Seus ferimentos poderiam te matar. Sorte ter sobrevivido, Kirk. Esse destino, você escreveu.

- Estou feliz que o único ferido tenha sido eu, não gostaria que uma das nossas crianças tivesse sido encontradas por aqueles vermes.

– E quem disse que não encontraram nenhuma? Encontraram você, não foi? Pois veja bem. És para mim uma criança. Te vi crescer, desenvolver como homem e aprender, e entender nossa cultura, nosso jeito, como somos e a que damos valor. Então para mim sim, feriram uma criança. Saiba que estão todos sendo caçados já. Um rom viu um gajô montando em um carrundro grande o bastante para levar seis homens. Bem, é questão de tempo até encontrá-los.


 -Sinto a cança das ruas, vejo com tristeza as estrelas do céu da janela desse quarto, quanto tempo mais ficarei preso aqui e quando poderei voltar a toca um violão gitano?

 
– Seu braço ainda está muito ferido, acredito que levará algumas semanas até estar 100%. Até lá terá de contentar-se cantando. Sairemos já. Arrume suas coisas, estamos voltando para a Kumpania. Só tenho que passar em um lugar antes...
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Before Sunrise nº 6

Mensagem por Theodore Kirk em Qui Mar 13, 2014 12:44 am


kirk escuta atentamente as palavras do Barô ( chefe da Kumpania) e reflete: " Fico a imaginar como deve ter sido difícil no começo, quando a kumpania foi criada e não passava de um sussurro." * abre um sorriso.* continua a reflexão, " Mas aos poucos gitanos de varias parte vieram para se juntar a ela e esse delicado som foi ganhando força e se tornou uma linda canção cheia de sentimento e paixão."


Declamo,A Kumpania é como uma fonte de água, que se tornou um riacho, cresceu para um ribeiro e hoje é um rio, cada gota de água vem do sangue de seus gitanos, que vivem com a certeza de terem encontrado nela um lar.- coff coff (tosse)* ele olha o braço ferido.*



Digo, - sim, a ferida foi profunda, perdi muito sangue e buscarei escrever o meu destino da melhor forma possível nessa folha em branco.-



Pensamento, "Os gaje ( não ciganos)devem ser encontrados e eu vou encontrar minha vingança, mas meu coração tem muito mais que amargura, pois tenho vivacidade e o fogo que arde em meu peito é fortalecido pelo rubro do meu sangue magico. vivo, amo, luto do mesmo jeito, movido por paixão."



Expresso, - Meu amigo prestei atenção em suas palavras, tenho muito a aprender contigo e tomarei mais cuidado no futuro, apesar de não poder prometer muito, as vezes ajo sem pensar, pois sabes bem que sou indocil, tal como demonstrado por um bom cavalo procurando libertasse das rédeas.- * dou uma risada.* - A tristeza não consegue fincar suas garras por muito tempo no meu coração.-



Levanto da cama e digo, - Fique tranquilo, seguirei seus passos e prestarei atenção em tudo e confesso-te que não vejo a hora de chegar ao acampamento e ficar na proteção de nosso povo.-


O cigano não tinha nada além da roupa do corpo, comeu rápido o jantar, que tinha numa bandeja próxima da cama, pois não queria fazer o barô perder mais tempo, agora composto na medida do possível.



Declamo, - No fundo sou um sentimental e no meu sangue herdei um certo lirismo, apesar de ser temperamental e as vezes até afoito. Vamos lá! A canção das ruas nos chama! -

pensamento, "sou fogo puro nascido da própria salamandra."

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