rede de Túneis

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rede de Túneis

Mensagem por Mestre do Jogo em Dom Set 16, 2012 2:01 pm


Vários metros abaixo da vida agitada de Vancouver há um outro mundo, muito mais escuro e sombrio do que seu irmão iluminado, e muito mais extenso. Os túneis de esgoto e de metrôs que cortam a cidade por todos os lados formam um verdadeiro labirinto e escondem muitos dos mistérios que as mentes racionais dos bons cidadão de Vancouver jamais entenderiam. Ninhos de ratos, abrigos de sem-teto, esconderijo de traficantes, rotas de tráfico. Parece irônico que o submundo da cidade esteja realmente abaixo dela.

Através dos túneis é possível chegar a qualquer parte da cidade. Muitos bancos e outras instituições que guardam valores em seus interiores já sofreram pelo menos algum tipo de “assalto toupeira” que é como passaram a ser conhecidos estes assaltos onde os meliantes cavam túneis sob o chão de seus alvos. A tática é antiga, começou quando o primeiro metrô que cortava Vancouver foi criado. Hoje somente bandidos muito desinformados tentam este tipo de golpe já que os bancos e lojas, zelosos de seus patrimônios e os de seus investidores, passaram a instalar alarmes sísmicos que soam imediatamente nas Seguradoras e Delegacia toda vez que algum engraçadinho tenta cavar um buraco.

Lendas urbanas que têm se multiplicado assustadoramente nos últimos anos falam sobre o desaparecimento de vagabundos e sem-teto que buscam abrigo da chuva e do frio dentro dos túneis. Dizem que durante a madrugada, quando as ruas estão vazias e o silêncio varre a cidade, pode-se ouvir gritos de horror vindos de dentro dos bueiros. Mas tudo que se tem de concreto destas lendas foi obtido ano passado. Um grupo de estudantes de cinema, ignorando a ordem de afastamento da polícia, decidiu entrar na rede de túneis para fazer um documentário sobre os lendários desaparecimentos misteriosos.

Uma semana sem aparecerem nas aulas ou em suas casas, e após a polícia revirar a cidade, e os túneis de cabeça pra baixo, os corpos deles foram encontrados numa das galerias mais antigas da cidade. Os corpos já estavam em estado de decomposição. O resultado da autópsia foi mais misterioso do que as lendas pelas quais os garotos morreram. Apesar de estarem sem um único ferimento em seus corpos, eles estavam totalmente sem sangue, nem uma gota, nada. Como isso aconteceu, não se sabe. Não existe meio para explicar tal coisa... talvez por isso a polícia optou por não divulgar este detalhe aos jornais, revelando-o somente aos parentes dos mortos.

Desde este famoso caso a polícia passou a efetuar rondas também pelas entradas das principais galerias subterrâneas da cidade, e tem ordem de deter qualquer pessoa não autorizada que esteja vagando por lá. Este esforço se fez necessário após a polícia aprender, a duras penas, que o ser humano não pode ver algo que tenha grandes chances de dar errado, que ele vai lá e tenta fazer. Com o caso da morte dos jovens universitários sendo coberto por toda a imprensa de Vancouver, o número de incursões às galerias aumentou significativamente. Algumas agências de turismo, especializadas em passeios radicais pelas montanhas e corredeiras da cidade, criaram pacotes clandestinos de visitação aos Túneis. Custo alto e pouca propaganda foi toda a propaganda que precisaram para atrair vários turistas ávidos por sentirem a adrenalina correndo em suas veias ao visitarem lugares proibidos e assustadores.

As lendas sobre os desaparecimentos continuam... quais serão verdadeiras, e quais apenas fantasia?

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Re: rede de Túneis

Mensagem por F. R. Dark Mountain em Seg Mar 10, 2014 1:58 pm

O odor do esgoto preenche as narinas dos mortais, trabalhadores fazendo poucos reparos de falhas formadas pelo tempo... E não só por ele. Algumas rixas entre Membros e outras criaturas foram trazidas para os esgotos. Muitas delas contidas e severamente punidas pelos próprios Nosferatu. Meus irmãos precisaram de muito poderio físico e diferente da atual utópica visão de um Nosferatu focado na ofuscação, eu fui especialmente designado para conter os problemas que se desenvolveram ao decorrer dos últimos tempos. Acabei também por ser convocado para trabalhos do mais baixo calão: caçar e eliminar carniçais que perderam a linha. Em outras palavras... Me tornei um lixeiro da Camarilla.

Apenas observando de longe, montando uma guarda para que aqueles trabalhadores não fossem atacados, continuo pensando – e só pensando, como sempre foi – nos últimos anos. A dor de transformar-se em Nosferatu supera muitas outras. Na verdade, supera quase todas. São dias de tortura, e eu ainda tive de aturar comentários de “como você teve sorte”. Meu corpo é mais assustador do que horrendo, de fato. Mas que sorte há nisso? Estou sozinho, do mesmo jeito. Dentro da Ninhada, meu grupo de neófitos tem dezoito cabeças, todos fazer o mesmo que eu, eles são lixeiros, logo, são sacrificáveis.
 
A ultima tentativa de revolta anarquista que ocorreu, fomos simplesmente jogados para a linha de frente sem preparo prévio, apenas para ganhar tempo enquanto o Príncipe refletia em que ação deveria tomar... E a história de “pelo bem da Ninhada” nunca me convenceu. Meu Senhor me tratou com sangue apenas uma vez e pensa ter controle absoluto sobre mim, há!, nem mesmo ouso perguntar se ele recorda-se de meu nome. Rato tolo.

Com os braços cruzados, ouço o sussurro em meu ouvido. – Segundo a corrente de informação da Ninhada foi avistado um cainita suspeito nas regiões de West Vancouver, o Mestre ordena que se prepare, lixeiro... – mantenho meus olhos nos trabalhadores, os quais precisam terminar os reparos no menor tempo possível. Eram danos significativos, considerando a qualidade quase opositora dos prédios, ruas e edifícios da superfície. A hipocrisia do Príncipe novamente me instiga a traição...
 
-Os sacos de sangue não são tão importantes quanto isso. – continua dizendo o Rato, notoriamente tentando deduzir o que penso... Em seguida o Nosferatu oculto entre as sombras se vai. Levanto-me e começo a seguir para West Vancouver... Se algo por lá começar, será minha função prioritária conter a ameaça a qualquer custo, mesmo que hajam quebras de Máscara e punição contra minha própria pessoa em seguida...

Os pobres mortais nos túneis mal sabem que a sua única fonte de defesa acaba de se retirar. Estão sujeitos a uma morte terrível, assim como estariam nas ruas, nos bares, e em suas próprias casas. Vancouver não é um lugar seguro... Na verdade, nenhum lugar é seguro. E eu gostaria de poder me esquecer disso algum dia novamente.

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