Delegacia

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Mensagem por Mestre do Jogo em Dom Set 16, 2012 2:02 pm


Vancouver é tida como uma das cidades mais seguras da Columbia Britânica, e muitos atribuem este fato ao alto nível de educação dos cidadãos da cidade que prezam muito pela hospitalidade e respeito para com seus concidadãos e turistas. Não que não exista crime em Vancouver, pois como todas as cidades do mundo, ela também possui marginais, traficantes e bairros “da pesada”. Nota-se, porém, uma mudança sutil nos últimos anos, a criminalidade vem pouco a pouco subindo, e alguns casos estranhos começam a preocupar o Departamento de Polícia.

Ao contrário do que muitos acreditam a famosa Polícia Montada com seus casacos vermelhos e chapéus de abas largas não são a regra da cidade, apesar de também fazerem parte do efetivo policial, sua área de atuação é mais afastada dos centros urbanos, onde 300 cavalos sob os capôs das viaturas mostram-se mais eficientes e versáteis do que 4 patas de animais que dificilmente conseguiriam manter uma perseguição por muito tempo nas largas estradas da cidade.

Há também um grande diferencial na força policial de Vancouver que é a informática. Vancouver foi uma das primeiras cidades do mundo onde os computadores foram integrados às viaturas, facilitando assim a troca de informações dos policiais em campo com o Departamento de Polícia. De dentro de seus carros os oficiais têm acesso rápido e dinâmico ao Banco de Dados da Central, podendo verificar perfis de suspeitos, imprimir retratos-falados, ordens de busca e prisão, entre tantas outras comodidades que lhes permite exercer um trabalho rápido, eficiente e preciso.

Localizado na Robson Street, centro de Vancouver, o prédio da Delegacia de Polícia é uma construção robusta de dois andares. Em seu interior vários corredores se estendem e se cruzam em vários pontos, dividindo os setores internos como o Departamento Anti-Drogas, o Departamento de Homicídios, o Departamento de Fraudes Eletrônicas, entre outros. Além disto, a Delegacia conta com uma pequena prisão para onde são levados os suspeitos de crimes que aguardam seus interrogatórios. O estacionamento da Delegacia fica nos fundos do prédio.

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Re: Delegacia

Mensagem por Grazir Mythrys em Seg Set 09, 2013 5:52 pm

Parque Nacional de Vancouver... Horas atrás.

A água pesando nossos uniformes, Halberd, meu cavalo – e grande amigo -, se mantém na marcha forçada há mais de três horas desde que o sinal foi dado. – Desculpa, amigo... Vou te compensar mais tarde. – digo acariciando o cavalo. O sol já se pôs, minha lanterna está acesa, o grupo hesita em prosseguir, somente eu me mantenho em frente.

-Knight! – gritou alguém em minha direção – Knight, esqueça! Já não tem como encontrarmos uma criança aqui, não essa hora da noite! Não podemos arriscar mais pessoas! – vendo que eu adentrava ainda mais a mata, onde as trilhas começavam a se fechar, outro grito saindo da boca dele ecoou – Knight!

Quase em seguida, entretanto, em meio a chuva e os trovões e relâmpagos um urro altivo e assustador toma conta do lugar, o relinchado do meu cavalo se dá em seguida, e por fim me sinto forçado a recuar enquanto aviso meus colegas. – URSO!

Delegacia... Agora.

-Uma mãe abraçada a sua filha mais velha chorando, um pai em lágrimas e em desespero. Eles não vão dormir essa noite. Nem na próxima, nem na noite seguinte a próxima... O que eu digo pra essas pessoas?

-Diga que não pode encontrar o garoto... Knight, já são 10 anos que estamos juntos, e sempre que uma criança some é a mesma história, ou você acha no primeiro dia, ou entra em estado de estresse absoluto.

-Você já se acostumou, Lars?

-Já, Grazir, há muito tempo. É triste, claro que é. Mas não há o que fazer. E eu acho que entendi isso, demorou muito tempo, mas eu entendi isso. E você deveria começar a entender também... – ele retira um cigarro do bolso, estende em minha direção, eu o pego e o levo a boca, procuro meu isqueiro nos meus bolsos e acendo o cigarro. Uma longa tragada me faz parar, pensar, respirar e decidir.

-Amanhã, ao nascer do sol vou levar Halberd pra continuar as procuras... – Lars tenta interromper minha fala, porém levanto a mão impedindo-o e aceno negativamente com a cabeça – Não fale nada. Eu vou voltar pra mata e vou encontrar aquele garoto.

Me levanto e saio da sala de Lars, me dirijo até a porta da delegacia, vejo uma viatura chegando com alguém no banco traseiro, algum marginal se fodeu. Sinto um frio na espinha, náusea, levo a minha mão ao rosto, alguém toca meu ombro, olho para a pessoa, a mãe do garoto. – Você é o Senhor Mythrys? – ela pergunta.

-Sim senhora. – ao dizer abaixo levemente a cabeça.


-Ouvi dizer que você é um veterano, e que dificilmente não consegue encontrar alguém perdido, é você quem está no comando, não é?

-Sinto muito, senhora, não estou no comando. Os novatos costumam dizer isso, mas não é verdade.

-Mas... Mesmo assim, você vai conseguir achar o nosso Sam, não vai?

Isso é péssimo... Uma mãe desesperada precisando ser consolada com palavras gentil, mas ao mesmo tempo uma esperança que pode ser alimentada somente para se partir em seguida... Cicatrizes grotescas poderão se formar com qualquer que sejam minhas palavras... Mas eu conheço as instruções... Apesar de estar me lixando pra elas...

-Senhora Huuz, o primeiro dia de busca é o de maior chance de sucesso. A partir do segundo dia a chance de sobrevivência decai muito... – lágrimas começam a se formar em seus olhos, mas antes que ela pudesse continuar eu mantenho a palavra – Porém... Já encontrei pessoas perdidas na mata há mais de três semanas, até mais de um mês... Uma dessas pessoas era um garoto com a mesma idade de seu filho. Não vamos desistir do Sam, Senhora Huuz, nós iremos encontra-lo.

No instante seguinte, uma mistura de choro com agradecimento explode dos lábios e dos olhos da mulher, e na primeira oportunidade que vejo, saio da delegacia e me dirijo ao meu carro. Preciso esquecer de algumas coisas essa noite...

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Re: Delegacia

Mensagem por Angelina Sartrè em Qua Mar 12, 2014 4:17 pm

Vida. Uma transição caótica entre o nascimento e a morte. O que fazemos durante esse tempo serve apenas para nos distrairmos da ideia de que o final inevitavelmente chegará. Algumas pessoas pregam o bem durante suas vidas; outras preferem um caminho despido de moral e/ou ética. A diferença entre as duas condutas, o desejo motor pela escolha de uma ou de outra, pode ser reduzida a um critério muito simples: o medo do inferno. A eternidade soa como um tempo razoável para que você queime no fogo do inferno aos pés do demônio-mor. O pior dos pesadelos. Mas e se uma pessoa há muito prometida a esse destino insólito, por alguma causa do destino, não morresse de fato? Como se resolveria o problema das punições a serem aplicadas por todo o mal que plantou em vida? Restaria ilesa? E a pergunta mais importante de todas: como estaria sua consciência?

Sartrè morreu. Sua vida foi retirada em uma noite particularmente tenebrosa, em um apartamento pequeno na Rockfeller Boulevard, 1503. Sobre suas costas pesavam acusações divinas dos mais numerosos crimes. No fundo, ela sabia disso. Desde sempre abdicou de qualquer julgamento religioso em seu dia-a-dia e fez questão de viver a vida à sua moda. Para ela, o céu e o inferno eram contos infantis que adquiriram maturidade com o passar dos séculos. Não passavam disso, de contos. Mas até mesmo Sartrè sentia, no fundo do seu coração, o poder da justiça divina - ainda que jamais admitisse tal fato. E enquanto agonizava no chão encarpetado do minúsculo apartamento, deitada sobre seu próprio sangue e sendo observada pelo homem-cobra, sentia a aproximação do seu juízo final particular. Sua hora havia chegado.

Eis que seus olhos reabrem e lhe mostram o mesmo local de sua morte, intacto, sem uma pedra fora do lugar. Lá estava o homem cobra, a imensa poça de sangue e o medo em seu coração, como dantes. A princípio, sentia-se mais fraca do que nunca. E aquela fome.... Ah, a fome! Seu ventre ardia com um desejo intenso de se saciar e esse sentimento a estava enlouquecendo. Píton passou uma hora inteira contando-lhe fatos sobre vampirismo, Set e seus poderes e fraquezas. Nada daquilo fazia sentido, até que, por mais uma vez, o sangue do homem-cobra desceu em sua garganta. Naquela hora, naquele exato instante em que bebeu do último pequeno gole, sabia que seu castigo chegara. Demônio Sartrè. Vida em morte, relegada às sombras e amaldiçoada a beber do sangue de outros para não desaparecer de vez. De fato ela não tinha ideia da proporção dos seus crimes, ora colocada a extensão de sua punição.

Mais tarde naquela mesma noite, encontrou-se perdida ao deixar o local de sua morte. Estava sozinha; Píton se fora e deixara a entender que não retornaria tão breve. Era agora uma criança assustada, separada da mãe e com um longo período de castigo à sua frente. Ficou momentaneamente sem paradeiro e começou a duvidar de suas capacidades, afinal, para todos os efeitos, estava morta. Segurou o próprio pulso e constatou a falta da pulsação. Estava gelada e tão pálida quanto um cadáver em um necrotério, ainda que surpreendentemente mais bonita. Pelo menos teve o mérito de cair na real e perceber que planos a longo prazo e dúvidas existenciais não a ajudariam até o próximo amanhecer – o qual poderia ser o seu último. Concentrou-se em pensar em algo mais imediato, afinal, o sol despontaria dentro de algumas horas. Precisava de uma desculpa para que sua volta à Mansão não levantasse suspeitas. Monroe havia deixado condições para que Angelina usufruísse de seus bens quando da sua morte, e uma dessas condições era a de se manter “limpa”. Chegar em casa de madrugada, pálida, gelada e com sangue no vestido parecia ser um bom argumento  para o cancelamento de seus privilégios, então bolou um pequeno plano: diria na Delegacia que havia sido assaltada. Isso explicaria seu sumiço, a palidez e, com sorte, afastaria suspeitas sobre uso de drogas. Parecia um bom plano.

Angelina fez todo o percurso até a Delegacia se esquivando de faróis, lâmpadas, letreiros...  A tal “alergia à luz” sobre a qual Píton havia lhe contado parecia realmente severa, pois seus olhos ardiam a cada contato. O restante dos sentidos, no entanto, estavam incrivelmente aguçados. E foi de beco em beco, de marquise em marquise, que ela alcançou o distrito policial. O giroflex ligado da viatura estacionada na calçada da Delegacia quase a cegou, fazendo com que ela colocasse as duas mãos em frente ao rosto para passar por aquelas luzes vibrantes. Quando enfim entrou no lugar, jogou as costas na parede e fechou os olhos por um breve instante. Seus braços tocaram a parede atrás de si, suas unhas arranhavam a pintura. Tão logo tomou coragem procurou um policial para que pudesse contar a sua versão da história - a que envolvia um assalto, não aquela que contava com um homem-cobra e com vampirismo. Abafou a confusão que se passava em sua cabeça para que pudesse ser tão convincente quanto podia. Pobre detetive, vítima de uma especialista em forjar emoções. O homem não só acreditou na história como prometeu investigá-la bem a fundo. Seu retorno seguro para a Mansão Monroe agora está garantido.

Do lado de fora da Delegacia o relógio-termômetro marcava 2º Celsius. Uma viatura acabar de chegar, trazendo consigo dois policiais e um sujeito algemado que muito se assemelhava a um traficante. Ao passarem por Sartrè na calçada o mundo pareceu se mover em câmera lenta. Um cheiro magnífico de metanfetamina atinge as narinas da atriz. Aquele era o néctar da perdição, saído diretamente das roupas encardidas do traficante. Uma onda de prazer atinge o seu corpo, fazendo com que ela instintivamente fechasse os olhos e exibisse suas novas presas vampíricas em uma expressão de aprovação. Quando tornou a abrir os olhos viu-se prestes a avançar no homem em busca do que queria dele. A necessidade do sangue, a necessidade das drogas. Retraiu-se em sua postura, ficando bastante séria. Como poderia satisfazer tais necessidades se elas estavam intrinsecamente ligadas às pessoas?

Foi nesse momento que tudo se tornou claro para Angelina Sartrè. 

Ela havia se tornado uma predadora.


Última edição por Angelina Sartrè em Qua Mar 12, 2014 4:26 pm, editado 1 vez(es) (Razão : Ajustes ortográficos)
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Re: Delegacia

Mensagem por Mark O'Grady em Qui Mar 13, 2014 3:03 pm

Já fazia algum tempo desde que fora abraçado. Ele ainda era um "neófito nas lides vampirescas", conforme Lucian costumava dizer quando queria ironizar o modo como Mark se expressava. Mas o professor já ia à caça sozinho, passou a carregar sempre a pistola que seu pai lhe deu de presente, e aprendeu a usar Disciplinas. Devorava todos os livros proibidos a que tinha acesso, sobretudo os que tratavam da história da Família, e não havia modo menos ruim de atravessar as noites de sua maldição do que concentrar-se no estudo de tomos empoeirados. 

Sentindo-se mais confiante, traçou um plano para tentar cumprir seu destino de um modo que, talvez, conforme ele conjecturava, pudesse lhe trazer redenção. Foi para executar mais um passo desse plano que ele compareceu à delegacia naquela noite. Chegou com hora marcada, mas já fazia uns quarenta minutos que aguardava ser chamado no sofá de uma sala de espera. "A noite está um pouco tumultuada hoje, senhor", disse-lhe uma policial encarregada de atender o público.

Foi ao longo desse tedioso e enervante tempo de espera que a atenção do professor se viu atraída por uma jovem que, logo ao chegar, encostou-se à parede em frente dele. Ela entrou um tanto afoita, olhos vermelhos, crispou os dedos das mãos na parede atrás de si e ficou um tempo olhando em volta, as costas muito retas, até ir falar com a atendente. Podia tratar-se apenas da vítima de algum pequeno delito, já que não parecia ferida. Mas o que intrigou Mark foi a extrema palidez da jovem. A última vez que vira alguém tão pálido assim foi quando se olhou no espelho do banheiro, logo após ser abraçado por Lucian. "Mas então eu não sou o único Membro que vai à delegacia sem ser vítima? Hummm… Pouco provável".

Ainda assim, Mark resolveu fixar os olhos discretamente no tórax da moça para ver se ela estava respirando. Era impossível determinar isso daquela distância, mas, com toda a certeza, ela não estava nem um pouquinho ofegante. E ele tinha deduzido que deveria estar, considerando o modo nervoso e um tanto ligeiro como entrou, encostou-se à parede, arranhou-a… 

Em pouco tempo, eles foram encaminhados para salas diferentes, e não se viram mais no interior do prédio. Assim que deixou o local, Mark parou na calçada e acendeu um Silk Cut. Ele agora fumava mais do que nunca, pois essa era a única fonte de prazer físico que lhe restara além da alimentação. Aliás, essa era a única coisa boa que ele via em ser um morto-vivo: usufruir o enorme prazer de fumar sem qualquer moderação. 

Ele soltou uma ou duas baforadas relaxantes no ar frio da noite quando a possível vampira saiu da delegacia. Mark já tinha quase se esquecido dela, mas voltou a fazer conjecturas. "Se for mesmo um Membro, não veio até aqui por ter sido vítima de crime. E se veio mentir, do mesmo modo que eu, qual seria a razão? E por que estava tão tensa?".

Ele não ia caçar, e suas noites eram muito longas e solitárias quando não ficava pesquisando nos livros. Decidiu-se por outro tipo de investigação. Colocando-se ao lado da jovem, soprou fumaça no ar, pigarreou e disse:

- Apesar do frio canadense, está uma boa noite para caminhar e fumar um pouco, não acha? Se bem que a senhorita pode repudiar ser uma fumante passiva, e peço-lhe desculpas se for esse o caso. Mas é que, bem, sua cor de pele assim tão alva me sugeriu que talvez a senhorita, assim como eu, não precise se preocupar com saúde… Alguns que vagam pela noite, claros como o luar, têm uma expectativa de vida tão longa, não é mesmo?

Ele pôs ênfase nas palavras certas para insinuar o que pensava sem revelar nada que não pudesse ser revelado a mortais. Se suas deduções estivessem erradas, ela se afastaria achando que topou com um sujeito que não diz coisa com coisa.

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Re: Delegacia

Mensagem por Angelina Sartrè em Dom Mar 16, 2014 1:17 am

Predadora. Angelina se pega pensando nas novas possibilidades em sua posição de “cainita” - estranho termo empregado por Píton horas atrás – e em como deverá agir na primeira vez que fosse se alimentar. Imagina-se pulando no pescoço do traficante agora mesmo e no que essa ação poderia resultar. Os policiais reagiriam, então deveria ser mais forte do que eles, ou mais rápida ou usar um daqueles “dons” citados por Píton. Aliás, segundo o próprio, Angelina ainda desenvolveria tais dotes, sendo incerto o caminho que o seu ”vitae” – outra expressão que lhe é estranha – escolheria pra se manifestar. E mesmo que derrubasse os policiais, poderia ser flagrada por testemunhas. Elas poderiam reconhecer o rosto da atriz e leva-la à captura; poderiam contar sua história a um grande jornal e com isso ameaçarem todo o esquema de camuflagem dos vampiros – há um termo para isso: “Camarilla”. Discrição, portanto, seria a chave para o sucesso.

Recolhe as presas a tempo de não ser flagrada quando da abordagem que sofreu. Seu rosto vira-se rapidamente para a direção do homem, dando a entender que havia sido surpreendida. Ela busca por sinais nas suas expressões faciais e corporais que fizessem alusão a alguma hostilidade. Embora nada encontrasse em seu corpo, nas suas palavras não lhe restam dúvidas. O modo como sublinhava algumas delas sugere que ele sabia de algo, ou que havia visto algo na atriz. Presas, talvez? Sua pele poderia estar criando escamas, como uma cobra. Rapidamente ela leva a mão ao rosto e toca em sua pele. Tão normal quanto a de um cadáver. Retira a mão do rosto e põe a palma virada para cima, conferindo se havia traços de sangue, mas não encontra nem uma coisa nem outra. 

“Fique longe do campo, longe das luzes, da Igreja e, principalmente, de outros vampiros: a forma mais eficiente de morrer permanentemente é se relacionando com semelhantes“. Essa fora a primeira lição que Píton lhe passou, e a que ele deu mais ênfase.

Seus pensamentos se esvaem juntamente com o último questionamento do homem à sua frente. Havia encontrado um deles na primeira noite. Por mais que pudesse praguejar contra a sua má sorte, ela sabia que não havia passado por tudo isso para ter um fim tão rápido. Não era sua hora no apartamento horas atrás e não seria sua hora agora.

- "Talvez a morte tenha mais segredos para nos revelar que a vida." 

Angelina vira-se de costas para ele. Começaria a correr tão rápido e por tanto tempo que seus pés sangrariam. Atravessaria casas, ruas, quadras, nadaria por rios e escalaria montanhas se preciso fosse. Seu medo da morte em sua não-vida é maior do que tinha em vida. Trágico, se não fosse cruel. Mas a quem quer enganar? Se Píton estiver certo – e não há motivos para que Angelina pense o contrário -, esse provável vampiro à sua frente seria mais forte, rápido e esperto do que ela e de nada adiantaria sua fuga enlouquecida. Mais uma vez Sartrè tem seu mérito em conseguir raciocinar a tempo e acaba desistindo da péssima ideia.

Gira sobre os calcanhares e torna a encará-lo de frente. Ela sabia que estava na presença de um semelhante, mas não sabia o que esperar dele. Arriscaria. Nem Píton poderia adivinhar que sua pupila entraria em um jogo entre vampiros tão precocemente.

- ... a menos que você não esteja aqui para matar ou morrer. Nesse caso, confesso que estaria muito interessada em ouvir suas verdadeiras intenções. Posso até mesmo deduzir algumas coisas sobre você.... – seus grandes olhos cinzentos parecem se agigantar ao fitarem o homem diretamente – Você me parece um catedrático. Possivelmente um médico ou escritor, já que não tem jeito para vendedor, político ou outra carreira que exija habilidade social. – dá mais um passo à frente sem desfazer a encarada – Sua visita à Delegacia não foi algo acidental; está aqui procurando por mim ou por alguém “parecido”. – Angelina dá mais um passo à frente e fica peito-a-peito com o homem; compensa a diferença de altura inclinando sua cabeça firmemente para o alto – E possivelmente teme tanto a mim quanto eu o temo. 

Ela havia entrado debaixo da cortina de fumaça que o vento trouxera de volta sem parecer se importar. Deixaria que suas palavras e atos soassem como uma ameaça velada.

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Re: Delegacia

Mensagem por Mark O'Grady em Ter Mar 18, 2014 8:48 am

As primeiras palavras e reações da mulher provaram que a dedução de Mark estava correta.

- Talvez a morte tenha mais segredos para nos revelar que a vida.

Ao dizer aquilo, ela se virou de modo resoluto, como se fosse fugir. Todavia, Mark mal esboçou um sorriso de autosatisfação pelo seu tiro certeiro e ela começou a agir como alguém prestes a partir para a agressão por difidência. E as palavras que disse em seguida mostraram que ela também tinha bom poder de observação e dedução. 

Mark pensou em recuar quando ela literalmente o peitou, mas temeu que isso só servisse para dar a ela, que admitira também ter medo, confiança de atacar antes de ser atacada. Preferiu abaixar a cabeça para olhar aquela mulher bonita diretamente nos olhos. Mediu bem as palavras ao responder, pois queria mostrar que ele não estava interessado em lhe fazer mal.

- É óbvio que eu não vim atrás de você, que jamais tinha visto antes. Acalme-se!

Ele procurou dar à voz um tom firme para disfarçar o fato de que a reação da mulher o havia deixado realmente apreensivo. Prosseguiu mantendo o mesmo olhar e o tom de voz, especialmente por conta das mentiras que contou. 

- Eu não estou aqui atrás de ninguém. Vim tratar com os policiais de um assunto de interesse do meu mentor, que é um dos Membros mais poderosos desta cidade. Puxei assunto com a senhorita apenas porque estava curioso e entediado, só por isso!

A verdade era que já fazia algum tempo que nem Mark, nem qualquer outro cainita de Vancouver havia visto Lucian. Julliet, também uma neófita, era quem estava sendo a mentora dele. Justo Mark, que não levava jeito para predar - e nem para se relacionar com outros Membros além de Julliet, como se via nessa sua primeira tentativa - tinha de aprender o que precisava com alguém não muito mais experiente do que ele. Ciente disso tudo, e considerando que foi um erro aproximar-se de uma vampira desconhecida e que, inexperiente ou não, estava visivelmente precisando de sangue, ele decidiu abortar logo aquela conversa.

- A senhorita está branca feito papel. Acho melhor que vá se alimentar… 

Só então ele deu um passo para trás, interrompendo o contato físico, mas sem despregar seus olhos dos dela. Antes do seu abraço, qualquer toque de um vampiro o deixaria à beira de um ataque de pânico, e com sua marca de nascença formigando e doendo. Mas agora que o abraço o levara a uma nova etapa do seu destino amaldiçoado, o toque de um cainita, por si só, queria dizer nada vezes nada. Não fosse isso, ele não poderia nem ao menos tentar fingir segurança.

Mark puxou uma forte tragada com o fim de aparentar naturalidade. Seu corpo morto já não era capaz de absorver nicotina, a menos que bebesse o sangue de alguém que tivesse fumado pouco antes. Mas o sabor e o cheiro do cigarro, assim como a ideia de relaxamento associada ao ritual de fumar, ainda lhe davam prazer.

- Talvez possamos conversar numa hora em que esteja menos agitada. A senhorita tem razão ao dizer que meu trabalho é intelectual. Dentro de três noites, a contar com esta, estarei na City Library. Se quiser, pode me procurar lá.

Mas o fato é que ele já não tinha vontade alguma de falar com ela. Disse aquilo, que era verdade, apenas para tranquilizá-la quanto às suas intenções e também por ter certeza de que ela não iria procurá-lo mesmo, já que havia admitido ter medo. Despediu-se com um seco "passar bem". Como havia estacionado o carro na calçada, foi andando até ele meio de lado, meio de costas, a fim de tirar os olhos da mulher o mínimo possível.

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Re: Delegacia

Mensagem por Erick Horkheimer em Ter Jun 03, 2014 12:21 am

A escuridão preenchia a alma dele, o sabor de vingança e um misto de raiva, seu astral enfurecido. Sabia que nada poderia trazer sua amada de volta, os rituais e os pactos sagrados nada tinha mais valor como a presença da Jamie.
Ainda sentado no sofá com as mãos em seu rosto as lágrimas rolavam em sua face. – Um pedaço de mim morreu hoje. Sussurrou ele enquanto enxugava as lágrimas esfregando os longos dedos em seus olhos. Sua voz soava tristeza e sua respiração cansada e descompassada pelo choro.

Ao longe ouviu as sirenes ecoarem, a polícia não mais era importante, nada do que eles fizessem poderia salvá-la, a presença deles era inútil. Não demorou muito para ouvir as batidas na porta enquanto o oficial se identificava. Antes de abrir a porta Erick respirou fundo relutante em se levantar do sofá. – Carregarei você comigo meu amor, nunca vou esquecê-la. Sua expressão não escondia sua dor, assim como seu rosto avermelhado de tanto chorar. Assim que abriu a porta, um dos policiais entrou rapidamente,mas Erick simplesmente vagou todo o caminho de volta para a sala acompanhado do outro policial.Outros policiais entravam e saiam do chalé, os cães latiam. 

Um dos policias conhecido da família de Jamie,encarou Erick com certa preocupação. - Senhor Horkheimer, você terá que nos acompanhar até a delegacia onde será contido e questionado, terá direito a um advogado, e sua família será contactada. O senhor tem apenas duas opções,vir conosco por livre e espontânea vontade ou algemado.

Erick o encarou por um instante antes de completar. – Tudo bem, vamos à delegacia. Com a expressão triste ele baixou a cabeça e começou a caminhar juntamente com os policias para o veículo, sua dor era tanta, que não teve coragem de olhar para os lados, não queria vê-la, não queria ver o que haviam feito com ela, não queria borrar a imagem que tinha de Jamie em sua mente. Erick então entrou no carro do detetive.

A sua mochila havia sido confiscada até a segunda ordem assim como o livro. Erick ficou olhando a paisagem da cidade pela janela do carro com sua cabeça para traz encostada no descanso do banco traseiro, completamente calado. Assim que chegaram á delegacia, pediram que ele se sentasse e esperasse até que fosse chamado.Rolou os olhos pela sala onde se encontrava, pode ver alguns criminosos nervosos xingando, prostitutas, viciados e menores infratores. Ele ficou calado e pensativo esperando o seus pais chegarem juntamente com o advogado da família.

 “Os meus pais... Vão fica malucos, pensando em várias possibilidades de como isso não ir a público. A carreira de minha mãe e os negócios de meu pai podem dar problemas para eles. No final minha mãe tentará me consolar e terei que fingir que ela conseguiu. Depois novamente irei para a reunião da família, onde vão decidir o que fazer comigo. Eu tenho mais medo deles do que passar algum tempo na cadeia. Não posso esquecer da escola, terei que me matricular em outra, não vou aguentar ouvir mentiras sobre o que ocorreu hoje...Jamie, porque?” 
  
- Queria que fosse eu no lugar dela. Sussurrou ele com a cabeça baixa. Enquanto isso uma policial joga uma menina da cadeira ao lado.  – Fica ai. A policial nervosa sai andando e ele permanece com a cabeça baixa.

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Erick - Meu ancião costumava dizer para mim não há nenhum lugar na terra que não é um campo de batalha devastado pela guerra...Um nome não tem importância alguma no campo de batalha. Após uma semana, ninguém possui nome e com isso Aprendi que eu posso caminhar sozinho, e isso não quer dizer que eu seja uma pessoa solitária.

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Re: Delegacia

Mensagem por Mackenzie Mihajlovic em Ter Jun 03, 2014 10:33 pm

Aquele dia tinha tudo para ser um dia normal. Claro que normal no dicionário de Kenzie tinha como definição, caótico. Dormia e acordava com seu fone de ouvido preferia deixar o som de gritos e brigas bem distantes de seus tímpanos, a não ser pelas músicas que tocavam em seu fone. Por diversas vezes se perguntou o por que de ter voltado pra casa, e ainda sim não sabia responder, não podia nem mesmo dizer que estava ali apenas por sua mãe, já que não fazia diferença alguma o que ela achava sobre a relação dela com aquele homem, ela havia escolhido aquela vida e não havia nada que Kenzie pudesse fazer, então por que?

Kenzie era sempre a primeira á acordar e saia de casa antes mesmo que pudessem vê-la, era como se ela vivesse em um hotel, apenas cama e banho nada mais. Passava a maior parte do tempo fora de casa, trabalhava aqui e ali e tirava um dinnheiro extra em outras atividades quando precisava. 

Apesar de sua pouca idade, sabia bem como se virar nas ruas de Vancouver, conhecia as partes barra pesada e algumas pessoas que se movimentavam por lá. Não era nenhuma delinquênte, apenas havia passado um ou outro período pelas ruas da cidade para evitar certas situações, nem sempre era esquecida, no máximo que havia conseguido se esconder pelas ruas da cidade foi uma semana, sempre a traziam de volta para o limbo. Não podia negar que era um tanto conhecida pela polícia de Vancouver, não que ela quisesse, mas muitas vezes era inevitável.

Cumpria com suas atividades, como ir para a escola, diferente de alguns, ela achava escola bem divertida, e não tinha nada a ver com se envolver com programas extra curriculares, ou com a decoração do ginasio para qualquer evento na escola, muito menos esportes a não ser que esses envolvessem espadas, machados ou qualquer coisa do tipo, mas tinha que confessar que fazer parte das peças de teatro eram sempre divertidas, ela sempre escolhia o papel mais ridículo que ninguém queria fazer, já que era para ridicularizar, melhor ainda é se divertir com isso. 

Naquela tarde Kenzie deixou a escola e decidiu ir para casa sabendo que ninguém estaria por lá, poderia ter um tempo de quietude e paz até sua próxima escapada. Infelizmente ela estava enganada, seu inferno começou assim que colocou seu lindo coturno para dentro de casa. Não queria saber o por que Simon estava em casa, não era desua conta, queria apenas que ele a deixasse em paz, escutar sua voz ecoando pelas paredes desferindo nomes e lembrando Kanzie de quão irresponsável, inútil, e tantas outras coisas que aparentemente ele achava que ela era, lhe rasgava a alma deixando sua ira exposta. Ele não significava nada pra ela e não aturava seu comportamento diferente de sua mãe que sempre baixava a cabeça e se desculpava enquanto as lágrimas rolavam em seu rosto, mas não Kenzie. 

Ao tentar sair de casa ele se colocou na frente dela bloqueando seu caminho. Aproveitando a oportunidade de que ele estava bêbado, Kenzie correu e se atirou pra cima dele dando um encontrão em Simon, que se desequilibrou e caiu cobre a mesinha no hall de entrada da casa, na nisso ela também perdeu um pouco o equilíbrio e acabou colidindo contra a parede, mas continuou de pé e sem nenhum arranhão em sua lataria corporal. Se apressou então, e deixou a casa ganhando as ruas da cidade mais uma vez.

Já era tarde da  noite e Kenzie estava sentada no banco do parque, debatendo com seus pensamentos o que ela deveria fazer. Estava completamente fora de seu corpo, estava ali, mas ao mesmo tempo não estava ali, seu olhar estava fixo em um único ponto no além, quando ouviu alguém dizer seu nome. Ainda meio inerte, ela virou a cabeça para encarar a pessoa que a havia chamado e sua primeira reação foi pular do banco. - O que eu fiz agora? - Disse ela encarando a policial. 


- Mackenzie, eu tenho que te levar pra delegacia.

- Mas eu não fiz nada, a não ser que seja proibido estar sentada no banco do parque, eu juro que não sabia.

- Vamos, Mackenzie. - A policial a pegou pelo braço e a conduziu até o carro. Respirou fundo e bufou fazendo barrulho enquanto olhava pela janela do carro. Ela sabia que Simon tinha a ver com aquela busca, captura, emprisionamento, seja lá o que fosse aquilo. Ao chegar na delegacia, a policial a levou para dentro e a colocou sentada em uma das cadeiras enquanto lhe dava um comando para permanecer onde estava. Ela respirou fundo mais uma vez e se esparramou na cadeira e soltando o ar com força. Do seu lado havia um garoto com a cabeça baixa. Ela se virou e abaixou um pouco na cadeira olhando para o garoto. 

- Dude, você está chorando? Perguntou ela de uma forma brincalhona segurando uma risada. - Vai me dizer que você nunca esteve numa delegacia antes?! Me diz, do que você foi inocentado, afinal ninguém aqui é culpado de nada. Disse ela fazendo uma careta marota.
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Re: Delegacia

Mensagem por Erick Horkheimer em Ter Jun 24, 2014 10:38 pm

Mansão Horkheimer 

Assim que a mensagem chegou ao ouvindo dos conselheiros que o Erick estava na delegacia com suspeitas de assassinato e a vitima havia sido Jamie, alguns sussurros e conversas pela escuridão da mansão começaram a circular. Rapidamente alguns representantes de cada família junto com o líder da família o avô do Erick que havia viajado rapidamente de Montreal para Vancouver, se reuniram. Assim que o avô de Erick chegou ao grande salão, todos ficaram em silêncio e logo se sentaram. A grande porta se fechou e começaram a clássica reunião da família Horkheimer. 


Alguns documentos secretos estavam expostos sobre a mesa. O ancião corria seus olhos pelo papel analisando a situação de seu neto. O conselheiro de Erick estava presente ao seu lado esquerdo. – Obrigado por esses documentos, Francois. Ele olha para o seu filho e para o representante da segunda família. 

- Soldados. Os homens fortemente armados, com veste militar negras e com o símbolo real da família. – Leve o meu filho por traição a família, por vender informações sigilosas e furtos de bens ao cofre da família, será exilado para Rússia e passará a servir o terceiro brasão. O ancião encara seu filho. – Aqui presente aos nossos ancestrais, está declarado que o primeiro brasão terá você como inimigo.

Os soldados pegaram o traidor pelos braços, enquanto esse gargalhava assim que passou pela grande porta, os olhos se voltaram para o pequeno rapaz do segundo brasão, que ficou encolhido na cadeira tremendo de medo, pensando nos momentos felizes de sua miserável vida.    

O Ancião se levantou da grande mesa, e começou sua caminhada calmamente em direção ao rapaz. – Mostre a sua língua. O rapaz balançou a cabeça negativamente. – Francois. O conselheiro pegou um punhal particular da família do segundo brasão com duas pontas e com um símbolo gravado. O Ancião abriu a boca do rapaz, enquanto isso Francois se encarregou em retirar a língua do rapaz. 

- Gabriel ajude seu primo, você é o médico. Um homem com olhos azuis e cabelos dourados se levantou da cadeira e auxiliou o rapaz o tirando da cadeira e levando o para o quarto.  – Francois vamos pegar Erick, passaremos no estúdio para pegar minha sobrinha

- Ok senhor, apenas passarei no banheiro. Deu um sorriso fechado. – ...lavar minhas mãos. Assim que entrou no banheiro, trancou a porta. Suas mãos estavam trêmulas e manchada de sangue. – Vamos, pare de tremer, você passou por coisas piores na máfia russa. Dizia consigo mesmo olhando para o espelho. Passou uma água no rosto, respirou fundo, uma última encarada no espelho e ele deixou o banheiro indo em direção a saída.

Assim que abriu a porta, o ancião já o esperava no carro.  Ligou para o melhor advogado da família enquanto caminhava em direção ao carro para se juntar ao ancião que respirava fundo entristecido pelo os documentos que lia. "Meu primogênito me traiu..."

Delegacia

-Dude, você está chorando? Erick levanta a cabeça e encara a menina, não parecia muito simpático e abriu um sorriso sombrio.  – Sim, pelo os mortos. Ele respirou fundo e olhou para os policias. “Vamos logo, quero ir embora...quero vê-la uma última vez.” Ele deu um sorriso pela a pergunta da menina . - Vai me dizer que você nunca esteve numa delegacia antes?! Me diz, do que você foi inocentado, afinal ninguém aqui é culpado de nada

- Já estive em várias, é meu passa tempo visitar delegacias, conversa com menores infratores e fazer amizade com o delegado. Ele deu uma risada de canto de boca. – Todos são culpados e poucos são inocentes, e mesmo assim estamos aqui. Ele respira fundo.  – Eu sendo culpado pelo o que não fiz.  

Ele junta as mão e começa a estalando os dedos assim que acaba Erick volta seu olhar para a menina. –  porque a policial pegou você, o que fez ?

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Erick - Meu ancião costumava dizer para mim não há nenhum lugar na terra que não é um campo de batalha devastado pela guerra...Um nome não tem importância alguma no campo de batalha. Após uma semana, ninguém possui nome e com isso Aprendi que eu posso caminhar sozinho, e isso não quer dizer que eu seja uma pessoa solitária.

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Re: Delegacia

Mensagem por Mackenzie Mihajlovic em Sex Jun 27, 2014 12:35 am

Comunicação era algo que para muitas pessoas parecia não vir com muita facilidade, assim como para outras isso nem mesmo existia, o ato de ser rude e ranzinza e apenas cuspir respostas curtas e necessárias já estava bem acima de sua tolerância diária. O que não era o caso de Kenzie, comunicação era uma de suas habilidades mais poderosas e havia ajudado diversas vezes a se manter longe de problemas, a não ser que a pessoa á sua frente seja Simon, pois as palavras que saiam de sua boca na maior parte das vezes, ao menos quando estava inspirada em perder tempo com esses tipos de pessoas, eram de fato muito mais baixas do que o próprio caráter daquele homem. Claro que isso a colocava em mais problemas do que já tinha normalmente, mas havia se tornado um círculo vicioso. 

Não sabia bem o que esperar sentada naquela cadeira na delegacia, cada visita à delegacia era uma nova surpresa. Em sua última visita ela havia deixado a delegacia gargalhando, era inacreditável quantas mentiras saia da boca de Simon para colocá-la em situações difícil com a polícia. Por mais que ele tentasse fazer com que ela fosse parar na prisão juvenil, haviam policiais que conheciam bem o caráter e as coisas que Simon já havia feito contra sua mãe. Era mais fácil Kenzie colocá-lo na prisão, ele só não estava nela ainda, por que sua mãe se recusou diversas vezes em prestar queixa e a polícia não pôde fazer nada a respeito. 


Kenzie parecia ter ganhado a atenção do garoto ao seu lado, que pareceu ter chupado um limão de inicio pela sua expressão azeda e sua resposta ácida. Mas não era problema para Kenzie, nada como um pouquinho de açucar, ou melhor, um melado não resolvesse a azedisse do garoto. 

-Ainda bem que chora pelos mortos eu estava prestes a espalhar pelos sete cantos da cidade seu ato tão embaraçoso, de certo seus amigos iriam adorar a notícia e espalhar para toda escola. Dude, isso seria devastador para sua reputação. Ela riu brincalhona. Era óbvio que ela não iria perguntar por qual morto ele chorava, afinal, até onde ela sabia lágrimas na maioria das vezes significava dor, e ela não tinha intenção alguma de cutucar a ferida, trazendo pensamentos tristes, se ela podia fazer com que esses pensamentos sumissem nem que fossem por apenas alguns minutos, ela sabia bem como era difícil afastar a dor.   

-Humm...então quer dizer que você também tem um passatempo interessante, pois é exatamente o que eu faço de tempo em tempo, devo confessar que já tomei alguns cafezinhos com o Delegado algumas vezes, ele é gente boa, não acha? Sorriu balançando a cabeça, fazendo uma careta, e empurrou levemente Erick batendo seu ombro contra o braço dele.  

-Você está certo meu caro colega de delagacia, nem todos são inocêntes, eu por exemplo tenho certa culpa a maioria das vezes, mas não o suficiente para vir parar na delegacia, mas hoje não tive escapatória....- Fez uma expressão de suspense cobrindo a boca com uma das mãos e abaixou o tom de voz e completou. -...sabe como é né, temos que deixar eles fazerem o trabalho deles uma vez ou outra. Ficou séria olhando ao redor como se quisesse ter certeza de quem ninguém além dele tivesse ouvido, mas era só encenação. - Hoje como estava dizendo, fui pega no banco, eu até tentei me livrar mas a força policial foi demais para uma pessoa do meu porte nível gnomo. - Kenzie fez uma careta nada feliz ao se comparar com um gnomo devido sua estatura baixa. 

-Antes que eu continue a matraquear e eles me arrastem daqui par algum lugar qualquer, prazer pode me chamar de Kenzie Ninja. Estendeu a mão em direção ao garoto esperando que ele se apresentasse.
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Re: Delegacia

Mensagem por Anthony Sinclair em Sex Jun 27, 2014 11:53 pm

Aquela manhã parecia ter começado bem, ao menos até a hora do almoço, tudo parecia normal, um tanto quanto tedioso ele deveria dizer, passou a manha toda dentro do escritório, Havia passado a manhã investigando alguns assassinatos que haviam ocorrido dias antes e coletando informações, assim como prestando alguns favores a um certo conhecido, lendo documentos, assinando papeis, e claro, não vamos esquecer dos litros e mais litros de café. Um salve para tantos cafés tomados, pois quando a tarde se aproximou, uma chamada de emergência fez com que algumas unidade deixassem a delegacia, algumas horas mais tarde outro chamado. Era como se a cidade tivesse decidido tirar o dia para ser o mais caótico de todos, vários chamados surgiram de toda parte da cidade. Não que ela não tivesse seus dias de caos, mas não como aquele. Starbucks desabando, tiroteio, fuga, algum lunático fanático por Halloween, outro lunático trancado na galeria com dezenas de reféns e Anthony estava lá, juntamente com o negociador tentando fazer com que Neweys Dwant liberasse os reféns, podia pressentir que aquele dia seria longo. É o que mais o Delegado poderia pedir, estava sendo um dia infern.... 

-Senhor. Anthony se vira olhando para o policial que havia o chamado. - Precisam da sua presença na delegacia, é urgente.  

-Algum adiantamento do que se trata? 

-Não Senhor. 

-Cadê o Aidan? 

-Tivemos um chamado nas Montanhas Azuis e ele se dirigiu pra lá Senhor.  

Anthony balançou a cabeça positivamente e dispensou o policial, trocou mais algumas palavras com o policial que estava tentando negociar com o homem dentro da galeria de artes e então ele se dirigiu para seu carro deixando o local a caminho da delegacia. Checou o celular antes de ligar para a delegacia e tentar descobrir qual era a urgência para o tirarem da galeria.  

-Celine, Anthony, qual é a emergência? 

-Senhor temos um suspeito que precisa ser questionado, mas requere a sua atenção somente. 

-Entendo, chego em breve. 

Assim que ele desligou o celular, checou uma vez mais para ver se tinha alguma ligação perdida de Jamie, mas nada. Aquela cidade estava de cabeça para baixo e ele não tinha nem certeza se sua filha tinha ido trabalhar ou não na Starbucks naquela noite, sua preocupação só aumentava sem ter notícias. Ele se apressou então em chegar á delegacia onde não se deu nem o trabalho de estacionar corretamente pois sairia assim que terminasse seu trabalho ali. Adentrou à delegacia e pode ver Celine vir apressadamente em sua direção.  

-Ok, detalhes.  

-Senhor, recebemos um chamado das Montanhas Azuis, parece ter ocorrido um ataque e a vítima foi gravemente ferida... Enquanto a mulher falava o Delegado rolava os olhos por cima dos ombros da mulher pela delegacia e seus olhos acabaram por encontrar alguém que ele não esperava ver ali, então ele a interrompeu. - A vítima foi levada para que hospital? O que ele está fazendo aqui? Apontou para Erick Horkheimer. 

-A vítima não sobreviveu ao ataque Senhor, e Erick Horkheimer é o suspeito Senhor.... ela deu uma pausa e respirou fundo desejando não estar na posição de ter que informá-lo de que a vítima era sua filha. 

A expressão de Anthony mudou no momento em que ela mencionou Erick como suspeito, como se não bastasse todos os acontecimentos ele ainda teria que lidar com o avó do garoto que de fato não estaria nada feliz em saber que Erick estava ali. Mas no que diabos esse garoto havia metido? - A família dele já foi contactada?  

-Sim Senhor, devem estar a caminho. Ele fez uma careta e esfregou os olhos escorregando a mão pelo rosto voltando seu olhar para Celine. - A vítima foi identificada? 

-Sim Senhor....-ela hesitou por alguns segundos e completou. -Jamie Reid Sinclair.  

-O que? 

-Sinto muito Senhor.  

Ficou imóvel e completamente sem palavras tentando processar o que Celine havia dito. Não podia ser. Dirante todo esse tempo ele havia desejado que ela estivesse bem longe da Starbucks o possível, para descobrir que... Seus pensamentos eram doloridos demais, ele levou uma das mãos no rosto combrindo os olhos tentando conter a dor de receber a notícia, suas pernas trêmulas o forçou a procurar uma cadeira para poder se sentar. Por mais que ele fosse um delegado, receber tal notícia pode levar até o homem mais valente ao chão. O que ela estava fazendo nas montanhas quando deveria estar segura em casa?! Pensava ele ainda com a mão no rosto combrindo as lágrimas que escorriam deliberadamente. 
Tirou um tempo para se recompor, naquele momento infelizmente ele não poderia se dar o luxo de perder seu foco sobre as coisas que estavam acontecendo na cidade, teria tempo para lamentar a morte de Jamie. Esse era o lado ruim de estar no comando em manter a ordem na cidade. Ele enxugou as lágrimas e se levantou caminhando até uma mesinha onde se serviu de um copo d'água. 

-Celine, conduza Erick até meu escritório e pessa que me aguarde lá. Rapidamente a mulher deixou a pequena saleta onde estava e caminhou em direção ao garoto. 

-Senhor Horkheimer, poderia me acompanhar por favor. Ela aguardou até que ele se levantasse e a acompanhasse até o escritório do delegado. - Por favor, sente-se, o Delegado estará com você brevemente. Diz ela em um tom de voz normal, sem ser rude, mas também não para muitos amigos, afinal, aquilo era uma delegacia e não um serviço ao consumidor.  

Assim que ela deixou o escritório, não demorou muito para que Anthony se juntasse ao garoto. Ele carregava uma expressão séria, com um olhar um pouco melancólico. 

-Erick. Ele olha brevemente para o garoto antes de fechar a porta e o cumprimenta apenas dizendo seu nome. Se sentou na cadeira atrás de sua mesa, se pondo frente á frente com ele, respira fundo, limpa a garganta e se põe a falar. 

-Eu entendo que não queria estar aqui tanto quanto eu, muito menos devido as circunstânceas...-Uma pausa e ele volta a falar. - Sei também que seu avô vai entrar por aquela porta a qualquer momento como um relâmpago e fará com que as paredes estremessam pelo fato de você estar aqui, e não hesitará em me proporcionar uma extrema dor de cabeça, portanto eu serei breve. Erick eu conheço você desde que era um bebê e sei o afeto que você carrega pela minha filha, assim como o afeto que ela carregava por você, por conta disso, eu como pai e amigo da sua família, não acredito que você tenha nenhuma parte do que aconteceu essa noite. Infelizmente, como delegado eu devo deixar certas coisas de lado e seguir com meu trabalho. Você entende que é a única pessoa que estava presente no local quando tudo aconteceu? Eu preciso de detalhes do que aconteceu para poder conduzir melhor a investigação, e no momento você é a única pessoa que pode me fornecer isso. O que vocês faziam nas montanhas a essa hora da noite, vocês viram alguém diferente, barrulho, algo, qualquer coisa de anormal? 

Naquele momento podia se ouvir vozes pelo corredor do lado de fora do escritório, então Anthony fez uma pausa se levantando e caminhando até a porta e antes mesmo de colocar a mão na maçaneta a porta se abriu abruptamente. Antes que Aidan pudesse dar mais um passo para dentro do escritório Anthony o segurou enquanto ele com a voz acima do normal encarando Erick o questionava. 

-O que você fez com a minha irmã? O que você fez com ela? Anthony pedia que ele se calasse e deixasse o escritório e pediu ajuda para outros oficiais para que o tirassem dali, de preferência levassem o para casa, Anthony não precisava de mais complicações para aquele dia infernal que estava tendo, acertaria contas com Aidan mais tarde. Ele voltou a fechar a porta se desculpando com o  garoto e se sentou mais uma vez descansando o braço com os dedos entrelaçados sobre a mesa.  

-Erick, se você se importa com a Jamie, você precisa me ajudar, do contrário não poderemos pegar o responsável que fez com que perdessemos algo essa noite, o que você me diz? Apesar de sua voz calma, aquilo havia sido um pedido de ajuda desesperado de um pai, acima de tudo de um delegado que não via a hora de colocar as mãos no maldito que havia feito aquilo com sua filha.
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Re: Delegacia

Mensagem por Erick Horkheimer em Sex Set 19, 2014 6:06 pm

-Prazer... Kenzie ninja. Ele a cumprimenta com um sorriso sombrio. Sua apresentação foi interrompido pela policial. - Senhor Horkheimer, poderia me acompanhar por favor. Ele se levanta e a segue até o escritório do Delegado - Por favor, sente-se, o Delegado estará com você brevemente.

Erick se senta em uma posição confortável e encara a foto de Jamie com o seu pai que estava sobre a mesa. O sentimento de perda e culpa estava o torturando, o seus olhos enchem de lágrimas. Ele fecha mão esquerda e enxuga os olhos. – Ela foi arrancada desse plano, em meus sonhos ela reinaria.

-Erick. Fazia não muito tempo, que ele havia escutado aquela voz, Anthony ajudou muito sua mãe e a ele numa situação difícil com o seu pai, um homem honrado e muito respeitado por ele. Da forma que ele olhava para o Erick, fazia ele se sentir ainda mais culpado, afinal ele sempre defendeu Jamie, comprava todas suas brigas até nas quais ele não acreditava, e quando ela mais precisou, ele não estava preparado para protegê-la.
  
- Eu entendo que não queria estar aqui tanto quanto eu, muito menos devido as circunstâncias...-Uma pausa e ele volta a falar. - Sei também que seu avô vai entrar por aquela porta a qualquer momento como um relâmpago e fará com que as paredes estremeçam pelo fato de você estar aqui, e não hesitará em me proporcionar uma extrema dor de cabeça, portanto eu serei breve. Erick, eu conheço você desde que era um bebê e sei o afeto que você carrega pela minha filha, assim como o afeto que ela carregava por você, por conta disso, eu como pai e amigo da sua família, não acredito que você tenha nenhuma parte do que aconteceu essa noite. Infelizmente, como delegado eu devo deixar certas coisas de lado e seguir com meu trabalho. Você entende que é a única pessoa que estava presente no local quando tudo aconteceu? Eu preciso de detalhes do que aconteceu para poder conduzir melhor a investigação, e no momento você é a única pessoa que pode me fornecer isso. O que vocês faziam nas montanhas a essa hora da noite, vocês viram alguém diferente, barrulho, algo, qualquer coisa de anormal?

Assim que ele ia responder é interrompido pelo barulho na porta, assim que Anthony se aproxima, a porta se abre brutalmente, era Aidan. - O que você fez com a minha irmã? O que você fez com ela?  Ambos se odiavam, se consideravam inimigos de uma forma respeitosa, Erick ficou sentando vendo ele ser retirado da sala, ficou o encarando sem dizer nada.

Anthony fecha a porta e se senta um tanto cansado e Erick então começa a contar o que houve. – Eu tive aquelas discussões como sempre com o meu pai, ele tinha passado dos limites novamente então o ataque, e isso para a minha família é... ruim. Ele ficou encarando de uma forma séria e olhando a expressão do rosto de Anthony. – Mais uma vez me castigaram e não ao meu pai, eu fiquei irritado e fugi de casa, aluguei a chalé na montanha, só a Jamie sabia disso. Ele desvia o olhar e encara a foto. – Como o senhor sabe a gente costumava caminhar perto do lago azul afastados dos nossos problemas. Ficou tarde, então decidimos voltar para o chalé, ficamos conversando, eu liguei a televisão, alguns minutos depois ela pegou o controle e deixou no mudo. O telefone dela tocou diversas vezes, era o Senhor ligando pra ela. Ele tranca os seus sentimentos e o encara friamente Anthony para não chorar. - Então ela começou ficar muito preocupada com o Senhor, e disse que ia voltar no dia seguinte, então eu pedi para ela passar na biblioteca e pegar alguns livros para traduzir um livro, o qual está com os policias nesse momento.

- Assim que ela fechou a porta não teve nenhum barulho estranho, apenas vi muito sangue saindo por debaixo da porta, não ouvi nenhum barulho do carro dela saindo, entrei em pânico e logo em seguida liguei para a policia e me mandaram ficar dentro do chalé. Quando os policiais chegaram eu fiquei paralisado. Erick respira fundo. – Desculpa, não consegui proteger ela, fraquejei em protege-la e a culpa é minha. Os olhos de Erick encheram de lágrimas e ele baixou a cabeça, tentando esconder seu rosto.  

Anthony havia se mantido calado, absorvendo cada palavra do garoto, podia ver em sua expressão que ele estava sofrendo tanto quanto ele mesmo. Em nenhum momento daquela conversa achou que Erick havia sido responsável pela tão brutal morte de sua filha, ele podia ter problemas com sua família, ter um pai abusivo, mas não era uma pessoa violenta, nunca foi, e Anthony não se lembra de nenhum momento em que sua filha tenha lhe dito algo sobre Erick ter sido agressivo com ela de nenhuma maneira fosse ela física ou emocional.
 
- Erick, não faça isso com você mesmo. A culpa não é sua filho. Anthony se colocou para frente, apoiando os braços na mesa à sua frente, colocando uma certa proximidade entre eles, com a intenção de mostrá-lo de que ele estava ali se Erick precisasse conversar. Sempre havia tratado Erick com muita afeição e carinho, como um filho. E não iria permitir que ele tomasse a culpa por não tê-la protegido como ele mesmo havia dito.

- Você é apenas uma criança, não tinha e nunca teve a obrigação de protegê-la. Eu entendo que sempre teve um lado protetor quando se tratava da Jamie, mas certas coisas não podemos prever ou impedir, portanto pare de se culpar por isso. Nós pais não criamos vocês para ficarem presos, os criamos para o mundo, mas as vezes esquecemos o quão perigoso o mundo pode ser. E era exatamente o motivo de ele ter ligado várias vezes para o celular de Jamie naquela noite, várias coisas estavam acontecendo ao mesmo tempo em Vancouver, e quando ele ouviu sobre o ataque na Starbucks, sua mente só conseguia pensar em Jamie, já que era seu local de trabalho, e ele nunca conseguia se manter em dia com os horários de trabalho dela.

Maldita hora que ele tinha decidido se preocupar demais e acabar deixando ela preocupada, colocando ela de volta nas ruas, cheias de malucos. A conversa não se alongou mais do que o necessário, pois como Anthony havia premeditado, o avó de Erick passou pelos policiais e como um furacão adentrou em seu escritório.

Assim que o ancião de Erick entra pela porta da delegacia, ele não espera ser atendido pelos policias, caminha diretamente ao escritório do delegado. O oficial que estava na porta não consegue impedi-lo de entrar.  – Anthony, temos que conversar em particular, ou terei que falar com o prefeito. O ancião encarava Anthony como um lobo que encara sua presa.

- Não será necessário envolvermos o prefeito nisso, Erick já está liberado.

A mãe de Erick entra em seguida na sala e se apressa em abraçar o menino, olha para Anthony e depois  para seu pai. 
Pai, não seja tão rude, o Anthony é quem está mais sofrendo aqui. Desculpa Anthony  pela atitude do meu pai. Ela se aproxima do amigo e o abraça dando um conforto pela a sua perda.

- Tudo bem Catarina, obrigado. Diz ele recebendo o abraço da amiga carinhosamente.

Estou aqui Tony, vamos conversar depois. A sua voz estava muito triste, Jamie era como uma filha para ela, as duas sempre se deram bem, a mãe de Erick era como uma segunda mãe para Jamie.  -Claro, assim que as coisas se acalmarem. 

 - Agora posso tirar o meu menino dessa sala? O Anthony ficou encarando o ancião.

Pode. Obrigado pelo seu tempo Erick. Anthony olhou para o garoto com quem quisesse dizer que ele estaria sempre ali se ele precisasse de algo.

Assim que ele saiu do escritório. Erick viu o seu conselheiro conversando com Kenzie.

 - Erick vamos para casa. Diz sua mãe caminhando até a saída. – Pode ir na frente mãe, eu irei junto com o ancião, a senhora deve estar cansada. A voz dele estava gélida, um tanto grossa. Nisso ela caminha em direção ao filho, deposita um beijo em sua testa sem dizer nada e sai da delegacia entrando no carro, o motorista da a volta e sai do estacionamento.

 Erick caminha até Francois e Kenzie, ambos mudam de conversa quando Erick se aproxima percebendo a mudança de comportamento dos dois, mas apenas segue com o jogo.  – Francois, você conhece ela ? Pergunta com um tom não muito surpreso. Francois trabalha para as máfias locais e como ela disse “ela visita muito a delegacia”.

- Sim, a conheço, podemos falar em outro lugar... Aqui não é o momento nem local. Erick estava começando a desconfiar que tinha algo de errado com o Francois, ele  estava notavelmente nervoso e o seu ancião alterando mais que o normal.

- Tudo bem Francois? Depois de um minuto de silêncio, a porta do escritório do delegado se abre e ambos estavam “calmos”, o ancião sai da sala carregando o livro de ocultismo que pertencia a família, ele encara Erick e Francois e com uma voz áspera ele da um comando. – Vamos.



*Todas as ação foram combinadas e revisadas pelos players*

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Erick - Meu ancião costumava dizer para mim não há nenhum lugar na terra que não é um campo de batalha devastado pela guerra...Um nome não tem importância alguma no campo de batalha. Após uma semana, ninguém possui nome e com isso Aprendi que eu posso caminhar sozinho, e isso não quer dizer que eu seja uma pessoa solitária.

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Re: Delegacia

Mensagem por Mackenzie Mihajlovic em Qui Set 25, 2014 9:24 pm

Kenzie exibiu um sorriso meio brincalhão esperando que ele se apresentasse, mas foram interrompidos pela presença da policial que se aproximou chamando o garoto.

Well, parecia que a apresentação ficaria para outro dia, ou não. Qual seria a probabilidade de ela vê-lo novamente? Quase que zero, já que pelo que ele havia dito sobre fazer visitas na delegacia, não eram pelas mesmas razões de Kenzie. Assim que ele se levantou e seguiu a policial,  franziu a testa pensado em como a policial havia chamado o garoto, "Senhor Horkheimer"...será?? Não, não podia ser. Deu uma última olhada no garoto até ele entrar na sala do delegado e voltou a se jogar na cadeira mais uma vez aguardando até ser liberada, o que não seria uma tarefa fácil, nunca era.

Ela jogou a cabeça para trás e fechou os olhos, cantarolando uma canção em sua mente para que o tempo passasse mais depressa, não que isso realmente acontecesse, mas ao menos ajudava a enganar o tédio da espera. Por pouco não caiu no sono, até ouvir um...trovão??? Não, não era um trovão, apenas um senhor com um mau humor nível master invadindo a delegacia procurando pelo delegado. 

- Wow...alguém acordou do lado errado da cama hoje. Sussurrou ela recolhendo o pé do caminho, não queria ser responsável pela queda do senhor raivoso, do contrário seria capaz de ele come-la viva. Ela observou ele passar pelos guardas do corredor seguido por uma moça toda bonitona, até uma voz chamar sua atenção.  

- Achei que fosse mais esperta que isso. Kenzie se virou surpresa em ver aquele rosto, arregalou os olhos e se levantou da cadeira num pulo se aproximando do rapaz. 

- O que você está fazendo aqui? Perguntou ela ainda mantendo a expressão surpresa, afinal, a delegacia seria o último lugar que ela imaginaria encontrá-lo.

- Eu poderia te fazer a mesma pergunta.

- Voltar pra casa nem sempre é uma boa ideia. Abriu um largo sorriso falso e o fechou no mesmo minuto. - E eu sou mais esperta do que pareço, dessa vez não fiz nada de errado. Um sorriso maroto dessa vez com uma expressão de orgulho em fazer bem feito o que ela sabia fazer de melhor, em situações como aquela em que ela se encontrava não tinha o por que dela se esconder ou fugir, fingir, afinal, ela não tinha feito nada de errado. 

- Hum, então ainda posso contar com você!

Kenzie fez uma careta desaprovando o comentário do rapaz. - Acha mesmo que vai conseguir se livrar de mim assim tão fácil...Bom, na verdade você pode, mas ainda não tem razões. Disse ela de uma forma brincalhona balançando o dedo indicador na frente do rapaz, coisa que ela sabia que ele detestava, mas ele já estava acostumado com aquele jeito descontraído da garota.

Ela baixou a cabeça e parou de falar colocando a mão nos bolso quando viu o garoto deixado a sala do delegado acompanhado pelo mulher e parou próximo aos dois. Levantou o olhar e observou a mulher se despedir do garoto que em seguida perguntou ao rapaz se ele conhecia Kenzie. Ela se perguntou qual seria a ligação dos dois rapazes, e o que teria sido toda aquela cena do senhor mau humorado. Quando o rapaz respondeu que ele a conhecia ela abriu um sorriso para o garoto e deu um "tchauzinho" com a mão descontraído. Será que ele também "trabalhava" com o rapaz? Não fazia muito o tipo. Mas de fato, aquele não era o local para descobrir. 

- Mackenzie! Ouviu a policial chamar. 

Ela olha para a policial e volta para os rapazes. - A gente se tromba por ai. Hora de voltar para a masmorra. Faz uma careta engraçada se despedindo deles e segue a policial. Ela seria escoltada até sua casa pela mesma, só esperava que sua mãe estivesse em casa e aquele animal estivesse...sei lá, no inferno se fosse possível.
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Re: Delegacia

Mensagem por Maximillian Santori. em Qua Out 08, 2014 9:34 pm

Max ficou calado ouvindo a voz do Latrell, prestando atenção em tudo o que ele dizia, em cada detalhe, duvidando que ele passasse toda a informação sobre os vampiros, melhor uma informação que nenhuma. Ele soltou um sorriso um tanto debochado. – Uma machadinha com ponta de prata?
 
Ele ficou encarando a arma sentindo a leveza e o quanto ela estava afiada, ficou um pouco confuso, nas lendas, prata era para caçar lobisomens. Ele não disse nada, apenas aceitou o presente. – Certo, pensarei no que disse... Tenho que ir para o trabalho, a cidade está uma loucura a cafeteria parece que foi um atentado teorista. Disse ele rindo e colocando a machadinha em um compartimento de dentro do casaco.
 
Ambos saíram juntos, Latrell ficou conversando com uma loirinha junto com Alexia, o clima estava interessante e Alexia estava prestes a fazer uma demonstração de como se fazer almôndegas na parede com uma pitada de pólvora.
 
Max apenas deu uma risada e pegou o energético atrás do balcão e caminhou até a saída, depois de uma carona de um amigo um tanto acidental. – Carlos, por que não estou convencido de que você não estava me vigiando?! O Rapaz começa a rir e liga o rádio. – Estava a trabalho aqui por perto e vi você andando na rua, achei melhor dar uma carona, afinal um policial no meu carro afasta os outros.
 
Max levantou a sobrancelha desconfiado.  – Trabalhando para quem agora? Carlos ficou sério e engoliu seco. – Para um cara importante, só isso que você deve saber. Max ficou em silêncio pensativo. – Tudo bem, seus negócios... Pare aqui, depois eu encontro no seu buraco para nós conversarmos sobre esse seus negócios, chama o Bruno também, tenho negócios com vocês... Fala para ele que conversei com meu pai.
 
Carlos estaciona duas ruas antes da delegacia de policia. – Até mais. disse.Max saindo do carro e seu amigo  partiu. Caminhando até a delegacia vendo alguns drogados e membros de gangues saindo do carro da policia algemados, fez ele se sentir em casa novamente. – Aah! Novamente na ativa. Disse ele abrindo a porta da delegacia. Se direcionou até a porta do escritório do delegado, bateu duas vezes na porta e aguardou até que fosse permitido sua entrada.


Max abriu a porta e logo em seguida a fechou. – Sou o novo investigador, desculpe mas gostaria de ir direto ao trabalho. Max estava sério encarando o delegado. – Qual é o caso senhor?
 
Anthony, nem mesmo teve tempo de pedir que o rapaz se sentasse, e o rapaz soltou as palavras. - Gosto da sua determinação rapaz, mas gostaria de saber seu nome e rever a sua ficha antes de colocar algum caso em suas mãos. Assim que o rapaz se apresentou, ele pegou a ficha do rapaz que já estava sobre a mesa, passou rapidamente os olhos sobre ela, ele já havia lido diversas vezes e achou suas investigações bem interessantes. Um dos motivos pelo qual ele havia escolhido Max.
 
Rolando os olhos na ficha do rapaz, mesmo ele tendo um excelente currículo, havia algo que o intrigava, para tirar a cisma preferia ouvir a história diretamente do rapaz e saber suas razões.
 
- Sente-se, por favor. Apontou a cadeira à sua frente para que o rapaz ficasse a vontade e aguardou. - Vejo que você ficou um tempo afastado, se importaria em compartilhar sobre o que li em seu relatório? Já havia consultado suas fontes sobre o rapaz, mas gostava de ter aquele contato com todos aqueles que colocavam os pés naquela delegacia, e todos eles eram avaliados minuciosamente por ele diariamente. Queria pessoas empenhadas, que trabalhasse com unhas e dentes para fazer aquela cidade mais segura possível, agora mais do que nunca, mesmo estando tendo certas dificuldades nos últimos tempos com tantos malucos nas ruas que aparecem e somem no mesmo momento dificultando o trabalho da polícia. Mas nem por isso ele desistiria de caça-los, e Max estava ali para ajudá-lo a fazer aquele trabalho.
 
Ele se senta e limpa a garganta, enquanto isso encarando o delegado sem demora respondeu a pergunta ou seria a ordem do delegado?
 
Pensou um pouco antes de responder. “ Bem essa questão do afastamento, com certeza ele iria perguntar, o engraçando disso, é que ele leu a minha ficha, e isso seria um teste?” ele ficou observando o delegado a suas expressões. – Eu fui incriminado e raptado, por uma “máfia” local, o afastamento foi para não atrapalhar a investigação. Ele da uma pausa e respira fundo. – Poderia me disser o que aconteceu com o antigo investigador, Senhor? O escritório ficou em silêncio, Max observou uma foto em cima da mesa.
 
Olhou para o rapaz com um ar calmo. - Infelizmente Bryant pediu transferência para outro departamento fora da cidade, parece que ele decidiu tomar jeito na vida... Tirou um tempinho para uma brincadeira. - Ele estava para se casar, e Vancouver ficaria um pouco distante de casa.
 
Em seus pensamentos, ele desejava o caos da cafeteria, afinal, porque diabos alguém explodiria uma cafeteria? A informação que ele tinha é que todo mundo naquela manhã havia ligado a tv no canal 6 e ele pesquisou algumas coisas na Deep web, pegou pouca informação útil e tinha até teoria que envolvia a Andrômeda Corporation que as “criaturas” envolvidas havia fugido dos laboratórios clandestinos.
 
Tinha outros casos muito interessantes também, como aquele de uma menina de nove anos desaparecida sem rastro, e outro onde um dos trabalhadores desapareceu perto do porto, E caso que ele tinha certeza do envolvimento da máfia japonesa, um carro do meio do nada com cinco caras mortos e o dedo mindinho cortado, sem identidade a placa era fria e sem vestígio do assassino.
 
Ainda bem que tinha um investigado a anos, atrás do nosso famoso Serial Killer “Neweys”. Max já havia investigado muitos lunático, mas esse era diferente, ele é um lunático muito "inteligente" e consegue esconder bem seus rastros, qualquer investigador que quer reconhecimento pegando “Neweys” ganha até promoção.


Max deu uma risada de canto de boca. – Seria um risco de morte ir atrás dele. Disse ele sussurrando para si mesmo.
 
Após algum tempo trocando informações sobre casos passados que Max havia trabalhado, finalmente Anthony retirou da gaveta alguns novos casos para o rapaz.

- Espero que essa determinação continue, pois terá muito trabalho de hoje em diante. Jogou diversos portfolios sobre a mesa em frente ao rapaz. - Divirta-se rapaz, e seja bem vindo de volta.

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Re: Delegacia

Mensagem por Labinar em Sab Nov 08, 2014 2:51 pm

Muito atrai observar e ser simplesmente mais um na grande louca vida. As sombras guiam os mais insanos em sua sobrevivência. A luz atrai inclusive trevas. Para todo o lado de bem, há um lado de mal.

Isso todo ser sabe, porém fazer com que as trevas trabalhem para você é uma coisa que poucos conseguem saber. Infelizmente a mulher estava na hora errada no momento oportuno. Não era ela quem ele desejava, porém ela foi a primeira que aparecera perto de uma cabana. Para sua infelicidade ele nunca erra o golpe.

O que sobrou foi um homem com sua sede de vingança, culpado perante a população e pagando por um erro lógico que não cometera. Pena que ele nada pode dizer. Nem ao menos se sabe como é o rosto dele. E isso é algo que assusta até mesmo o mais corajoso dos seres. Afinal de contas para poder vencer um inimigo deve primeiro conhecer e saber quem é. Se não é uma luta interna e não uma guerra.

Conhecer. Essa é uma arte que poucos conseguem fazer tão bem. Ele não se dá ao luxo de saber quem são os pobres que entram em seu caminho. Ele conhece seus alvos e somente isso. Seus alvos. Claro que para isso deve contornar situações e muitas vezes permanecer obscuro enquanto o resto do mundo faz o serviço para ele. A intenção é chegar até o alvo.



Uma carta chega nas mãos dele. Era Giovanni pedindo um serviço. Bem, serviços são pagos da melhor maneira possível. O que conseguir é dele. Simples assim. Seja lá o que for. Há um pedido ali. Morte de um ser altamente perigoso, porém o mundo sabe muito bem que ele é alguém detestado por todos.


Começando pelos caçadores. Seria uma grande morte ter o corpo explodido por um de seus inimigos. Quase uma morte digna, não que ele fosse simplesmente morrer por conta de uma explosão, mas poderia usar os dons que tem para conseguir matar de vez um ser de tamanha expressão. O que resultaria em um bom jantar no final da noite. Forças renovadas. Sangue de ótima qualidade.


E assim começa a caminhada de um fantasma. Primeira coisa a se fazer é conseguir entrar e sair com a ficha do ser que deve ser aniquilado, informações a seu respeito e suas fraquezas. Vale lembrar, quem pagar mais leva o melhor serviço. Façam suas apostas.



Se há sorte nesse mundo, espera que esteja com ele. Porém, não há sorte na morte. Há simplesmente sangue.

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Re: Delegacia

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