Starbucks Coffee

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Starbucks Coffee

Mensagem por Mestre do Jogo em Dom Set 16, 2012 2:07 pm


Na St Georges Avenue, a duas quadras do Hospital Lions Gate encontra-se uma das franquias da Starbucks Coffe de Vancouver. Lugar ideal para um cafezinho antes do início do expediente. A Starbucks é mundialmente famosa por oferecer cafés de todos os tipos e regiões... na cafeteria os clientes podem saborear o aroma dos grãos da Turquia, da Inglaterra, do Japão, e até do Brasil.

A decoração do interior é moderna e limpa. Poltronas confortáveis, pintura em cores claras, quadros decorativos e música-ambiente suave, tudo para deixar os clientes mais confortáveis para desfrutarem dos produtos e serviços da cafeteria.

Alguns vão até o lugar para bater um bom papo, outros para encontrar um lugar calmo onde podem ler sossegados seus livros e jornais enquanto tomam um copo de café e comem um croissant. Casais de namorados geralmente são vistos trocando beijos e carinhos nas mesas externas que são colocadas em dias de tempo bom.

No inverno a Starbucks é procurada especialmente pelos que não podem passar sem o fumegante e delicioso chocolate quente suíço servido em xícaras imensas. É também no inverno que a cafeteria troca o buffet de sorvetes pelo de sopas que são muito apreciadas por todos os tipos de paladares.

Como tudo em Vancouver, a Starbucks se mantém antenada com o que há de mais moderno, oferecendo a seus clientes um espaço dedicado ao cyber-café ou, para aqueles que preferem trabalhar com seus próprios equipamentos, o serviço de internet via wireless que pode ser usufruído gratuitamente no interior do estabelecimento.

Também como diferencial, a cafeteria oferece os préstimos de excelentes artistas que estão sempre preparados para desenhar à lápis o retrato dos clientes dispostos a pagar umas moedas a mais para levarem para casa seus traços em grafite. Dizem que um dos desenhistas do lugar cria desenhos tão realistas que parecem conter vida própria. Trata-se de um francês que chegou a pouco na cidade e que dá expediente somente durante a noite, seu nome já corre por Vancouver como o artista contemporâneo de maior talento do Canadá: Remmy leBeau. De fato, alguns clientes ficam tão impressionados com o trabalho do artista que ele é freqüentemente contratado para realizar trabalhos sob encomenda, indo até a casa dos clientes para retratá-los com seus lápis mágicos.

Grupos de poetas também costumam se reunir na Starbucks nas sextas-feiras para declamarem seus poemas e filosofar sobre os movimentos românticos do passado. É possível a qualquer freguês integrar-se a este grupo que está sempre aberto a novos integrantes, ou para aqueles que apenas desejam ouvir um pouco de poesia. Dizem que alguns de seus poemas são tidos como os antigos oráculos, pois muitos dos eventos narrados em seus versos acabam tornando-se realidade, o que é ao mesmo tempo fantástico e aterrorizante, dependendo do verso.

Dizem que ninguém conhece o Vaticano se não ver o Papa, pois se é assim, então nada mais justo do que dizer que ninguém conhece uma cafeteria enquanto não provar de um café servido na Starbucks Coffee, a melhor e maior cafeteria de todo o mundo.

Aceita um chocolate quente?

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Re: Starbucks Coffee

Mensagem por Cale Clark em Seg Set 16, 2013 9:48 pm

No meio da tarde clara de Vancouver, do lado de fora do Starbucks Coffee, apenas uma mesa está ocupada conforme todos os clientes amontoam-se na área interna do estabelecimento. Nesta mesa, um homem aguarda a chegada de uma mulher – não, não uma acompanhante. Apenas sua irmã.

Cale Clark, com sua simples calça jeans e camiseta preta sem detalhes para não atrair atenção demasiada, toca seu violão em um canto relativamente isolado da área externa do Starbucks, distraído e pensando no atraso de Dabria. Eles mal se veem uma vez a cada vários dias mesmo morando em áreas próximas de Vancouver, e em uma das vezes em que ele combina de encontrá-la, ela está com mais de uma hora de atraso.

-- Hmph. – Cale bufa conforme erra uma nota da música em seu violão. Já faz meses que ele não toca, e os calos nos seus dedos estão começando a desaparecer e sua prática junto com eles, para o enorme desespero de seu lado perfeccionista. Clark olha em direção à rua, e percebe algumas pessoas que estavam entrando no estabelecimento olhando em sua direção. Sem se importar muito com o olhar que as pessoas lhe lançam, ele toma um gole do café em sua mesa e volta sua atenção ao violão, voltando a tocá-lo, cantando em voz baixa:

"Dancing on the path and singing now you got away.
You can reach the goals that you have set from now on , every day.
There is no way you would go back now, oh no, those days are past.
Life is waiting for the one who loves to live, and it is not a secret..."


Ao final da música, finalmente relativamente contente com a qualidade da música que tocou, Clark guarda seu violão e volta sua atenção ao relógio de pulso que marca 15:27. Não que ele tivesse muitas coisas a fazer em um domingo à tarde, mas ele realmente preferia passar seu tempo enfurnado em sua casa com seu computador e violão do que em um ambiente público como o Starbucks.

“Ah bom... Pelo menos o café daqui é ótimo...” Cale pensa consigo próprio, terminando de beber o conteúdo do copo.

Pronto para levantar com o objetivo de pagar pela bebida, ele vê uma moto conhecida estacionando do outro lado da rua, e sobre ela uma garota que encontraria dificuldades de passar despercebida. A “maninha” de Cale, Dabria, se aproxima do Starbucks com lentidão e uma expressão facial que, junto com as olheiras que se destacam sobre sua pele clara, Cale interpreta como um “Eu odeio o universo,” o que só pode significar que ela teve uma “boa” noite anterior, como sempre. Porém, para todas as outras pessoas à volta, ela era vista como uma garota que chamaria atenção pela sua aparência tanto quanto pela sua atitude, vestida com suas calças jeans pretas, camiseta branca coberta por uma jaqueta de couro e botas de cano curto.

Para seu irmão, porém, ela tinha passado os últimos anos sendo pouco mais do que uma rebelde por qual ele quase sentia uma responsabilidade forçada, e por mais que se importasse de verdade com a irmã, ele tentava não demonstrar tanto quanto seu mau humor em relação ao modo de vida exagerado dela.

-- Dabria! – Cale a chama erguendo a mão direita, com um ar quase tão emburrado quanto o da própria irmã – Uma hora e meia de atraso? Sério mesmo? Eu já tava pra ir embora! O que te fez demorar tanto?
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Re: Starbucks Coffee

Mensagem por Dabria Clark em Sex Set 20, 2013 6:32 pm

Factory girl
in your eyes and I will reveal you my soul...


Factory Girl - The Pretty Recless
- Isso é tão leeegal.. Sabe Dabbys.. Eu nuunca me canso disso, e .. Ow-Emily Brooks, vinte e dois anos e nada com o que se preocupar, interrompeu seu monologo de língua enrolada e bêbada, já que um cara saído sabe lá Deus de onde, começou a beijá-la, enquanto as duas saiam trocando as pernas do prédio aonde havia ocorrido uma festa inesquecível, banhada a muito álcool e pouco juízo, mas que antes das seis da manhã do dia seguinte já tinha sido parcialmente apagada da mente de quase todos os convidados.
Dabria Clark, riu sem humor da amiga que agora estava praticamente fundida ao estranho, e se encostou na parede do prédio. A construção dele devia ser do século passado, de tijolinhos vermelhos e resistentes aos frio e ao tempo, já que agora, nesse vinte de setembro, Dabria sentia o frio da cerâmica em sua nuca aliviar todo o turbilhão que estava em sua mente causado por entorpecentes. A loira de aparência raquítica e delicada, enfiou a mão miúda por dentro do casaco e retirou dali um maço de cigarros e um isqueiro. Ascender a ponteira arredondada de papel em seus dedos nunca era um problema, mesmo quando estava chapada e bêbada como agora. Porém todos os gestos foram executados com uma lerdeza exagerada, e quando ela finalmente colocou o cigarro entre os lábios e tragou, trazendo a nicotina para dentro de seus pulmões, Dabria se sentiu relaxar como se estivesse tensa nas últimas quatro horas. Ela jogou a cabeça para trás enquanto soltava a fumaça espessa, sentindo os efeitos da droga se misturando com os efeitos já conhecidos do cigarro, e deixou o cigarro pender entre os dedos cumpridos, finos e brancos como ossos, aproveitando o momento, de olhos levemente cerrados.
- Em.. Vamos embora. - Murmurou ela quando terminou seu cigarro, jogando os 5 centímetros restantes dele num canto. A voz rouca da loira não demonstrava humor algum ou qualquer indicio de que estava blefando, e para dar veracidade as palavras, Dabria se levantou, usando as mãos para se apoiar nas paredes enquanto andava, se equilibrando em seu salto quinze de acrílico com confiança, enquanto se esgueirava pelo beco que era a saída adjacente do prédio, sem se virar para perguntar se Emily a seguia, deixando para trás um possível affair.
Dabria se equilibrou na moto, e girou o pulso no acelerador fazendo a moto rugir e tremer debaixo dela, e de novo se sentiu relaxar, afinal o ronronar de sua Harley era uma das poucas sensações que faziam seu coração perder uma batida. A loira virou o pescoço em direção ao beco escuro em que estavam para ver Emily, e a viu se despedindo com risinhos agudos e um "adeus" afetado. Emily era o mais próximo de amiga que Dabria poderia ter. Claro que Emily ainda adorava pessoas, e tinha o sonho de namorar um cara gato e de preferencia rico para salvá-la quando sua carreira de modelo terminasse. Dabria gostava dela porque ela iria em todo o tipo de festa que ela quisesse ir, e não a incomodava já que no segundo seguinte em que ela cruzava a porta, ela nem lembrava da existência da loira, a deixando livre para curtir a noite da maneira que ela preferisse.
Assim que Emily subiu na moto, e abraçou a silhueta fina e esguia de Dabria, a loira deu partida e atingiu 100km/h em poucos segundos, fazendo com que o rugido de sua moto ecoasse entre os prédios da Georgia Street, que tinha uma super população de prédios. Emily encostou a bochecha nas costas de Dabria, e pensava o quanto queria dizer que ela era a melhor amiga do mundo, que ela era muito legaaaal, que o moreno com quem se pegara no final da festa se chamava Stephano, um italiano e ele era muito gato, e que queria vê-lo de novo, mas sabia que a loira não era do tipo que se importava com essas coisas. Na verdade, nem havia tantos motivos assim para que Emily gostasse de Dabria, já que a loira nunca fazia questão de ter amizade com ninguém, mas nada que o absinto no começo da festa não tivesse apagado por completo.
Depois de deixar a amiga em casa, Dabria seguiu pelas ruas ainda desertas pela madrugada até o seu loft no centro, localizada na Borrard Street, onde dava para a incrível vista do mar. Na indústria dos imóveis, o loft da loira era um achado. Ficava perto do Plaza Level, do Harbour Green Park, e não ficava nem a dois minutos do Borrard Station. Como se a localização já não fosse tudo o que uma típica cosmopolita precisasse, o prédio ainda era antigo, antes fábrica de botões que foi dividido e transformado em 4 apartamentos que o vendedor teria classificado como "charmoso e muito século vinte um". Era bom demais para uma garota de vinte e dois anos, que caiu na carreira de modelo por acidente.
Dabria era do interior, e nunca soube a diferença entre Giorgio Armani e Empório Armani. Ela era mais do tipo revolucionária. Tingiu os cabelos loiros platinados de preto azulado quando tinha 13 anos, logo após a morte dos pais. Sempre foi muito fechada e introspectiva, mas de uma maneira muito diferente de seu irmã gêmeo, Cale, que fazia o tipo tímido mas bom rapaz. A loira era mais sarcástica, sombria e nunca foi bem vista, principalmente depois que ela ia parar nas baladas underground de Alberta.
Porém, agora ela morava numa grande cidade, onde ninguém realmente se importava com o que ela vestia ou deixava de vestir, e com a idade, a inocência de acreditar num tipo de governo anárquico por exemplo havia desaparecido quase por completo, e a necessidade de provar aquilo que ela achava tão importante provar quando tinha treze anos já não fazia sentido. E ela voltou a deixar os cabelos loiros como prata, e hoje poucas são as coisas que a tiram do eixo. Foi quando uma amiga da faculdade a chamou para um desfile beneficente, e como ela não estava fazendo nada demais, decidiu aceitar.. além do mais, depois do evento todos iriam para uma festa exclusiva, no estilo punk-gótico que era bem mais o tipo de Dabria do que a tendência do outono inverno de 2010.
Hoje, três anos depois, Dabria tem um emprego que não exige que ela se vista como uma bibliotecária velha, e nem que trabalhe 8 horas por dia, todos os dias úteis. Ela pode até, se dar ao luxo de em plena quinta feira chegar de madrugada em casa, só porque um cara de uma banda de gothic metal havia decidido dar uma festa em seu apartamento.
Dabria tirou os saltos enquanto subia as escadas, já que em seu apartamento considerado um "achado" por todos não tinha elevador. Nem tudo é perfeito.. é o que disse o vendedor do apartamento. Mas a verdade é que Dabria pouco se importava para esses filosofias de botequim, e toda vez que chegava bêbada e drogada, odiava não ter escolhido um apartamento mais novo e menos "charmoso". Ela abriu a porta do apartamento, que estava exatamente da mesma maneira que estava quando o vira pela última vez que estivera ali, a algumas noites atrás. Dabria passou pelos cômodos sem nem prestar atenção em nada, e desabou na cama, sem se dar o trabalho de tirar a maquiagem, ou tirar a roupa de festa. Coisa da qual sua maquiadora já havia implicado com ela várias vezes. "Nunca durma de maquiagem, Clark" ralhava ela como uma solteirona, mas que atire a primeira pedra quem nunca chegou em casa tão cansada que ignorasse todos os alertas em sua cabeça e simplesmente embarcasse no sono mais profundo.
O relógio marcava 4:37 quando os olhos azuis topázio de Dabria se abriram, e ela descobriu quase instantaneamente que estava morrendo de fome, e ao mesmo tempo, estava muito, mas muito enjoada. Sua cabeça estava pesada, e ela mais uma vez desejava uma morte rápida e indolor, à passar por aquilo. Obviamente, ela sempre se esquecia como a manhã seguinte era ruim, e isso não a impedia de ficar bêbada novamente, mas no momento o desconforto era tamanho, que ela podia jurar que ficaria afastada do álcool por décadas.
Ela se levantou, se arrastando pelo apartamento bem iluminado, praguejando contra o fato do lugar estar claro demais, e sentiu seu corpo inteiro se contorcer praticamente implorando para que ela voltasse para a cama. No entanto, quando ela se debruçou na bancada para pegar a maçã na fruteira, ela se lembrou que tinha um compromisso inadiável.
- Droga! - Ela correu até o closet, tropeçando algumas vezes, e a calça skinny preta escorregou pelas longas pernas da loira, e logo ela pegou uma blusa simples branca e uma jaqueta de couro, se vestindo na velocidade da luz. A bota, Louboutin de cano curto, foi vestida enquanto ela descia as escadas, ignorando a dor de cabeça e o mal estar enquanto saia do prédio, e amaldiçoava pela segunda vez no dia a existência da luz solar.
Ela mais uma vez, subiu em sua moto, e ignorando como sempre os sinais de transito, ela chegou em menos de quinze minutos em North Vancouver, de frente a simpática loja da Starbucks. Seu irmão Cale estava do lado de fora, com o violão no colo, dedilhando uma música, tão leve e despreocupado que parecia ter sido contratado pelo lugar para dar a loja um espirito alegre e jovial.
Dabria ainda estacionava sua moto quando ouviu a voz do irmão do outro lado da rua, e seus lábios já estavam retorcidos, pelo humor "matinal" e pelas broncas que ouviria do gêmeo. Ela atravessou a rua com lentidão, odiado o fato de estar acordada, e de não ter morrido para poder continuar na cama, e então se sentou na frente do loiro, ignorando a visível reprovação. - O cachorro do meu vizinho morreu. Desculpe o atraso. - Disse ela numa tentava de ser engraçada. A voz rouca da loira estava ainda pior pela ressaca e pelo sono enquanto mentia descaradamente para o irmão, e logo depois emendava um sorriso irônico e sombrio para ele. Ele sabia onde ela estava e porque se atrasara, e a resposta "divertida" dela era o máximo que o irmão conseguiria de um pedido desculpa verdadeiro.
Quando o garçom do lugar apareceu, em um avental verde garrafa, ela pediu um café puro, sem açúcar, e então depois que ele saiu, ela enfiou a mão na jaqueta de couro, puxando um cigarro, acendendo-o com o isqueiro, o tragando devagar, enquanto olhava para Cale. Odiava as visitas periódicas que eles prometiam um ao outro. Se não tinham nada para falar, porque eles se viam? Não era melhor só se virem quando estivessem realmente com saudades um do outro? Porém, ela sabia que isso não é algo "moralmente" aceito de se dizer, e então soltou a fumaça para o lado, evitando contagiar o irmão, que olhava a nevoa que saia pela sua boca como se ela estivesse cuspindo cobras. - Então.. - Ela tentou começar o assunto. - Como você tá? - Ela perguntou, tragando o cigarro novamente, e se sentando largadamente na cadeira, como se ela fosse uma poltrona confortável, o que não era, e cruzando as pernas finas enquanto o olhava.

thanks juuub's @ cp!  


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Re: Starbucks Coffee

Mensagem por Cale Clark em Dom Set 22, 2013 6:53 pm

Como era de se esperar de Dabria, a única resposta que ele obteve, ao invés da realidade já conhecida muito bem por Cale, foi uma resposta “engraçadinha” sobre a morte do cão de seu vizinho.
 
O vizinho de Dabria, por um acaso, não tinha um cachorro.
 
Após lançar um olhar assassino para sua irmã, Cale ficou observando a fumaça que fugia por sua boca e pelo cigarro em sua mão, aguardando até que ela dissesse algo ou tentasse mudar o assunto.

Enfim, mais palavras surgiram  Então... Como você tá? – Perguntou ela, antes de se sentar de maneira largada na cadeira próxima, olhando para o irmão.

Dabria cruzou os braços na frente do corpo ouvindo as acusações do irmão, enquanto tragava seu cigarro, olhando-o de forma entediada e fria, soltando a fumaça pela boca de forma prolongada, como se o fato de expirar aquela névoa cinzenta fosse mais interessante do que o que o irmão dizia. 
 
– Dabria, você tem sido cada vez mais distante a cada vez que nos vemos. Tem cer- – Um homem, então, se aproximou da mesa, sentando-se na do lado que estava vazia, e sorriu para Cale, antes de dizer bom dia para Dabria e pedir um café para a garçonete.

Dabria acompanha com o canto do olho os movimentos de um homem de cabelos cumpridos, que se sentara ao lado dos irmãos, com uma expressão de mais reprovação do que irmão usava no momento.
 
Após um leve cumprimento com a cabeça, com seu cenho franzido, Cale ia voltar a falar quando ele começou a dar em cima de sua irmã.

– Com licença, mas interromper uma reunião familiar pra ficar flertando com as pessoas não é exatamente um método inteligente de conseguir alguém na sua cama.

Dabria se limitou a ignorar o cara e fumar seu cigarro, afinal, na sua profissão assédio era algo comum, e a loira era cética e ignorante o suficiente para lidar com todas aquelas situações sem se abalar. Já o irmão, ficou visivelmente irritado com as cantadas do cara, o que a fez soltar a fumaça com uma lerdeza forçada, e então tirou o isqueiro do bolso do casaco, e jogou em cima da mesa do tal cara.

– Pode ficar. – Ela disse sem nem se limitar a olhar para o homem, mantendo sua postura relaxada enquanto continuava a fumar. 
– E Cale... Isso não é uma reunião familiar... É preciso ter uma família pra se ter uma reunião familiar...  Disse ela azeda, e então suspirou. Porém a frase era a cara do irmão, inteligente e culto, o que segundo ela também não era um método inteligente de conseguir alguém na cama dele, mas felizmente isso era um tópico que nenhum dos dois queria entrar.

 
Com o comentário de Dabria, Cale se emudeceu por um segundo, antes de se recompor.
 
– Nós dois não estamos mortos. – disse, antes de pegar seu violão com o rosto rígido, e adentrar a cafeteria, com a intenção de pagar a conta.


Post em conjunto com Dabria Clark
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Re: Starbucks Coffee

Mensagem por Lou Loveless em Seg Mar 10, 2014 10:00 pm

Um raio se forma em meio ao céu escuro. De cima do prédio eu ouço distante a chuva se aproximando rápido. Observo minha presa no beco escuro, com sua garrafa em mãos. Meu sorriso se mantém em quase todo o momento. Silenciosamente me jogo do prédio me pendurando na escadaria de emergência, mirando o humano como um gato foca o rato, salto sem poupar-lhe de dor. Somente o impacto fora suficientemente forte para deslocar seu ombro e fraturar alguns ossos. Com o intuito de me alimentar e evitar gritos, meus lábios se abrem bem, e minhas presas perfuram brutalmente a garganta do gado. Sorvo então sua Vitae até secá-lo, e em seguida puxo a carne de sua garganta com os dentes e cuspo sobre o cadáver. Mantendo o sorriso, começo a andar em direção a rua onde persisto com os passos até chegar ao Starbucks Coffee, onde o cheiro de um cadáver andante me chama atenção.

Adentro o local enquanto deslizo um de meus dedos através do rosto, limpando o que posso do sangue. Caminho até mais ou menos o local central, com o gado observando-me com repulsa e alguns repletos de medo. Meu sorriso se abre cada vez mais enquanto puxo o ar do local até meus pulmões mortos. Deixo o faro guiar-me até o cadáver andante estacionado no lugar. Olho em sua direção cheio de emoção e transbordando excitação.

Passo após passo me aproximo do belo morto mordendo meu lábio inferior sujo com o Vitae mortal. Um calor psicológico me faz sentir estar suando de novo, como se ontem mesmo eu ainda estivesse respirando para viver. Ah, sim, a morte me trás ótimas lembranças! Minha primeira noite foi repleta de esperança e contemplação! Saber que pela eternidade poderia manter minha aparência juvenil, a beleza que me tanto agrada! Mesmo após aprender a Vicissitude não pude mudar minha própria imagem. Meu amor por essa forma é tão grande quando os céus e os mares, é lendário, perpétuo.



Meus olhos brilham em um violeta vívido por um único instante, e deixo bem desprotegida minha aura rosa (literalmente, rosa é a aura piedosa) para caso o rapaz tenha capacidade de lê-la. Meu intuito claramente não é tirar-lhe a não-vida. E a frase seguinte poderá evitar uma possível luta.

-Olá, Membro. És tu um dos inúmeros capachos do Príncipe? Pois sou um mensageiro, e vim entregar uma mensagem e fazer um convite.

Trajando um terno de couro com uma blusa pesada por cima, deixo armado o meu sorriso e exposta minhas intenções. Nada menos que um sábio, experiente e poderoso ancião pode me oferecer o menor dos riscos... E isso, também é deixado bem claro, com uma aparição tão descarada e imprudente. Sem mais que um movimento e uma frase, ponho a prova toda e qualquer habilidade que possua o cainita do Starbucks. O Sabá pode ser uma prisão, mas a Camarilla é bem pior que isso, e vou lhe ofertar uma escolha significativamente agradável, quem sabe este ao menos tenha os olhos suficientemente bem abertos.

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re: Your review to The Second Movement

Mensagem por Leslie Windsor em Qua Mar 12, 2014 10:39 pm

Haviam duas coisas no mundo que Leslie realmente amava.                                
 
A primeira era Starbucks, a segunda cinnamon rolls do Starbucks. E sim, ambas as coisas estavam em categorias separadas por motivos óbvios. Para ela, não era possível enquadrá-las na mesma preferência.
 
Entrar no lugar e aspirar o delicioso cheiro de café moído e chocolate lhe trazia uma sensação de sossego que há muito não sentia e que necessitava com uma urgência quase incômoda. Era quase como voltar para casa... E talvez realmente fosse.
 
Talvez, aquela rede de cafeterias realmente fosse uma espécie de porto seguro, de lugar de paz para ela. Um lar.
 
Respirou fundo, não conseguindo evitar que um sorriso contornasse seus lábios pelos pensamentos absurdos. Se não fosse seu lar pela sensação de bem estar e segurança, com toda a certeza era pela comida. Principalmente, aqueles cinnamon rolls do paraíso.
 
Mordeu o canto do lábio inferior para conter sua salivação enquanto se encaminhava ao caixa. Não observou os arredores; era distraída demais e os fones em seus ouvidos a deixavam ainda mais fora da realidade que o normal. Talvez devesse prestar mais atenção em onde estava, já que a cidade era nova, mas não estava minimamente preocupada.
 
Já viajara à Vancouver diversas vezes durante sua vida, mas não poderia dizer que conhecia o lugar; se perdera pelo menos três vezes antes de chegar ao Starbucks, e estava aliviada por pelo menos as pessoas serem educadas o suficiente para ajudá-la a encontrar seu caminho. Morar sozinha numa cidade maior que a sua era uma aventura, na realidade.
 
Um novo começo, em todos os sentidos.
 
Algumas pessoas poderiam até achar graça, já que Victoria, sua cidade natal, era vizinha à Vancouver, mas, para Leslie, era um passo que pouquíssima gente poderia compreender.
 
Deixar sua vida para trás fora, com toda a certeza, uma das coisas mais difíceis que já havia feito, principalmente por tudo o que aquilo significava.
 
Mas agora já era tarde demais para pensar sobre o assunto. Já dera o primeiro passo, fora aceita na universidade para continuar seu curso, tinha uma casa e o barista do Starbucks estava aguardando seu pedido com uma expressão quase irritadiça. Quis fazer uma careta para ele, mas não o fez; o homem tinha poder demais em suas mãos.
 
Ele ia preparar sua bebida. Não era uma boa ideia contrariá-lo (ainda mais).
 
Sorriu, recitando seu longo pedido de Frappuccino de Chai com leite de soja e essência de amêndoas, e uma bela porção cinnamon rolls aquecida. Percebeu a expressão do barista se tornar levemente enojada e não conseguiu evitar o rolar de seus olhos quando ele lhe deu as costas.
 
Nem todas as pessoas eram tão educadas assim, pelo visto, mas lugar nenhum era perfeito. Não que esperasse perfeição, longe disso. Só estava pensando seriamente se ia tentar se candidatar a trabalhar no Starbucks com o perigo de ter um sujeito daquele ao seu lado. Precisava de emprego, mas não estava disposta a sacrificar seu bom humor por isso.
 
Era um novo começo e nada, absolutamente nada, seria o suficiente para fazê-la cometer os mesmos erros que causaram sua partida de Victoria.


Última edição por Leslie Windsor em Qua Mar 12, 2014 10:43 pm, editado 2 vez(es) (Razão : código HTML aparecendo no texto)

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Re: Starbucks Coffee

Mensagem por Remmy leBeau em Qui Mar 13, 2014 12:32 pm

O Toreador havia chego na Starbucks a algumas horas atrás, pedido seu café sentando-se em uma das poltronas no canto mais privado do local e como de costume e manter as aparências abriu seu livro. Gostava de seus momentos de calmaria e reflexão, afinal pra que atropelar a vida quando se tem a eternidade diante de seus olhos. Não que ele estivesse realmente lendo, seu olhos poderiam estar focados nas páginas do livro, mas sua mente estava distante, num passado no qual o triunfo era certo. De fato teria sido se certas coisas não tivessem tomado o rumo do qual ele não havia esperado. E agora, bem, agora ele se encontrava sozinho e com milhões de pensamentos do que poderia ter sido. Maldito seja.  


Não conseguiu conter o sorriso um tanto quanto sádico e cheio de satisfação que refletiam seus pensamentos. Pensando melhor, ele não estava sozinho, da forma com que as coisas caminhavam ultimamente em Vancouver podia dizer que as oportunidades eram ainda mais amplas, seria fácil juntar soldados para uma guerra da qual eles tão prontamente e brutalmente esperam por tanto tempo. Por que tais pensamentos soavam como música em sua mente? Ah, sim, por que era exatamente o que ele esperava que acontecesse e nada melhor como ser voluntário numa causa tão nobre. Sim, ele tinha pleno conhecimento de que assim como as oportunidades os ricos também eram maiores, já que todos estavam em alerta constante, eram tempos difíceis de alta vigilância e manter coisas ocultas era um privilégio para poucos. 


Remmy podia sentir os olhares de algumas pessoas sobre ele, não só pelo fato de estar rindo com seus pensamentos, mas sua aparência faz com que alguns olhem com curiosidade e outros, ou poderia dizer outras, pela sua beleza, mas ele não mais se importava. Havia se acostumado com os olhares famintos das garotas que ali trabalhavam e outros curiosos. Com certeza não tão famintos quanto os dele. Estar diariamente em meio a sua fonte de alimento é se sentir como um cão salivando sendo treinado em não tocar em sua comida até que seu dono permita, e amaldiçoa-lo a cada segundo que ele te priva de tal ato. De fato não era façanha tão simples, mas a convivência e seu alto controle fez com que isso se tornasse relativamente fácil ao decorrer do tempo. 


Se ajeita na poltrona mais confortavelmente e finalmente volta sua atenção para o livro que segurava aberto em suas mãos, dessa vez tentaria manter sua concentração nas páginas. A tentativa lhe rendeu a leitura de apenas uma página, seus olhos se voltaram para a porta da cafeteria e em instantes aquela figura adentra e o cheiro da vitae invade suas narinas. Remmy fecha os olhos baixando a cabeça, inalando aquele cheiro saboroso que tão depravadamente sujavam seus lábios. Caminhando em direção ao Toreador, ele podia ver claramente as intenções das quais não tentou esconder, pelo contrário, parecia ser exatamente o que queria que ele fizesse. 

-Olá, Membro. És tu um dos inúmeros capachos do Príncipe? Pois sou um mensageiro, e vim entregar uma mensagem e fazer um convite. 

As palavras soaram como uma piada fazendo com que o Toreador deixasse escapar um riso discreto. Abriu os olhos encarando o tal mensageiro por alguns instantes sem dizer uma só palavra. Ele então deposita o livro que estava fingindo ler sobre a mesa a sua frente pegando um guardanapo se levantou se aproximando do mensageiro e enquanto lhe oferecia o guardanapo sussurrou em um tom amistoso para que só ele ouvisse. 

-Não desperdice sua comida. Remmy não estava preocupado em chamar atenção, e sim por que a cheiro da vitae o deixava inquieto, uma coisa era ter controle estando em meio aos humanos outra era estar exposto a vitae fora de seus corpos. Ele se distancia e aponta a outra poltrona com a mão oferecendo que se sentasse. 

-S'il vous plaît....- Uma pausa olhando para o mensageiro esperando que ele dissesse seu nome. -Acomode-se. Diz ele descontraído com a certeza de que o mensageiro tinha conhecimento da língua. 

-Bem, por onde começar?- Deu uma pausa com uma expressão pensativa. - Ah, sim, primeiro a má notícia. Sinto pelo desapontamento, mas se procura pelo capacho, creio que veio ao lugar errado, prevejo que ele deve estar lambendo as solas dos sapatos do Todo Poderoso nesse exato momento. Enquanto eu, me pego tendo visitas inusitadas e ultrajante para agitar minha noite entre ler um bom livro e me deliciar com o que acredito ser um bom café. Porém, vejo que não sou o único me divertindo nessa cidade, tive a impressão de que a festa era de bom gosto e estava extremamente calorosa. - Remmy exibe um sorriso maroto curvando o canto dos lábios.  

-Você diz trazer uma mensagem e também um convite. Estou curioso, diga me do que se trata. Se encosta na poltrona confortavelmente. 
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Re: Starbucks Coffee

Mensagem por Lou Loveless em Qui Mar 13, 2014 9:21 pm

“Não desperdice comida!” faço caretas e mímicas a respeito da fala do morto andante na primeira chance em que ele tira seu foco de mim, após limpar meu rosto, parando com a brincadeira em seguida, tentando evitar que ele me pegasse no meio da chacota.


-S'il vous plaît...- Aceito a oferta da tal poltrona que me indicara, e confortavelmente sento-me vendo o bonitão frente a frente, em seguida, apresento-me – Sou Loveless, querido... – ao fim, aguardo sua apresentação cuja qual não chega, e então deixo-o falar, falar e falar.


-Querido, eu perguntei se você é um capacho, mas em momento algum eu disse que estou atrás de um... – sorriso maliciosamente – Se você fosse... Não hesitaria em me alimentar de você, sim! A Diablerie é muito bem-vinda no meu cardápio... Desde que não envolva meu sangue, nem dos meus comparsas sabáticos. – sem hesitar, coloco minha carta mestre na mesa, a ultima palavra dita pode criar a desordem pretendida. O poder bruto do Sabá é seu próprio nome, intimidador aos que conhecem sua performance.


-Bem, de qualquer forma, vamos para parte divertida! Quer deixar o Príncipe e começar uma revolução? Que tal?! Sangue pelas ruas, corpos amontoados entre os becos, alimentar-se sem medo de um porco nojento dizer como deve fazer isso... Eu não acredito que o Sabá seja muito honesto, mas... Cá entre nós. – deixo meu corpo pender para frente, com os ombros na mesa e as mãos no meu rosto – A Camarilla e o Shaw são dois pés no saco...


O gosto de sangue em minha boca me instiga a alimentar-me de novo... Ciente de que estou satisfeito, uso uma técnica pouco típica entre os vampiros, quase nenhum de nós pode alimentar-se como os humanos, e sim apenas alimentar-se *de humanos*. Me ponho de pé rapidamente enquanto minha empolgação se exalta. – Já sei! – digo altivamente olhando para o não-vivo – Vou tomar uma café também! – um novo sorriso se estende em meus lábios. Como a inocência de uma criança, dou a volta na mesa me aproximando da caixa morta do que já foi um humano delicioso um dia. Levando minha mão até seu ombro, aproximo meus lábios de seu ouvido e sussurro. – Quero você no Sabá comigo, mas primeiro tenho que saber seu nome... E também deve aceitar alguns termos... Porém... Espere, ok? Vou ali e já volto para terminarmos a conversa - um leve tapinha nas costas do rapaz pausa a conversa, direcionando-me em seguida até o atendente.


-Love’ se apresentando! – bato continência – Me traga um Iced Vanilla Latte urgentemente! – sorriso – Por favor... – quem resistiria a minha face delicada e inocente sem ser informado previamente da minha masculinidade? Homens! Humf! Vejo-o corar e timidamente apressar-se em me entregar o pedido. Nesse tempo, observo não muito distante, uma presença interessante de uma garota não muito atenta a sua volta saboreando sua refeição apaixonadamente. Que delícia! Talvez eu devesse adiantar meu lanchinho de amanhã... Mordo meu lábio inferior enquanto me perco em pensamentos maliciosos e... Assassinos. Tomo em mãos meu pedido enquanto caminho até a humana. O vampiro teria de pensar um pouco, e eu daria tempo para ele, tempo esse o qual gastaria de uma forma atípica.


-Olá! – digo olhando para a garota – Essas coisinhas são mesmo gostosas? – questiono-a apontando para os cinnamon rolls – Quero dizer... Haha, se você pediu é por que gosta, mas... Me diga, acha que alguém como eu iria gostar também? – mais uma vez, um brilho violeta surge em meus olhos quando termino de falar – Sou Lou. – cumprimento a garota em questão.

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Re: Starbucks Coffee

Mensagem por Leslie Windsor em Sex Mar 14, 2014 7:04 pm

 
Não tinha a menor paciência para quem comia cinnamon rolls com garfo e faca. Não mesmo. Até porque, em sua humilde opinião, isso não fazia o menor sentido; qual era a graça de comer uma guloseima senão se sujar? Era todo o charme da situação. Por mais que o resultado real não fosse tão charmoso assim.
 
Seu rosto estava parcialmente coberto de açúcar, assim como suas mãos, e teimava em partir o doce com os dedos. Uma mania que sempre lhe rendera repreensões de sua mãe, mas que jamais conseguira se livrar. O copo de Frappuccino estava tão melado quando seu rosto, mas Leslie não estava nem um pouco preocupada.
 
Música e Starbucks eram o suficiente para deixa-la num humor sublime.
 
Mal percebeu, porém, que uma pessoa havia se sentado em sua mesa, tirando o fone rapidamente para lhe dar atenção. Não que estivesse com vontade de socializar, já que aquele momento era apenas seu, mas educação era algo vindo de berço.
 
- Oi? Oi! – Respondeu, afoita, sem ter a menor ideia de metade que a pessoa tinha dito anteriormente devido à música. – Prazer, Leslie.
 
Compreendeu alguma coisa sobre cinnamon rolls e seu gosto pessoal, algo que a fez sorrir, mas, por algum motivo, se sentia estranhamente inquieta perto do sujeito. Talvez por ele (assumira que fosse do sexo masculino por sua voz) aparentar ser feliz demais, algo que a incomodava um pouco. Na realidade, algo nele a incomodava, mas não sabia se era sua neurose ou falta de habilidades sociais. Não era a pessoa mais sociável do universo e sua personalidade tímida era sensível a formas invasivas de contato.
 
- Eu adoro cinammon rolls! – Respondeu, ainda sorrindo enquanto limpava o rosto e as mãos.
 
Não conseguia entender como fora abordada apesar de estar completamente imunda e provavelmente comendo feito uma porca. Não era educada ou graciosa, bem pelo contrário, mas talvez aquele rapaz estivesse apenas procurando alguém para lhe fazer companhia. Tinha a consciência de que, ao contrário de si própria, a maioria das pessoas não gostava de comer sem companhia, e aquela era uma possibilidade para a aproximação súbita do estranho.
 
- Você nunca provou? – Perguntou, na tentativa (muito provavelmente falha) de continuar o assunto que sequer ouvira por completo.
 

Desligou seu mp3 player depois de se lembrar que a música ainda estava soando pelos fones de ouvido, guardando-o em sua bolsa logo em seguida. Por mais que tivesse a esperança de voltar a ficar sozinha para aproveitar sua música e refeição, não era educado ignorar uma pessoa que parecia ser tão amigável, e amigos, na sua situação atual, era algo que realmente precisava.

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Re: Starbucks Coffee

Mensagem por Lou Loveless em Dom Mar 16, 2014 2:52 pm

Uma pessoa desatenta, ao que parece. Pelo menos quanto a coisas que acontecem a sua volta. Não posso julgá-la. Já fui por muito assim em minha antiga vida. A diferença é que quando ainda respirava, também precisava carregar comigo uma rapieira para continuar respirando. O que me lembra do dia da minha glória e de meu mártir por meu povo, uma época na qual meu país e a honraria deveriam valer mais que a vida. Ocorreu em Ravena, fora das terras do reinado francês, porém terra essa que mudou – não, não “mudou”, na verdade tirou - minha vida. Levo a mão até o bolso de minha blusa, ali toco um embrulho plástico com areia dentro. Areia das praias de Ravena. Continuo concentrado e com os olhos focados na garota que tenta de uma forma até que engraçada, e bem desastrada, recompor a conversa.


-Nunca provei, de fato. Mas vejo que deve ser realmente muito bom. – digo contornando meus lábios com um dedo, indicando a sujeira feita pela própria garota em si mesma anteriormente. Tomo um pouco da minha bebida, aproveitando a oportunidade que tenho de degustar outros sabores além do divino Vitae. De qualquer forma, o Sabá está na cidade e preciso de recrutas, e como disse já um sábio chinês há mais de dois mil e quinhentos anos atrás, qualquer um pode se tornar um soldado.
Qualquer um.


Utilizando de minha voz ligeiramente mais grossa do que a de uma mulher, e meu sotaque francês, e ainda assim exímio e encantador, me ponho a questioná-la.

 
-Você é daqui mesmo, Leslie? De Vancouver, digo. – dou um leve sorriso tímido – Cheguei hoje mesmo por aqui, então seria bom fazer uma amiga tão rápido. Eu ficaria muito contente. – Após a fala, usando de minhas altas capacidades de auspícios, começo a transpassar as primeiras camadas de informações que se revelariam na mente da garota. A telepatia irá me deixar penetrar em sua mente e descobrir cada um de seus segredos dos quais eu possa precisar.


-Mas, e então?... – digo enquanto lentamente movo meus dedos sobre a mesa, fingindo um bonequinho de mão caminhando até os cinammon rolls. Uma cena bastante cômica, se considerar que tenho mais de quatro séculos de não-vida, ou melhor, estou quase chegando no quinto século de existência imortal.



-Posso experimentar um deles? – mordo o lábio inferior assim que concluo a pergunta. Nesse momento, já espero ter infiltrado minha consciência sobre a dela. “Seus segredos são meus”... Assim como minha voz, introduzo uma imagem em sua mente. Ela, durante um instante, recebe a lembrança que tenho da guerra de Ravena, ocorrida há cerca de cinco séculos atrás. No tempo onde eu ainda era vivo. Meus aliados, ombro a ombro, empunhando suas espadas contra o estado papal e os italianos. Duas massas de fúria se colidindo e inúmeros corpos indo ao chão. Ao final, minha face é de um indivíduo sério, concentrado, focado em justamente aplicar esse conhecimento duvidoso na mente da humana. Seria trabalhoso de mais moldá-la sem adiantar algumas dicas de quem sou, e o que pretendo. Pois então... Veremos se ela é digna do Sabá...

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Re: Starbucks Coffee

Mensagem por Vancouver em Dom Mar 16, 2014 4:36 pm

Lou Loveless rolará: 9 DADOS
Com dificuldade: 6
Se ele tirar 10: Pode repetir os lançamentos que tirar 10

Boa Sorte.
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Re: Starbucks Coffee

Mensagem por Lou Loveless em Dom Mar 16, 2014 4:56 pm

Vamos aos dados então.

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Re: Starbucks Coffee

Mensagem por Mestre do Jogo em Dom Mar 16, 2014 4:56 pm

O membro 'Lou Loveless' realizou a seguinte ação: Rolar Dados

'Dados' :

Resultado : 3, 4, 1, 10, 3, 2, 1, 10, 1

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Re: Starbucks Coffee

Mensagem por Lou Loveless em Dom Mar 16, 2014 5:32 pm

Especialização. Deuses, ajudem! >.<

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Re: Starbucks Coffee

Mensagem por Mestre do Jogo em Dom Mar 16, 2014 5:32 pm

O membro 'Lou Loveless' realizou a seguinte ação: Rolar Dados

'Dados' :

Resultado : 4, 4

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Re: Starbucks Coffee

Mensagem por Vancouver em Seg Mar 17, 2014 8:57 am

34110321101, 4, 4.
-, -, X, V , -, -, X , V , X, -, -.
3 falhas, 2 sucessos.
Lou Loveless não conseguiu ler a mente de Leslie Windsor, e durante essa noite suas tentativas de ler a mente da mulher serão em vão.
====

Lou tenta entrar na mente da mulher, mas ao invés de colocar uma imagem na mente dela, ele acaba abrindo a mente para a mulher e dando a ideia SOMENTE na mente de Leslie, que Lou Loveless é um ser perigoso, talvez fatalmente perigoso. Ela não sabe os motivos, mas consegue ver o homem cortando seres humanos sem problema algum.

-----

Bom jogo à todos.
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Re: Starbucks Coffee

Mensagem por Leslie Windsor em Ter Mar 18, 2014 5:41 pm


- É maravilhoso!
 
Sua exclamação em resposta fora mais fervorosa que o previsto, fazendo com que ruborizasse um pouco. Falar de comida, principalmente de sua comida preferida, era algo que lhe trazia um prazer intenso, mesmo com estranhos. Reparou no gesto dele sobre a boca e franziu o cenho por alguns segundos, demorando para perceber que ele estava tentando ser educado e mostrar onde ela estava suja.
 
Corou novamente, limpando-se com o guardanapo mais próximo e quase entornando sua bebida no processo afobado. Voltou a olhá-lo, mordendo o lábio em puro desconcerto, e esperou que isso não causasse uma má primeira impressão apesar de tudo.
 
-Você é daqui mesmo, Leslie? De Vancouver, digo. Cheguei hoje mesmo por aqui, então seria bom fazer uma amiga tão rápido. Eu ficaria muito contente.
 
Sorriu quando ele começou a falar de si próprio, um sorriso puro e encabulado, que nada demonstrava sobre seus pensamentos. O sotaque carregado do estranho, Lou, combinava perfeitamente com ele, e sua simpatia também deveria ser extremamente agradável. Mas não era.
 
- Eu sou daqui sim. – Respondeu, mentindo sem motivo algum para isso. Era mais seguro aparentar familiaridade com o lugar que demonstrar o quão vulnerável realmente estava.
 
Não comentou sobre a proposta de amizade. Estava nervosa e não sabia porquê.
 
O homem era bonito e agradável, apesar de tentar gerar uma intimidade que não possuía. Isso era algo que realmente a incomodava, mas não ao ponto de deixa-la tão desconfortável. Tinha algo errado, seus instintos estavam gritando para que fugisse o mais rápido possível e, apesar de tudo, não era idiota o suficiente para ignorar.
 
Passara toda a sua vida escutando seus instintos e estes jamais haviam lhe falhado. Não cometeria o erro de ignorá-los dessa vez.
 
Talvez estivesse ficando louca; era a única explicação plausível para a imagem que surgira em sua mente. Sangue, tanto sangue que quase podia sentir o cheiro, e Lou completamente banhado de vermelho, com corpos a seus pés. Seus olhos se arregalaram automaticamente, fazendo com que se levantasse em sobressalto, sequer tentando mais ser agradável.
 
Aquele homem era perigoso. Tudo em seu ser berrava para que corresse para longe dele naquele exato instante.
 
- P-pode ficar. Eu preciso ir mesmo, estou... atrasada. – Balbuciou, empurrando o prato de doce e pegando sua bolsa de forma atrapalhada.
 
Tinha certeza que estava pálida, mas não se importava. Suas mãos tremiam e sua respiração estava completamente ofegante. Precisava sair dali o quanto antes, estava entrando em pânico e isso era evidente. Caminhou a passos contidos até a saída da cafeteria, tentando aparentar um controle que não tinha, e rezando para todos os deuses, santos e afins para que a mantivessem à salvo.
 

Só se sentiu um pouco mais segura quando fechou a porta do Starbucks atrás de si e correu, dobrando a primeira esquina sem ter a menor ideia de onde estava indo. Não importava, na realidade, desde que fosse para longe daquele estranho.

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Re: Starbucks Coffee

Mensagem por Lumina Dowsha em Qua Mar 19, 2014 9:22 am

Não, não há nada que encante minha pessoa nesse mundo dominado por humanos que só sabem tentar ganhar tudo. O mundo é um grande ponto de encontro de todos os vícios do mundo.

Não sei como os humanos ficam o tempo todo acusando um ao outro de coisas que eles mesmo criaram, como podem ser hipócritas ao ponto de ter medo da morte, e matar tanto.  As guerras são tramadas em sua maioria por conta de um governo orgulhoso que foi ferido por algum outro em uma ocasião ridícula. Humanos divertem-se nas custas de outros humanos. Até aí compreendo as suas mentes. Porém não é extremamente comum  o fato de um ajudar ao outro. Tanto que quando o fazem, o mundo praticamente para e mostra que o ser humano ainda tem conserto.

Ah doces humanos, adoro o jeito que se entregam a paixões, parecem um bando de Brujah. Alguns deixam seus sentimentos tanto a mostra que acabam matando por ciúmes, por amor, por ira. Talvez se fossem menos inseguros o mundo seria mais interessante para apreciar.

Preparando um cachimbo com Haxixe sento-me em uma cadeira e mantenho me apreciando meu cachimbo enquanto reflito sobre o futuro de Vancouver. Como senadora tenho meus afazeres, e preciso usar de minhas artimanhas para conseguir manter-me no poder. Estar nesse cargo é algo que de fato coloca o ser em um patamar diferente. Eu tenho o governo do Canadá em minhas mãos, e isso é algo que o podre Shaw jamais conseguirá. Não é que tenha raiva dele ou algo assim, mas é um inimigo que merece certa atenção, o bando da Camarilla não é idiota o suficiente para entrar em uma briga onde estariam do outro lado uma anciã rápida como a luz e forte como poucos seres no planeta, um Tzimisce que além de ser encantador sabe como poucos abrir, fechar, modificar ossos e corpos, um LaSombra que é quase tão escuro quanto a própria sombra, e por fim uma Tzimisce que apesar de ser apenas uma Ancillae, desperta o pavor em muita gente. Deve ser mania dos Tzimisce de Vancouver serem bonitos. Talvez seja só uma forma acentuada da ótima linhagem de seu clã. Talvez seja porque já tenha fumado demais  e esteja vagando em pensamentos que nada tem a acrescentar.

Espero um pouco para apreciar mais um pouco a não-vida e saio de meu refúgio.

– Oi. Pede para mandar o chofer, por favor. Quero fazer uma visita até o Starbucks.

Uma voz do outro lado diz que já está mandando. Coloco um vestido preto curto, coturnos cano alto com presilhas por todo o calçado, minha luva preta na mão direita e preparo-me para sair.

No caminho vou mexendo no telefone celular, ainda não sabia muito bem como mexer nessa coisa. Muita informação para quem nasceu antes do primeiro milênio. A primeira conexão com o cinema achei que o trem fosse sair da tela e atropelar todo mundo, automaticamente usei meus tentáculos para me jogar para longe do objeto, o que causou um temor enorme em todos. Foi bem supimpa.

Chegando até o Starbucks vejo uma mulher que parece sair apressada. Sabia que Remmy sempre estava por ali, e parecia que mais alguém deveria estar por ali. Mando o motorista parar, desço e paro na frente da mulher.

– Oi. Você está bem amiga? O que aconteceu com você? Está com uma cara assustada. Alguém tentou algum tipo de violência?

Se Remmy tivesse errado a mão, consertar o problema era a grande chance de trazer um Toreador poderoso para o lado da Mão Negra.

– Vamos voltar para lá, você me mostra quem foi. Eu vou te ajudar, amiga... -  tento convencer a mulher a voltar sem fazer uso de minha disciplina de Dominação. Afinal de contas não preciso sair por aí mostrando meus dons assim.

---
Off -
Voz Encantadora ( 2 ) – Persuadir, enfeitiçar, comandar, seduzir dif = - 2
Fisionomia amigável (1) – Dif - 1 em testes sociais apropriados

Sem rolagem de dados nesse turno.
Leslie você tem livres opções para fazer o que quiser.
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Re: Starbucks Coffee

Mensagem por Remmy leBeau em Qua Mar 19, 2014 2:54 pm

O Toreador ouve as palavras de Loveless com uma expressão de indiferença na maior parte do tempo, matendo um olhar sossegado e um sorriso de canto hora ou outra devido a certos comentários, incluindo aquele do qual Remmy concordava completamente, "Shaw e a Camarilla eram um pé no saco." Não pode esconder sua reação sobre o quanto concordava com a veracidade daquele comentário. Não fora sempre que o Toreador carregava esse sentimento por Shaw, de início ele se mostrou um Príncipe determinado que sabia exatamente o que fazer para manter a ordem na cidade e a hierarquia dentro do Clã.


Remmy aprendeu a respeitar  a Máscara e consequentemente Shaw, não que tenha sido simples, afinal para um libertino como ele, depois de tanto tempo tendo que se auto educar e aprender da pior maneira como controlar a besta que o dominava frequentemente depois do abraço, estar preso a uma hierarquia da qual o impedia de ser aquele animal que em tantas vezes teve vontade de deixar escapar do aprisionamento, mas se manteve em seu devido lugar quando descobriu que havia outro aliado com as mesmas aspirações que ele prórpio.


Irônicamente dessa vez, Remmy não precisou nem mesmo sair do aconchego da Starbucks, um deles caiu quase que literalmente em seu colo. Loveless não mediu palavras para expressar aquilo que almejava, felizmente para ambos havia um interesse mútuo. O toreador nada disse e seguiu o homem com os olhos quando esse se levantou se posicionando atrás da poltrona onde leBeau estava sentado. 

– Quero você no Sabá comigo, mas primeiro tenho que saber seu nome... E também deve aceitar alguns termos... 

Um sorriso malicioso se estendeu nos lábios do Toreador. Apesar da audácia de confrontar um Ancião em público e num local onde considerava de trégua, poucos membros da Camarilla teriam a mesma paciência com um membro Sabático e a situação não acabaria bem. Para a sorte de Loveless, ele encontrou talvez o único membro da Camarilla que não se sujeitaria a tal exposição, ao menos não devido áquela situação. Viu o homem se afastar e momentos depois se juntar com uma moça que se encontrava completamente desatenta ao que se passava ao seu redor. O Toreador pegou o livro que estava sobre a mesa á sua frente e voltou a lê-lo aguardando pacientemente até que Loveless terminasse de se divertir com a mulher, e enquanto colocava seus pensamentos em ordem para a futura conversa com o rapaz.


Antes mesmo que a mulher saisse em desparada da cafeteria, Remmy se levantou da poltrona, colocou o livro sobre a mesa mais uma vez tomando em mão seu café cameçando sua caminhada em direção a mesa onde os dois se encontravam, ele parou no meio do caminho para não obstruir a passagem e esperou até que a mulher passasse por ele como uma ventania. - Senhorita. Disse ele sorrindo para a mulher que provavelmente não ouvira devido ao pânico que sentia e a necessidade de deixar o local.


Ele então se aproximou da mesa, sentando-se na cadeira de frente a Loveless. - O que você fez com a pobre moça, estava tão assustada que eu poderia jurar que viu um vampiro, e ele não tinha um rostinho bonito. - Remmy exibiu um sorriso sarcástico e completou. - Me surpreende ter deixado seu lanchinho escapar. Ou é por que alvos fáceis não lhe trazem toda a excitação da caçada?  Nesse momento Remmy estava quase certo de que não estavam sozinhos, mas não ficou defensivoo, pois sabia que Loveless havia chego ali sozinho e sabia de suas intenções. 

- Remmy leBeau, enchanté de faire votre connaissance. Agora que já sabe quem sou, podemos discutir mais sobre a sua proposta. Encarou o rapaz apoiando o cotovelo sobre a mesa levando a mão ao rosto deixando claro que Loveless tinha sua atenção.
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Re: Starbucks Coffee

Mensagem por Gaspar Motierre em Qua Mar 19, 2014 8:54 pm

No mausoléu, ele com os olhos fechados e respirando vagarosamente, parecia estar morto. O brilho da manhã que se aproximava atravessava a pequena janela do mausoléu iluminando seu rosto que por consequência o acordou. Seu corpo se projetou rapidamente para frente parecendo que tinha sido jogado para frente. – Não. Disse ele gritando e olhando para os lados dando um sorriso irônico devido ao local que se encontrava, com os mortos.

Levantou-se do chão calmamente passando as mãos em sua roupa limpando a poeira,tirou uma das luvas com a sua boca enquanto usava a outra mão para abrir a porta de ferro sólido do mausoléu. O brilho do sol irritou um pouco a sua visão. – Às vezes, queria que o Sol negro voltasse. Disse ele rindo da sua própria piada. 

Andando pelas ruelas do cemitério calmamente, ele pula o pequeno muro e continua sua caminhada. No caminho encontra um mendigo, ele fica observando o pobre homem dormindo, olha em sua volta, não havia ninguém, ele coloca as luvas do bolso do cassaco colocando o casaco em cima dele. 

Atravessou a rua passando a mão do bolso da calça para ver que tinha algum dinheiro. Ele da uma risada olhando para baixo e tira uma nota que seria o suficiente para a condução. – Ótimo.  Assim que encontra o ponto de ônibus ele se senta e espera. 

Enquanto isso ele observa uma mulher com o seu filho mal educado, o menino a respondia e xingava, a mãe apenas o ignorava e continuava a falar no celular. Gaspar se aproxima do menino abrindo um sorriso. A mãe nem se quer notou a aproximação de Gaspar, ele era muito silencioso com o seus passos, fazendo com que se tornasse difícil alguém comum prestar atenção em um sujeito como ele.

- Oi. Disse ele olhando para o menino. – Não deveria ser malcriado com sua mãe. O menino ficou parado encarando Gaspar. – Tem crianças que não tem uma mamãe, e quando um terrível monstro aparece. Gaspar da um sorriso simpático. – E elas acabam por morrer. E menino com os olhos lacrimejando em terror fica em silêncio. A mulher desliga o celular e olha para Gaspar.  – O que está fazendo? Perguntou a mulher guardando o celular em sua bolsa com um tom irritado. – Eu estava falando para o seu amando filho que ele não pode ser malcriado com a mamãe, não é? Gaspar olha brevemente para o garoto e volta o olhar para a mulher que o encarava.

É difícil ser mãe solteira. Diz ele olhando para a mão dela e da um sorriso. – Hoje em dia isso não é raridade, muitos casamentos não duram. A mulher da um sorriso. A beleza dela era comum nada extravagante, tirando os belos olhos que Gaspar no momento estava admirando. – Obrigado por... A mulher é interrompida pela chegada de seu ônibus. – Tenho que ir. Disse ela dando um sorriso simpático e um tanto desconfortável pela a ação de Gaspar com seu filho, mas ela preferia tratá-lo com simpatia ao vez de discutir com estranho em Vancouver. Assim pensava Gaspar olhando a mulher partir. 

Logo atrás veio seu ônibus, ele deu o sinal e logo entrou pagando o motorista e sentando nas primeiras cadeiras vagas. Não demorou muito  para chegar até seu destino. Ele saiu do ônibus e entrou no prédio.

Bom dia. Disse ele cumprimentando o potreiro.

Ele caminha até o elevador apertando  o botão, aguardou até que a porta do elevador se abrisse entrando no elevador em seguida. Chegando no andar desejado, ele caminha até seu apartamento, se agacha vasculhando o vazo de plantas pegando a chave extra muito bem escondida entres as plantas. Entra em sua casa, toma banho, coloca roupa de dormir, come alguma coisa na cozinha e volta a descansar agora confortavelmente. 

A noite. 19:00

Gaspar estaciona seu carro, liga o alarme e trava as portas. Estava muito bem arrumando, se encontraria com Morgana na cafetaria que sempre frequentavam no tempo da faculdade. Ele vê duas mulheres na porta, uma chamava muito atenção aos olhos do Gaspar, a mulher com o vestido preto era muito atraente. Ele da um sorriso simpático olhando para a mulher de vestido preto cumprimenta com o olhar e logo após entra na cafeteria. Passa no balcão para pegar o seu pedido padrão que era Caramelo Frappuccino  acompanhando com focaccia napolitana e croissant de queijo. Caminha até a mesa nos fundos com visão para a porta para ver a chegada da sua amiga enquanto se delícia com seu pedido.


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Re: Starbucks Coffee

Mensagem por Lou Loveless em Sex Mar 21, 2014 2:51 pm

-Quanta pressa... – falo baixinho com meu sotaque característico e um sorriso no rosto. Certas falhas são mais importantes que algumas vitórias. Observo a garota se distanciando, ativo então meu auspício para sentir seu cheiro misturado aos muitos outros do local. Inalo o ar ao meu redor, visualizando apenas com o faro a essência da garota. Em seguida, pego um dos doces em minha frente, e começo a comê-lo delicadamente, evitando sujar de mais meu rosto. Minha presença começa a atrair novamente certos olhares, antes de pavor, agora de pura e simples curiosidade. Não é a toa. Não sou um vampiro. Sou um dos mais belos que já caminharam pela terra, mesmo que a beleza possua vezes e tipos... Isso também em meio a muitos estereótipos. Confundir-me com uma mulher é fácil pela delicadeza de minha face e o bem cuidado cabelo que possuo. As minhas vestes também por muitas vezes são unissex ou até femininas, o que piora a situação dos rapazes em ter que me discernir de uma real mulher. Ironicamente, homens nunca me atraíram, deixar uma garota simplesmente dar as costas para mim é difícil de engolir, mas... Um outro cheiro está por perto, e o destino fora generoso comigo por muitas vezes, por que não mais uma? Eu poderia alcançá-la, arrastá-la de volta para o recinto, e voltar para terminar meus assuntos com Remmy em poucos segundos, mas, não é divertido, nem cavalheiresco. Começo a rir sozinho antes que o garoto viesse até mim, questionando-me sobre o que teria feito com a garota, questão essa que mim se responderia com um: não tenho certeza, mas algo deu errado, obviamente.



-Quem será que está chegando? – murmuro para mim mesmo antes de prosseguir – Très bien. Vamos aos negócios. – analisando a situação de Vancouver como uma futura batalha não mera política, tenho que fazer algumas considerações. Inclusive a importância de um agente duplo suficientemente bem posto em meio a Camarilla. – Remmy, preciso de você perto de Shaw. Será um agente duplo até antes de fim. Você deve saber dos riscos e da complexidade dessa função. Assim como sua importância. Espiões são de suma importância - ressalto - dentro de uma guerra. E tenho minhas intenções de tomar conta desse encargo para o Sabá. E mais: assim que o arcebispo chegar, teremos de apresenta-lo a ele para que não hajam riscos contra você. Por ultimo, você estará sujeito a ataques das porções menores do Sabá que não saberão de sua função... Pretendo manter os agentes duplos em total segredo, com exceção do líder absoluto do Sabá desta área. Esses são os termos de minha proposta. Como final, quero que dê o recado absoluto para o Príncipe de Vancouver. Após terminar nossa conversa... Você terá de "sobreviver a um ataque do Sabá", para confirmar nossa chegada conclusiva... Me entende, Remmy?

 
Cartas sobre a mesa, aguardando a posição de Remmy, sua decisão sobre ficar conosco ou contra nos. Se recusar, ele será eliminado agora mesmo, mas até essa ideia é ridícula de se cogitar, pelo que posso analisar. Se aceitar o que é provável, teremos uma vantagem estupenda sobre a Camarilla. O que me intriga agora é a possibilidade do outro filho da noite adentrar o Starbucks, se for um dos cãezinhos de Shaw, o plano irá se complicar ligeiramente, e terei de criar uma situação onde Remmy se defende de um ataque do Sabá junto a um de seus aliados, que por sua vez acaba caindo. Clichê, mas útil, desde que Remmy tenha a confiança do seu Príncipe ou ao menos não tenha motivos para ser questinado.

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Re: Starbucks Coffee

Mensagem por Leslie Windsor em Dom Mar 23, 2014 4:32 pm


Assim que virou a esquina, Leslie foi novamente surpreendida. Não estava acostumada a tantas abordagens aparentemente amigáveis de uma vez só, e isso provavelmente a estava deixando paranoica.
 
Sua falta de sociabilidade e timidez não eram uma combinação muita boa para lidar com pessoas.
 
A mulher que a abordou parecia ser uma boa pessoa e genuinamente preocupada com sua condição. Olhou-a por alguns segundos enquanto tentava recobrar sua respiração acelerada devido à corrida, tentando imaginar se realmente estaria segura ou se sua paranoia atacaria novamente na presença de uma nova pessoa estranha.
 
Só não entendia o motivo dela achar que alguma violência havia sido praticada. Não fazia qualquer sentido, em sua opinião. O Starbucks era um lugar geralmente lotado, com seguranças, então por que motivo aquela estranha acreditava que havia sofrido algum tipo de violência? Seria ela tão neurótica quanto a própria Leslie?
 
Nada mais parecia fazer sentido naquela noite e a única coisa que realmente desejava era ficar longe de pessoas, bem escondida dentro de sua casa com uma enorme xícara de chá e algum livro que a tirasse da realidade.
 
- Eu estou bem, não aconteceu nada. – Respondeu com um sorriso desconcertado. – Eu só... comi alguma coisa que não caiu bem, entende? Preciso mesmo ir para casa, por isso a pressa.
 
Riu. Tanto de si própria, por uma desculpa tão esfarrapada e constrangedora, quanto pela situação absurda. Estava sendo abordada na rua por uma mulher que a vira sair do Starbucks, apesar de estar na esquina em que ela havia virado depois de correr para longe do lugar, perguntando se havia sofrido alguma violência. Será que aquela mulher teria a seguido? Teria ela visto toda a situação?
 
Mas era fisicamente impossível que estivesse na esquina após a cafeteria se tivesse saído lá de dentro, então sua teoria não fazia qualquer sentido. Aliás, nada mais fazia. Tinha certeza que as intenções da mulher eram boas, mas ela, Leslie, estava perturbada demais naquela noite para continuar lidando com pessoas.
 
- Então, eu realmente preciso ir. – Repetiu, despedindo-se com um novo sorriso e fazendo sinal para o primeiro táxi que apareceu em sua frente.
 
Para sua sorte, demorou menos que esperava, e em poucos segundos já estava dentro do carro, dando ao motorista o endereço de sua nova residência com uma pressa que não lhe era característica.
 

Acreditava, piamente, que as imagens que Lou invocara em sua cabeça seriam esquecidas. Não entendia porque tais pensamentos estranhos lhe invadiram, mas queria absoluta distancia daquele homem para o resto de sua vida. Nem mesmo uma benfeitora amigável seria o suficiente para fazê-la voltar ao Starbucks. Era uma pena que aquele estranho havia estragado seu lugar preferido para sempre.

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Re: Starbucks Coffee

Mensagem por Remmy leBeau em Seg Mar 24, 2014 12:04 am

Em silêncio, Remmy analisa cada palavra que escapava da boca do rapaz cuidadosamente.Sua proposta era considerável e agradável aos ouvidos do Toreador. Para ele nada do que Loveless havia dito seria um problema, havia estado naquela posição de agente duplo por muito tempo, na verdade muito mais do que lhe agradava, a diferença é que não precisou sofrer nenhum ataque para convencer ninguém de coisa alguma. Ainda calado ele organizava os pensamentos, um acordo com o Sabá nunca era uma decisão fácil, eles eram inconsequentes e não muito confiáveis, muito menos com um membro da Camarilla, não que isso se aplicasse a Remmy, afinal ele não era um membro muito assíduo daqueles que adorava sentar-se na primeira fileira da arquibancada com pom-poms e exibindo sua excitação por fazer parte do time, esse papel ele preferia deixar para Liliane.  


Seu interior todo gargalhava, seria excitante ver ela cair tão rápido quanto ela foi elevada naquele pedestal do qual ela tanto se orgulhava. Remmy mal via a hora de ver ela ser esmagada e humilhada, não tanto por ele ou por nenhum membro do Sabá, mas pelo próprio Príncipe, seria a cena mais doce de se ver, e ele deveria assistir de camarote e desenhar cada detalhe do momento para que ele jamais esquecesse, não que isso fosse possível, mas seria de uma satisfação eterna. Deixando tais pensamentos de lado, Remmy passa a mão no queixo pensativo e encara Loveless. 

-Não há com o que se preocupar, esse papel eu sei fazer muito bem. Nunca houve e nunca haverá motivos para que Shaw desconfie de nada, não vindo de minha parte. Podemos dizer que suas aspirações não são diferentes das minhas, portanto não pense que serei estupido o bastante em me expor sem ao menos ter o gostinho de ter aquilo que almejo. Com essas palavras Remmy deixava claro que suas intenções não diferenciavam das de Loveless. Remmy reclina na cadeira cruzando os braços em frente ao corpo com um olhar calmo direcionado ao rapaz. 

-Devo lembrar que assim como eu manterei o meu lado da barganha, você manterá o seu. Não pense que estou feliz com a idéia de um ataque, como vê, eu não estou rindo, mas vou entrar na brincadeira. Apenas lhe digo isso, se fizer mais dano que o necessário para isso parecer real, eu aconselho que procure outra cidade para assombrar. Estamos entendidos Loveless? A ideia realmente não lhe agradava, mas também não acreditava que ele estivesse ali apenas se divertindo com a cara de Remmy e colocando em risco os planos do Sabá. O silêncio tomou conta por alguns minutos então percebeu certas mudanças. 


De fato ele não perderia tempo, podia ouvir estalos e músculos se deslocando, finas escamas negras crescendo no rosto do Tzimisce. Remmy o encarou por mais algum tempo pensativo. Não poderia reagir contra o ataque do contrário quebraria a Máscara o que não o beneficiaria em continuar no bom lado de Shaw, arriscando se manter próximo de Shaw e outros membros, mas também não poderia ficar ali sentado esperando por um ataque ou as pessoas suspeitariam que algo estava errado, portanto ele realmente teria que entrar na brincadeira e colocar um pouco de atuação. Esperou por mais alguns instantes até que chegasse a um ponto que se tornasse visível a todos, também queria chamar atenção das pessoas e tirar o máximo delas de dentro da cafeteria, não que ele se importasse, mas ter alguém ferido próximo a ele depois de ser atacado sem poder reagir não seria uma boa combinação. 


O Toreador então, saltou da cadeira lançando a para trás, claro que moderando seus movimentos para que a cadeira não voasse até o outro lado da cafeteria se quebrando em centenas de pedaços. Encenou uma expressão de terror tentando ser o mais convincente possível, enquanto as pessoas já começavam a gritar e deixar o local se atropelando umas nas outras por ver a transformação horrenda do Tzimisce. Apesar da vontade de cair na gargalhada, Remmy se manteve no papel de humano inocente e apavorado. Brincar de teatrinho era bem divertido. 
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Santino Soprano post nº 3

Mensagem por Santino Soprano em Seg Mar 24, 2014 1:18 am

Negócios, apenas Negócios...







O império de negócios do Don é enorme, não sei a dimensão, mas só pelo que ouvi dizerem, envolve a polícia, a máfia italiana, banqueiros suíços, investidores judeus, vários comerciantes legítimos, entre os quais a indústria canavieira da florida e mais conexões políticas do que Al Capone jamais teve. Não sei a verdade por trás disto, mas só um louco poderia achar que sua fortuna vem do "cin cin", entretanto, qualquer um que resolva colocar esse negócio em risco será como se tivesse dando comida a animais selvagens com as mãos ensanguentadas. Realmente, maior honra não há que ser o "filho" do Don, pois ele a tudo conhece, até as penas que caem do rabo de um pardal.


Mas a maior recompensa que aprendi com o Don, foi: "Há coisas que precisam ser feitas, que as fazemos e não mais falamos nelas. Não tentamos e nem podemos justificá-las. Apenas as fazemos. Depois as esquecemos." Uma nova missão foi dada, peguei a descrição do Sr.LaBeau, fui até o escritório,  é provável, que armas não seja necessárias, vou apenas conversar, mas para evitar problemas, levo comigo além do meu soco-inglês, uma pequena arma  de calibre 22, carregada com balas de ponta mole, que deixam enormes rombos quando saem, a precisão é pequena de apenas cinco passos de distância do alvo, além disto a bala pode tomar qualquer direção, a coronha e o gatilho estão cobertos por uma fita especial, evita que fique impressões digitais, o gatilho foi mexido para fazer um barulho alto no intuito de afastar civis. observo, que minhas mãos não tremem diante de novamente ser colocado à prova.


Não devo levar muitos homens, isto poderia ser visto como uma abordagem agressiva, caminho para os fundos do restaurante em busca de alguém, que possam ajudar-me. Quando chego dou de cara com uma mesa de pôquer em pleno andamento, com os cinco jogadores bebendo uísque canadense em pesados copos de cristal encimados por um tapete cinza de fumaça. Nenhum dos homens parecia inofensivo, mas entre eles havia um senhor de mais idade, o apelido dele era "tio lu", aparenta ter cinquenta anos,  nos seus tempos áureos foi um boxeador famoso por ter um soco igual uma sacola de bolas de bilhar.  Jogo um chapéu de feltro preto na direção dele e falo: - Lu, hoje você dirige, vamos ao Starbucks, falar com Remmy LaBeau -.


O carro em que vamos é Cadillac modelo Escalade, preto com rodas prateadas e vidro fume , do ano corrente, a ideia é dar uma nova roupagem, evitar a tão massifica imagem da " máfia cinematográfica", feita pelo cinema Noir. Não há grande dificuldade em chegar a cafeteria francesa, no percurso fui treinando meu discurso, que falaria ao Remmy: - Buonanotte, signore LaBeau, Sou Santino, figlio de Don Giovanni, meus respeitos ... Venho como emissário para convida-lo a visitar ao Cin Cin, o Don o aguarda, ele é famoso por ser um bom anfitrião e sua gratidão e amizade são imorredouras.-,  paramos do outro lado da rua, observo o movimento de longe, na entrada do restaurante uma moça se despede da amiga entrando num taxi e algumas poucas pessoas caminhando pela rua. Antes de sair digo: - Qualquer barulho de tiro ou movimentação estranha liga para o Don.-


Desço do carro, confiante e determinado caminho até o "starbucks", vim aqui fazer negócios, é um campo que flutua entre a arte e a ciência, pois por mais que se possua uma mente treinada a usar métodos para alcançar soluções para problemas é forte a presença do acaso, dentro do local faço uma analise do território e observo um sujeito sentado sozinho nos fundos, que pode ser ou não um segurança, existe outras pessoas, entretanto, no centro à um casal, o sujeito possui a descrição do Remmy e ao seu lado há uma loira.




 Olho para o homem que se enquadra na descrição do Remmy e para sua acompanhante, vou até o balcão e confirmo a identificação com uma das balconistas, abro um sorriso leve na face para parecer cortês conforme caminho na direção deles, aproximo-me pela lateral e digo com meu sotaque italiano: - Buonanotte, signore LaBeau, Sou Santino, figlio de Don Giovanni, meus respeitos.-


Mas o Remmy simplesmente solta da cadeira lançando-se para trás, a sua face expressa terror, olho para a loira, que começa a tomar uma feição grotesca, já não mais lembrando a bela jovem. Penso, "Foda-se o discurso...não vou pensar sobre isto agora... vou simplesmente agir, pois sou um macho alpha italiano, forjado nas fileiras da máfia, feito para agir sobre pressão, minhas mãos não tremem, mantenho minha concentração, não me desespero e demonstro ser digno da comparação aos varões de outrora"; saco minha arma de calibre 22 "modificado" e devido a proximidade faço um disparo a queima roupa na cabeça.
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Re: Starbucks Coffee

Mensagem por Vancouver em Seg Mar 24, 2014 8:35 am

AMO JOGOS QUENTES!
Bom dia gente.
Vamos ao que interessa.

Santino busca um ataque à QUEIMA ROUPA em Lou Loveless.
Dex + Armas de Fogo = 5 dados
Dificuldade: 6 - 2 (queima roupa) = 4 + 2 (cabeça) = 6

Portanto: 5 dados com dificuldade 6
Boa sorte.
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Re: Starbucks Coffee

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