City Library & Spirit Civic Plaza

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City Library & Spirit Civic Plaza

Mensagem por Mestre do Jogo em Dom Set 16, 2012 2:09 pm


A City Library & Spirit Square Civic Plaza fica localizada em Central Londsdale, North Vancouver. Este é um dos projetos mais recentes e importantes da cidade, tendo sido concluído em Setembro de 2008.

Este é um espaço recreativo enorme com mais de 2500m2, três andares, um terraço com ligação a uma internet sem fios e um anfiteatro onde são exibidos filmes, apresentações teatrais, entre outros eventos que ocorrem diariamente. Contendo uma colecção de mais de 150.000 itens de biblioteca, incluindo livros, CD’s, DVD’s, jogos, vídeos e tudo o mais, este espaço é bastante completo. Toda a energia consumida neste local é criada a partir dos painéis solares instalados no telhado do edifício, para tornar este espaço mais “verde”.

Esta biblioteca tem espaços específicos para crianças, para adolescentes, para adultos, para idosos, para homens e mulheres. Aqui ninguém se sente excluído ou deixado à parte. Há itens para todos os gostos, incluindo entretenimento, trabalho e estudo, passando pelas áreas da ciência, da tecnologia, da arte, da música, da filosofia e de tudo o que se queira encontrar.

Aqui encontram-se vários grupos de pessoas: os adolescentes para ir à Lan House, os idosos para contar as suas histórias de vida, as crianças para brincar… Muitos tipos de pessoas aqui vem e a maior parte das vezes os seus intuitos são desconhecidos. Sabe-se que nem todos vêm a este centro só para passar o tempo, muitas vezes há quem aproveite a privacidade do local para falar de negócios, e talvez até haja quem faça mais do que isso…

Na biblioteca também há concursos ocasionais de poemas, leituras e até músicas, sendo por isso um local onde os iniciantes podem tentar a sua sorte no mundo das artes. Estes concursos dão continuidade aos já realizados na antiga biblioteca com praticamente metade do tamanho. Já alguns jovens lançaram aqui uma carreira de sucesso, nomeadamente o famoso Charles Bullsmith que, há 10 anos atrás, ao recitar o seu primeiro poema, foi ovacionado, conseguindo ganhar um contrato com uma editora.

Também é verdade que esse tão famoso escritor desapareceu alguns meses depois do pico do seu sucesso, sem deixar rasto algum. Há boatos que dizem que rumou secretamente para o estrangeiro porque não gostou do sabor da fama, há quem diga que foi raptado por um leitor que ficou com inveja do seu sucesso… Mas ninguém sabe o que aconteceu… E talvez ninguém venha a saber…

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Re: City Library & Spirit Civic Plaza

Mensagem por Louie d'Lafontaine em Ter Set 03, 2013 11:40 pm

- U-hum... Está bem, Bel... Sim. Olhe, não posso falar agora porque estou trabalhando... Tá... Te ligo mais tarde.

Desligou o difícil e diminuto aparelho, deixando que as íris verdes pendessem sobre ele por alguns instantes. Louie não era íntimo de eletrônicos como celulares e essas coisas, mas as dificuldades do momento o obrigavam a se ajustar à tais tendências tecnológicas. Sua irmã passava por um tratamento difícil, a mudança recente em busca de melhores recursos médicos e a correria nos horários não permitia que estivesse o tempo que precisava para garantir os bons cuidados da mais nova. Felizmente seu irmão também o acompanhara, fazia companhia a caçula e, pelo já citado aparelho, mantinham o contato necessário para tranquilidade do ruivo.

Felizmente, as coisas pareciam melhorar desde que chegaram a Vancouver. Não foi difícil conseguir aquele emprego, ao qual se dedicava e empenhava para garantir estabilidade. Se continuasse assim, logo poderiam sair – ele e os irmãos – do Hotel no qual se hospedavam e se alocarem em residência fixa no Canadá, pois, ao que tudo indicava, não voltariam para a França por um longo tempo.

Empurrava lentamente o carrinho com os livros recém-devolvidos, os quais ele deveria organizar em suas prateleiras de origem. Ser bibliotecário não era nenhum serviço excepcional, nem tão complicado. Na verdade, era bem simples. Fazer o fichamento dos livros, organizá-los pela ordem estipulada, coisa fácil. Talvez fosse até um trabalho desvalorizado pelas pessoas, algo como uma sub-profissão, mas o ruivo não se importava. Podia fazer as tarefas em seu ritmo, tinha um bom tempo para cuidar das necessidades da família, além da grande vantagem de ter fácil acesso à vasta gama de informação e arte disposta ali ao alcance da mão. Em sua concepção, havia tirado a sorte grande.

Estacionou-se ao lado de uma das enormes prateleiras, passando os longos dedos pelos volumes que havia separado para organizar ali. Começou a aloca-los em seu lugar de acordo com a ordem alfabética. Fazia tudo em sua inabalável paciência, assoviando uma melodia genérica que havia tocado na rádio o dia inteiro e agora não saia de sua mente. Quando estava pronto para voltar a empurrar seu carrinho para outra prateleira que a pequena criatura lhe chamou atenção.

A figura diminuta tinha traços no mínimo exóticos, principalmente para ele que era tão acostumado com as feições ocidentais. A delicadeza dos trejeitos, o porte e a postura se inclinavam para o feminino do indivíduo, mas não foi isso que mais lhe atraiu de principio. Na ponta dos pés ele tentava alcançar certo livro de uma prateleira mais alta, sem muito sucesso. Quando muito esticado, a ponta dos dedos finos roçavam na capa grossa do volume escolhido por tal.

Na intenção de lhe ceder uma cortesia, em todo seu cavalheirismo, o ruivo se aproximou com um sorriso suave, deslocando com facilidade o livro da prateleira.

- Aqui está. – Disse, com toda sua simplicidade, estendendo o volume à ele (ou ela). – Uma ótima escolha na minha opinião.

Esperou que o outro indivíduo tomasse o objeto, sem deixar de encará-lo por um instante se quer. Talvez estivesse sendo ligeiramente indelicado, ou causando uma péssima primeira impressão, mas não conseguia se preocupar com isso enquanto escrutinava a exótica beleza alheia. Algo que o prendia naquele estado era o fato de não conseguir distinguir o gênero de tal, uma beleza sem sexo tal qual deveria ser a dos Anjos do Nosso Senhor. Em um lapso, percebeu a rudeza de seus gestos quando apenas encarava o outro sem motivos aparentes ou nada a dizer. Pigarreou de leve a fins de quebrar tal clima desconfortável e, de forma polida, se apresentou exalando seu carisma.

- Louie. – Começou, suave e sedutor. – É meu nome. Se precisar me chame, verei no que posso ajuda-lo. – E fez menção de se retirar.


(Off: Todas as ações descritas aqui foram autorizada pela player do outro personagem. :3)
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Re: City Library & Spirit Civic Plaza

Mensagem por Mark O'Grady em Qua Set 04, 2013 2:37 pm

Mark tirou a tarde para procurar um exemplar da tese A maldição da vida eterna no imaginário europeu: da metempsicose ao vampirismo, defendida pelo historiador John Blanche, havia cerca de quinze anos, no Departamento de História da University Endowment Lands. Pelo certo, essa tese deveria estar disponível nas bibliotecas da universidade, mas ocorreu que Blanche e seu orientador morreram num desastre de carro um tanto estranho dois ou três dias após a defesa da tese, de modo que a versão final do trabalho não foi depositada na biblioteca de história da UEL. Ainda assim, Mark conseguiu apurar com seus colegas professores que um dos filhos de Blanche havia pago a publicação em livro da versão defendida da tese e doado os cinquenta exemplares impressos para várias bibliotecas. Na internet não constava nenhum livro com esse título na City Library, possivelmente porque o exemplar tivesse sido recolhido ao depósito por falta de consultas, algo que acontece com muitos livros.

Entretanto, Mark não estava disposto a desistir tão facilmente. Afinal, ele tem sido um estudioso de história do ocultismo desde meados da sua graduação, quando alguns fatos inusitados o fizeram suspeitar de que talvez haja uma explicação fora do conhecimento científico atual para os pesadelos que há tanto tempo o assaltam. Ele estava decidido a ir mais fundo na busca desse livro, por razões tanto profissionais quanto pessoais. Se houvesse um exemplar guardado no depósito, ainda seria possível consegui-lo.

Ao terminar suas tarefas na universidade, foi para casa, tomou um banho e comeu algo leve. Desperdiçou uma meia hora tentando achar algo que valesse a pena assistir na TV, mas nem os canais de documentários estavam conseguindo agradá-lo naquele entardecer. Pensou em reler algum romance, mas sentia um quê de impaciência que não lhe era habitual. De súbito, resolveu ir à biblioteca atrás do livro. "Para que esperar até amanhã, afinal?"

Chegou lá no início da noite. Pesquisou no terminal de computador da biblioteca, mas nada constava, conforme já era esperado. Decidiu-se a procurar um funcionário que o pudesse ajudar. Viu um bibliotecário de cabelos ruivos e longos [Louie d'Lafontaine] colocando livros entre duas estantes e decidiu ir falar com ele. Quando se aproximou, porém, viu que ele estava conversando com um adolescente… ou talvez fosse uma adolescente. O jovem de cabelos vermelhos estava de costas para Mark e falou algo numa voz baixa e suave que o professor não conseguiu escutar. Mark resolveu esperar o término da conversa para ser atendido.

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Re: City Library & Spirit Civic Plaza

Mensagem por Ethan P. Miller em Qui Set 05, 2013 3:53 am

Somava-se agora três, contando com aquele cedido pelo ruivo sedutor, os livros que o rapaz pressionava contra o peito. Os dois anteriores sendo da mesma coleção que o primeiro - mas que diferentemente deste, estavam jogados sobre uma das mesas na ala de leitura - provavelmente abandonado por algum colega de classe, que conseguindo se desvencilhar das garras da Professora Fernandes (uma mulherzinha repugnante!), aproveitara-se da biblioteca pública para terminar o trabalho encomendado pela mesma para o dia seguinte.

As aulas do colegial (tanto aquelas de ensino comum, quanto as de direcionado - que era o seu caso), tinham recomeçado há cerca de um mês - talvez um mês e meio -, então, era natural que se apinhassem de estudantes lugares como aqueles. Mesmo num horário como tal, quase à noite, ainda se conseguia ouvir o burburinho vindo das alas de leitura - cheias de adolescentes acomodados, dos mais diversos tipos; tanto aqueles que estavam ali com o propósito de estudar de fato, quanto os que chamavam sua atenção para uma conversa calorosa e divertida a respeito de qualquer banalidade não referente aos estudos. Quebrando a regra nº 1 da biblioteca que era, então, manter o silêncio.

E mesmo Ethan parecia muito alheio às normas de convivência daquele ambiente - apesar de nos últimos meses sua frequência ali ter aumentado consideravelmente.
Havia uma segunda regra que dizia ser terminantemente proibido o uso de qualquer aparelhos sonoros, contudo, não era necessária uma proximidade muito grande para se ouvir o som que vazava de seus fones. Da música palpitante de letra odiosamente grudenta entoada pela robótica voz feminina, que não dizia absolutamente nada e que se mesclava às batidas, tornando-se ela mesma uma, pela forma com a qual se repetia.

O rapaz, depois de se virar em direção ao bibliotecário e tomar delicadamente das suas mãos o exemplar - unindo-o aos seus semelhantes contra o peito -, puxou o fio que pendia dos fones, fazendo com que ambos caíssem e assim, transbordassem mais sonoramente a musica eletrônica.

As esferas, cuidadosamente moldadas de preto - numa sincronia tão sutil e perfeita ao contorno de seus olhos que era realmente difícil saber se faziam ou não parte deste - se elevaram vagarosamente àquelas de cor distinta, sendo sua vez de se por atônito; aquele ruivo, Louie (como estava escrito na plaquinha metálica em seu peito) era realmente uma figura muito singular, ímpar demais para estar num lugar como aquele; seu semblante era, qual o próprio, provido de traços muito harmoniosos para pertencerem à um homem (segundo a estética popular), e longe demais de todos os esteriótipos agonizantes que o senso comum impunham ao sexo masculino - mas que, ainda sim, transmitiam uma enorme imponência.

Seus lábios se partiram ao formar um sorrisinho complacente, criando uma parábola delicada (e nem um pouco tímida) cujas extremidades se afastavam a medida que reconhecia o sotaque carregado do francês - e alcançavam sua plenitude com a pronuncia de seu nome: "Louie" repetiu e copiou, mentalmente, os movimentos de seus lábios.

O rapaz se projetou suavemente para frente, abandonando o descanso das prateleiras atrás de si, subtraindo centímetros da pouca distância que existia entre ambos - uma vez que Louie se prostrara sobre si, ladeando sua cabeça com um dos braços ao repousar a mão sobre alguns livros -, prestes a dizer alguma coisa quando... Os passos do outro homem lhe chamaram a atenção.

Mais uma vez, um sorrisinho surgiu em seu rosto, dando a forma de minguante aos olhos já naturalmente estreitos do oriental - e sem afastá-los do professor, descansou os lábios sobre uma das faces do ruivo, depositando ali um beijo pouco demorado.

-- Mercí. - Murmurou uma das poucas palavras que sabia do francês, e passou por baixo do braço estendido do bibliotecário  apressando-se em deixar aquele corredor.

Nota do Autor escreveu:): Desculpa o primeiro turno porquissimo. Nos próximos eu melhoro, prometo.
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Re: City Library & Spirit Civic Plaza

Mensagem por Louie d'Lafontaine em Sex Set 06, 2013 2:53 am

As pálpebras se distanciaram quase imperceptivelmente com a surpresa perante as reações da figura mais jovem. Apreciou o toque suave dos lábios alheios, um roçar morno e efêmero que lhe eriçou os cabelos da nuca. O arco de seus próprios lábios se expandiu, dando um relance dos marfins alvos do ruivo. A figura lhe atraía ainda mais pela personalidade peculiar, tão inesperada para um estudante que fosse encontrar em seu local de trabalho. “Mercí” lhe disse, despertando ainda mais a curiosidade do mais velho, que o percebeu se afastando totalmente a contragosto. Fez menção de puxá-lo de volta, mas ao virar-se deparou com um terceiro, que o surpreendeu e propiciou a fuga daquele jovem, sobre o qual, Louie constou, não conseguiu descobrir nada além do tema de sua pesquisa. Nada. Nem mesmo a natureza de seu gênero.

Aproximou-se alguns passos do outro, percebendo que era alguém que buscava sua prestação de serviço, mas ainda mantinha os olhos na direção da estante à qual o ser diminuto havia feito a curva. – Pois não... – Disse vagamente, ainda absorto pela impressão daquela presença.

Fez-se perceber então de sua falta de jeito para com o terceiro, pigarreando discretamente e voltando os orbes esmeraldas em sua direção. – Perdão... – Comentou despreocupadamente, tentando retomar o foco de suas funções ocupacionais. Escrutinou o semblante do mais velho, sem muito interesse na verdade. Seus traços sinalizavam a experiência da idade resguardada em um receptáculo corpóreo bem preservado. Tinha modos de alguém inteligente, o que não era uma coisa tão difícil de constatar, dado ambiente em que encontravam-se. Esperou pacientemente que o homem dissesse algo por alguns instantes. Na ausência de qualquer palavra que fosse, levantou as sobrancelhas para ele, e deu introduão à prosa, tentando incentivar algum diálogo.

- Louie, monsieur. Louie d’Lafontaine. Em que posso ajuda-lo? – Começou calmamente, tentando se mostrar prestativo e acessível. Suas sílabas acentuadas não faziam o menor esforço para esconder o sotaque francês forte e característico, que não era tão estranho assim aos Canadenses. Seus modos também falavam muito sobre si. O ruivo prostrava-se diante do outro, com uma altivez determinada, de uma pessoa que não se intimida com qualquer coisa, um traço que talvez pudesse indicar suas raízes nobres. Os cabelos cor de ferrugem escorriam de um rabo de cavalo não muito alto até o meio das costas, os fios lisos e leves como se fossem um líquido. Mas suas características derradeiramente marcantes se exibiam na face. O semblante era sereno, porém sério e seus traços jovens eram disfarçados pelas linhas da vivencia, das dificuldades do mundo, das trevas que guardava no coração. Os olhos, verdes como a grama de um jardim em plena primavera era capazes de tragar quem ousasse encará-los para um outro estado de espírito, um que se assemelhasse com o dele. Sua expressão era um enigma, incógnita, um verdadeiro x na equação e dificilmente daria abertura à analise de alguém, qualquer que fosse, muito embora deixasse a sensação de que podia enxergar toda a alma da pessoa. Um olhar que despertava no mínimo desconforto.

E apesar de estar ali, prostrado em total serviço àquele homem, não tinha nenhuma intenção de se demorar ali. Seus modos ou suas palavras não transmitiam nem um resquício de sua verdadeira vontade, mas, honestamente, queria despachar logo o polido e belo, porém comum e desinteressante senhor. Quanto mais rápido lhe prestasse seu auxílio, mais rápido poderia saciar suas verdadeiras vontades. Vontades de desvendar aquele anjo de outrora. Sabia que ele ainda estava por ali, precisava estar. Somente Louie podia dar baixa nos volumes alugados da biblioteca. Dessa forma sabia que no mínimo a figura o esperava diante do balcão, segurando os seus volumes contra o peito e escutando àquela melodia hipnótica, que em contrapartida à seu semblante angelical, se mostrava a verdadeira melodia do inferno. Apenas temia que, na espera demasiada, o pequeno desistisse dos livros e o deixasse para trás sem nada além da esperança de que voltasse alguma vez.
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Re: City Library & Spirit Civic Plaza

Mensagem por Mark O'Grady em Sex Set 06, 2013 3:11 pm

O garoto com quem o bibliotecário conversava - ou poderia ser garota, tais eram a delicadeza dos traços e a miudez daquele adolescente oriental - despediu-se com um suave beijo.  Mark, todavia, não prestou atenção a isso. Nos momentos em que aguardou ser atendido, mergulhou rapidamente nos seus próprios pensamentos. Por isso, não percebeu quando o bibliotecário murmurou um "pois não" com jeito distraído. Somente quando este disse "perdão" num tom um pouco mais alto e formal é que a mente de Mark se despregou das lembranças de sonhos repetitivos e aterrorizantes com ciganas e fogueiras.

Ao se voltar para o rapaz que se dispusera a lhe atender, Mark não pôde deixar de notar o quanto a aparência deste lhe pareceu singular e interessante. Quando era universitário, Mark pensou em se dedicar ao estudo de história da arte, mas acabou se especializando em pesquisar o pensamento ocultista em função dos problemas que lhe acompanhavam desde os treze anos. Mas o fato é que, acostumado a apreciar pinturas de várias épocas, teve, ao pousar os olhos sobre o rapaz, a impressão de que havia se deparado com alguém saído de um delicado retrato setecentista. 

O bibliotecário era apenas cinco anos mais novo que o professor, mas aparentava bem menos idade. A pele alva, olhos muito verdes, a postura exalando altivez, cabelos longos e ruivos presos num rabo de cavalo que acompanhava a silhueta esbelta; tudo lembrava um príncipe (ou princesa) de outro século. E o nítido sotaque francês que ele expôs ao dizer aquela única e polida palavra, “perdão...”, só reforçou o estranho lampejo que Mark tivera ao mirar para ele.

A expressão serena e ao mesmo tempo firme do rapaz harmonizava perfeitamente com aquela associação de ideias e imagens e, exatamente por isso, nada dizia do que ele estava pensando ou sentindo no momento. Assim, Mark deixou de lado as divagações automáticas e se pôs a falar.

- Boa noite. Meu nome é Mark O’Grady. Nasci nos EUA, mas, tendo percebido o seu sotaque, vou falar em francês, se não se importar. Cheguei à cidade faz poucos dias e uma das coisas de que gostei ao adotar Vancouver como morada são as muitas oportunidades que eu tenho aqui de me comunicar nesse idioma de sonoridade que me é tão agradável.

Ele estendeu a mão para cumprimentá-lo enquanto dizia aquelas palavras. Estava sendo amistoso daquela forma, em parte, pelo desejo de estimular a solicitude do rapaz em relação ao pedido que ia fazer, o qual ele não tinha certeza se seria atendido prontamente. Mas a simpatia que o professor demonstrou teve também uma causa espontânea, que estava na maneira como a aparência daquele rapaz lhe remetia a coisas que ele aprecia muito, que são arte, história e nobreza de sentimentos. 

- Mas vou direto ao assunto, para não tomar demais seu tempo. Sou professor do departamento de história da University Endowment Lands e gostaria de saber se este livro - ele estende ao rapaz uma pequena folha de papel com a referência bibliográfica - não poderia ter sido recolhido ao depósito recentemente. Eu sou especialista em história do pensamento ocultista e essa obra tem uma importância muito especial para minhas pesquisas. Nesse sentido, eu gostaria de saber se o senhor poderia verificar se o livro consta no depósito e se eu poderia obter autorização para emprestá-lo.

Mark não havia se dado ao trabalho de dar detalhes sobre sua ocupação por esnobismo, mas por uma razão bastante prática: não era incomum que leigos em historiografia confundissem seu trabalho com bobagens esotéricas, levando-os a franzir a testa com estranheza ou até a escarnecer de sua busca por aquele tipo de bibliografia. Ele temia que, se o bibliotecário pensasse de tal forma, não se disporia a ajudá-lo. Inconscientemente, Mark esperava que a aparência de refinamento do rapaz refletisse um espírito igualmente refinado, que o animaria a atender o pedido que lhe fora feito. 

Todavia, ele não tinha notado que sua aproximação abortara o flerte do bibliotecário com o garoto, ou garota, que havia sido atendido antes...

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Re: City Library & Spirit Civic Plaza

Mensagem por Louie d'Lafontaine em Sab Set 07, 2013 10:24 pm

Um sorriso distinto e amigável se expandiu pelas feições de Louie quando sua audição capitou sua língua mãe. Fazia-se impressionado e extasiado com o fato de lhe dirigirem o francês com tamanha naturalidade, principalmente se tratando de alguém que não a tinha como língua dominante. – De fato, estando aqui quase não me sinto tão longe de casa. Claro que não poderei assistir a missa em Notre-Dame, mas Vancouver tem seu charme. – Respondeu, também em francês, feliz por poder se comunicar em sua própria língua enquanto apertava calorosamente a mão alheia.

Feitas formalidades, o homem lhe estendeu diminuto pedaço de papel, explicando que ali estava o nome de um volume que em muito era de seu interesse. Leu com atenção as palavras, levantando a sobrancelha minimamente, surpreso com a natureza de tal pesquisa. Quando Mark se colocara à ele como professor, o mínimo que pôde esperar era um pedido corriqueiro de livros da grade acadêmica da universidade, que era o que sempre recebia quando tais docentes o procuravam. Diferente disso, via diante de si uma pesquisa bem mais profunda que demandavam fontes únicas e, certas vezes, raras de informação. Como era aquele caso.

- Entendo. – começou, devolvendo o papel – Não acho que tenha recolhido esse para o depósito, mas trabalho à poucos meses aqui, pode ser que já esteja guardado à algum tempo. Se puder me acompanhar, posso conferir nos catálogos em minha mesa...

Fez um gesto para que ele o seguisse, o que de tal forma poderia vir a ser um bom movimento para solucionar dois problemas. Se aquele jovem de antes de fato o esperava no balcão para a retirada dos livros, poderia vê-lo e ter com ele, se estivesse debruçado sobre uma das mesas destinadas à leitura poderia observá-lo discretamente. O melhor era poder fazê-lo sem deixar de atender o professor que de todas as formas se mostrou educado, carismático e entusiasmado com os próprios estudos, qualidades essas que Louie também não poderia ignorar.

- Não sou de me gabar, mas seu que nossa biblioteca tem um acervo de livros muito raros e importantes na linha do pensamento ocultista e historiamento de seus movimentos. Infelizmente, alguns livros são demasiados polêmicos ou controverso e a procura é bem reduzida, então não costumamos manter uma sessão fixa para esses.

As palavras lhe escapavam fáceis enquanto empurrava seu carrinho pelo caminho. Quando fez sua pausa, por um breve instante, apenas o som enferrujado das rodinhas se fez audível, o que em momento algum causava desconforto ao bibliotecário, que convivia com o silêncio de maneira muito natural, quase animada. Aproximou-se do balcão com um certo desanimo de perceber que não havia ninguém ali, fazendo tal desanimo morrer em seu âmago em seguida. Não queria dar vestígios de suas intenções pessoais à um desconhecido, menos ainda ele sendo um professor.

- Um instante. – Pediu, contornando o balcão que agora se via entre os dois homens. De frente para o professor, Louie puxou de uma gaveta um pesadíssimo e antigo catálogo, que já tinha como amareladas suas páginas, nas quais o tempo vinha atuado. Folheou delicadamente, com muito esmero pelo volume, enquanto os orbes esmeralda se moviam rapidamente na filtragem das palavras. Parou em uma determinada página brevemente, analisando seu conteúdo com um pouco mais de atenção com as outras. –Poderia ver novamente o nome do livro? – E quando levantou os olhos para estender à mão ao pedido foi que capturou novamente a presença, não muito perto, mas não tem distante de onde estavam. Os livros se espalhavam diante das feições do jovem, todos abertos acompanhados de alguns cadernos. Parecia totalmente absorto no que fazia, batendo os pesinhos no ritmo do som que vazava de seus fones e se espalhava facilmente pelo ambiente silencioso da biblioteca. – Conteve com algum custo o sorriso maior que lutava para alcançar sua expressão ao avistá-lo e rapidamente voltou toda sua atenção ao professor novamente.

Apanhou com cuidado o papel onde estava anotado o nome do livro. Comparando-o com os nomes listados no catálogo, quando o encontrou, franziu o cenho, totalmente surpreso com o que estava documentado ali.

- Lamento, monsieur. O livro que você esta procurando foi recentemente catalogado como restrito e é possível que nem esteja mais aqui... Alguns senhores importantes estiveram aqui há algum tempo, sabe... Levaram muitos volumes raros. Parece que foram para algum museu ou coisa do gênero. Sinto muito.

Levantou novamente o olhar, dessa vez esforçando-se para mantê-lo n outro homem. Devolveu o papel esperando alguma reação negativa do homem, à qual poderia apenas dar de ombros e se desculpar. Não havia o que fazer.
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Re: City Library & Spirit Civic Plaza

Mensagem por Mark O'Grady em Seg Set 09, 2013 3:56 pm

O rapaz pareceu sorrir encantado quando Mark decidiu conversar com ele em francês, e foi muito prestativo ao atendê-lo. Mas a sorte do professor parou nesse ponto, pois a consulta que o bibliotecário fez a um pesado livro de registros resultou numa conclusão intrigante e decepcionante. Ao receber de volta o papel em que a referência estava anotada, Mark olhou para ela com um audível suspiro de desapontamento. Num sorriso irônico, comentou:

- Às vezes, me dá a impressão de que meus estudos sobre o imaginário de maldições são amaldiçoados… Quando eu morava nos EUA, já era assim: toda vez que eu seguia uma pista que parecia ser muito quente, não conseguia encontrar o documento em mira.

Ele puxa a carteira do bolso e prossegue, agora devolvendo o sorriso à forma inicial, de simpatia.

- De qualquer forma, eu compreendo e agradeço com sinceridade sua prontidão. E saber que o livro chegou a constar deste acervo não deixa de ser um passo a mais em minha busca. Mas, se não for inapropriado da minha parte, tenho um último pedido a fazer. Gostaria que o senhor entregasse meu cartão ao responsável pelo acervo da biblioteca e pedisse a ele para entrar em contato comigo por telefone ou e-mail. Eu preciso saber se esse livro de acesso restrito ainda está aqui ou para onde terá sido enviado, se for o caso. 

Ele pega seu cartão e o entrega, na esperança de que o contato venha a ser feito. Com mais um suspiro, agora expressando resignação, Mark olha o crachá de identificação funcional do rapaz e aperta novamente sua mão ao despedir-se. 

- Bem, a City Library não é só uma biblioteca. Creio que vou aproveitar um pouco da exposição de fotografias antes de voltar para casa. Mais uma vez, eu lhe agradeço pela atenção, monsieur... d’Lafontaine.

Já no caminho para a sala de exposição, porém, seu semblante assumiu um tom sério, e até um tanto pesado, por conta da estranheza que lhe tomou a mente. “Como é que uma biblioteca, num país democrático, pode ter a política de restringir o acesso a livros considerados muito polêmicos? Não estamos no Egito, onde muitos livros são proibidos por razões religiosas e, ao mesmo tempo, gasta-se uma enormidade de dinheiro para atrair turistas a uma nova Biblioteca de Alexandria! Hummm… Se o responsável pelo acervo entrar em contato comigo, vou questioná-lo a respeito disso!”.

Após esse dissabor, ver uma exposição de fotos antigas da região de Vancouver deveria ser uma ótima maneira de relaxar e esquecer o assunto até o dia seguinte. Mas a ideia não foi boa como pareceu...

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Re: City Library & Spirit Civic Plaza

Mensagem por Julliet Harrison em Seg Set 16, 2013 4:05 pm

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Mal havia acordado, e eu já estava trocada, arrumada e pronta para sair do meu quarto de hotel. Não importa o quanto Lucian insistisse que o Hotel era um refugio seguro, um hotel não era uma casa e eu nem sentia constantemente irritada por estar ali. Aqueles móveis estrategicamente colocados para que você se sentisse em um ambiente pós-moderno porém muito domiciliar e confortável só me fazia lembrar de que muitas pessoas entravam e saiam, aquilo nem era um ambiente privado.. Era só uma passagem, como se estivéssemos sempre de mudança. Era imprevisível demais para alguém como eu, e óbvia mente eu acabava passando a maior parte do tempo fora do hotel.
Bom.. Depois da visita de Helena e do meu triste desempenho eu andava tentando evitar Lucian o máximo que eu podia, o que era a segunda razão pela qual eu estava furtivamente me esgueirando pelo quarto de hotel como uma adolescente saindo as escondidas da vista dos pais. Eu segui pelo saguão do hotel, e então entrei num táxi que havia acabado de estacionar na porta do hotel. Eu tinha uma vaga impressão de que aquele táxi já tinha sido chamado pra outra pessoa, mas quando eu me inclinei e sentei no estofado do carro, o valete apenas fechou a minha porta, e me desejou uma boa noite, com um sorriso educado.
Eu dei um meio sorriso, sem mostrar os dentes e então olhei para frente, encarando o motorista pelo espelho do retrovisor. - Central Londsdale, por favor. - Disse o endereço, me sentindo ansiosa para chegar logo a biblioteca. Eu havia passado quase todas as noites na biblioteca desde o encontro com a malkavian, e grande parte de mim sabia que Lucian tinha conhecimento de meu paradeiro, afinal, evitar o ancião tremere da cidade num território tremere não era uma ideia muito inteligente.. Mas se Lucian até agora não havia aparecido, me sugeria de que ele respeitava o meu momento "all by myself" e não pretendia intervir, o que me fazia me sentir completamente grata.
Assim que o táxi parou, eu o paguei e entrei a passos calmos para dentro do city plaza, como se finalmente eu estivesse em casa. Bibliotecas tinham o poder quase que mágico de me acalmar, e o cheiro de pó, paginas velhas e usadas, ácaro e um ar reciclado pelo aquecedor do prédio era o mais próximo que eu tinha de lar desde que voltamos para Vancouver. Quando eu cheguei pela primeira vez no Canadá, foi aqui que eu encontrava forças para continuar.. Mesmo que as memórias naquela época estivessem focadas na minha Paris.. Nas bibliotecas públicas do 5º arrondissement , na minha mãe. E agora, Paris, minha mãe pareciam ter acontecido em outra vida. Assim como minha vindas aqui antes do meu abraço pareciam ser parte da vida de outra pessoa, e agora eu estava aqui, vindo aos mesmo antigos lugares para entender uma pessoa completamente nova.
Eu entrei, passei pela biblioteca vendo o garoto ruivo atender algumas pessoas. Eu já o tinha notado algumas vezes, ele substituíra Mandy desde que ela havia desaparecido misteriosamente havia alguns anos. Além dos cabelos ruivos ele e eu nos parecíamos ainda mais por termos a mesma nacionalidade. Já havia reparado no sotaque dele, e era legal ter um lembrete das minhas raízes por perto, mesmo que eu nunca tivesse me aproximado o suficiente. Eu sempre subia as escadas, indo para o andar administrativo onde ficava a sala de Lucian, e acabava por me empoleirar na cadeira de couro dele, lendo um dos muitos livros sobre os Tremere.. e algum outros livros um tanto curiosos sobre os outros clãs até tarde da noite.
Ok.. Eu confesso que eu estava me esforçando demais por achar alguma resposta para aquela pergunta  de Lucian. O que eu faria se estivesse no lugar dele? Bom.. Eu sabia que dificilmente eu encontraria a resposta em um livro, mas isso não me impedia de tentar. Em uma das noites em que eu estive na biblioteca até tarde, no meio de uma das minhas sessões de alto piedade, eu me perguntava qual era o ponto de tudo aquilo e se Darius havia tomado a decisão certa ao meu transformar. E eu nunca vou saber o porque dele ter tomado essa decisão.
Provavelmente ele achou que um dia, depois de séculos do meu abraço, quando eu já estivesse completamente acostumada aos costumes, tradições e me provasse um sucesso, ele iria se vangloriar por ter percebido algo na personalidade da adolescente frágil e delicada que fez valer o esforço. Mas no entanto, ele morreu e lá estava eu, na mesma sala que eu estive no dia do meu abraço, me sentindo um tipo de experimento que deu errado.
Mas naquela noite eu pretendia fazer algo diferente. Eu me aproximei do trio que conversava, e fingi esta absorta em algum livro aleatório que tirei da estante. Eu não conhecia o garoto com feições juvenis, e bem delicadas para um garoto, mas reconheci Mark. Mark era professor universitário, e eu costumava assistir as aulas dele quando estava entediada.. Professor de história com uma forte tendência para o ocultismo. Eu devo admitir que muitas das ideias dele eram bem verídicas... Outras eram um tanto Dan Brown.
Ele perguntava de um livro. "A maldição da vida eterna no imaginário europeu: da metempsicose ao vampirismo." E eu não me surpreendi com a escolha, afinal não seria o professor O'Grady se não estivesse a procura de informações que comprovassem o sobrenatural. Eu sorri de lado, ainda sem mostrar os dentes, não porque achei engraçado, mas porque o livro estava atualmente na minha cabeceira, e ele não o acharia ali.
Francamente, ele era um homem inteligente com crenças cuja a maioria da população taxaria de "maluquice", e eu me perguntava até quando ele acharia que um livro que falava sobre vampiros estaria disponível para a população. ( Não estou me referindo de romances desvirtuados para garotas com muito hormônio )
Assim que ele desistiu, eu sorri e me aproximei com um sorriso tímido, e delicado. - Hmm.. Com licença! - Pedi me aproximando, apertando um livro contra o peito, como uma estudante da minha idade aparente faria. - Eu sou Julliet Harrison.. Peguei algumas matérias com o senhor esse semestre, e devo admitir que suas aulas são realmente fascinantes.. - Eu elogiei e logo emendei um dos meus melhores sorrisos. - Eu ouvi o senhor procurando um livro.. É parte de algum novo trabalho? - Perguntei logo emendando, me sentindo uma fã abordando um astro do pop. Obviamente, se minha vida não tivesse sido interrompida por forças nada humanas, eu estaria mesmo com os olhos brilhando ao conversar com o meu professor de história e estaria tendo loopings de adrenalina por me aproximar, a parte boa de não se mair humana é que pelo menos uma vez na vida, eu estava completamente no controle do meu corpo, e até usei um pouco do meu sangue para fingir um rubor nas bochechas, como prova de meu auto controle.
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Re: City Library & Spirit Civic Plaza

Mensagem por Lucian Fourleaves em Ter Set 17, 2013 12:08 pm

O encontro com Helena havia momentaneamente tirado sua atenção sobre o turbilhão de nuvens negras que se aproximava da cidade... momentaneamente. Agora ele já estava novamente focado no Olho da Eternidade. Teria delegado à sua protegida a tarefa de buscar por alguns volumes da biblioteca que continham passagens que poderiam lhe ser úteis acerca da lida com este artefato, mas preferiu caminhar até lá, tendo assim a chance de refestelar-se com seus próprios pensamentos naquela pitoresca noite canadense.
 
Não mais do que a três quadras de seu destino algo em seu bolso interno do blazer vibra e emite um sinal sonoro estridente, avisando que o Tremere acabara de receber uma mensagem. Como já dito anteriormente, Lucian não era o típico Tremere, e talvez (com certeza) nem mesmo um típico vampiro, de forma que a utilização de aparelhos tecnológicos nunca foi um entrave para ele, que até mesmo chegava a gostar da comodidade fornecida por algumas modernidades como aquela.
 
Ele passa os olhos pelo visor do aparelho e deixa o mais leve dos sorrisos balançar em seus lábios quando termina de ler o texto.
 
Blanche, John – A Maldição da Vida Eterna no Imaginário Europeu: da Metempsicose ao Vampirismo.
 
Assim como a C.I.A os vampiros também dispunham de uma rede de monitoramento global muito bem guarnecida e eficiente. Nada muito difícil de se imaginar, uma vez que suas influências, e sobretudo, seus Carniçais, se espalhavam por praticamente todas as esferas sociais.
 
Todas as Bibliotecas regidas pelos Tremere continham “gatilhos” que eram disparados todas as vezes que alguém realizasse uma busca por determinadas palavras-chave. Este livro em questão, era um dos gatilhos, geralmente disparados por estudiosos ferrenhos de ocultismo, e também em alguns casos, por Caçadores iniciantes, na sua maioria amadores que somente tiveram um rápido vislumbre de algo sobrenatural e ainda atuam sozinhos, por desconhecerem a existência de grupos maiores e mais unidos que se dedicam a estudar, catalogar e exterminar o que eles costumam considerar como “seres das trevas”.
 
Via de regra, o maior dos amadores representava para os Membros a mesma ameaça que a maior das formigas, todavia, os vampiros não se gabam de viver através dos séculos dando-se ao luxo de serem desleixados com a segurança.
 
Assim que chega na Biblioteca, Lucian sobe até o andar da segurança onde as câmeras de vigilância monitoram todos os ambientes da instalação.
 
- Boa noite, rapazes. – cumprimenta ele os dois homenzarrões dentro da pequena sala, que imediatamente respondem ao Administrador da Biblioteca.
 
- Frank, coloque no monitor a gravação da ala dos terminais de pesquisa de quinze minutos atrás, por favor. – era este o momento em que recebeu a mensagem do gatilho.
 
- Amplie e congele. – lá estava ele, um homem com a mesma faixa etária aparente de Lucian, com trajes sóbrios e bem alinhados. O Tremere acompanha os próximos passos do homem, desde sua abordagem a um dos bibliotecários do lugar, até seu encontro com... quem diria... Julliet.
 
- É isso. Muito obrigado. Não percam todo o tempo assistindo a Playboy TV, senhores. – diz ele, deixando sem jeito os seguranças que lembraram de colocar a imagem do menor dos monitores no mudo, mas que ainda não era o suficiente para esconder as mulheres em poses ginecológicas que apareciam na tela.
 
Ao voltar para o salão, Lucian aborda Louie, os dois já haviam se encontrado anteriormente, embora de forma breve, quando da admissão do garoto ao quadro de funcionários da Biblioteca. Lucian gostava de conhecer quem trabalhava pra ele, era uma forma de se certificar de que tipo de material elas eram feitas... as muito duras, como as senhorinhas solteironas de óculos grossos geralmente eram feitas de cromo... duros, inflexíveis, e por isso, quebradiços... Louie era feito de ferro... maleável, e por isso muito mais resistente às intempéries.
 
Com algumas palavras, ele pega o cartão que havia visto ter sido entregue ao ruivo pelo homem misterioso e o orienta para encontra-lo na sala de exposições artísticas em 5 minutos com a desculpa de uma ligação urgente para o Tremere, uma forma que lhe daria tempo e oportunidade para saber se deveria descartar o homem caso ele se mostrasse apenas um mero estudioso do ocultismo.
 
- Ora vejam só, que coincidência. – diz ele, aproximando-se do homem e da garota.
 
- Professor O’Grady, eu presumo. – diz ele, cumprimentando o homem, estendendo a ele sua mão
 
- Lucian Fourleaves. Sou o Administrador desta Biblioteca, recebi seu cartão de um dos nossos colaboradores, me informando que o senhor procura por um livro em específico de nosso acervo. – explica, apertando a mão do homem, lembrando-se de aquecer levemente a sua para adquirir a temperatura humana regular.
 
- E Srta. Harrison... tão jovial quanto o primeiro botão que desabrocha na primavera. – continua ele, cinicamente, ao ver os esforços dela para emular as reações humanas de entusiasmo e timidez virginal.
 
- Posso me juntar a vocês, ou interrompo alguma coisa? – pergunta, após beijar as costas da mão da jovem. Adorava constranger Julliet, não pela malícia implícita, mas por divertir-se com a luta que ela travava para tentar não deixar transparecer sua irritação para com ele.

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Re: City Library & Spirit Civic Plaza

Mensagem por Louie d'Lafontaine em Qui Set 19, 2013 7:11 pm

Apanhou o pequeno cartão, passando suavemente os polegares pela textura da tinta enquanto os orbes verdes acompanhavam o texto que descrevia o contato do professor. Sorriu de maneira amena, antes de guarda-lo na segurança de seu bolso . – Entraremos em contato assim que tivermos notícias, professor.  Boa noite.
 
O acompanhou com os olhos enquanto ele se afastava com o balcão, enquanto as entranhas se rebuliçavam com a expectativa. Assim que achou prudente, seus olhos foram de encontro a figura jovem que lia nas mesas logo a frente. Comprimiu o maxilar enquanto, involuntariamente, sua mente produzia diferentes abordagens que pudesse usar para retomar o diálogo com a pessoa. Precisava de pelo menos um nome, ou não se veria satisfeito. Enquanto trabalhava nisso, organizava alguns papéis atrás do balcão e guardava novamente o antigo e frágil registro da biblioteca. Levou os olhos ao relógio de pulso dourado. Tinha pouco tempo de expediente. E Não soube dizer se isso era bom ou ruim.
 
Colocava os último papéis nos arquivos corretos e fazia menção de voltar a empurrar seu carrinho de livros às prateleiras de origem dos mesmos, quando foi abordado uma segunda vez.
 
- Monsieur Fourleaves... – Cumprimentou polidamente com um breve aceno de seu rosto. Esperou que o mesmo fizesse suas próprias cordialidades, antes que o próprio o abordasse com questionamentos que, pelo menos ele pensou, serem de rotina. – Sim, na verdade um professor veio aqui em busca de tal volume. – Respondeu, se referindo ao supracitado livro. – Disse que dava aulas na Universidade e me deixou o contato para o caso de mais informações sobre esse livro em especial. Aqui esta.
 
Estendeu o cartão ao Administrador, sem muito interesse em tal prosa. Talvez uma pontada leve de curiosidade tivesse se levantado pelos livros raros que frequentemente sumiam do acesso publico naquele lugar, mas não era algo tão pungente a ponto de ser uma preocupação maior do que suas rotinas e interesses próprios. Um dos quais estava sentado logo adiante e Louie ficaria extremamente desapontado em vê-lo partir impaciente só porque não teve o tempo necessário para atendê-lo.
 
Porém, ainda que sua leve aflição começasse a mastigar a boca de seu estômago, Lafontaine mantinha um semblante sereno e acessível, com um ar genuíno de prestatividade que qualquer um poderia confundir com interesse e atenção. Ledo engano, esse seria.
 
O superior lhe disse mais algumas coisas corriqueiras e, felizmente, não se demorou na prosa, afastando-se rapidamente em sentido ao professor, que Louie informou ainda estar no estabelecimento. Uma segunda vez acompanhou o segundo com o olhar, até que deixasse os limites da biblioteca para se embrenhas na galeria de arte. E o ruivo sentiu boa parte de seu corpo lhe dizer um sonoro “Finalmente”.
 
Sem demoras, apanhou mais alguns livros desalojados e os acomodou com cuidado no carrinho. Deu a volta no balcão e alcançou o mecanismo de rodinhas, empurrando-o lentamente em direção às prateleiras, passando propositalmente entre as mesas. Parou diante do (da) jovem de outrora, esperando que não o irritasse com sua presença. Quando os olhares se encontraram uma vez mais, ele estendeu mais dois livros em sua direção, com um sorriso indecifrável estampado nas feições.
 

- Aqui, esses devem ajudar na pesquisa.
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Re: City Library & Spirit Civic Plaza

Mensagem por Mark O'Grady em Sex Set 20, 2013 3:06 pm

A trajetória de Mark em direção à sala de exposições foi interrompida quando uma jovem universitária foi falar com ele. Quando a moça se apresentou, o professor a reconheceu de imediato, e lembrou o nome da lista de alunos.

Sendo um conservador, e também um profissional dedicado à universidade, Mark jamais pensaria e, ainda que alguém pudesse perscrutar sua alma, e lhe falasse a respeito, ele jamais admitiria, nem para si mesmo, um fato tão inconsciente quanto inconteste: ele gravava melhor os rostos de alunos que, durante as aulas, se destacavam ou por uma expressão de tédio mais intensa que a da maioria, ou (o que era bem mais raro) por uma expressão de genuíno interesse nas suas palavras, ou ainda, no caso de estudantes do sexo feminino, pela beleza física.

Ele reconheceu a moça prontamente por uma soma dos dois últimos motivos. Embora seus olhos passeassem por toda a turma enquanto dava aulas para Julliet, sua mente não parava de registrar, mesmo que apenas com a visão periférica, os chamativos cabelos ruivos, os traços delicados (que davam a ela a aparência de ter menos idade do que tinha), as roupas em estilo vintage (que ele achava charmosas e em harmonia completa com o rosto) e, não menos importante que tudo isso, a expressão séria de quem anseia realmente absorver o que está sendo dito.

Logo, sem nem cogitar que suas reações podiam ter origem em qualquer outro motivo adicional ao interesse acadêmico demonstrado pela jovem, foi com uma expressão muito animada que o professor se pôs a responder à pergunta que ela lhe fizera sobre o tema de pesquisa que o teria levado a procurar aquele livro.

- Ora, boa noite, senhorita Harrison (ele se inclinou cordialmente ao fazer a saudação, sem estender a mão a ela). Bem, o livro que me trouxe aqui é para uma pesquisa que tem sido a principal da minha carreira já desde o final da graduação: o imaginário europeu medieval sobre maldições, especialmente aquelas que tratam do tema da vida eterna. Mas, assim como já acontecia no tempo em que eu residia nos EUA, os documentos que me despertam mais expectativas quanto às revelações que podem conter acabam sempre escorregando entre os meus dedos. É um azar e tanto, sabe…

Como o dia de Mark não havia sido dos mais produtivos ou estimulantes, ele acreditou que a decepção que acabara de ter seria compensada por uma conversa acadêmica estimulante com Julliet. Já estava prestes a convidá-la para ir com ele à exposição de fotos quando surgiu uma nova interrupção, na figura de um homem de roupas alinhadas e com um leve sorriso de ironia no rosto.

- Lucian Fourleaves. Sou o Administrador desta Biblioteca, recebi seu cartão de um dos nossos colaboradores, me informando que o senhor procura por um livro em específico de nosso acervo.

Mark já tinha pelo menos dois motivos para não gostar daquela entrada em cena: pela interrupção da conversa e pelo fato de estar provavelmente diante da pessoa responsável por ele não ter acesso ao livro que queria. Mas houve ainda um terceiro motivo, e bem pior do que os outros. No momento em que respondeu "muito prazer" e cumprimentou Lucian, sensações que não o perturbavam havia cerca de dez anos afloraram de repente. Um medo súbito e inexplicável, que se traduziu em imediata aceleração do ritmo cardíaco e suor frio brotando na testa. No dorso da mão esquerda, sua marca de nascença, escura e com forma de lua crescente, começou a formigar; de forma quase imperceptível, no início, mas se intensificando rapidamente.

Dez anos atrás, aquele medo sem sentido irrompeu quando ele cumprimentou sua vizinha de apartamento na calçada do prédio, sob a luz do luar. Ele sentiu um temor sem razão de ser e, ao mesmo tempo, tinha uma grande curiosidade por aquela mulher de beleza pálida e cabelos muito pretos. Nas semanas que se seguiram, Naomi, sua companheira, com quem dividia o apartamento, percebeu o estranho comportamento que Mark assumia quando escutava a vizinha entrar ou sair. Ele ficava aéreo, com um expressão apreensiva, e inventava motivos tolos para ir falar com ela. Obviamente, vieram o ciúme e as brigas entres eles. Mark tentava se controlar para não despertar as desconfianças de Naomi, mas não conseguia. Foi abandonado, e isso só fez crescer tanto o temor quanto a curiosidade inexplicáveis. Tudo acabou três noites mais tarde, quando a vizinha saiu e simplesmente não voltou mais. Nem o porteiro a quem ela havia entregue as chaves nem a locadora do apartamento souberam dizer para onde a bela havia ido.

E agora, ao apertar a mão daquele homem, ele mais uma vez sentiu o medo, que tendia a se tornar um quase pavor, sem razão de ser. Ainda por cima, incomodou-lhe, por uma razão da qual ele não tomaria consciência, o modo como Lucian beijou a mão de Julliet, bem como a metáfora poética que dirigiu a ela em tom de ironia. Ficou confuso a pensar se os dois eram amigos ou inimigos velados.

Quando Lucian perguntou "posso me juntar a vocês, ou interrompo alguma coisa?", Mark abriu a boca ligeiramente num esforço para responder, mas engasgou e pigarreou. Sem perceber, deu meio passo para trás. Enxugou a testa nervosamente com um lenço. Pensou em dizer que já estava de saída, que entraria em contato mais tarde para tratar do livro… mas não conseguiu falar nada. Queria sair correndo e, simultaneamente, tinha a sensação de que precisava enfrentar o medo relacionado àquele sujeito de modos irônicos. Hesitante, deixou que Julliet respondesse o que ela achasse melhor. Quando se recuperasse, perguntaria do livro com a melhor encenação de naturalidade que conseguisse fazer.

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Re: City Library & Spirit Civic Plaza

Mensagem por Julliet Harrison em Ter Set 24, 2013 12:48 am

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Assim foi lançado para baixo o grande dragão, a serpente original, o chamado Diabo e Satanás, (...) ele foi lançado para baixo, à terra, e os seus anjos foram lançados para baixo junto com ele.  (Apocalipse 12:9)

Em todas as culturas, povos e linguas, tradições e costumes existem mitos, lendas e crenças baseadas em histórias populares ou religião. Porém, todas as civilizações já existentes contam de algo terrivel, uma criatura malévola e obscura. Os gregos a chamavam de Hades, alguns povos da Africa o conhecem por Exu, Jikininki para os Japoneses, na mitologia Indonésia, Pontianak. Todos eles se referiam ao mesmo ser maligno e inescrupuloso, capaz de qualquer atrocidade.
Em toda a minha vida humana, eu nunca pude ser classificada como "religiosa", e a explicação para o mal numa existência inexplicavel e inevitavel era algo que eu não achava racional. Essa era a única coisa que minha mãe e eu discordávamos. Ela acreditava no mal, no inferno e no bem supremo, e era uma pessoa de muita fé. Porém, depois de meu abraço, eu passei a acreditar em muitas coisas que eu nunca achei possivel. Afinal, ter seu sangue completamente drenado para fora do seu corpo e continuar "viva" como uma criatura sobrenatural, me abriu para novos horizontes e me fez crer que existem coisas nesses mundo que não são exatamente "racionais".
Mark parecia ser do tipo que tinha fé, acreditava em coisas além da vida, em vampiros e caso eu ainda fosse humana, minha admiração pelo professor de história teria diminuido, afinal, que tipo de credibilidade há em um profissional em que coloca a fé na frente de fatos? Hoje, eu acho um cara bem mais brilhante do que eu achava a dez minutos atrás.
- É uma pena.. - Eu retorci meus lábios em uma linha triste, em condolências a frustração do professor O'Grady, apenas porque julguei que era a coisa certa a se fazer, já que obviamente eu não podia deixá-lo saber que criaturas como eu existem, eu não achava realmente uma pena o livro estar bem longe do alcance dele. E eu estava disposta a ir um pouco mais longe para saber o quanto o meu professor curioso de história sabia a respeito sobre " maldições sobre a vida eterna".
Foi quando a voz com uma animaçao sarcástica e um timbre arrogante ecoou atrás de mim. Senti meu corpo inteiro enrijesser enquanto ele anunciava a "coincidência", o que não era coincidência de forma alguma. Ele devia ter recebido um alerta sobre a procura de Mark sobre o livro ter vindo checar o terreno. Uma parte de mim, se sentiu um tanto ofendida pela falta de consideração de Lucian em mim, já que eu obviamente tinha a situação sobre controle.. Mas não se chega aos 367 anos de idade se dando ao luxo de ignorar uma possivel ameaça.
Suspirei quando ele se referiu a mim com gracejos e elogios, já que eu não podia revirar os olhos como sempre fazia quando ele me provocava. Sorri gentilmente enquanto fulminava Lucian com os olhos, assistindo ele beijando minha mão que eu não fiz a menor questão de aquecer, deixando ele beijar minha pele gélida.- Óh, mounsier.. É sempre um prazer revê-lo. - Disse forçando um pouco de sangue em minhas bochechas, como se o uso da palavra "prazer" na frase fosse recriminavel, e então sorri de forma tímida e contida.  Tratei de pensar em uma explicação para dar a nossa relação que não fosse "Mestre vampiro -Baby vamp" enquanto ele fazia insinuações sobre mim e Mark.
- Não.. - Disse rindo e corando mais ainda, apertando ainda mais o livro em meu peito. - Claro que não atrapalha. Na verdade.. O senhor até pode ajudar.. O senhor foi uma grande ajuda quando precisei daqueles livros sobre diferentes pontos de vista sobre o renacimento. - Lucian nunca havia me dado um livro sobre o renacimento, já que se eu quisesse saber qualquer coisa sobre a época eu podia simplesmente perguntar a ele, já que ele provavelmente esteve lá.. Tirando as passagens irônicas que iriam vir com a história, ele podia ser bem interessante quando queria. - O professor O'Grady está atrás de alguns livros bem interessantes..
Assim que eu tinha acreditado ter criado um alibi razoavelmente bom, olhei para Mark para insentivá-lo a falar, porém eu me deparo com um homem pálido, suando frio, se apoiando nas estantes como se estivesse vendo um fantasma. Não.. Não um fantasma. Um demônio.
Eu tinha que admitir que não era exatamente a fã numero um de Lucian, mas mesmo sabendo de coisas sobre meu tutor nada ortodoxas, eu não o encarava de forma tão negativa, e a reação de Mark a Lucian me fez estreitar os olhos e me aproximar de leve dele, como se ele tivesse sido entalhado naquela posição. - Hmm.. Professor, o senhor esta passando bem? ´- Perguntei solicita, sentindo desconfianças e mais desconfianças passando pela minha mente.
Lucian não era nenhum neófito. Estava acostumado a não vida e sabia fingir muito bem como parecer, agir e falar como um cidadão da nossa época. Até para a maioria dos vampiros de sua estirpe na hierarquia cainita o enchergavam de maneira um tanto duvidosa. As vezes, eu me sentia mais morta com apenas 4 anos de abraço do que ele aos 327. Não havia o motivos para desconfiar dele, a não ser quando ele tendia a ser um tanto intimidador e estava com os caninos no pescoço de alguem, o que não era nenhum dos casos.
Se houvesse qualquer razão para Mark reagir assim a Lucian, ele devia saber alguma coisa a mais do que apenas "crenças e teses de faculdade". De qualquer forma, mesmo que o mal súbito de Mark fosse apenas uma queda de pressão, ou qualquer infermidade relacionada a idade, eu não tinha um bom pressentimento em relação aquilo, e duvidava que Lucian fosse ignorar a reação do homem. Troquei um olhar significativo para Lucian, ainda com os olhos estreitos e então voltei a encarar Mark.
- Acho melhor o senhor descansar um pouco.. - Sugeri mais para Lucian do que para Mark a ideia de levâ-lo para um lugar mais calmo, mas o que eu queria mesmo dizer era "menos público". Mordi os lábios inferiores de forma leve e fixei meus olhos azuis em Lucian. Dessa vez, se ele me perguntasse o que eu faria no lugar dele, eu sabia responder.

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Re: City Library & Spirit Civic Plaza

Mensagem por Lucian Fourleaves em Qui Set 26, 2013 9:10 am

Não era a primeira vez, mas já fazia certo tempo que o Tremere não se deparava com aquele tipo de reação vinda de um membro do Rebanho. As criaturas sobrenaturais já fizeram parte da vida dos humanos normais no passado remoto, algumas delas (como os vampiros) até mesmo eram humanos normais antes de serem transformados... talvez seja por isso... algum tipo de memória geneticamente herdada, que o encontro entre membros destas duas raças gerasse todo o tipo de reação inusitada nos “primos mais fracos” desta equação.
 
Todavia, o modo como Mark estava agindo era ainda mais intrigante, pois via de regra os humanos tendiam a se sentir fascinados pelos vampiros, encantados e atraídos por suas belezas predatórias e magnetismo animal, e isso servia perfeitamente bem para os propósitos cainitas. Já o Professor aqui estava reagindo muito mais de acordo com o Delírio (o medo irracional causado nos encontros entre humanos e lupinos). Aquilo sem dúvida era algo estranho, e o estranho era algo que sempre fascinava a mente de Lucian.
 
Sudorese, tremores, palpitação... aquilo podia muito bem ser apenas um mal estar qualquer, algum problema de saúde, mas o Tremere não acreditava nisso... assim como não acreditava em Papai Noel. Havia algo diferente em Mark, e ele decidiu-se a descobrir o que era.
 
- Parece que a exposição à sua beleza esfuziante finalmente minou a saúde deste homem, minha cara. – diz Lucian olhando para sua protegida, devolvendo o olhar que ela lhe dirigira anteriormente.
 
 - Vamos leva-lo para a enfermaria. – disse ele, em tom que não aceitava uma negativa por parte de Mark, e de fato, se ele se recusasse só o que conseguiria seria acompanhar sob hipnose os dois vampiros.
 
O trio começou a caminhada pelos amplos corredores da biblioteca. Passaram pela ala de belas artes, a sessão de obras históricas, o acervo áudio visual e continuaram, até deixar pra tras os banheiros dos usuários e atingir uma pequena porta, a última daquela ala, que foi imediatamente aberta pelo Tremere, que introduziu o professor e a vampira no recinto, fechando a porta em seguida, tomando o cuidado de travá-la.
 
- Hummm... preciso vir mais a minha própria biblioteca. – comenta Lucian, olhando as vassouras e objetos de limpeza espalhados pela sala do Zelador do lugar.
 

- Agora, Professor... me conte exatamente quem é você e o que procurava encontras indo atrás daquele seu precioso livro. E não tenha o trabalho de mentir, eu vou saber caso o faça. – anuncia Lucian, dando a Mark um vislumbre de seus caninos afiados.

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Re: City Library & Spirit Civic Plaza

Mensagem por Mark O'Grady em Qua Out 02, 2013 11:10 am

As tentativas de Mark em esconder o que sentia foram completamente inúteis. Ele respondeu um frouxo "estou, sim" quando Julliet perguntou se ele estava passando bem e, para afetar naturalidade, chegou a pegar seu maço de cigarros e a colocar um na boca, mas só para lembrar-se de que era proibido fumar ali. O tremor nas mãos ao recolocar o cigarro no maço só reforçou a impressão de que ele estava mal.
- Acho melhor o senhor descansar um pouco.
- É, pensando bem, talvez seja mesmo…
Quando Lucian afirmou, depois de mais um comentário sobre a beleza de Julliet, feito num tom entre irônico e zombeteiro, que era melhor irem à enfermaria, Mark teve dúvidas se deveria fazer isso. Ele gostaria de poder tomar um calmante ou algo assim, mas, por outro lado, desconfiava que seria contraproducente ir à enfermaria acompanhado da própria causa (inexplicável) daquele medo. Todavia, a maneira impositiva como Lucian havia falado, e o fato de Mark confiar em Julliet, mesmo sem conhecê-la pessoalmente, o fizeram seguir os passos daquele homem estranho maquinalmente.
Apenas quando entraram por uma pequena porta, ao final de um corredor, Mark descobriu que não se tratava de enfermaria alguma, já que estavam num depósito de material de limpeza ou algo assim! Aturdido a olhar para aqueles baldes e vassouras, ele nem percebeu que Lucian havia trancado a porta logo depois de entrarem ali.
- Agora, Professor... me conte exatamente quem é você e o que procurava encontrar indo atrás daquele seu precioso livro. E não tenha o trabalho de mentir, eu vou saber caso o faça.
Ao ter um vislumbre dos caninos de Lucian, revelados no momento em que aquelas palavras terminaram de ser ditas, a sensação de medo se exponencializou no peito de Mark, muito embora ele não conseguisse racionalizar imediatamente o que havia acontecido para provocar aquela exacerbação. Num ímpeto, jogou-se ao chão de joelhos e vomitou dentro de um balde que estava bem ao lado. Conseguiu, assim, manter a limpeza de suas roupas, e limpou os lábios em seguida com o lenço.
Ao se levantar, ele tentava entender como é que um simples livro poderia fazer jus àquele interrogatório. Sentia correr perigo, e já não apenas daquela forma inexplicável do início, mas também por evidências concretas: os atos, palavras e tom de voz impositivos daquele homem. Avaliou que a verdade era a melhor maneira de se livrar de qualquer ameaça, já que não havia nenhuma má intenção em seus objetivos.
Ele respondeu a Lucian olhando para Julliet. Fugia assim de encará-lo e, ao mesmo tempo, buscava segurança. Simpatizava e confiava nela porque a aparência da jovem, assim como a de Louie, remetia seu pensamento para coisas que ele aprecia intelectualmente, impressão essa reforçada pelo interesse que Julliet demonstrava nas aulas. Mas a verdade é que ele nem a conhecia de fato. Fitava aqueles olhos azuis, que achava tão belos, por intuir ingenuamente que, se uma moça de gosto intelectual refinado estava ali naquele instante bizarro, e conhecia Lucian pessoalmente, nada de tão mal assim poderia acontecer com ele. 
- Err… Desde os treze anos de idade, tenho um sonho repetitivo que trata de repetições. Nele, sou outra pessoa, vivendo num passado de séculos atrás. Traí os valores que jurei defender e cometi um crime terrível, abominável. Fui amaldiçoado por uma feiticeira, que me atou ao "círculo de ferro" da vida. Eu voltaria e voltaria sempre ao plano material, morrendo pelas chamas repetidamente, até acabar reencontrando o mal que eu tinha obrigação de ter extirpado da face da terra, mas que acabei protegendo. O pesadelo é tão nítido, e se repete tanto, sempre do mesmo jeito, que eu comecei a questionar se não haveria algum fundo de verdade naquela história. Então, fui atrás do livro de John Blanche porque...
Ele se deteve ao dizer aquelas últimas palavras. Sua marca de nascença estava agora doendo, algo que jamais havia lhe acontecido. Por isso, ele apertava firmemente o dorso de sua mão esquerda com a outra mão, mantendo-as na altura do estômago. Mas, no instante em que relacionou o que acabara de contar com os últimos acontecimentos, uma conclusão passou pela sua cabeça feito uma faísca elétrica. Ele se volta lentamente para Lucian e lhe aponta o indicador trêmulo da mão esquerda ao falar:
- O senhor… o senhor é um BRUXO??!!
Um segundo antes de qualquer resposta, ele tomou consciência de que foi a visão de caninos que havia disparado aquele ataque de pavor, levando-o a cogitar, num relance, que seu destino não era encontrar um feiticeiro, mas outro tipo de ser ainda mais inacreditável!

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Re: City Library & Spirit Civic Plaza

Mensagem por Julliet Harrison em Dom Out 13, 2013 1:58 pm

rro.


Última edição por Julliet Harrison em Dom Mar 16, 2014 7:44 pm, editado 2 vez(es)

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Re: City Library & Spirit Civic Plaza

Mensagem por Maximillian Santori. em Sex Jan 03, 2014 6:22 pm


Max foi jogado de um carro em movimento junto com pedaços humanos com ele, as pessoas que passavam pela a rua tiravam fotos e alguns filmaram com seus celulares. Ele permaneceu com o rosto virado para o chão tentando cobrir com a camisa para que ninguém o filmasse, não precisa ter ser rosto divulgado nas páginas de internet por pessoas curiosas sem ter o que fazer da vida.

Segurando a camisa sobre a cabeça ele se levanta e começa a correr antes que os policias chegassem ao local. Entrando em algumas vielas entre os prédios para que não fosse visto naquele estado deplorável em que se encontrava, Max tinha em mente apenas um destino, e ficava apenas algumas quadras de onde se encontrava.


- Onde está a maldita escada de emergência? Assim que chegou ao seu destino, estava a procura de uma maneira de alcançar o terceiro andar do prédio sem precisar ir pela porta da frente, chamaria muita atenção. Algumas coisas passavam pela a sua cabeça, a mulher com presas, sangue, muito sangue e aqueles caras estranhos. Quem seriam eles? E por que todos estavam naquele lugar, e por que? Tantas perguntas das quais precisavam de respostas, mas algumas delas teriam que esperar.

- Aha. Disse ele puxando a escada de emergência que o levou para o andar desejado. Certificou-se de retrair a escada antes de continuar sua subida para os outros andares o mais sorrateiro possível , e observando as janelas antes de passar em frente para não chamar atenção.

Ao alcançar o andar desejado, tentou sem sucesso abrir a janela, Max observou a janela por alguns segundos tentando pensar em como abri-la sem precisar partir para o extremo e quebrar o vidro, o que não seria uma boa ideia. Merda. Olhou para o outro lado e pode ver que havia outra janela que parecia ser da cozinha, mas estava um pouco longe da escada de emergência.


Andar pelo meio fio do prédio era arriscado mas ele não tinha outra opção. Max então passa por cima da grade da escada, encostou o corpo contra a parede ajeitando seus pés no meio fio e começou sua travessia lentamente. Ele não estava com medo de cair e sim chamar atenção dos vizinhos. Ele vai respirando bem devagar sentindo o ar passando pelo os pulmões, se concentrando.

Para sua sorte algumas pessoas pensam que o fato de a janela estar mais distante da escada de emergência ninguém iria pensar em tentar entrar em sua casa, pensamento errôneo. Max abre a janela com uma certa facilidade considerando que já estava entre aberta, o apartamento estava todo escuro e o animal de estimação já estava acostumando com Max. Ele pega uma toalha e vai ao banheiro tomar um banho. Sua cabeça doía muito e alguns flashes passam em sua mente sobre como eles colocaram ele no carro, enquanto a água quente banhava seu corpo relaxando os músculos e anemizando a dor.

Depois de ter colocado roupas limpas e comido alguma coisa, ele escuta alguém abrir a porta. Estava demorando. Sussurrou ele pra si mesmo. O Xerife tinha 45 anos e 20 de serviço público mesmo convenceu o Max a ser um investigador criminal.


O xerife liga a luz da sala e encontra Max no sofá, por instinto, sua mão alcançou a arma que estava na cintura e apontou para Max. Que porra você ta fazendo na minha casa, e como diabos você entrou aqui? Disse o homem com a voz nervosa encarando Max. Calma Tom, eu vou explicar, apenas se acalma e tira o dedo do gatilho. 

Um breve momento de hesitação, sem explicação já que conhecia Max muito bem. O Xerife se senta no sofá encarando Max, que começa a explicar o que havia o trazido até o apartamento de Tom, tudo o que havia acontecido nas últimas 24 horas quando isso o Max vai explicando tudo o que aconteceu nessa ultimas 24 horas, ou ao menos o que conseguia se lembrar dela.

- Eu vou manda alguns policias no local para verificar as evidências do que você esta me dizendo. Mais você não pode fica aqui em casa a minha mulher vai me matar, a sua sorte é ela estar de plantão hoje no hospital.

- Tudo bem Tom, só peço que o senhor me ajude... Eu não sou um assassino e você sabe disso, eu vou me abrigar na casa de um amigo da família é tudo que você pode saber, enquanto isso eu vou investigar sobre aquela mulher que anda me espionando.

Max se despede de Tom e deixa seu apartamento, dessa vez pela porta da frente, já que não aparentava ser um perigo a sociedade como parecia antes. Max decide caminhar até a casa de Lucien  Motiere. Faz um tempo que não vejo aquele maluco...Um bom tempo, espero que ele me reconheça e ainda tenha aquela lojinha de ocultismos e bizarrices. Ele desenha um sorriso maroto no rosto de lembrando do passado.              

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Re: City Library & Spirit Civic Plaza

Mensagem por Mark O'Grady em Sab Mar 01, 2014 3:12 pm

Julliet indagou de modo incrédulo e suave, tocando-o no ombro, sobre o que havia de tão especial no livro. Esse foi o problema: o toque fez o professor recuar dois passos sem pensar, como se tivesse recebido uma pequena descarga elétrica. Olhou para ela apreensivo, pois se deu conta de que o contato da estudante lhe havia despertado reação semelhante à provocada pelo cumprimento de Lucian, menos de meia hora antes.  

Ao perceber que ela devia ser também uma ameaça, Mark lamentou não estar carregando a pistola que seu pai havia lhe dado de presente, quando ele completou 18 anos de idade. Prevendo que não seria ouvido se gritasse, pensou em rezar, mesmo sendo ateu, mas acabou recitando mentalmente a Invocação dos Quatro Arcanjos, que faz parte de um ritual de proteção Rosa Cruz:

"Diante de mim, Rafael. Atrás de mim, Gabriel. À minha direita, Miguel. À minha esquerda, Uriel. À minha volta queima o pentagrama, e dentro de mim brilha a estrela de seis pontas".

Mas é claro que o espírito prático de Lucian não suportaria muito tempo aquele silêncio inútil. Sem nem se dar ao trabalho de fazer novas ironias, o ancião lançou-se sobre Mark, empurrando-o com força contra a parede. Antes que o professor terminasse de gritar "espere!", caninos mortais já tinham perfurado seu pescoço. As pernas de Mark foram vergando à medida que o sangue as abandonava, até ele se ver deitado no chão, entre baldes e vassouras.

Quando o sangue tremere tocou sua língua pela primeira vez, Mark não sentiu dor alguma; nem ao menos despertou. Viu a si mesmo vestido de padre, com um rosto que não era o seu. Esperava alguém, como sempre. Ao ouvir passos se aproximando, virou-se para encarar seu interlocutor. Um homem vestido como um nobre de séculos atrás. Os dois movem os lábios, mas nenhum som é ouvido. O estranho estende a Mark uma bolsa de veludo vermelha. Seu peso mostra que há muito ouro ali.

A cena muda sem aviso. Ele entra num calabouço onde um pequeno grupo de ciganos está acorrentado, de joelhos. Há soldados no local, e também um velho de olhar severo e vestido como um bispo. Ele faz perguntas inaudíveis, e Mark responde apontando para dois homens e uma jovem muito bonita do grupo de prisioneiros. Cenas breves e fragmentadas de torturas terríveis se sucedem. Ele sabe que os três não tardarão a confessar as bruxarias que não fizeram, mas não esboça piedade nem mesmo ao ver-lhes o suplício. Logo os três estão ardendo numa grande fogueira, na praça de um vilarejo.

Mark vê o padre que sabe ser ele mesmo no banco de uma carruagem, atravessando uma região erma no meio da noite. Num instante, passa a viver a cena em primeira pessoa, e está de joelhos em meio a um grupo de ciganos enraivecidos; eles tinham atacado a carruagem. Uma velha com olhos de um negro tão profundo quanto os da jovem que ele havia denunciado se aproxima. O rosto dela exibe uma fúria intensa. Sob a lua crescente, ela balança uma corrente de ouro diante dos olhos apavorados dele: na ponta, um pingente dourado mostra a lua naquela mesma fase.

- Agora, tu estás atado ao círculo de ferro da vida. Morrerás como fizeste inocentes morrerem. E voltarás tantas vezes tiveres de voltar até que o destino te submetas ao mesmo mal que devias ter estirpado, mas que protegeste! O círculo será quebrado quando destruíres enfim esse mal e quando encontrares a última morte, mais uma vez, pelas chamas.

Mark sempre acorda desse pesadelo com o corpo encharcado de suor e o coração aos saltos, no momento em que os ciganos ateiam fogo a um arbusto ressequido onde o haviam amarrado. Desta vez, o desfecho foi menos dramático:

- Ei, acorde Bela Adormecida.

Mark abre os olhos de supetão ao ouvir as palavras de Lucian, mas sem mover um músculo sequer. A vida toda ele havia cogitado que, numa outra existência, tinha sido um inquisidor que poupara um feiticeiro ao ser tentado com a mais óbvia das corrupções, e usado alguns ciganos como bodes expiatórios do que o feiticeiro havia feito. Hoje, descobriu que o mago era, na verdade, um vampiro...

Ele se levanta devagar e diz:

- O senhor amaldiçoou quem já penava uma maldição. Estou infeliz, mas resignado. O senhor foi apenas um instrumento do destino. 

Ele se sente estranho. Seu coração não bate e os pulmões puxam o ar apenas quando necessário para falar. Ele sente uma certa "fome", e já imagina do que seja. Olhando para Julliet, diz:

- E a senhorita, presumo, é uma criatura igual ao senhor Lucian… Como é difícil acreditar em tal coisa!

Voltando-se novamente para aquele que o abraçou, Mark fala, procurando dar firmeza a uma voz carregada de emoções contraditórias:

- Como eu disse, estou infeliz, mas nunca soube tanto sobre a realidade e sobre eu mesmo como sei agora. E, como sempre procuro ser um bom professor, estou disposto, antes de mais nada, a aprender. Contarei ao senhor tudo o que quiser saber sobre minhas pesquisas, e me disponho a aprender tudo o que puder me ensinar. Começando por… como saciar esta ânsia que cresce dentro de mim.

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Re: City Library & Spirit Civic Plaza

Mensagem por Mark O'Grady em Sab Mar 22, 2014 6:12 pm

O lugar onde Mark mais trabalhava, desde que foi abraçado, era uma saleta escondida numa ala ultra restrita da City Library. Era ali que ele estudava os livros acessíveis somente aos cainitas, já que era proibido levar esses livros emprestados para seu refúgio. 

Por um lado, ele se sentia o historiador mais privilegiado do mundo, pois tinha acesso a obras seculares e até milenares que os arqueólogos julgavam perdidas para sempre, além de outras que os mortais nem sequer sabiam ter sido escritas. Por outro lado, sentia uma sensação ambivalente: achava uma lástima todo aquele conhecimento permanecer oculto da humanidade e, ao mesmo tempo, pensava se não seria melhor assim mesmo. Afinal, aqueles livros em pergaminho provavam que, se o mundo é cruel, o lado oculto do mundo é ainda mais cruel!

Durante uma dessas sessões de estudo, ao admirar uma gravura especialmente bela em um papiro, lembrou-se de que, na noite em que lhe fora imposto beber do sangue tremere, ele estava a caminho da exposição de fotos, e nunca chegou até lá. Resolveu descansar um pouco de sua pesquisa e corrigir essa lacuna em seu conhecimento sobre aquele agradável centro cultural.

Ao se ver cercado por fotos da região de Vancouver com até mais de um século de idade, sentiu-se convicto de algo que já havia suspeitado quando decidiu trocar Nova York por aquela cidade canadense: ele já havia vivido lá! A sensação de déjà vu que sentia às vezes ao olhar certas paisagens e edifícios históricos da cidade lhe veio assim que começou a mirar aquelas fotos, e multiplicada por dez. 

Mas o impacto digno de um choque de placas tectônicas surgiu quando ele mirou a imagem de um homem de barbas longas que, junto com outros, posava para a câmera em frente do antigo fórum da cidade. Mark praticamente encostou o nariz no vidro que protegia a foto para ter certeza do que via!

Não conseguindo discernir bem os detalhes, foi depressa para sua saleta e retornou munido da lupa que usava para examinar livros antigos. Com o instrumento, ele podia ver melhor a mão esquerda daquele homem, parcialmente enfiada no bolso do casaco. Ainda com a ampliação, porém, ele não conseguia ter certeza se a mancha que aparecia nas costas daquela mão tinha a forma de lua crescente, tal qual a sua marca de nascença. Mas que havia uma mancha ali, isso havia. Seria só um defeito da foto?

Ele examinou todas as demais fotografias da exposição para ver se o mesmo homem aparecia em alguma delas, mas não havia nenhum outro registro dele. Frustrado, dirigiu-se para a seção de livros e sentou-se a uma mesa qualquer. Ficou ali com o olhar perdido durante algum tempo. Os usuários passavam diante do professor de um lado para outro sem que ele lhes notasse a existência. 

Ergueu-se de repente. Rumou a passos rápidos para a saída, já levando a mão até o bolso onde guardava as chaves do carro. "A Galeira de Arte de Vancouver tem uma excelente exposição de fotos, mas eu nunca a visitei. É hora de continuar a investigação!".

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Re: City Library & Spirit Civic Plaza

Mensagem por Ivana Romanova em Sab Abr 26, 2014 2:56 am

Ivana optou em ir para o hospital, até porque não teria como procurar ninguém se estivesse morta. Mas ela não tinha dinheiro sobrando, o que a forçou a procurar o primeiro serviço público que encontrasse. Teve que esperar mais de uma hora em uma fila antes de ser atendida pelo clínico geral. Ele fez alguns exames superficiais, ouviu a história da jovem e decretou que seria tuberculose. Ela teria que seguir tomando um coquetel de remédios, alguns muito caros, e durante um bom tempo. Saiu do consultório com um frasco de pílulas de amostra grátis cedida pelo médico, que ajudaria a amenizar o sintoma da tosse. Saiu também com a certeza de que não teria condições de arcar com esse tratamento. Se o Fairmount não tivesse sido pago adiantado e se não fosse um presente de coração dos seus pais adotivos, ela cancelaria a reserva e ficaria em uma pequena pousada para poder economizar um pouco. Agora terá que mentir para os seus pais, dizendo que estava “tudo bem” para que não morressem de preocupação.

Ao sair da clínica ela entrou em uma estação de metrô e consultou o mapa. Descobriu onde deveria descer para chegar à biblioteca da cidade, a City Library. Enquanto fazia a viagem deixa o rosto cair entre as mãos, entristecida. Ivana vê seu tempo diminuir cada vez mais sem que consiga alcançar seus objetivos na vida, sejam sua irmã desaparecida, seus pais de sangue ou ainda a sua própria história desconhecida. Apesar disso nenhuma lágrima cai de seu rosto; havia apenas o olhar desolado e a receita médica balançando com os tremores do vagão. Ela olha ao redor e vê uma garotinha no colo de uma senhora de idade, desejando que fossem a irmã e a mãe que tanto gostaria de ter e se perde nesse pensamento pelo restante da viagem.

A voz eletrônica anuncia a chegada na estação de destino. A noite continua fria, o que faz com que ela aperte o queixo contra o pescoço para que não passasse nenhum frio pelo seu cachecol. De luvas e de mãos nos bolsos sentia-se pronta para atravessar mais uma vez as ruas daquela gelada cidade. Caminha bem rápido, quase trotando. Solta um suspiro de alívio ao finalmente entrar na biblioteca, ainda mais ao sentir o ar quente vindo dos aquecedores.

O lugar lhe parecia intimidador à primeira vista. Estantes e mais estantes colocadas uma ao lado da outra, todas de madeira escura e com o odor característico de velharia. Alguns títulos lhe pareciam bem estranhos, principalmente aqueles ligados à cultura indígena. Mas ela passa pelas estantes sem se deter muito, já que sua intenção são os computadores onde poderia pesquisar mais rapidamente as notícias de seu interesse. Foi nesse ambiente propício à alergias que ela tossiu pela primeira vez após a consulta. Calou-se e olhou ao redor. Ninguém notara, então segue até a mesa com o único computador livre, puxa a cadeira e relaxa o corpo nela. Daí vem a segunda tossida, a terceira e, após um pequeno intervalo, mais outra curta sessão. Pessoas próximas a encaram com grande repreensão no olhar, afinal, aquele era um local de silêncio. Ivana busca se controlar e leva o lenço à boca. A partir de agora abafaria a tosse com ele.

A pesquisa dá resultado logo de cara. O nome Remmy LeBeau reaparece com uma maior abrangência nos resultados nas localizações onde ele expôs obras ou por onde simplesmente passou. Surgem inclusive alguns números de celular e e-mails de pessoas possivelmente ligadas à ele. Ela anotava tudo vorazmente em seu pequeno caderninho de anotações quando então o computador trava. Não havia Ctrl+Alt+Del nem Esc que desse jeito. Ivana se levanta e vai até o balcão de informações, com o lenço tingido de vermelho à boca e uma tosse contínua. Espera apenas que consiguisse falar com a atendente quando chegasse a hora.


Última edição por Ivana Romanova em Sab Abr 26, 2014 3:03 am, editado 1 vez(es) (Razão : Formatação)
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Re: City Library & Spirit Civic Plaza

Mensagem por Julliet Harrison em Sab Abr 26, 2014 4:40 pm

Show me the truth
in your eyes and I will reveal you my soul...


Música para ouvir OneRepublic - Stop and Stare

A poeira se esvoaçou no ar enquanto eu soprava o livro ainda na estante. O cheiro de velho, ácaro que havia no pó era reconfortante, e eu quase pude sentir os músculos do meu ombro relaxarem. Eu tinha passado muito menos tempo do que eu gostaria no meio das prateleiras do que eu gostaria. Todo o meu tempo desde a visita de Dark Montain estava concentrada em apenas duas. Segurar a bomba de que o regente da capela estava oficialmente desaparecido, e não deixá-la explodir. Claro que não era a terefa mais fácil do mundo já que eu não era a única disposta a dever um favor para os nosferatus em troca de informação. Não muito tempo depois de que eu soube da informação eu imaginava que metade dos membros também já estavam sabendo e era só uma questão de horas até que os problemas começarem a surgir.
Não se enganem, vampiros não são muito diferente dos mortais. Nem mesmo os tremere. Nada de cartões com condolescências, simpatia ou luto. A primeira reação foi como se houvesse um humano morto no meio de um salão cheio. Todos queriam um pedaço de carne. No caso, a capela se tornou alvo de muitos vampiros, todos querendo se eleger como melhor candidato ao futuro do clã.
Ao invés de receber um "Sinto Muito" pela perda do meu segundo tutor, eu recebia olhares desconfiados... Eu era uma ameaça... Eu era a braço direito dos dois últimos regentes, e muitos pensavam que eu poderia estar almejando a posição. Mesmo que eu fosse muito nova e inexperiente... E as propagandas negativas sobre como eu seria uma péssima regente começaram a vagar para todos os cantos da cidade. Mesmo que eu nunca, nem por um momento, quisesse o cargo.
Minha unica preocupação era que a capela não passasse para o primeiro João Ninguem que chegasse se declarando como Regente. Eu recebia informações contantes de que eu não tinha o direito de dar ordens, mas ao mesmo tempo ninguém me tirava da sala onde pertencia a Darius e Lucian. E era a mim que todos eles se queixavam e faziam propostas. Era exaustivo.
Foi então que eu decidi espairecer. Precisa de cinco minutos em um lugar familiar e relaxante que não me fizesse querer gemer de agonia. Descia as escadas do escritório e acabei na livraria, ajudando os funcionários com os pequenos afazeres. Era um bom lugar... Eu estava perto o suficiente do escritório para socorrer a qualquer problema que surgisse e longe o suficiente para não pensar nisso por algumas horas. Suspirei e então colei o livro no peito, e o levei até algum cliente da livraria.
Ok, eu confesso eu estava literalmente me escondendo aqui. Entre as prateleiras, cercada de livros e silêncio, completamente camuflada em meu vestido de algodão preto, por cima de uma camisa branca. Eu usava meias até as coxas brancas e meus sapatos bonecas, enquanto perambulava pela City Library, me sentindo confortavelmente invisivel enquanto andava com pilhas de livro grudados no peito.
No entanto, minha atmosfera de relativa paz e conforto foi rompida quando uma garota começou a tossir, e arrancou olhares curiosos e até recriminantes sobre ela. A olhei, por cima dos ombros enquanto colocava algum livro no seu devido lugar da prateleira. A observando discretamente por entre os espaços da estante. Ela era invrivelmente familiar, embora eu não conseguisse me lembrar de onde. O que era incomum, já que eu era muito boa com rostos. Caminhei até o balcão, me encontrando com Faith, uma das atendentes da loja. - Pssiu! - Chamei baixinho, tentando disfarçar a fofoca. - Quem é a garota no computador? - erguntei curiosa, porém Faith apenas acenou negativamente e deu de ombros. Pelo visto a garota não vinha aqui frequentemente, o que era ainda mais estranho, já que eu não era o que podia ser considerado como uma garota festeira.
Ela continuava tossindo e o lenço vermelho no rosto não ajudava a reconhecê-la. Quando chegou a vez dela de ser atendida, Faith deixou o trabalho pra mim, dado a minha curiosidade sobre a garota e então eu dei um sorriso atencioso e um pouco animado demais para alguém que trabalharia numa livraria. - Olá, me chamo Julliet, como posso ajudá-la? - Perguntei para a garota, enquanto minha mente trabalhava arduamente para reconhecê-la.
thanks juuub's @ cp!  


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Re: City Library & Spirit Civic Plaza

Mensagem por Ivana Romanova em Ter Abr 29, 2014 1:46 pm

Old King Cole was a merry old soul
And a merry old soul was he;
He called for his pipe, and he called for his bowl
And he called for his fiddlers three.
Every fiddler he had a fiddle,
And a very fine fiddle had he;
Oh there's none so rare, as can compare
With King Cole and his fiddlers three.


Todas as vezes em que ficava nervosa, Ivana cantarolava baixinho aquela velha cantiga folclórica britânica. O conjunto sonoro formado por aquelas exatas palavras, naquela exata ordem e entonação remetia à sua infância. Lembra-se de brincar com outras crianças na escola e essa lembrança a acalma, apesar de que a escuridão que se tem formado à volta de sua vida tem transformado o último trecho da cantiga numa versão mais obscura. “Não há nada tão raro que se possa comparar”. Não há ninguém tão novo e tão cheio de problemas que se possa comparar à Ivana. E pouco importa se é uma afirmação quase que certamente equivocada, pois é exatamente assim que ela se sentia.

A cantiga termina no mesmo instante em que ela chega ao balcão de informações. Cantarolava tão baixinho que seus lábios praticamente não se mexiam e somente uma super audição seria capaz de ouvi-la. Melhor assim, ou a taxariam como louca. 

Ela conseguiu prender sua atenção. Talvez fossem os longos cabelos vermelhos, talvez a pele de boneca de porcelana que muito se assemelhava à sua. O fato é que Ivana realmente foi pega de surpresa por aquela jovem tão... diferente. Imaginou que ela tinha um rosto de bebê e sentiu inveja daquilo. Não sabe o porquê, mas ficou nervosa.

- …

Demorou a responder enquanto pensava aquilo tudo e acabou se enbananando toda. Lançou um sorriso sobre sua própria falta de jeito e aquilo iluminou o ambiente. Não sorria quase nunca porque não tinha motivos para sorrir, mas quando o fazia era espetacular. As bochechas redondas se inflavam em uma expressão máxima da ternura.

- Boa noite, Julliet.

Julliet parecia amistosa demais para alguém que tivesse a intenção de repreendê-la pela tosse. Afinal, queria mesmo era só ajudar.

- Eu me chamo Ivana, Ivana Romanova. Como você já deve ter notado devido à minha fala, eu não sou daqui. - era de fato difícil entendê-la com aquele sotaque – Eu vim pessoalmente à Vancouver para dar continuidade à minha pesquisa. Mas não é nada acadêmico... - balança a mão negativamente – Eu procuro sobre um fato que ocorreu aqui há alguns anos. Fazia a pesquisa naquele computador quando de repente tudo nele travou.

Ela dá um passo lateral para que saísse da frente de Julliet e esta pudesse ver o tal computador. Aproveita para examiná-la de cima a baixo, suas roupas e sapatos.

- Será que você poderia me ajudar nisso?

Julliet lhe daria uma resposta. Independentemente de qual fosse, queria tanto conversar com alguém amigável para se distrair um pouco que continua a falar em seguida.

- Eu descobri que tenho uma irmã, e que é gêmea. Não sabia disso até o começo desse ano, então resolvi vir procurá-la. Só que ela morava aqui com os meus pais biológicos e eles acabaram... - como diria aquilo? - … mortos. Ela ficou aos cuidados de um homem que talvez você possa conhecer: Remmy LeBeau.

Espera mais um pouco para ver se estava chateando Julliet com sua história pessoal. Bem, esperava que não.
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Re: City Library & Spirit Civic Plaza

Mensagem por Earl Brown em Seg Maio 05, 2014 10:26 am

- Hehehehe. Quem dera se pudesse realmente voltar no tempo. Ir até a era onde a internet não existia, onde os seres humanos não tinha nenhum tipo de comunicação senão por mensageiros, cartas, sinal de fumaça. – Falava o homem sentado com seu cachimbo de madeira impregnado de maconha.

- Sabe, rapaz, eu fico pensando em quantas invenções bizarras não foram criadas antes de tudo o que temos. Você também pensa nisso? – Dizia ele em voz alta.

Olhando para o nada, sentado sobre um pedaço de papelão em frente a um lugar que era para ser frequentado por diversos tipos de pessoas e que ultimamente só via meia dúzia de gatos pingados, o que para ele não era mais tão interessante visto que hoje em dia o que as pessoas querem é beber, sair, beijar, transar e voltar. Nem um deles tem ao menos o pudor de arrumar uma briga, de tentar algo inovador, de destruir aquele lugar que já não serve pra nada e fazer um açougue. Ele gosta de açougues. Acha interessante como a faca passa na carne e vai abrindo cortes que eles denominam como Picanha ou Maminha. "De certo também teriam Xoxotanha ou Culeta. Fraldinha... Quem coloca o nome de uma carne um lugar onde vai merda? Deve ser uma bosta a carne.” Mas não era nisso que Earl pensava. “Era sim.”

- Vamos rapaz, está mudo! Fale alguma coisa. – Infelizmente o cão a seu lado fedendo e com um osso na boca não estava muito para conversa naquela noite.

- Certo, vou falar com o Jhonny... – Ele olha para outro lado – JHONNY! EI! Não, não é você não, o seu bananão. Seu nome não é Jhonny. Você tem cara de... Deixa eu ver... Uintamauéberton. É um nome legal. Gostei.

Sem ninguém do lado de fora, ninguém aparentemente interessado em suas divagações. Divagações... “Tá aí outra palavra estranha. Divaga porque vai devagar? Ou divaga porque fica com a cabeça cheia de vaga?”

Tá, hora de andar, que o mar não está para peixe. “Aliás, quando o mar não está para peixe ele está o que? Para elefantes cor de rosa com pintas azuis, ou seriam zebras multicromáticas?”

Carrinho de supermercado em mãos, o que tem de tranqueira dentro do carrinho não está no gibi. “Claro, queria que estivesse tudo em um gibi? Aí você compra o gibi com o nome: O Carrinho de Earl, e lá vai estar descrito tudo o que tem, imagina que beleza. É uma ideia batuta, mas não vou fazer.”

Vai pela rua cantarolando e empurrando seu carrinho como se andasse em supermercado no final do dia, conversa com seus amigos, existentes apenas em sua cabeça, ri das suas próprias piadas e não acredita em fantasmas. “Não mesmo, fantasmas não existem. Já os gnomos existem sim.”

Sem rumo, sem chão, sem um lugar para ficar, essa é a vida de Earl, que quando abraçado estava dormindo perto de um estábulo, a infelicidade de seu criador foi confundir Earl com uma mula. Acabou por “salvar” a vida do podre, digo pobre, sujeito e deixá-lo como um Malkaviano, que além de não conseguir prestar atenção em qualquer coisa, ainda acha que mais de um milhão de amigos. “Eu não acho, eu tenho.” E que obviamente acredita estar em um universo paralelo onde tudo o que acontece ele está presente. Caso típico e conhecido de Esquizofrenia. “Eu sou esquistofrenico. Eu sei. Uma vez fiz minhas necessidades em um banheiro de quatro portas, de lá saiu um garçom dizendo que aquilo não era um banheiro, veja se pode. E ainda disse que eu era louco. Louco é ele de trabalhar em um banheiro de quatro portas.”

Esse não é o caso de Napoleão. Seu querido amigo que nunca está presente, mas sempre está por ali. É como se fosse uma questão de estampido. Quando há uma situação em que ele começa a sentir-se no poder, é despertado o Napoleão, em uma ocasião onde quer intimidar, onde quer simplesmente mostrar quem ele é. Ele simplesmente acaba como Napoleão, homem culto, profundo conhecedor de línguas, com uma pontaria ímpar, uma forma de agir completamente diferente e um sotaque francês que não vem ao caso no momento. Em seu mundo o big bang aconteceu há muito pouco tempo, duzentos e alguns anos. Sua senilidade ajuda a completar o trabalho de um homem que viveu sua vida acreditando em tudo, e conseguindo fazer com que outros também acreditassem em suas criações mentais.

Fato é, Earl é uma peça rara, conhecida e que faz girar uma engrenagem que nem o Príncipe de Vancouver pode girar. A máscara por mais quebrada que esteja em sua presença, ainda é resguardada. Quem iria acreditar que um homem de 60 anos para mais, com dentes pontiagudos e falando borracha seria na verdade um predador no topo da cadeia alimentar?

Por fim, seu carrinho é aparado por uma pedra, na frente da biblioteca municipal. Era hora de ganhar alguns trocados com os nerds noturnos, com os funcionários e parar ali em uma rua movimentada geralmente rende bons trocados. Ele precisa comprar a maconha dele, e isso não vem de graça.

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Re: City Library & Spirit Civic Plaza

Mensagem por Julliet Harrison em Qua Maio 07, 2014 12:00 am

Show me the truth
in your eyes and I will reveal you my soul...

Eu não costumava acreditar em destino. Eu sempre tendia em achar que tudo era coincidência. Um questão de estar no lugar certo, na hora certa. Ou o contrário. Mas estar no lugar certo, na hora certa em certos aspectos pode até ser chamado de destino. E o destino trabalha de maneiras muito sútis e dissimulada. Como cordas que vão se desenrolando tão devagar que se você para de prestar atenção nela, nem que seja por um minuto, seu mundo virou de cabeça para baixo e você nem notou.
Minha mente continuava a trabalhar arduamente em reconhecer a moça a minha frente. E quando eu estava quase conseguindo alcançar a memória, eu a perdia, desaparecia.. Puff.. como um passe de mágica. Foi então que o sorriso da moça, um sorriso brilhante e cintilante me arrebatou. Os dentes certinhos e muito brancos expunham um sorriso perfeito e arrebatador, daqueles que você jamais esquece. E foi assim que uma série de memórias vieram em minha mente. Uma em cima da outra, como uma avalanche.
Um noite. Um teatro. Uma apresentação. Música. Uma mulher altoritária e arrogante. Uma criança. Darius. Vampiros.
Eu nunca esqueci aquela noite. Foi quando uma parte de mim se rompeu para sempre. Porém o sobrenatural ofuscou todas as minhas memórias da minha ultima noite normal. E eu não sentia falta da minha vida humana para me apegar a aquela noite antes de Darius aparecer e me salvar do eminente naufrágio que estava sendo a minha vida. Mas aquele sorriso. Esse eu nunca esqueceria.
Assim que Ivana se virou de lado para me mostrar o computador analisei a loira da cabeça aos pés, ligeiramente assombrada. Era impossivel que ela fosse quem eu achava que ela era. Tão adoentada e timida. A garota que possuia um sorriso similar era mais segura de si do que uma duzia de angels da Victoria's secret. Porém o sotaque russo, e os traços delicados, a pele clara..
- Bom.. Eu estou aqui para ajudar.. - Sorri e dei de ombros assim que ela colocou os olhos em mim, aparentando estar ansiosa para ajudá-la com o que quer seja a pesquisa dela. O fato de não ser nada acadêmico diminuia e muito minhas chances de saber algo para ajudá-la, mas eu estava curiosa demais sobre a garota para dizer não. Sai de detrás do balcão e me coloquei ao lado dela, andando devagar até o computador.
- Sinto muito pelos seus pais.. Eu sei como é perder a familia.- Digo realmente tocada com os sentimentos dela. O fato dela ter uma irmã gêmea tornava tudo muito explicativo, porém eu mal tive tempo de ficar surpresa com isso já que logo em seguida ela soltou um nome bastante conhecido. Sorri de lado quando ouvi o nome de Remmy, agora quase completamente convencida de que não estava enganada sobre quem era a irmã de Ivana. - Todos conhecem Remmy LeBeau.. Ele é particularmente famoso.. - Sorri e então me virei para ela. - Eu o conheci uma vez.. Foi bem rápido.. - Digo como quem não quer nada. - Infelizmente o lugar onde ele trabalha foi recentemente demolido.. Acho que vão fazer algum conjunto habitacional ou algo assim.. Mas eu posso tentar achá-lo pra você.. - Digo chegando até o computador, e reiniciando a máquina delicadamente, vendo as luzes desligarem e ligarem novamente fazendo um barulho incomodo. - Se você voltar amanhã.. Acho que posso te arranjar o endereço, ou um telefone.. - A olho timidamente por um segundo e então coloco a senha fazendo o computador mostrar sua pagina inicial, pronto para ser usado. - Prontinho..
Sorri e em seguida arqueei os lábios em um grande"o".- Ai mil perdões. Esqueci completamente que amanhã é meu dia de folga.. E não vou vir trabalhar... - Meu rosto era só desconcerto, visivelmente chocada ao me "lembrar" desse fato. -Eu sinto muito.. Olha, não quero atrapalhar sua busca.. Se quiser, eu te dou o endereço e você pode ir lá em casa buscar.. - Sugiro, mordendo os lábios, nervosamente. - Ou então pode esperar até quinta.. - Digo visivelmente desanimada com essa ultima opção. E então olho a loira, ansiosa.
thanks juuub's @ cp!  


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Re: City Library & Spirit Civic Plaza

Mensagem por Thomaz Clinn em Qua Ago 13, 2014 8:54 am

A noite após o ocorrido parecia ainda  mais fria que a anterior , e não sabendo bem oque se passava naquele ambiente talvez eu tenha mesmo feito o certo  em não me  envolver. Como de costume ja era tarde e eu não iria voltar para casa naquele momento , minhas noitadas em bares a procura de algo que eu  ainda nem sei ao menos  oque seja esta me matando, mas por outro lado  essa leve caminhada após o trabalho é um pouco revigorante.

-  ...Hum..., aquele cara chega e grita do nada  pra sair daquele maldito  estabelecimento de uma hora pra outra isso me deixa ainda mais puto , mas hoje será diferente . (falo comigo mesmo murmurando em  voz baixa enquanto passava a mão sobre meu cabelo  atrapalhando-o um pouco ).

Após a leve caminhada e parando por um curto período de  tempo em frente do tão famoso Spirit Civic Plaza, diferentemente daquele “pulgueiro” conhecido como cordeiro massacrado olho a movimentação daquele ambiente , onde parecia ser frequentado por pessoas mais civilizadas a procura de conhecimento , diversão , azaraçao e seja mais oque se era possível fazer em um local assim  e com esses pensamentos um leve sorriso me vem ao rosto e assim adentro no local.

Andando entre as pessoas meus olhos se enchem de espanto ao ver o quão grande era aquilo por dentro , parecendo ser bem maior do que  a vista la de fora . E ja a algum tempo andando pelas salas e corredores do Spirit , vendo cartazes de apresentações teatrais , filmes  dos quais nunca ouvi falar e pessoas que  alegremente  transitavam ali naquele momento sem se importar com o mundo la fora cheguei a rir por um leve momento  . Mas já quase desistindo e indo embora para casa e com o pensamento de que foi uma boa noite mesmo passando-a sozinho tentando elevar meu ego  , deparo-me repentinamente  em meio a multidão que ali estava presente  com uma visão deslumbrante. Era uma mulher (Alyssa Blane)  de beleza radiante que destacava-se excessivamente parada em um dos pontos aonde vendia-se Dvd´s dentre outros artigos  , e ja perdido em meus pensamentos descrevendo-a  como se fosse aquilo  o que eu tanto procurei  ...

-Como se destacam as mulheres loiras mas ela era diferente ! Era vistosa, altiva e imponente. Chegava a brilhar  na noite e talvez reluzir-se de dia. Seja onde ela fosse e quando passava, havia  cochichos e olhares...de homens que a cobiçavam  e  talvez ate de outras mulheres também  .
Seus cabelos dourados  em contato com a leve brisa do Spirit balançavam,  encantavam e brilhavam...
Cintilavam de tal forma que chegavam  a ofuscar minha mente por um momento  ....


 Engolindo a seco garganta abaixo e acompanhado de um leve deslize passando a mão pela jaqueta  tentando parecer o mais apresentável possível para aquela beleza , andava firmemente em sua direção.  Após chegar ao tal ponto onde vendia-se os Dvd´s  e parando justamente ao lado da mulher (Alyssa Blane) ,  sinto aquele leve aroma de perfume feminino  fazendo-me quase perder a voz por instantes , olho para o vendedor perguntando-lhe  amigavelmente  ....

- Boa noite senhor , ... Éee  o senhor teria algum documentário recente  sobre  Charles Bullsmith ? .... Claro que nada daquilo realmente me importava penso comigo e esperando o velho verificar em sua grande pilha de dvd´s logo depois  olho para a mulher dizendo :

- Oi  boa , boa noite ... com licença mas , nossa esse seu perfume realmente é muito  bom , leve aroma mas muito bom ... Desculpa a minha comparação sem ao menos conhece-la mas acho que ele fica  perfeito em você, ao menos na minha opinião claro ...  Logo após demonstrando um sorriso simpático e balançando a cabeça de forma positiva  esperando ouvir a resposta da moça.
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