Casa da Madame Marlene

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Casa da Madame Marlene

Mensagem por Mestre do Jogo em Dom Set 16, 2012 3:23 pm


Bem-vindos à Casa da Madame Marlene, bem-vindos! Aqui o prazer se encontra com a volúpia.

A Casa da Madame é o ambiente perfeito para todos aqueles que buscam por uma bebida gelada e prazeres tórridos. Todo o tipo de clientes frequenta o lugar. Do operário em dia de pagamento ao político esticando o expediente. Do religioso devoto ao pervertido sexual, a função da Casa é dar a seus clientes tudo aquilo que eles buscam e anseiam... até o limite de suas carteiras.

A decoração lembra muito os antigos cabarés, com muito vermelho, plumas, paetês e veludo. Quadros e tevês lançam imagens eróticas para ajudar com o clima do ambiente. A música de primeira qualidade varia de acordo com o tema principal da noite e do tipo de apresentação de strip que é apresentada na passarela principal da casa que se divide em 4 andares. O primeiro para os clientes, o segundo repleto de quartos para os mais animadinhos (e endinheirados), o terceiro que serve como moradia para a Madame e suas meninas, e o porão, onde é mantido o estoque de comes e bebes da casa.

As meninas da Madame são escolhidas a dedo, jogue uma pedra por sobre o ombro e não importa onde ela cair, você encontrará uma mulher capaz de lhe tirar o fôlego, o fígado, o rim, a alma e a carteira para o resto de sua vida. Versadas nas mais variadas artes do amor, as meninas estão mais do que preparadas para levar ao delírio todos aqueles que recorrem à Madame, e (e é aqui que se apresenta o diferencial das meninas para as demais moças que praticam este nobre e antiquíssimo ofício) elas não o fazem apenas pelo dinheiro, pois 4 coisas são exigidas para se trabalhar na casa da Madame: Educação, sensualidade, beleza e vocação, quem trabalha aqui, o faz por gosto, e não só por dinheiro.

A casa é composta por vários mini bares, muitos sofás espaçosos e confortáveis, mesas e cadeiras, pistas de dança e passarelas. De meia em meia hora a Madame oferece a seus clientes shows de strip com suas melhores meninas, que sempre fazem questão da participação especial de alguns felizardos da platéia. Mulheres de fora também são bem-vindas na casa, seja para uma simples diversão, para consumo dos serviços oferecidos pelas garotas, ou para tentar uma vaga no quadro de colaboradoras e também são liberadas para apresentarem seus próprios shows nas passarelas.

A segurança do lugar é completamente condizente com o tipo de ambiente e o tipo de ameaça que se poderia esperar de um lugar como este, portanto (fora incidentes isolados) ir até a Casa é tão seguro quanto dar um passeio pela igreja, embora os objetivos destes dois lugares sejam um tanto quanto díspares.

A Madame também faz questão de estar perfeitamente arrumada e animada para receber seus fregueses, dedicando a cada um deles vários sorrisos e palavras de incentivo. Como proprietária de uma casa que atua neste ramo de serviço não é de espantar que a Madame seja uma das pessoas com o maior número de contatos na cidade, e também aquela a quem ninguém quer ficar devendo, especialmente quando a cobrança não vem em espécie, mas sim em palavras... palavras que poderiam acabar com os relacionamentos, profissões e reputação de qualquer um que já tenha frequentado a casa que prima pela discrição, mas versa pela honestidade (tanto das meninas quanto dos clientes).

Quer se divertir esta noite? Venha rever a Madame, onde você encontrará o aconchego que sua alma sofrida tanto merece.

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Re: Casa da Madame Marlene

Mensagem por Aleera Solario em Ter Jan 28, 2014 9:30 pm


A Espanha!


Era um país tão diferente daquele! Uma região onde o sol constantemente beijava a terra… De forma ardente… Caliente… Onde se podia sentir o calor que dos olhares emanava, de forma faminta, atrevida e ousada. Onde meu povo dançava demonstrando a mais acentuada sensualidade e a felicidade de viver de forma intensa. Sem medos e restrições. Onde quase tudo era permitido e, se assim não o fosse, dávamos um pequeno jeitinho de passar a ser. 


O Canadá, apesar de seu frio constante, era um país que possuía suas belezas peculiares. Havia por lá, alguns ambientes boêmios e um tanto... Apimentados para se frequentar. Era exatamente aquilo que procurava: os prazeres do sexo e a doce sensação das Artes. A vida era bem mais do que os milhares de dogmas impostos por toda a sociedade. Viver, nunca fora apenas o ato de respirar. Viver era para poucos. Para aqueles que sabiam dos prazeres de se aventurar mundo a fora, de enfrentar novos desafios, conhecer novas pessoas,aprender novos idiomas, encaixar-se em outras culturas, descobrir novas crenças, novas modas… Era acrescentar, e nunca subtrair ou apenas congelar em determinado ponto. Se petrificar feito uma estátua, incapaz de sentir, de ouvir, de enxergar, de saborear, de apalpar… A vida era uma bela peça de teatro! Apenas quem soubesse encorporar a personagem adequada a cada momento, saberia do que estava falando. Tudo era uma questão de adaptação, porém… Sem, jamais, deixar o que chamamos de verdadeira essência, para segundo ou terceiro plano. Viver, é ter a capacidade de ser esperto o suficiente para se safar de qualquer situação e, ao mesmo tempo, possuir a alma de um poeta que contempla a vida e descreve os campos de forma romântica, detalhada e singular. 


Minhas raízes ciganas nunca deixaram de me acompanhar, por onde quer que eu andasse. E assim continuaria, mesmo após o último pulsar do meu coração. Continuaria, mesmo que fossem nas próximas vidas. Jamais permitiria deixar que meu verdadeiro “EU”, escorresse como água por entre meus dedos. Nem que eu fosse obrigada a doar a minha vida por isso.

Caminhando pelas ruas de Vancouver, calçando uma bota envernizada de cano alto e salto agulha, usando um vestido preto bem colado ao corpo, com comprimento um pouco acima do joelho e um enorme decote em V nas costas e na região frontal, realçando os seios fartos,  as curvas e formatos de meu corpo, protegida contra o frio por um sobretudo aveludado vermelho carmim, que caía um pouco abaixo dos joelhos, levava junto a mim uma única bagagem. Uma enorme mala bem larga de rodinhas, uma bolsa de veludo (da mesma cor do sobretudo) pendia no braço esquerdo e uma necessaire preta no braço direito.

Caminhava sobre a calçada, enquanto o vento da cidade arremessava para trás, meus longos e ondulados cabelos, até que avistei um ambiente que, de fato, muito me agradou. O local se chamava Madame Marlene. Apenas pelo nome, pude ter uma ideia do que se tratava.


O ambiente era bem protegido. Após passar por alguns seguranças, que pareciam tirar minhas medidas apenas com olhares, adentrei o recinto e simplesmente, me encantei.

- Uau… - sussurrei em voz baixa, apreciava toda aquela decoração e jogo de cores. - Incrível! - sorri satisfeita, mordendo de forma sexy e rápida, o lábio inferior.

Caminhei de forma lenta até chegar ao bar. Encostei a mala próxima ao balcão.

- Olá… - sorri em direção ao barman. - A quem devo recorrer para conseguir uma boa estalagem e… Quem sabe um emprego?... - dizia encarando o belo homem que havia parado para me atender. - Agora… Quanto a um drink, tenho certeza que me pode servir um BEM caprichado. - pisco em sua direção.

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Re: Casa da Madame Marlene

Mensagem por Michael Zerstören em Dom Fev 02, 2014 10:16 pm

A mata densa impedia que sua visão fosse muito longe, a neblina o privava de distinguir as poucas cores que poderia analisar em tal escuridão. Lua Negra, só estrelas iluminavam o céu. O som de respirações ofegantes parecia estar se aproximando. Ele continuava correndo até um vulto acertá-lo pela esquerda, jogando-o contra uma árvore. Caído, Michael leva sua mão até a perna. Ao trazê-la de volta, vê seu próprio sangue escorrendo entre seus dedos, mas mesmo assim não havia dor. Sua respiração também havia parado há muito tempo, sem que ele houvesse notado. Seu coração não batia. Aleijado, ele se arrastou entre as árvores antes de ser alcançado pelas coisas que o caçavam. O que veio a seguir não mais foi do que um odioso e desprezível banquete, onde o corpo do Arqueiro era o prato principal.
 
...

Alguns minutos após acordar devido ao pesadelo, Michael se vê numa pequena área de lazer, algumas arvores e bancos. George se aproxima saindo da penumbra, caminhando em meio ao frio com uma blusa em sua mão. Zerstören somente ouvia os sons dos passos com sua mão cobrindo os olhos. – Vista isso, ou vai morrer de hipotermia. – o homem dizia após alcançar Michael, jogando a blusa sobre o mesmo.
 
O arqueiro tomou a blusa para si e a vestiu, George deu a volta e sentou na outra ponta do banco. Somente um indivíduo paciente como ele poderia realmente se dedicar a proteger a saúde mental de Zerstören. Desde o início, antes de enfrentar as dunas e o calor do deserto, antes de ter que matar para sobreviver, onde o primeiro homem caiu perante a impiedade do ‘garoto’, no mesmo dia em que essa dupla se conheceu, e temerosamente George estendeu sua mão. Naquele tempo Michael não possuía objetivo algum se não manter sua vida intacta... E ainda continua assim, apenas viver. Mas uma vida sem razões é longa e cansativa, principalmente em meio ao caos das batalhas que Michael tanto busca travar.
 
-Você precisa encontrar algo para si. – antes que pudesse ser interrompido, o artilheiro veterano mantém sua palavra de forma direta e reta – Sem mentiras dessa vez, Michael...
 
-... Volto para casa em dois dias... Preciso pensar...
 
-Está armado?
 
-Não... – com isso, ele deu as costas ao seu amigo, pondo-se de pé e saiu. Celular, carteira cheia, e armado apenas com os punhos, com os quais não é mestre algum. Um passado escuro é mais do que um resumo de sua vida. É o impacto que desencadeou o nascimento de um assassino, a mortalha que cobre a luz em seu coração impiedoso, é a trama depressiva, o conto revelador que abre as cortinas de sua mente, a revelação de suas convicções. Apesar de não contar sua história, os olhos de Michael são como um livro aberto, seus pecados estão expostos em cada pedaço de sua face, o medo, a raiva, e depressiva paranoia que o consome dia e noite... Seus passos perdidos pela cidade lavam sua mente enquanto busca seu próximo refúgio...
 
...
 
Passo após passo, sua aura deprimente enche cada rua e viela na qual entra. A morte de suas paixões e sonhos é tão óbvia quanto a satisfação nos olhos de um predador que encurrala a presa. “Madame Marlene”, ele lê mentalmente.  Questionável o nome, e mesmo assim, ele adentrou. Sua instabilidade mental havia cessado. Seu raciocínio lógico voltara a funcionar. Ao pisar dentro do local com um tom de total indiferença quanto a beleza e conforto do mesmo, analisou o recinto buscando um ponto de acesso viável para sua pessoa. O bar, mais distante, era o que mais o acomodava em conforto pleno, apesar de poder ver uma pessoa ali. Ele caminhou até o mesmo em passos lentos e leves, inaudíveis em um ambiente como aquele, e enquanto andava pôde analisar a exótica beleza da pessoa que estaria prestes a dividir o bar com sua presença – o que não fora capaz de retirar sua tensão, mas demonstrava que a calma estava tomando-o de volta.
 
Ao sentar-se silenciosamente ao lado da mulher, apenas com um banco entre eles, já começou a pensar no que havia feito próximo ao Hell’s. Zerstören declarou guerra aos ‘porcos’ no mesmo dia em que oficializou sua estadia prolongada na cidade. Isso não o desagradava, mas certamente era um tormento. Seus amigos agora também poderiam acabar sendo envolvidos. E se esse fosse o caso, seus inimigos teriam a carne separada de seus ossos... Todavia esse não era um momento para se pensar em batalhas, nem mesmo no futuro. O presente é o que importa.
 

-Quero providenciar um bom quarto pelo período de dois dias inteiros... Sem economizar. – uma pausa breve – E me veja um nevada... – de canto de olho ele observa a mulher por um instante, quase que de forma automática. Após isso, simplesmente aguarda.

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Meus alvos não são circulares, meus alvos não são coloridos, meus alvos vestem roupas, geralmente de preto e branco, também sabem colocar gravatas. Meus alvos são móveis, mas de vez enquanto ficam parados, e é nesses momentos que a flecha voa, tingindo as vestes de meus alvos de vermelho sangue...

Vamos, dê as cartas...
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Santino Post nº 8

Mensagem por Santino Soprano em Sex Maio 16, 2014 12:09 am

A água do chuveiro caia sobre a cabeça de Santino, a vida de um mafioso é bem cheia de emoções, pois é uma história com putas, contrabandistas, capangas armados. Uma existência que sempre prometia glamour e riqueza, mas que raramente proporcionava as duas coisas.

Essa noite prometia ser diferente das outras, ele se tornou "filho do Don", poderia final sonhar com glamour e riqueza, entretanto, na noite que tudo prometia sucesso um veado atraiu a atenção de um demônio e seus aspirações se desfizeram numa perseguição policial e terminam na cama de uma prostituta na casa de Madame Marlene. Talvez ele não sobrevivesse aquela noite.  Mas um fato é verdade ele deu o seu recado, Santino era um homem para ser levado a sério.

Ele desceu do quarto saciado por uma noite de prazer com uma das meninas do local, chegando ao balcão ele se sentou na ponta mais próxima da saída, ao seu redor haviam estivadores dispostos a gastar e putas dispostas a tirar até a última moeda.

Perto das escadas, havia um piano antigo, um negro cego toca canções famosas de outrora, causando um saudosismo, que combinava com a aparência de tristeza sombria disfarçada pelo excesso de vermelho.

uma mulher de cujos braços pendiam banhas semelhantes a patágios veio servi-lo, colocou uma dose de uísque e disse num tom baixo: - Santino, uma linda mulher andou perguntando sobre você! - ela deu um sorriso sarcástico, a puta velha iria querer "algum" pela "ajuda".

- pelo visto você contou tudo. - , disse o mafioso com cara de poucos amigos.

- Eu apenas falei, que você era o homem certo para um serviço de empreendedorismo, que requer descrição e homens.-, disse a puta velha.

- Duas características, que você não tem. Não é velha! - disse Santino com um tom sarcástico. ele pega a bebida e toma, A experiência lhe ensinou, que nesse momento ele está sendo observado e que em breve virá alguém pedindo para, que ele a acompanhe.


" São apenas negócios, vamos escutar a proposta.", pensa o mafioso.

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Re: Casa da Madame Marlene

Mensagem por Angelina Sartrè em Qua Maio 21, 2014 3:53 pm


Sobreviver e evoluir. As duas palavras que não saíram da cabeça de Sartrè durante as noites que se seguiram ao encontro com Nicolae no Centennial. Ao rever suas próprias ações notou o quanto foi imprudente naquela ocasião. Revelou-se em sua mais conhecida identidade, Angelina Sartrè, a atriz de teatro que poderia ser sua própria ruína ao andar pelas sombras. Além disso, arriscou muito ao negociar com o homem. É verdade que a necessidade do sangue a obscureceu a visão, mas se quisesse sobreviver e evoluir deveria ser mais prudente.
 
Durante seu tempo disponível ela procurou melhorar sua condição. Mandou que restaurassem o porão da casa e mudou o seu quarto para lá. Instalou um sistema de segurança no aposento que consistia de uma porta de metal reforçado cuja abertura se dava com uma senha digitada em um teclado ao lado. Havia uma câmera vigiando a porta, uma dentro do aposento e meia-dúzia espalhadas pela casa, com os monitores no quarto de onde poderia vigiar tudo o que se passava, além de ter um interfone para comunicação. Seu refúgio foi decorado com tapeçaria de parede e havia um caixão ao centro, um pouco elevado por uma espécie de altar. No alto da parede norte instalou uma luz de emergência – a qual esperava nunca ter de usar - e também havia lampiões a óleo em bandejas com água em volta, apenas para o caso de serem derrubados.
 
Marie planejava mudar algumas peças com o passar do tempo – como colocar um sarcófago de verdade no lugar do caixão de madeira -, mas por ora julgava estar “decentemente” bom. Na primeira noite que passou ali se sentiu um tanto solitária e decidiu ter um companheiro. Nem gostava nem desgostava de cobras, mas não havia animal mais adequado para lhe fazer companhia. Escolheu uma píton pela ironia que isso significava e lhe nomeou de Píton II. A cobra era atraída por Marie como que por encanto; não podia lhe ver desperta que escorregava caixão adentro e se enrolava em seu corpo, sibilando doces canções ofídicas ao pé do ouvido.
 
Estabelecida em sua própria casa, a Setita passou a investir em seu plano de expansão. Usou-se de sua experiência nas ruas e descobriu o nome de um homem que poderia lhe ser útil: Santino, um italiano possivelmente envolvido com a máfia. Ele estaria esta noite em um prostíbulo bem frequentado de Vancouver e foi para lá que Marie partiu como Marie – Angelina Sartrè ficaria restrita apenas aos negócios legais.
 
A Casa de Madame Marlene era um lugar onde Marie poderia ter trabalhado em sua juventude caso fosse tão formosa quanto aquelas garotas. Seu ego feminino ainda é ferido ao comparar sua mirrada estrutura física com os dotes curvilíneos das garotas que desfilam pelo recinto. Uma delas que estava dançando na passarela principal chama a atenção de Marie, não pela beleza, mas pelo tamanho de suas pupila. Ela estava drogada, e consequentemente, saborosa.
 
O encanto de Marie com a moça é quebrado quando da chegada de Santino. Ela se afasta de perto da passarela e senta-se em um banco ao lado do italiano. Quando o cumprimenta em francês, chama sua atenção. Ele vê uma mulher ruiva de aproximadamente 30 anos, cabelos presos em um rabo de cavalo, calça jeans, casaco jeans, cachecol e óculos escuros – este último, um mal necessário.
 
- Monsieur Santino...sorri gentilmente – Sou eu quem lhe procurava. Gostaria de saber se você é capaz de conseguir um depósito bem escondido próximo a essa endereço – empurra um pedaço de papel pelo balcão até a frente de Santino – e alguns homens que sejam espertos o suficientes para venderem meu material sem serem pegos. Quero pelo menos 5 deles pra começar. Tenho $100.000,00 para pagar adiantado pelo depósito e lhe ofereço 10% dos lucros das vendas – e mais 10% para os homens.

 
Tão direta ao ponto quanto fora possível. Já sabia quem era Santino pela descrição que a velha fez dele, e pelo que diziam, era sério e eficiente, o que justifica Marie não querer perder tempo com apresentações ou conversa fiada.
 
- Você vai gerenciar seus homens e o que decidir para resolver os problemas práticos eu acatarei. De resto, como as grandes decisões, sequer vai ousar me contestar. Na verdade, haverá alguém que responderá por mim e pela operação nas ruas, e será a ele quem responderá.
 
Marie termina e fica a olhá-lo nos olhos por detrás dos óculos. Desejava que ele fosse tão direto quanto ela própria tinha sido.

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POST SANTINO Nº 9

Mensagem por Santino Soprano em Ter Maio 27, 2014 1:28 am

O Mafioso e A Atriz







A todo tempo da conversa a voz do mafioso será num tom audível apenas para a francesa, com quem ele conversa, mesmo com suas alterações de humor, ele sempre manterá esse cuidado.
" Todo zelo, toda formalidade e toda escolha de palavras deixou-me claro, que estamos falando da grande mina de ouro da segunda metade do século XX para cá, estamos falando de narcóticos. Nos anos cinquenta a máfia italiana, não iria querer se envolver com isto, mas o tempo passou a visão mudou e as drogas se tornaram mais um produto ao lado do jogo, das bebidas, das armas e das mulheres.", pensa o mafioso.
- A signora é uma donna séria e merece ser tratada com tutto rispetto, os lucros no seu negócio são altos e os risco também, a sua operação se eu fizer parte dela  me custaria muito mais do que cinco homens para comercializar seu produto, por questões técnicas será necessário tanto vendedores, seguranças, advogados, contador e despachante. Cada segurança deverá ter a ficha limpa e porte de arma, pois coisas ruins sempre ocorrerão cedo ou tarde, esses cuidados auxiliam a garantir penas curtas.-, a voz do mafioso é fria. O rosto da mulher é familiar, mas não se lembra muito bem de onde o viu.
 
- Você vai gerenciar seus homens e o que decidir para resolver os problemas práticos eu acatarei. De resto, como as grandes decisões, sequer vai ousar me contestar. Na verdade, haverá alguém que responderá por mim e pela operação nas ruas, e será a ele quem responderá.
 
Houve uma alteração na respiração, seguido de um movimento de cabeça reflexivo, instintivo e demonstrativo de sua desaprovação. Por fim, Santino diz de maneira ainda controlada: - Infelizmente dentro dessas regras estipuladas, vejo óbices intransponíveis, que me fará declinar de sua tão lisonjeira proposta, pois diferente da mão de obra negra e latina, eu só respondo ao meu "Don" e não estou em busca de um novo.-
Pausa reflexiva
" Para conseguir um depósito basta um bom corretor de imóveis e para isto não precisa de mim, o que realmente a interessa, são meus homens e eu os perderia se minha fidelidade a família Giovanni fosse colocada em dúvida. não colocarei esses anos a perder sendo um cachorrinho dela ou de quem lhe faça à vez.", pensa Santino.
Novamente calmo, ele fala demonstrando ter ponderado sobre o assunto, mas fala num tom praticamente de despedida:- Enfim, nós italianos temos um modelo muito particular de trabalhar. Resta-me apenas desejar-te sorte no seu empreendimento, principalmente se seus interesses não entrarem em conflito com os meus e para demonstrar minha boa-fé estou disposto a adquirir parte de sua produção e colocar a disposição de meus clientes.-
 O mafioso mais uma vez olha o rosto dela e pensa: " Ela deve ser uma celebridade local, mas não recorda de onde a vi." Santino esta determinado a não ceder. Caso não ocorra uma mudança na  proposta, ele pagará a conta e irá embora.

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Re: Casa da Madame Marlene

Mensagem por Gia Kafka em Dom Jun 01, 2014 7:25 pm

Sempre ficava um tanto quanto nervosa antes de passar pela porta de um lugar desconhecido. Passava alguns segundos considerando se era uma boa ideia, pulando baixinho de um pé para o outro. Não que isso a impedisse de tomar um monte de péssimas decisões. Sempre acabava entrando, no final... Casa da Madame Marlene! Rá! Conhecia bem demais essas ditas “madames”.

Algumas pessoas a consideravam vulgar, – ninguém que importasse, por sorte – mas ela gostava de chamar as coisas pelos seus nomes corretos, sem medo. Se tinha aprendido alguma coisa sobre a sua língua materna, era que as palavras soavam bem melhor quando não se usava de subterfúgios.  Casa da Madame Marlene! Um puteiro, isso sim! E um dos bons.

Mas não achava aquilo negativo. Acreditava no valor das casas específicas para os prazeres gozosos. Um mundo com tantos prédios cinzentos precisava desses lugares coloridos onde as pessoas podiam relaxar, beber, gozar e galopar pelos labirintos da consciência aditivada. Em outras palavras, ela só queria uma bebida alcoólica qualquer e mais um pouco de pó. Tinha alguns trocados ainda. Que lugar melhor do que aquele paraíso de plumas e paetês avermelhados, aquela reconstrução nouveau da arte surrealista, baseada nos mais insanos sonhos molhados?

E, é claro, já estava bem louca. Se não tivesse já cheirado aqueles três pinos, não se arriscaria a perder todo o resto de seu suado dinheirinho numa casa de diversões. Ou talvez sim. A vida era tão inconstante... Passou pela entrada do lugar virtualmente aos pulinhos. Seu coração batia no ritmo de uma marchinha de carnaval, e as mãos tremiam na antecipação da felicidade que encontraria ali dentro. Certamente, poesia contemporânea plastificada.

Realizou seu último check-up: dois cigarros velhos e meio amassados no bolso, algumas moedas, duas notas de valor médio, três baseados bem bolados para lidar com o retorno depressivo do pó quando ele viesse; passou as mãos pelos dreads numa tentativa de domesticar a juba, e espanou as roupas – um amontoado de peças coloridas que não combinavam – para tirar a poeira da estrada. Passou os dedos pelas narinas e fungou, para tornar menos perceptível seus atos anteriores (como se isso fosse possível) e sorriu. Estava pronta para o amor. Ou pra qualquer coisa do tipo. Deixou que seus olhos descansassem na paisagem local.

Seus olhos quase explodiram de felicidade.

Era um lugar lindo! Cores lindas! Pelos Grandes Deuses, aquelas cores! Poderia comê-las! Poderia mergulhar nelas! Poderia usar pedacinhos daquelas emanações coloríficas em cada grande obra de arte trash do universo! Se sentia absolutamente agitada e excitada, e não pode conter os pulinhos de emoção.  Tinha vontade de gritar! Tinha ganas de correr! E, bem sabia, não era o tipo de gente que continha seus impulsos...

Com o coração batendo numa velocidade um tanto quanto perigosa, os olhos arregalados tentando captar cada partícula de cor, a boca semi aberta num cômico “O” de animação, começou a correr pelo lugar em zigzag, esbarrando nas pessoas na pista de dança, tentando agarrar as paredes e sorrindo numa alegria genuína. Bem sabia que não tinha feito uma escolha ruim... A noite prometia ser divertida!

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Re: Casa da Madame Marlene

Mensagem por Angelina Sartrè em Seg Jun 02, 2014 3:50 pm


Negociar com um legítimo mafiosi era o que faltava ao currículo de Angelina. Bem, não falta mais. Santino coloca seus pensamentos à mesa seguidos de suas condições, que aos olhos da Setita, foram criadas à base do equívoco: ele entendera tudo errado. E enquanto ela ouvia a contraproposta, o negro do piano inicia uma canção conhecida de Sartrè. Há tempos atrás, ela conheceu uma jovem apreciadora de música francesa antiga. Havia uma cantora em específico que era a mais tocada e Angelina acabou absorvendo toda a melodia e a letra das suas canções, fazendo renascer uma espécie de saudosismo no coração enegrecido da atriz ao ouvi-la novamente. Seus pés balançam as pernas por debaixo da mesa enquanto o rosto se emoldurava num sorriso direcionado ao italiano.
 
- Não quer sentar-se? – com o queixo mostra o banco vago à frente – Deixe pelo menos eu me explicar melhor...
 
Inverte as pernas dobradas antes de iniciar sua réplica, independentemente de Santino seguir ou não sua sugestão de se acomodar.
 
- Meus negócios são maiores do que isso. Eu só quero cinco homens porque apenas uma parte será escoada nas ruas, entendeu? Eles só precisam ser espertos; o restante, tudo que você precisar, eu posso lhe fornecer. É dinheiro fácil por um risco praticamente nulo. Eu pensaria melhor na proposta.
 
“Padam, padam, padam...” Os pés de Angelina regiam o simpático refrão instrumental, cantado apenas dentro de sua cabeça.
 
- E por que você aceitaria falar comigo se aceitasse trabalhar apenas para o seu Don? Não quero que você seja subordinado à mim; a questão é que seus serviços se resumiriam a organizar um pequeno grupo de homens e gastar seu dinheiro fácil, semana após semana. Prefiro trabalhar com você, que me parece alguém extremamente eficiente, do que apenas lhe vender algo. Eu gosto de estar cercada por pessoas competentes.
 
A última nota da música marca o término da conversa. Sartrè se levanta e retira um pequeno envelope transparente contendo cristais de metanfetamina de dentro do bolso da calça. Ela o coloca sobre o balcão e lentamente o empurra na direção de Santino.
 
- Espero que façamos negócios.
 
Deixa a amostra com Santino e se despede dele com um gesto de cabeça, sabendo que o encontraria uma hora ou outra. Por ora, Angelina buscaria a garota do início da noite, aquela com os olhos marejados que dançava no palco principal. Abrindo caminho por entre as pessoas ela se roça e se esfrega, absorvendo o suor, a excitação e o calor dos corpos que lhe tocam muitas vezes de maneira assanhada. Colocando-se entre garotas seminuas que dançavam agarradas com homens plenamente vestidos, a frágil figura de cabelos ruivos se destaca por destoar das outras mulheres do recinto.
 
Sua busca pela dançarina resta infrutífera, com a moça ausente do lugar por motivos profissionais. Justamente quando Angelina se despedia amargurada da possibilidade de interagir com outra mulher – há tempos não o fazia, desde Bridgitte – ela vislumbra uma outra cena incomum. Uma jovem se comportava de forma destrambelhada, tentando agarrar a Casa da Madame Marlene com os próprios braços em um amálgama de expressões e sentimentos. Ou era apenas ácido.
 
Subitamente, Sartrè decide adotar outra postura antes de abordar aquela figura interessante. Enquanto caminhava a atriz desfaz o rabo de cavalo, balançando as longas madeixas vermelhas no ar; retira os óculos escuros, a jaqueta jeans e a blusa, deixando-os simplesmente caírem ao chão. Com o timing certo, o sutiã é jogado fora bem na hora que ela dá de frente com a garota. Cabeça erguida, olhar penetrante voltado para cima na direção dos olhos da jovem. De repente Angelina parecia com uma das garotas de madame Marlene: seminua e com uma explícita expressão de desejo. Um sorriso discreto, embora absolutamente sem vergonha surge em eu rosto.
 
- Te achei.
 
Concentrando-se no vitae em seu corpo, ela aquece a pele para ganhar calor e ficar ruborizada antes de pegar na mão da garota.
 
- Eu vou te dar prazer. Vem comigo...
 
Sem usar a força, Angelina a levaria para um dos quartos repletos de tecidos vermelhos dos quais ela parece gostar tanto.



Malditos vícios...

-----------------------------------------------
OFF: Após se despedir de Santino, a atriz vagou pelo lugar e saiu definitivamente do campo de visão do mafioso; ele somente teria visto as cenas seguintes caso estivesse ativamente a seguindo.


Última edição por Angelina Sartrè em Seg Jun 02, 2014 4:03 pm, editado 1 vez(es) (Razão : Correções e adição de OFF)

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Re: Casa da Madame Marlene

Mensagem por Gia Kafka em Dom Jun 08, 2014 4:07 pm

A vida da maioria das pessoas segue regras estáveis, consideravelmente seguras, que ajudam os pobres e assustados seres errantes pelo mundo a acharem que vão passar pela vida sem um arranhão que seja – o que não vai acontecer, não importa o quê. Tinha aprendido isso com os pais, e acreditava nisso. Mas também tinha aprendido, e isso por si mesma, que as pessoas que escolhem se tolher são as mesmas que te batem numa tentativa de calar sua liberdade sublime. Agir livremente tem seu preço, de fato. Mas duas coisas fazem valer a pena quando alguém se dá a liberdade de agir de acordo com o que lhe passa na cabeça.


A primeira, o lado mais divertido da coisa toda, é que as pessoas te acham louca. Nem é necessário enumerar todos os benefícios de ser considerada louca, que vão desde facilidades em transações envolvendo drogas até assustar bastante gente que pode liberar grana para aquela intervenção artística no manicômio ou praquela roda de performances na praça central. Mas a parte mais divertida mesmo são as caras cômicas de choque, raiva e medo, ou uma mistura das três, quando se está tendo a noite mais divertida da semana. O prazer de correr e agarrar as paredes coloridas não era nada perto do comportamento ultrajado de alguns homens, o riso das putas e a cara absolutamente pasma da mulher no bar. Gostava de ver que o ser humano ainda era capaz de reagir... Ah, isso sim era felicidade!


Agora a segunda, ah, essa sim, razão pela qual até vale a pena ser espancada por aí de vez em quando (e não que isso fosse totalmente ruim) é o interesse. Liberdade sai pelos poros (junto com o suor e as drogas, também grandes atrativos) e isso atrai as pessoas certas. Gente interessante. Gente diferente. Gente deliciosa que estava disposta a ficar pelada e se esfregar em seu corpo por longas horas numa tentativa de roubar um pouco do que quer que seus poros estivessem excretando. Nham!


Tinha acabado de se desvencilhar de um punho grandioso que alguém colocara no caminho de sua corrida desenfreada com um giro de velocidade e leveza, que aprendera na época em que estudara a Dança dos Ventos com os atores do Living. Mastigava animada um resto de plumas vermelhas de uma parte da parede, que arrancara a mordidas. Em algum lugar ouvia os acordes de uma música da grandiosa Piaf. O mundo lhe parecia um lugar belo e aconchegante.


Foi quando a viu.


Soube na hora que ela se enquadrava no segundo caso. Não vinha espancá-la ou expulsá-la. Diminuiu sua corrida para quase um trote, fascinada. Ela tirava as peças de roupa com a tranquilidade de quem já tinha feito isso muito. Um ótimo sinal. Era uma mulher pequena, magra, mas tinha um olhar um tanto intenso. E olhava para ela, indubitavelmente. Um arrepio rápido lhe percorreu a espinha, de uma maneira desagradável, mas decidiu ignorar. Provavelmente era só um efeito no acúmulo de cocaína no sangue. Não tinha tempo pra lidar com o backlash do pó agora. Tinha uma mulher seminua vindo em sua direção e estava mais do que disposta a ficar bem pra poder lambê-la dos pés à cabeça.


Ela parou à sua frente, praticamente lhe oferecendo os peitos. Gia salivou levemente. Seu corpo parecia levemente corado, outro ótimo sinal, e desejoso. Não precisava de mais nada. Mal ouviu o que ela disse, mas tinha “prazer” no meio, então entendeu bem a ideia. Segurou sua mão com firmeza e a seguiu sem medo escada acima, na direção dos quartos, apreciando a visão da nuca branca, do corpo magro, dos cabelos vermelhos. Tinha vontade de já fodê-la ali mesmo. Sem dúvida tirara a sorte grande naquela noite.


Mal fechara a porta do quarto atrás de si. Sem nem olhar em volta – cores já não interessavam mais, e o quarto era como outro qualquer, a despeito do clima e da beleza que tentassem criar. Era um utilitário. Mal fechara a porta do quarto atrás de si e avançou sobre a mulher. Puxou-a pela cintura com seu braço mais forte, colando o corpo pequeno ao seu, deixando que sua boca faminta vagasse por pescoço e ombros, se preparando para degustar os seios. Nada de formalidades. Tinha quase certeza de que ela não cobraria por isso. Não sabia como, mas sentia que aquela mulher não era uma das moças da casa. Só iam ter uma bela trepada, de preferência bem molhada e barulhenta, sem encargos... Mas... Claro, podia ser bacana com ela. A moça devia ser interessante.


- Posso te oferecer um pouco de tesão esfumaçado, gostosa? Não que a gente precise...

Parou por um segundo, sorriu pra ela, procurando seus olhos, enfiou a mão no bolso e puxou um baseado, o mais gordinho, mais bem bolado, e segurou-o na frente dos olhos da ruiva.










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Off => Duas coisas: 1- me desculpem, ficou um pouco grande e 2 - Eu sei que eu deveria esperar a postagem do Santino, mas eu estava ansiosa pra postar...

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Re: Casa da Madame Marlene

Mensagem por Angelina Sartrè em Seg Jun 16, 2014 2:56 pm

Sartrè se desdobra em seu jogo de cena. É uma cobra, em todos os sentidos, com dentes afiados preparados para o bote e uma língua que sibila doces mentiras. A caçada da noite resultou em uma presa trancada em um cômodo isolado o bastante para que seus gritos de gozo ou de pavor não fossem ouvidos.
 
Nomes são meras trivialidades. Não se pode nomear o desejo, seja ele a paixão humana ou a fome da Besta. Elas se chamam pelo olhar e se comunicam com bocas e mãos. O semi-curvilíneo corpo da ruiva toca o da outra; os seios se amassam, a pele ruborizada parece ir perdendo calor aos poucos. Ela oferece o pescoço de forma simbólica para sua parceira, sendo acariciada por uma boca faminta por si.
 
A outra se afasta para procurar algo em sua bolsa. Dali poderia ver as marcas velhas e enegrecidas de picadas de agulha que Angelina carregava consigo em seus braços – marcas que nem o vampirismo conseguiu lhe tirar. Os braços da ruiva se movimentam para cobrir os seios, não como um ato pudico, mas sim como forma de distração: evitava dessa forma que a jovem percebesse o quanto Sartrè parecia uma má idéia como parceira sexual.
 
- Posso te oferecer um pouco de tesão esfumaçado, gostosa? Não que a gente precise...
 
Os viciados de rua parecem Shakespeare comparados a isso. Ainda sim Angelina sorri demonstrando simpatia pela idéia.
 
- Cheguei primeiro. – diz mostrando um saquinho contendo cristais de metanfetamina, fazendo alusão a um consumo recente.
 
O pequeno envelope com a droga é jogado na cama ao lado da jovem. Para Angelina tanto faz se ela iria aceitar a oferta, ou se iria fumar a maconha ou ainda se continuaria chapada com o que quer que tenha usado antes de entrar ali. A noite já representava uma vitória.
 
Na cama as carícias se aprofundam. O lábio cada vez mais gelado da ruiva percorre o corpo da jovem checando sua pulsação disfarçadamente. Então aquele momento parecia o ideal. A jovem de dreads loiros se mostrava completamente entregue aos seus instintos e estava na hora de Angelina fazer o mesmo. Ela se põe por cima da garota, ajoelhando-se na cintura desta, com uma perna em cada lado prendendo-a no lugar. Cessa os beijos sórdidos para ficar com o tronco ereto naquela posição. Subitamente ela faz com que o vitae que resta em seu corpo se projete como força física e leva as mãos ao pescoço da jovem. Começa devagar e vai apertando cada vez mais forte, vendo o prazer se transformar em desespero nos olhos da garota. Quando o misto de efeito das drogas, tensão sexual e sadismo chegam concomitantemente ao mais alto nível, Angelina mergulha de boca para baixo com força, afundando suas longuíssimas presas ofídicas no pescoço da jovem, bem embaixo do queixo.
 
Gesto bruto, ofensivo, doloroso. Ela queria machucar sua vítima pelo simples fato dela se mostrar feliz demais. Angelina quis lhe trazer um pouco de realidade. Pensa também que ela exibe muita vida e que seria uma boa idéia lhe privar de parte disso. As sugadas são vigorosas, como uma corrida contra o tempo. Sangue escorria pela canto da boca de Sartrè, vazando com tanta força que lhe espirrava nos seios. Quando ela para de se alimentar já tinha os mamilos rubros, com filetes escorrendo de suas pontas para o abdômen da jovem.
 
Havia tirado uma grande quantidade de sangue de sua vítima; se não o suficiente para mata-la – e certamente não foi – a deixaria completamente zonza por horas. Ah sim, e ela ainda estava sob o poder entorpecente de suas drogas...
 
Angelina se levanta olhando com desprezo para a garota ensanguentada. Calmamente vai até uma poltrona próxima da cama e senta-se de qualquer forma. Era como uma rainha da decadência banhada em sangue viciado.
 
Ela fecha os olhos e espera calmamente os sintomas de sua dose aparecerem. Curtiria a viagem ali mesmo.

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Re: Casa da Madame Marlene

Mensagem por Gia Kafka em Seg Jul 28, 2014 8:18 pm

Quando as coisas começaram a dar errado, afinal?

Estava tudo indo bem. Tinha certeza de que estava tudo indo bem. No fim acabara se decidindo por nem fumar a maconha, e a guardara junto com o envelope de tina. Parecera um oferecimento de coração aberto da ruiva, afinal, e podia ser interessante em algum outro momento. Provavelmente esse foi o único pensamento realmente lúcido daquela noite.

Suas mãos tremiam desesperadamente, mas isso não impedia nada. Estava empolgada, e também um pouco cega. A quantidade excessiva de pó em seu corpo não-muito-grande mexia com seus hormônios, e de fato não era mentira que o tesão deixa as pessoas um tanto estúpidas. Só conseguia pensar em quanta sorte tinha de conseguir uma transa quando nem estava procurando por isso nem fizera esforço nenhum nesse sentido. E de graça! E estava tudo indo bem...

A ruiva se enroscava nela como se seu corpo fosse de borracha, como um réptil. Provavelmente ela também vinha das artes do corpo... Gia só tentava beijar, lamber, agarrar e morder o máximo possível de partes do corpo da outra que estivessem ao seu alcance. A cada segundo suas mãos tremiam mais. Maldita cocaína. E ainda tinha a impressão de que o corpo da outra se tornava gelado, viscoso, como o de um afogado. Obviamente estava começando uma fase estranha da droga. Malditas misturas. Mas era uma sensação ao mesmo esquisita e excitante, como se estivesse prestes a foder alguém no limiar entre a vida e a morte. Mas é claro que isso não fazia sentido nenhum. Se permitiu sorrir pra si mesma. Estava deixando o cérebro vagar num momento em que devia estar concentrada.

Queria dominar a mulher, mas não tinha forças. Seus músculos todos tremiam em espasmos leves. Os toques, ao invés de aquecerem cada vez mais seu corpo, deixavam cada vez mais gelada sua pele ultrassensível. Se sentia suada, o que só fazia aumentar a sensação de que estava tocando alguma espécie de entidade aquamórfica. Mas tudo estava indo bem, ainda. Estava só pirando. Em dez minutos, aquelas sensações bizarras passariam e ficaria tudo tranquilo. Mas antes que percebesse, a ruiva estava por cima dela, imobilizando seu quadril, ereta. Era uma cena excitante. Começou a esboçar um sorriso convidativo.

Mas alguma coisa a impediu. Seria um brilho estranho o que via por trás dos olhos dela? Seu coração pulou uma batida e por um segundo sentiu algo parecido com medo.

Passou logo. A ruiva levou as mãos ao seu pescoço. Ah, joguinhos! Ela gostava de joguinhos. Nada mal, nada mal mesmo. Até esticou mais o pescoço para que ela encontrasse o melhor lugar para fazer pressão. Tinha orgulho de não se considerar uma pessoa baunilha. Mais ainda, de saber o que era uma pessoa baunilha. Sentiu a temperatura do corpo aumentar com a leve pressão, mesmo que mãos geladas de uma entidade aquamórfica a estrangulassem.

Queria sorrir, e quase sorriu, mas a mulher começou a aumentar a pressão. Cada vez mais pressão. Ela era louca? E mais. O ar começou a realmente faltar. E mais um pouco. Gia começou a ficar assustada. Mais ainda. A boca se abriu automaticamente, buscando um pouco de ar. Mais. Os olhos dela tinham um brilho maníaco. Quis gritar. Nenhum som reconhecível saía de sua garganta comprimida. Mais pressão. Agarrou as mãos da ruiva, em desespero. Mais pressão. Oh deuses! Estava morrendo! Será que estava morrendo? Lançou um olhar suplicante e amedrontado. De nada serviu. A ruiva fez mais pressão. Tentou se debater, inutilmente. Um pouquinho mais de pressão e poderia dizer adeus à existência terrena. Suas pernas começavam a dormir. Um som débil saiu de sua garganta, muito embora ela estivesse gritando o máximo possível. Então ela avançou.

Depois foi tudo dor. Sua vida parecia se esvair em lufadas de dor excruciante. Estou morrendo, pensou, subitamente consciente. Essa mulher está comendo minha vida. Mas Gia não iria em silêncio. Ela não. Buscando forças sabe-se-lá-donde ainda tentou se debater mais um pouco, e, sentindo as mãos da mulher afrouxarem, puxou uma quantidade suficiente de ar para gritar. Alguém viria por ela se gritasse alto o suficiente. Mas uma onda de dor terrível parou sua ação no meio e o mundo deixou de existir.

O nada absoluto.

Quando as coisas começaram a dar errado?


Voltou a si gritando desesperadamente, mas a mulher já não estava mais em cima dela. Na verdade, não estava em lugar nenhum que pudesse ser vista. Se não estivesse tudo sujo de sangue, pensaria que tinha imaginado tudo. Levantou-se, cambaleante, vestiu as peças de roupa que faltavam, sem se incomodar com o sangue, jogou a mochila nas costas e, lançando olhares assustados e confusos para o ambiente, saiu pra rua. Era fim de tarde. Acendeu um cigarro com as mãos trêmulas e fugiu daquele lugar rapidinho, como se a mulher estivesse no seu encalço. Pelo que sabia, talvez estivesse mesmo.

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