Hell's Kitchen Club

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Hell's Kitchen Club

Mensagem por Mestre do Jogo em Dom Set 16, 2012 3:26 pm


Localizado a mais ou menos cinco minutos do centro da cidade. A aproximadamente dois minutos de caminhada até o John Lawson Park. Exatamente no número 1734 da Avenida Argyle.

O ambiente é conhecido na região como um dos clubes mais movimentados da noite. Um local regado a bebidas de todos os tipos, musica alta de apenas dois gêneros: Rock e mais Rock. Bandas conhecidas e DJ’s renomados já tocaram nesse conhecido bar. Além de boa música o clube é conhecido por ter um dos climas mais pesados também. Sendo conhecido como um dos grandes locais “underground” da cidade.

Apesar de ter uma vasta opção de sons e sabores tem uma opção ainda maior de estilos de freqüentadores. No Hell’s Kitchen é possível encontrar de garotas de programa de quinta categoria até acompanhantes de luxo, vendedores de bilhetes falsos para jogos de baseball até poderosos vendedores de drogas, de ladrões de galinha a assaltantes de bancos e por fim, mas não menos presentes, de cidadãos pacíficos a mestres em confusão e brigas de ruas.

A entrada é convidativa, néons piscando com o nome do clube durante a noite chamam a atenção de quem passa pela avenida após o sol se pôr. Do lado de dentro fica ainda mais interessante. Não há pistas de dança para os mais animadinhos, mas há um bom espaço entre as mesas de madeira, espaço suficiente para se balançar o esqueleto. As mesas feitas de madeira com o tampo em mármore polido. Fixada ao chão do ambiente não pode ser movimentada, as cadeiras são de madeira também, porém não são fixadas ao chão, no balcão do bar, que é quase do tamanho do bar, se tratando de comprimento, ficam mais de 30 bancos feitos de aço, com um assento em couro macio, esses bancos também são fixados ao solo. Nas prateleiras várias bebidas, as mais conhecidas e pedidas. O balcão é feito em madeira trabalhada, com o tampo também em mármore polido. A iluminação é feita com vários pontos de luz negra sobre a cabeça dos que ficam sentados no balcão. Ainda existem alguns pontos de luz que não foram quebrados em briga pelas paredes. Elas têm um tom mais escuro. Uma luz em um tom roxo, quase do mesmo tom que a luz negra, mas não com a mesma propriedade.

As garçonetes sempre sorridentes atendem os clientes com um uniforme que deixa os homens felizes e as mulheres enciumadas. A saia curta, rodada, preta dá um charme quando é feita em couro. Uma renda branca dá o toque final. No busto uma camiseta curtinha feita em renda também deixando à mostra barriga e braços, sendo coberta por uma espécie de top feita em couro também. A grande maioria das atendentes desse local tem menos que 1,75 m, porém mais de 1,61 m. Escolhidas a dedo pelo dono do ambiente.

Ao fundo do bar há os dois banheiros, o das mulheres na maioria das vezes limpo, salvo as ocasiões em que os homens bêbados e loucos para se livrarem da necessidade acabam utilizando. Ainda no fundo ficam as duas mesas de sinuca que o bar oferece, sobre a mesa um ponto de luz branca fluorescente. Os tacos ficam à disposição pregados na parede. Para jogar, os interessados devem pegar a ficha no balcão.

Esse ambiente não possui seguranças. Nem oferece segurança a quem entrar. É um ambiente onde negociações são feitas, onde prostitutas são contratadas e onde assaltos são marcados.

Na porta de entrada, de forma bem destacada, pode-se ler o aviso na placa afixada: "Hell's Kichen. Cuidado com o Maioral"

Querem descobrir quem é o Maioral? Entrem e tentem a sorte...

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Re: Hell's Kitchen Club

Mensagem por Michael Zerstören em Seg Ago 26, 2013 8:26 pm

Alemanha, seis anos atrás. O nome “Zerstören” de hoje já foi apenas um apelido. Michael Klaus Gunter, filho de um homem britânico e uma mulher alemã, adotou Zerstören como nome. Os motivos foram vários. E eles começam quando Robert, pai de Michael prende um importante membro de uma facção criminosa de grande escala sete anos atrás. As investigações estavam indo bem, muitos suspeitos já haviam sido pegos e alguns estão até hoje atrás das grades. Porém isso não agradou nem um pouco os líderes daquela facção...

“-Michael, Taiga disse que não tens saído do quarto...”. – a voz autoritária do homem que batia hora sim hora não na porta do quarto dele...

“-Pouco importa o que quer que eu faça. Não confio em você, não confio naquela mulher.”. –essa era sua própria voz. Porém ele não se lembra para quem ou quando disse isso.

“-Você pode não se importar, irmão, mas eu não vou desistir de você.”. – dessa vez era doce, serena e suave. Era a voz dela... Taiga. E em seguida... Só pôde se lembrar dos gritos de sua irmã, o desespero em seus olhos e a dor que sentira naquela noite de seis anos atrás...

... Michael para a moto em frente a um bar. Música alta, algumas pessoas por perto já dão indício de qual o público que frequenta o lugar. O tipo que mais corre risco por estar perto de Zerstören enquanto ele estiver armado. Mas dane-se as possibilidades. Pior do que o que já passou, não menos que a própria morte de Michael.

Antes de entrar no local ele se atenta a placa com o aviso: “Hell’s Kitchen, Cuidado com o Maioral”. Sem compreender totalmente o significado da placa, Michael adentra o Hell’s. Seus olhos percorrem rápida e cautelosamente o local, ele mira a região mais próxima de estar afastada da massa fétida de pessoas. Ali ele se senta e levanta do braço chamando atenção de uma garçonete. Ela se aproxima, Michael analisa totalmente seu corpo e suas vestes. Primeiro conclui que ela não oferece grandes riscos. Depois conclui que os seios dela são magníficos. Por fim a mulher está próxima o bastante para que ele faça seu pedido. E então, instantes antes de Zerstören conseguir falar, o som de uma carcaça humana colidindo contra a parede do fundo do bar o interrompe.

O Arqueiro se ajeita para poder ver o que está acontecendo assim como a maioria ali também o faz. – Me traga... Uma garrafa... De Gim. – ele olha rapidamente para a garota – O mais rápido possível, querida. – seus olhos se voltam em direção ao foco de confusão do local novamente.

Sem pretensão de entrar em alguma briga, mas com total intenção de apostar em algum cão sarnento, Michael observa atentamente o local enquanto espera sua bebida chegar.

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Re: Hell's Kitchen Club

Mensagem por San Smith em Seg Ago 26, 2013 8:33 pm

- ... um artefato muito poderoso que...
 
- Tu tá do avesso, né não?
 
- Como eu dizia, estou tentando lhe explicar a seriedade da situa...
 
- É verdade que vocês comem cocô?

- Senhor, Edward Shaw, o Príncipe em pessoa pede que...
 
- O pinto de vocês caiu de podre igual as tuas fuças?
 
- ...
 
- Vocês se vestem de Brad Pitt no Dia das Bruxas?
 
Com um suspiro o Nosferatu se dá por vencido, era realmente algo idiota mandar uma criatura medonha conversar com alguém com um senso de humor tão escroto quanto o daquele Brujah. Ele tinha vontade de estripar o Rebelde, mas ouviu as histórias sobre o último Nosferatu que tentara algo parecido... e teve que andar por aí com as duas pernas literalmente enfiadas na bunda, até a altura dos joelhos. Não acreditou nela, até conhecer o sujeito... passaram a chama-lo de Sapo, porque agora só andava aos pulos.
 
- Enviaremos um Carniçal com orientações escritas para o seu bar, Senhor... tenha uma boa noite. – disse ele, fazendo uma pequena mesura e dando meia volta, desaparecendo na noite, com o Rebelde observando-o ainda por um bom tempo.
 
- Bichona! – arrota ele para o nada, voltando a montar em sua moto, fazendo o motor rugir alto, voltando para o Hell’s Kitchen. A volta foi relativamente tranquila... enfiou uma porrada na nuca de um skatista, chutou o rabo de um ciclista e passou com as rodas da moto em cima dos pés de um balofo qualquer.
 
- Lava, encera e abastece. – diz ele, sem nem dirigir o olhar para o punk viciado que ele usava para guardar e proteger sua moto. Não precisava de segurança maior do que aquela, qualquer um sabia bem o que podia acontecer com quem mexesse com o seu tesouro.
 
Já ia metendo o pé na porta do bar quando ouviu o som metálico de algo grande e pesado se estatelando no chão, seus olhos se arregalaram antes mesmo de se virar... se tivesse um coração batendo ele estaria agora saindo pela sua boca escancarada, alí, no chão sujo e molhado, jazia sua amada moto, com o que se parecia muito com o cadáver de um punk drogado ao lado dela, branco e tremendo como se tivesse Parkinson.
 
Não haviam palavras para descrever a dor que lhe abatia e rasgava como navalhas, por isso ele emitiu apenas uma única palavra, um uivo de agonia:
 
- MARILUUUUUUUUUU!!! – era o nome da moto com o adesivo escrito “Maioral” na lateral do tanque de gasolina.
 
O punk tentava desajeitadamente levantar a motocicleta, mas suas mãos tremiam tanto de medo e de vício que ele a derrubou mais umas duas vezes antes de conseguir enfim deixa-la em pé. O Maioral assistia a tudo horrorizado, paralisado como um catatônico. A ira tomava conta de seu ser, de forma tão completa e absoluta que ele moveu-se em piloto automático na direção do garoto, sem nem se dar conta de que o havia erguido no ar, esmigalhando sua garganta e colando seu rosto ao dele, olhando-o com os olhos arregalados.
 
- HADOUKEN!!!
 
Os olhos do punk piscaram de perplexidade por mais duas vezes, até ele ser atirado na direção da porta do bar, arrebentando-a em pedaços com as fuças. O rosto queimava pela fricção criada pela velocidade do arremesso, como faz com um ônibus espacial que reentra na atmosfera terrestre. Adiante de si os frequentadores do bar cambaleavam e perdiam o equilíbrio atingidos pela onda de choque causada pelo deslocamento de ar que o corpo do garoto projetava. Para ele tudo estava em câmera lenta, mas para os demais ele não passava de um borrão marrom riscando o ar, até que sua matéria física encontrou-se com a parede dos fundos do bar, criando uma polpa de carne, ossos, tripas e sangue.
 
Quem estava bebendo cuspiu a bebida pela boca e nariz, quem estava mais próximo vomitou os intestinos ao ver o que restou do garoto, e o único som que se ouvia era o rock pauleira que tocava sem parar, enquanto uma figura gigantesca atravessava a porta quebrada do Hell’s.
 
O Maioral estava de volta na área, e fuzilava todos com os olhos.

Sair vivo daquele bar seria algo interessante...

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Re: Hell's Kitchen Club

Mensagem por Michael Zerstören em Ter Ago 27, 2013 8:34 am

Tudo ocorreu muito rápido. Não havia tido tempo de se fazer nada, ou pensar em nada. A distância do Arqueiro quanto a porta não o fez sentir a onda de choque gerada pelo meteoro humano. Na verdade, tudo foi tão rápido que a única coisa que ele viu, ou melhor, ouviu, foi o som do corpo colidindo contra a parede. Agir de forma tão natural não era algo tão impensado se considerarmos que ele não teve a menor chance de entender a real situação na qual estava se metendo no exato momento em que entrou no Hell’s.

A garota volta meio trêmula com a garrafa. Michael nota algumas pessoas se aproximando do lugar onde o corpo estava, porém a maioria se distancia, como se estivessem vendo algo realmente horrendo. Ele pega a garrafa antes mesmo da garota coloca-la na mesa. – Valeu, gracinha, mas você parece que viu um fantasma...

Sem responder e suando frio, a moça sai. Os instintos de Michael começam a se distorcer. Situações as quais o levariam a morte começam a ser teorizadas. Ele se levanta com a garrafa em mãos e se aproxima do local onde estava o corpo... Ou o que sobrou dele. No deserto, acidentes com minas, bombas falhas e até atentados com homens-bomba são relativamente frequentes... Aquele corpo não estava muito diferente de alguém que caíra de cara em uma mina. Aos pedaços... Olhando para trás, Michael vê o provável responsável pelo ocorrido... Não. Não seria possível. Humanamente, fazer algo assim é simplesmente ridículo. Como aquele animal bípede com cara de cachorro raivoso teria arremessado alguém contra a parede com essa força? Com um pouco mais de atenção, Michael percebe que o corpo não só colidiu contra a parede, mas também estraçalhou a porta de entrada do Hell’s, porém, talvez por desatenção, Michael só ouviu o som de um impacto. Teria aquele corpo voado tão rápido no ar a ponto de só um som ser ouvido em dois impactos? A ideia não seria tão ridícula... Se a parede dos fundos não estivesse tão longe da porta.

Michael bebe uma boa quantia do gim antes de voltar a pensar a respeito. Mas não há o que pensar! Nenhuma ideia soa racional, atiçado pela curiosidade, mas barrado pela paranoia. O lugar se torna um verdadeiro inferno para Michael, qualquer um ali poderia ser uma ameaça para ele, mas aquele colosso fétido recém-chegado era o maior suspeito. E Zerstören não desprendera sua atenção dele por um instante se quer. O Arqueiro volta ao seu lugar. Ali ele se senta e mantêm seus olhos no cão de forma discreta. Jamais, nem mesmo na sua extensa campanha de matanças no deserto ele conheceu alguém que pudesse fazer aquilo. Deve haver um truque, algo que possa tornar isso um pouco mais racional. Sair dali sem estudar um pouco o colosso fétido não se mostra mais uma opção, Zerstören dispensa uma fuga sem antes apostar algo de valor. Talvez sua vida, como já fizera antes.

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Re: Hell's Kitchen Club

Mensagem por Nicolai Volkova em Qui Ago 29, 2013 1:17 pm

Logo de manhã cedo o telefone toca e acorda Nicolai que atende de mal humor. Logo seu humor muda e ele parece mais alegre. Do outro lado da linha uma voz indica que o carregamento havia chego, estava no porto, depois de percorrer um longo caminho. Nicolai levanta rapidamente e diz estar indo para lá. Ele se veste rapidamente e já começa a se arrumar. A roupa costumeira, calça jeans, camiseta preta e jaqueta de couro, nos pés um coturno. Ele desce até a cozinha e pega um copo de suco de laranja e um pedaço de pizza do dia anterior e esse é seu café da manhã. Após comer ele se dirige ao seu carro e sai apressado em direção ao porto. Chegando lá já estava tudo meio que encaminhado e organizado. Seu contato já estava agilizando tudo, assim com seus “empregados”. Tudo estava encaminhado perfeitamente e tudo foi levado para o lugar de sempre, um galpão meio afastado, que ficava vigiado 24 horas por dia. Nicolai ficou ali, supervisionando a separação das “encomendas”, ecstasy, cocaína e maconha, vindas diretamente de Londres. Após tudo organizado, foi separado para que cada um dos passadores para venderem durante a noite. Nicolai estava satisfeito com todo processo. A noite chegou e já estava praticamente na hora de começar as vendas. Seus homens saíram e Nicolai também, agora era hora de se divertir.

Ele tinha um destino, depois de um “árduo” dia de trabalho. Ele iria relaxar, bebendo sua vodka favorita no Hell’s Kitchen Club, um bar sujo, cheio de gente mal encarada, bandidos, assassinos e afins frequentava o lugar. Não era muito um ambiente agradável, mas Nicolai gostava e a vodka de lá era uma das melhores. Ele gostava do Cordeiro Massacrado também, era mais para quando ele estava tranquilo, o Hell’s era mais pesado, o que deixava Nicolai mais contente. Ele chegou à porta do Hell’s Kitchen, estacionou o carro e seguiu para o bar. No caminho ele avistou uma coisa um tanto estranha e foi se aproximando, não conseguia identificar até se aproximar a uma distância de dois passos, quando pode ver nitidamente uma perna. Não era uma perna de adulto e sim de criança. Talvez uma brincadeira de mau gosto. Ele chutou a perna e pôde certificar-se de que era real.

- Mas que mer...

Ele segurou para não vomitar. Não sabia o que tinha acontecido, mas era uma perna de criança. Quem era o animal que tinha feito aquilo. Apesar de tudo, Nicolai não iria ligar para a polícia, não era de seu feitio. Ele olhou em direção ao bar, a porta estava toda arrebentada e ele seguiu para dentro. Ao entrar ele viu outra cena grotesca, restos de um corpo decoravam a parede ao fundo. Acho que esse não é um bom dia para vir para cá! pensou consigo e olhou mais atentamente, pois a perna do lado de fora poderia ser daquela criatura. Não, não era. Podia identificar mesmo de longe que se tratava de um corpo adulto. Ele seguiu para o balcão e chamou o barman.

- Dose dupla de vodka, por favor!

O barman prepara a bebida e entrega para Nicolai que bebe em um gole só, pedindo outra logo em seguida. Em voz baixa ele comenta com o barman, enquanto esse enche o copo dele.

- Amigo, eu não sei o que aconteceu aqui, mas lá fora tem uma perna! Não é perna de adulto, mas de criança!

Nicolai parecia um tanto quanto transtornado. Uma perna de criança do lado de fora, um corpo todo estourado do lado de dentro. Nicolai não sabia o que fazer se ficava ali ou sai de uma vez. Talvez sua cama fosse a melhor pedida para aquela noite.

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Re: Hell's Kitchen Club

Mensagem por Jamie Mitchel em Qui Ago 29, 2013 6:37 pm


Para a sorte de Mitchel o Hells não ficava tão distante dali, uma rápida corrida e chegaria lá a tempo. Tinha se esquecido o quanto aquela cidade era agitada durante a noite, até mesmo em West Vancouver, mas não era lugar para os playboyzinhos da cidade, esses sempre se concentrão nas grandes áreas do centro da cidade, poderia ser considerado menos barra pesada, mas se alguém estivesse a procura de uma boa “viagem,” isso os mauricinhos mesmo podiam providênciar. Jamie via apenas vultos enquanto corria em direção ao Hell's onde não demorou muito a chegar. Esbaforida chegou ao bar imaginando que alguém provavelmente havia tido diversão extra para ter feito tal estrago na porta do local. Ela escaneando todo o bar com seus olhos aguçados, procurando uma pessoa em particular, infelizmente, sem muito sucesso até aquele ponto. Um forte cheiro de sangue chegou à suas narinas assim que colocou os pés dentro do bar, viu um aglomerado de pessoas próximo a parede dos fundos do local. Ela se aproxima de um sujeito qualquer cutucando-o com o cotovelo.

- O que aconteceu por ali. Aponta ela com um balançar de cabeça para a roda de pessoas.

- Vai ver o maioral não foi com a cara daquele lá não.

Maioral??
Pensou ela fazendo uma careta de quem não tinha entendido nada, certeza de que o sujeito já estava pra lá de um pilequinho, aquilo já era uma garrafa de whiskey ambulante. - Oook. Disse ela com um sorriso falso no rosto dando tapinha nas costas do sujeito. Ela teria que descobrir por ela mesma, assim que começou a sua caminhada em direção a multidão, esbarrou em um homem que a encarou calma e estranhamente. Jamie se desculpou, mas não gostou do que sentiu ao esbarrar no homem, ela podia considerar que algumas pessoas naquela área andavam armadas, mas tinha algo naquele rapaz que não estava certo, ela o seguiu com o olhar ainda fazendo seu caminho em meio a multidão até pisar em algo viscoso.

- WTF?? Foi a sua reação ao se virar para verificar no que havia pisado, e se arrependeu no mesmo instante. Não se importaria em ter suas roupas sujas, cobertas de sangue e entranhas de seja lá o que fosse aquele amontoado de carne numa poça de sangue, mas não tinha certeza quando teria a chance de ter outra troca de roupa, por enquanto sua calça jeans, tênis, regatinha branca e camisa xadrez teriam que ser zeladas. Mas o que teria ocorrido ali??
Um homem bomba com uns explosivos caseiros bem mixurucas a ponto de só explodir o próprio corpo se machucar ninguém mais ao redor, ou o rapaz deu cria a um Alien que cresceu demasiado e explodiu seu corpo. Ok, essa teoria seria maluca, e o sujeito completamente bebado havia mencionado um tal de Maioral, mas quem diabos era esse sujeito??

Voltou a olhar para o homem que havia esbarrado nela momentos antes, e pode perceber que ele estava conversando com um outro homem e trocando olhares suspeitos com um terceiro homem, que a
então ela não conseguia ver devido as pessoas que bloqueavam sua visão. Foi quando ela olhou para os lados e viu uma rapaz solitário sentado em uma das mesas com uma garrafa de gin na mão. Se apressou em direção ao rapaz surripiou a garrafa de gin de sua mão subindo na mesa em seguida rolando os olhos pelo bar para visualizar o terceiro homem, e tinha certeza que havia também encontrado o tal do Maioral já que era difícil não se ver um homem daquele tamanho dentro de um local que parecia tão pequeno para ele. Os três homens começaram a se movimentar e ela então precisava agir depressa, então teve a grande ideia.

- HEEEEY PESSOAL!!! UM MINUTO DE ATENÇÃO POR FAVOR... - chamando a atenção de todos que ali estavam, fingindo estar bebada com a garrafa de gin, que por sinal não era sua nas mão. - VAMOS FAZER UM BRINDE AO MAIORAL ESSA NOITE, PORQUE DE CERTO ESSE CARA SABE COMO COLOCAR ORDEM NESSA PORRA.....- riu ela em meio a gritos dos outros frequentadores do Hell's apoiando seu “discurso”. - …..CALMA, CALMA, CALMA QUE AINDA NÃO TERMINEI. PRA ESSA NOITE TERMINAR AINDA MELHOR, A RODADA DE TODO MUNDO É POR CONTA DOS TRÊS CAMARADAS ALI...- aponta para os três homens suspeitos. - ...ELES ESTAVAM TIMIDOS DEMAIS PRA SUBIR AQUI, E ME PEDIRAM PRA DIZER ISSO A VOCÊS.....VAMO ENCHE A CARA GALERA...-
grita ela rindo e bebendo um longo gole da gin, vendo varias pessoas arrastar os homens para o bar. Jamie desce da mesa para encarar o rapaz de quem havia emprestado a gin.


-
Olá, esse gin é seu?? Jamie dá um sorriso maroto tomando mais um gole de gin. - Ooops.

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Re: Hell's Kitchen Club

Mensagem por Gaspar Motierre em Seg Set 02, 2013 10:20 pm

Um mendigo entra no casarão abandonado para se abrigar da chuva, ele liga o rádio de pilha e encosta-se à parede e logo dorme. Um barulho estranho o acorda, parecia alguma coisa se arrastando, então, o pobre mendigo se levanta sobindo as escadas cautelosamente, sentindo um misto de medo e excitação.

Ele abre a porta de um dos quartos e se depara com uma mulher negra que o chocou ao reparar que ela não tinha suas pernas, e estava tentando sair do quarto. Antes de a mulher dizer qualquer coisa, da escuridão uma lança de madeira é lançada com uma força absurda atravessando o crânio da mulher.

O mendigo desesperadamente se afasta do quarto e começa a correr descendo as escadas, quando rapidamente olha para trás vê uma sombra correndo atrás dele e se aproximando rapidamente, e então sente algo o segurar pelo braço e seu corpo todo em prenssado contra a parede. – Me deixe em paz. Grita o mendigo. O homem olha nos olhos dele e sorri. –
Você terá a paz que tanto quer, mas só após seu último grito de dor

. O corpo inerte cai no chão formando uma poça de sangue.

O homem sai do casarão com um sorriso insâno nos lábios que se escindiando por debaixo da máscara que usava. Caminhando sem uma determinada direção, não demorou muito e logo avistou um bar.

Que estava sem a porta na verdade, estava toda quebrada meio que pendurada pelas dobradiças entortadas. Ele da uma gargalhada ainda fora do local lembrando-se da mulher sem pernas. Segura a gargalhada, mas mantem o sorriso adentrando no bar. Observando as pessoas, vê um cara gingante e na parede macha de sangue e resto mortais. Ele desvia seu olhar para o barman. –
Uísque duplo

. Ele puxa duas notas do, sobretudo e coloca no balcão.

Volta a olhar ao redor, motoqueiros, algumas garotas de programas e membros de gangues e outras pessoas sentadas. Mas ele não deu muita importância, estava pensando sobre o que a mulher negra havia dito antes de perder as pernas.  
A máscara em seu rosto chamava atenção dos mais curiosos, o resto estavam bebados demais para prestarem atenção. O barman lhe serve,  ele levanta um pouco a máscara e bebe em um gole. Depois se levanta e vai até o telefone que estava perto do balcão.

-
Halo, aqui é o Sammael

. Diz com um tom de voz baixo. –
Estava pensando em sua proposta me encontrem no local chamando “Hell's Kitchen Club” estou te esperando

.  Desliga o telefone  e volta para o balcão. –
quero uma garrada de vodca e um copo

. Ele puxa duas notas e coloca em cima do balcão.

E fica olhando uma humana bêbada tomando a bebida na garrafa  de um homem que não parecia muito contente com a audácia da mulher. –
Humanos... Seres interessantes.


-- A mascara--
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Re: Hell's Kitchen Club

Mensagem por Michael Zerstören em Ter Set 03, 2013 8:20 pm

Raiva e medo são parentes... Parentes próximos, como primos. Se manifestam de forma agressiva e corrosiva. Matam aos poucos, de forma degradante. Criam ideias erradas, fecham os olhos dos que os possuem. Mas ambos possuem marcas distintas. Suas formas de ação são diferentes um do outro. Se a raiva é o gatilho do predador, o medo é a válvula de escape da presa, ambos existem para manter seus donos vivos. Ambos existem e coexistem apenas para a realização da sobrevivência. Tão natural quanto respirar...

As mãos de Michael ficam suadas. Seus olhos parecem fundos e seu rosto pálido. A mulher sobe em cima da mesa sem sequer se dar conta que quase virou uma peneira. Paranoia, há bons motivos para chama-la de patologia. No momento em que a mulher pega o gim e se ergue em frente a Michael, a mão do Arqueiro se encaixa na pistola em sua cintura em um movimento rápido, porém sutil. Mas não haverá muito mais sutileza se isso continuar como está. A válvula de escape de Michael não pode ser aberta... Não sem causar um desastre em seguida. E isso é algo que George tenta evitar desde que conheceu Zerstören há seis anos. Sem tanto sucesso quanto quisera ter.

Um corpo esmigalhado não é visão ruim se comparado à ideia de que alguém é responsável por aquilo – e mais, esse alguém está no mesmo lugar que você. Não faz nem um mês que Michael chegou. Nem mesmo completou-se um dia que decidiu ficar na cidade, e isso foi tempo o suficiente para conhecer uma face horrível dela. Aquela mulher começa a falar, como uma bêbada, e de fato parecia estar. Com o gim na mão ela insiste em fazer um discurso, suas palavras se abafam pela música, mas não deixa de ser entendível, ela chamou atenção de mais... Muitos olhares, muitas pessoas. Na vida de alguém como Michael, sistematizar parte da rotina é algo normal, afinal existem inúmeras situações a serem evitadas. Os olhares os quais aquela mulher chama, começam a quebrar a mente do Arqueiro. A forma mais obscura da raiva é a explosão descontrolada, que pode ser nomeada como fúria. Porém não é raiva que Michael sente... Ele sente o guia para o desespero, o medo.

Aquela mulher desce de cima da mesa e se depara com Michael em pé, e com uma das mãos no bolso de sua blusa. A outra estava notoriamente trêmula, sem mais. Ela faz uma brincadeira com o gim do Arqueiro, mas a diversão dela está próxima ao final. Pelo menos não irá mais se divertir com Michael Zerstören – e na pior das hipóteses não irá se divertir com mais ninguém, nunca mais. Se o medo paralisa, o desespero te transforma em um animal, seus movimentos se tornam muito mais instintivos e a lógica se perde em meio ao turbilhão obscuro.

Atrás da imagem da mulher, uma criatura de máscara surge. Bizarro é talvez a palavra ideal. E por fim, a válvula de escape finalmente se abre por completo. Alguma coisa dentro da mente de Michael se quebra, algo importante. Aquela visão estranha, todos ali se tornam predadores. Zerstören não passa de uma raposa em meio aos lobos, o medo que sentia antes somente se parte e desaparece. O desespero afunda todos os pensamentos racionais de Michael. Um zunido se instala em seus ouvidos e as cores do lugar começam a se misturar, mas as das pessoas ali presentes se tornam focadas pelos olhos de Michael como se fosse alvos andantes. A mão esquerda de Michael se dirige a garrafa de gim a qual a mulher havia lhe tomado, ao tocar na garrafa, sua mão direita dentro do bolso mira a pistola para a mulher, o som do disparo era ouvindo dentro da mente de Zerstören sem nem mesmo ele terminar de puxar o gatilho, e quando ele o ia fazer... – Michael! – a voz ao seu lado o interrompe, uma mão segura seu ombro, o gatilho fica a um milímetro de ser puxado – Você devia ter nos dito que viria aqui. – os olhos de Michael se dirigem ao homem que fala com ele, Jack – Esse bar é uma bosta. Ei cara, vamos embora daqui. – mas a mente conturbada de Zerstören simplesmente não compreende, a razão desaparece – Você não tá bem, Michael... Dá pra ver nos seus olhos... O que é? Vai matar alguém? Me devolve a arma... – o Arqueiro mantém-se olhando aquele individuo enquanto um resquício de sua consciência começa a se mover para o local certo dentro de sua mente – Me devolve, cara. A arma, me devolve! – Michael a retira bolso com o dedo ainda no gatilho. Ele entrega a arma para Jack e se senta, voltando a ficar trêmulo.

-Você ia matar essa guria? – ele fala abismado – Garota, acho que é hora de você vazar. Ele não tá muito bem, se é que me entende. – ele mostra a arma de Michael pra ela, mais dois minutos que ele demorasse, e ela iria virar presunto.

-O corpo... Os olhares... A máscara... – Michael resmunga ainda trêmulo.

-Eu sei, eu sei... Michael, hora de ir pra casa. – Jack guarda a pistola na cintura para evitar chamar atenção – Vamos...

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Re: Hell's Kitchen Club

Mensagem por Thok Thoksson em Qua Set 04, 2013 4:49 pm

Em meio à noite sombria cobrindo a cidade de Vancouver como uma nuvem que indica um desastre iminente, o enorme homem de aparência selvagem anda lentamente em direção ao Hell’s Kitchen a duas quadras de distância, esperando mais um dia em que pudesse beber em paz sem chamar atenção demasiada em comparação ao gigantesco dono do local, ou ao menos mais um nariz que possa esmigalhar.

Thok Thoksson, com seus dois metros e cinco centímetros de altura e olho esquerdo levemente bifurcado e totalmente branco coberto levemente pelo capuz que cobre sua cabeça, geralmente faz com que as pessoas saiam de perto dele logo que o veem na calçada, porém nesta noite haviam pessoas fazendo de tudo para se afastar do Hell’s como se suas vidas dependessem disso. E, após pensar por um segundo, Thok concluiu que provavelmente dependem. O pensamento deixou-o curioso, e ele seguiu até o bar.

Sua mente simples permitiu-o analisar apenas as coisas que mais chamavam atenção: o barulho estupidamente alto e vibração no chão até mesmo a quase uma quadra de distância; a motocicleta de tamanho incomum deitada no chão; Mad Dog adentrando o local, ainda maior e mais imponente que o Gigante Nórdico, porém com uma expressão em seu rosto de quem iria provavelmente despedaçar o universo inteiro com a facilidade de quem quebra um palito de dente, se te dessem razão para tal; as pessoas que ainda não estavam no Hell’s Kitchen fugindo e gritando, e dentro do bar apenas um silêncio vasto quebrado apenas pelo som de música pesada, e a voz de uma mulher gritando algo ininteligível.

Diferentemente do que todas as pessoas com cérebros maiores do que o colar em forma de Mjolnir no pescoço de Thok fariam, o nórdico adentra o bar sem precisar abrir a porta, que fora estraçalhada. Ao ver a cena, até mesmo o seu próprio semblante quase sempre sério não consegue se manter estável, e seus olhos se arregalam, causando-lhe um leve ardor no olho cego. Ele retira seu capuz instintivamente ao entrar no ambiente fechado, deixando seu semblante ainda mais à mostra, e se aproxima do corpo ensanguentado na parede aos fundos, empurrando as pessoas em seu caminho para analisar a situação da pessoa que fora atirada na parede.

Aproximando-se mais do que a maioria das outras pessoas sequer tiveram o estômago para alcançar devido ao forte cheiro de sangue que se intensificava com a proximidade, Thok olhou para baixo e tocou, com seu pé manchado no sangue da própria pessoa, no monte do que mais parecia ser carne moída ao lado da cratera na parede. Após uns momentos, afastou-se, sem mostrar mais nenhuma reação, e ao chegar na parede de pessoas anunciou, como um médico relatando o diagnóstico de um paciente para seus conhecidos:

- Thok acha que monte de carne ser pessoa. Era pessoa. Tá morta.

Ignorando as reações quase cômicas nos rostos à sua volta, ou talvez não percebendo-as, o não-tão-gigante-perto-do-Maioral anda (novamente derrubando as pessoas em seu caminho) em direção a uma mesa vazia ao lado da mulher que havia realizado o discurso bêbado de antes, e observou a movimentação das pessoas próximas ao local, encarando nos olhos cada um daqueles, um a um. A mulher com um olhar mais lúcido do que se esperaria, apesar de Thok só observar seu corpo; o homem irritado mostrando uma arma à mesma; o homem com uma cara de pavor e de auto-defesa que ele reconhecia como algo que ele próprio sentiu anos atrás, e um homem de máscara indo até o telefone no balcão.

Algo naquela noite não parecia correr bem, e não era apenas o corpo destroçado na parede. Thoksson, porém, apenas deu um murro em sua mesa para chamar a garçonete, e procurou com seus olhos Mad Dog, perguntando-se se ele realmente teria a força para fazer com uma pessoa o mesmo que um moedor de carne gigante, porém sem grandes dúvidas em relação a isto.


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Re: Hell's Kitchen Club

Mensagem por San Smith em Sex Set 06, 2013 7:06 pm

Aos poucos a fúria cega começava a desanuviar-se de seus olhos, ainda permanecia alí dentro dele, pronta para ser extravasada, mas ao menos agora estava em um grau que lhe permitia ter controle de seu corpo novamente. Ele olha em volta e tudo o que vê são rostos assustados e bêbados enquanto ele próprio se dirige para o bar, abrindo caminho entre os espectadores.
 
- Você, whisky. Agora! – a garçonete com visíveis exagerados mililitros de silicone nos seios obedece sem pestanejar, mas também sem se assustar... o Maioral era famoso por ser irracional e violento, mas geralmente preferia ver suas funcionárias sem roupas e não sem tripas.
 
- Você, Xing Ling! – berra ele para o chinês que cuidava do caixa do estabelecimento, cujo nome passava longe de soar parecido com aquilo. - Quanto de lucro até agora? – o rapaz já trabalhava tempo o suficiente no Hell’s pra saber que o cérebro de seu chefe trabalhava em termos simples de “pouco/médio/muito”... houve uma vez em que ele tentou explicar ao patrão sobre débito e crédito, mas decidiu-se que preferia muito mais o “pouco/médio/muito” do que limpar as privadas do bar com a língua, de modo que ele agora apenas levantou uma mão na altura do peito e a moveu pra um lado e pra outro, indicando “médio”.
 
-PORRA!!! – brada, dando uma pancada no balcão, fazendo o móvel afundar-se alguns centímetros no chão e chamando a atenção dos fregueses.
 
- Tão com escorpião no bolso, suas bichonas??? – initima ele
 
- Quem não comprar uma garrafa inteira de birita agora vai atravessar a porta de saída dessa parada... e não vai ser andando, sacaram?!?!?
 
Magicamente várias dezenas de braços estavam levantados segurando todo o tipo de quantidade de notas nas mãos. Quem não tinha o suficiente pra uma garrafa enchia o vasilhame que já havia consumido com urina ou água ou seja lá o que fosse.
 
- Assim está melhor. – observa ele.
 
- Agora vamos melhorar essas caras de cu com câimbra de vocês.

- Noite do Topless, agora!!!

 

E isso valia pras funcionárias E para as freguesas do bar.... claro que as últimas podiam tentar não atender ao pedido... afinal... pra que se manter vivo hoje em dia?

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Re: Hell's Kitchen Club

Mensagem por Jamie Mitchel em Dom Set 08, 2013 6:05 pm

O rapaz estava frente a frente com Jamie, ambos se encaravam, mas diferente dela que carregava nos lábios um sorriso maroto e nos olhos um sentimento brincalhão e de provocação, os olhos do rapaz diziam algo bem diferente. Muitas coisas podem ser ditas com apenas um olhar, como dizem, os olhos são as janelas para a alma, e isso Jamie não podia negar já que os olhos são a parte mais honesta em qualquer pessoa, considerando que temos pouco controle sobre eles. Mas não precisava de uma pessoa com anos de treinamento como ela para perceber o que se passava ali. Algo já o perturbava antes mesmo de Jamie pegar emprestado sua garrafa de gin, mas de certo o ato de sobrevivência dela, fez com que o dele desencadeasse, mas o dele não parecia ser tão sutil quanto o dela, a única coisa sútil foi o movimento de mão feito por ele para alcançar algo.  Algo esse que Jamie sabia muito bem o que era e estaria pronta se ele decidisse mesmo usá-la.
Era óbvio que ele não estava pensando nas consequências de um ataque dentro do club, de certo o tal Maioral era o dono naquele tão adorável ambiente, e se ele fosse tão amigável quanto Dheimos Dalton, um simples burraco entre os olhos não seria o suficiente.

- Uuuaau, de pra perceber o quanto você gosta da sua bebida. Porque não fazemos... - Jamie é interrompida por um homem que se aproxima do rapaz. Jamie desvia a cabeça para o lado para ter uma visão melhor, já que o homem havia entrado em sua frente. Ela ergue uma sobrancelha observando a situação e ouvindo o sermão do homem.

- Ooooh, que belezinha, Little Mike precisa de uma babá.

-Você ia matar essa guria?

- Não, ele poderia tentar matar essa guria. - Respondeu Jamie interrompendo a conversa.

– Garota, acho que é hora de você vazar. Ele não tá muito bem, se é que me entende.

- Não, não querido, não está na hora dessa pessoa que vos falar vazar, a minha noite está apenas começanco, agora, eu acho que deveria levar Little Mike pra casa, pois já passou da hora de criança estar na cama. - Jamie exibe um sorriso largo de deboche. Ela volta o olhar para o rapaz que resmunga algo que ela não consegue entender muito bem, mas pelos lábios dele ela pode ver que ele dizia algo sobre máscara. - Máscara? Ele sussura para si voltando o olhar para as pessoas ao redor. Seus olhos logo se prenderam numa muralha de músculos que não estava no bar momentos antes. - Uuui, de que caverna esse homem saiu. Se distraiu olhando o homem da cabeça aos pés por alguns instantes, balançou levemente a cabeça para afastas os pensamento eróticos que haviam tomado conta de sua mente e voltou a escanear o bar. Até que finalmente ela encontrou a tal máscara da qual o rapaz havia mencionado. Ela observou o mascarado intrigada. Aquele club se tornava cada vez mais estranho a cada minuto. Não tinha mais dúvidas que estava rodeada por malucos naquela cidade, e definitivamente não era a Vancouver na qual costumava a viver anos atrás.

- Alguma ideia de quem é o mascarado?? - Jamie se vira para o homem que estava com Michael perguntando sobre o homem mascarado, talvez ele tenha mencionado por uma razão, razão essa que Jamie estava muito interessada em saber, afinal não é todo dia que se vê un doido andando pela noite usando máscara.
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Re: Hell's Kitchen Club

Mensagem por Michael Zerstören em Qui Set 26, 2013 7:50 pm

“Presas de sombras agarram seus braços e suas pernas, o sangue de Michael goteja enquanto em seus olhos se formam as imagens de uma mulher oculta na mortalha, sendo estuprada e torturada de outras maneiras. Ao final a cabeça e os quatro membros são removidos do tronco da mulher, todos são empalados com lanças e estendidos perante o fogo esverdeado que cresce em meio às trevas”.

Sonhos como esse já foram frequentes para Zerstören. Todo o significado dessas imagens se guarda nos confins da mente do Arqueiro, antes disso começar a paranóia já existia em sua vida, desde seus onze anos. Nada naquele lugar deveria lembrar Michael daquele dia anos atrás, quando todo o verdadeiro pesadelo nasceu em sua vida. Mesmo dia no qual ele decidiu matar por prazer e vingança. Hoje somente o prazer conduz a foice da Morte que segue Michael Zerstören. Matar lhe causa um conforto tremendo. Matar excita e lhe dá uma razão para continuar vivendo. Mesmo tentando mudar nas poucas vezes que se dispôs, não há como negar que a cede de sangue nunca cessa para o Arqueiro. E o gatilho da arma humana que é esse homem é o seu desespero.

Com a mão levantada segurando a pistola, Jack quase cai para trás quando ouve as palavras “Noite do Topless”, tentando pronunciar a terceira palavra enquanto gagueja, mal tem chance de perceber o pé esquerdo de Michael se encaixando contra a parte de trás do seu joelho direito enquanto simultaneamente a mão direita de Michael pega de volta a arma. Forçando Jack a tocar o joelho direito no chão, Michael já armado e evitando deixar a pistola amostra colocando-a contra as costas de Jack “sussurra” – ou coisa parecida, considerando o barulho do local - para o homem. – Deixe isso comigo. Sem morte... Aqui dentro.

A atenção dos que estavam ali perto automaticamente recai sobre Michael. Jack se levanta usando meramente sua força bruta, consideravelmente superior a de Michael. – Sem mortes... Vá em frente. – diz ele com quem dá um voto de confiança.

A esse ponto a mulher já estava mais do que atenta aos acontecimentos. A pistola de Michael volta ao bolso de sua blusa, ele se vira para o brutamonte de linguajar estranho enquanto se aproxima da mulher enquanto notoriamente todas – exceto uma – as mulheres do local já estão de topless.

-Tem cada coisa estranha nessa cidade, não acha? – ele diz para a mulher metida a besta – Loucas desenfreadas, caras de máscaras esquisitas – enquanto fala a deixa perceber bem que está sob sua mira o tempo todo, e continua se aproximando aos poucos – Homens das cavernas, O Maioral... Eu... – ele aproxima seus lábios de seu ouvido – E a noite do Topless, caso não tenha ouvido o colosso fétido dizer. Comece a andar para fora do bar enquanto tira sua camisa lentamente, não precisa tirar o resto... Só finja, evite mostrar que tem intenções de sair sem dar a eles o que querem, quando estiver lá fora, continue andando... Vá até a esquina e me espere lá... E não se esqueça disso: em anos que passei no deserto, não achei ninguém com uma pontaria melhor que a minha...

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Re: Hell's Kitchen Club

Mensagem por Jamie Mitchel em Sab Dez 07, 2013 12:01 am

– Loucas desenfreadas, caras de máscaras esquisitas, homens das cavernas, O Maioral... Eu...– E a noite do Topless, caso não tenha ouvido o colosso fétido dizer. Comece a andar para fora do bar enquanto tira sua camisa lentamente, não precisa tirar o resto... Só finja, evite mostrar que tem intenções de sair sem dar a eles o que querem, quando estiver lá fora, continue andando... Vá até a esquina e me espere lá... E não se esqueça disso: em anos que passei no deserto, não achei ninguém com uma pontaria melhor que a minha... – Dizia Michael tentando talvez intimida-la.


Jamie encarava o rapaz buscando o olhar do amigo hora ou outra. Ela via apenas duas opções , deixar o local com os dois por livre e espontânea pressão, ou reagir e tentar desarma-lo, mas de certo ele não pensaria duas vezes em usar a arma sem nem mesmo se importar quantas pessoas ele teria que machucar para sair do Hell’s. Jamie poderia ver isso estampado nos olhos dele enquanto o encarava. Ela desviou o olhar se virando para observar os dois homens dos quais havia tentado despistar momentos antes.



Para a sorte da morena, parecia que eles continuariam ocupados por algum tempo, o que a fez pensar que talvez a ideia de deixar o bar acompanhada de Michael e o outro amigo, não fosse tão má ideia assim. Longe de pensar que ela poderia respirar aliviada uma vez que estivesse fora dali. Afinal o tal Michael parecia uma bomba relógio a ponto de explodir a qualquer momento, portanto ela teria que ter um cuidado todo especial para não atacar seus nervos, não que ela já não tivesse realizado essa tarefa com êxito. Ela voltou a encara-lo levando as mãos na cintura, desenhando um sorriso maroto nos lábios.


- Ok, eu vou com você sob seus termos e eu sei que não estou em posição de barganhar, mas se prometer me deixar viva, talvez você possa me ajudar de alguma maneira. Maneira essa que te permitirá a usar essa gracinha no seu bolso ou qualquer outra que preferir, desde que não envolva o contato delas com meus miolos ou qualquer outra parte desse lindo corpinho.


Não, ela não esperava por uma resposta do rapaz, já que falar não parecia ser muito de seu feitio. Mas achou melhor jogar algo no ar, talvez ele ficasse interessado em saber que tipo de ajuda ela necessitava e também para ganhar mais tempo de vida, coisa que estava sendo meio difícil de manter desde que deixou aquele maldito quarto de hotel. De certo ele se arrependida não ter ficado no Cordeiro e conversado propriamente com Latrell, ela estaria um pouco menos vulnerável.


Jamie então tirou sua camisa xadrez que usava por cima de um topinho branco e jogou em direção ao amigo de Michael. – Se não se importa. Disse ela como um pedido para que ele segurasse a blusa dela. Se virou então dando as costas aos dois rapazes e começou a dançar e se mover em meio as pessoas indo em direção a saída enquanto vagarosamente levantava a blusa, mas chegou a porta antes mesmo de chegar a expor sua roupa íntima.


Assim que deixou o Hell’s, caminhou até a esquina e ficou na espera pelos dois rapazes, que não demoraram muito e se encontrarem com ela. A morena então se virando para o amigo de Michael tomando sua blusa de volta, enquanto a vestia encarou Michael.


- E então para onde vamos? Ou vai me deixar ir após ter me apontado uma arma?
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Re: Hell's Kitchen Club

Mensagem por Vancouver em Sab Jan 04, 2014 5:55 pm

Muito boa noite senhoras e senhores. Sejam bem vindos ao grande circo de loucos onde hoje quem brinca aqui é mais um dos insanos.

Vejam bem, caros amigos. Não me responsabilizo por seus personagens mortos por conta de uma ação maluca de vocês.
--------------
Barulhos de passos, correria, um grito e um tiro para o alto. Isso é o que se escuta na rua onde estão Jamie e Michael.

Ao procurarem de onde vem o barulho, vêem quatro vultos correndo ao longe, escondendo-se em uma esquina próxima. 

O que fazer? É com vocês, boa sorte.
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Re: Hell's Kitchen Club

Mensagem por Michael Zerstören em Qui Jan 09, 2014 10:04 am



“-Hoje eu vim apresentar pra vocês um novo companheiro de trabalho. – a voz de George era tranquila... Diferente de poucos traços que apenas os mais próximos entre seus conhecidos poderiam decifrar.

-E quem é o azarado, chefe? – alguém comentava seguido de uma risada irritante aos ouvidos de Michael – Vamos ter uma nova bonequinha na equipe? – outro comentário infeliz que alcançava a razão do Arqueiro.

-Se acalmem, todos vocês, e escutem... Esse nosso novo aliado não é muito de conversa. E também tem um pequeno problema de se enturmar. O que eu quero dizer é que... Tentem não fazer brincadeiras idiotas com ele, ok? – uma breve pausa... – Michael, entre aqui...

O ranger da porta inicialmente atormentou os que ali estavam como um aviso de que algo muito ruim se aproximava. Não que aqueles homens pudessem entender o que Michael realmente era ou podia fazer, mesmo com aquela pouca idade e naquela época. Seus olhos eram como rios de desespero e escuridão. Sua face expunha uma profunda sensação de depressão e suas mãos notoriamente trêmulas eram sinais o bastante para que percebessem que aquele homem não estava absolutamente nem um pouco confortável com aquela situação... E quando se vive de puxar primeiro o gatilho, ou sentir a bala te perfurando, as pessoas começam a perceber algumas coisas umas nas outras. Entre elas, a vontade de matar. Todos ali naquela barraca sentiam uma aura assassina vinda de Michael, eles podiam ver em seus olhos não só a coragem, mas também a vontade de matar. Como um desejo infindável de exterminar qualquer ser vivo ao seu redor. Uma ânsia por solidão.

-Meu nome é Michael, mas me chamam de Zerstören. Irei participar ativamente de missões de assassinato em territórios de nível Beta ou superior.

Dito isso, o jovem Michael deu as costas aos veteranos de muitas batalhas com desprezo total, se retirando da barraca e voltando ao seu posto...”
... – Você lembra disso, Michael? Eu estava lá, na primeira fila, quando aquele garoto metido chegou dizendo que iria pular todo o tutorial e pegaria os trabalhos dos veteranos pra ele. Sinceramente não vi evolução nenhuma de sua parte desde aquela época... Bom, acho que as guerras ali não eram tão desafiadoras pra você.

-Por que está falando sobre isso agora, Jack?...

-Por que você quase guardou uma bala no crânio de uma mulher dentro daquele maldito bar. E isso também não é digno do Arqueiro, não é?

Eles andavam calmamente até o beco onde a mulher havia se posicionado. Michael a perseguia com os olhos igual a um falcão analisando sua presa. Voltaram a então a conversa...

-Jack, tome a chave do carro. Se acontecer algo, vá busca-lo apenas. – Michael estendeu sua mão com a chave para que o canadense pudesse pegá-lo – A propósito... Você fala pouco sobre seu passado... Eu já fui sincero uma hoje, você me deve um segredo também.

-Michael, sobre aquilo... Sua irm-...

-Silêncio, estamos quase chegando. – interrompeu o arqueiro sem desviar o olhar do beco em momento algum.

Ao alcançarem o ponto de encontro, a mulher rosnava com certa parcela de curiosidade em sua voz. Na mente de Michael “n” possibilidades se mostravam prováveis, nenhuma delas parecia muito real, afinal pouco ajudava seu raciocínio lógico após uma crise daquela. A fim de clarear sua mente, ele buscou uma forma de conseguir tempo. Levá-la com eles, por exemplo. Não soou mal em momento algum, uma refém, que poderia ser promovida, ou eliminada, dependendo das respostas para as perguntas que Michael teria. A principal delas era “porque?”. Por que alguém escolheria justo ele para atormentar? Uma grande e devastadora porção de indignação o tomou naquele bar, o bastante para quase lhe custar uma bala e alguns anúncios de procurado na televisão. Porém, antes de conseguir tomar uma atitude, fosse ela qual fosse... Um grito e o som de um disparo ecoaram tanto na rua quanto na mente do Arqueiro, que em um instante já estava colado na do beco com sua arma em punhos e caçando o responsável com os olhos arregalados, sua face antes de um homem mais calmo, porém cauteloso, agora era a de um assassino sedento que implora pelo sangue dos seus inimigos, como sempre foi. – Jack. Vá, rápido... Eu te cubro se algo der errado. – sem mais, o homem se pôs a correr até o carro enquanto Zerstören se mantinha olhando em direção aos disparos.

Ao fundo da rua, vultos puderam ser vistos pelo Arqueiro, quantos era?, ele se perguntavam, seus instintos estavam ligados, mas sua mente não conseguia trabalhar perfeitamente, aquela noite se tornou um inferno por algum motivo, e assim ele insistia em pensar. Mas o maior problema agora era a mulher. O que fazer com ela? Essa era a pergunta chave para a qual ele não conseguia responder ao certo... Mas estava bom como estava... Afinal, ele mata por um motivo. E ele vive para se livrar das sombras do passado, e para lutar contra a escuridão do futuro. A mortalha que o envolve é seu principal alvo, e Zerstören não pede nada de si mesmo além de poder destruir tudo a sua volta que lhe lembre de seu passado. Matar para esquecer que um dia foi fraco, que um dia hesitou. Matar para nunca mais se lembrar que por não ter puxado o gatilho na única chance que teve resultou no pior destino possível para a única pessoa com a aquele se importava. Anos de insônia e uma violenta paranoia foram selados por aquele alguém de aura angelical, e mesmo assim ele a deixou morrer. E isso é algo do qual só uma montanha de corpos pode fazer ele esquecer.

Segurando sua arma com mais força que o habitual, com seus dentes rangendo, e seus olhos sem piscar uma vez que fosse... Era hora de tudo em sua mente se apagar. – Você... – disse ele olhando para a mulher – Vá na frente, estarei atrás de você. A partir de agora, vai seguir ordens minhas. Se isso se tornar algo divertido – e com divertido ele quer dizer “um mar de sangue”-, fuja... Mas até lá, você me pertence como isca. Agora, rápido, mova-se.

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Re: Hell's Kitchen Club

Mensagem por Jamie Mitchel em Dom Jan 12, 2014 7:18 pm




***


Jamie havia sido nomeada a cabeça do time que iria para a próxima missão, como responsável pelo time, ela os reuniu para passar as informações sobre os alvos e os objetivos  de cada membro do time. Alguns membros do time já estavam envolvidos indiretamente no caso anteriormente, portanto o fato de uma novata estar como cabeça da operação não agradava a muitos. Após a reunião ao sair da sala Jamie deu de cara com Jimmy no corredor.


- Parece que você está com sorte, com muita sorte devo dizer, você sabe o que se passa em minha mente agora...?! – Ele se expressava de uma forma como se tentasse intimidá-la. Jamie nem se deu o trabalho de responder e continuou encarando o homem com uma expressão de descaso esperando que ele continuasse a vomitar suas abobrinhas. -...somente duas opções do por que sua sorte ser tão grande,  o boss está tentando entrar nas suas calças ou já conseguiu.


Jamie respirou fundo fazendo balançando a cabeça pra cima e pra baixo que se absorvesse a informação. – Já terminou? Perguntou ela com pouco caso. Jim com um sorriso debochado balançou a cabeça positivamente, então Jamie soltou uma bela gargalhada que ecoou pelos corredores, deu um tapa no peito de Jim enquanto caminhava passando ao seu lado indo na direção oposta ainda gargalhando. – Sua imaginação é ótima Jimmy, talvez você devesse escrever um livro. Continuou se afastando indo em direção ao elevador.  


- Pode rir o quanto quiser Mitchel, você irá falhar, está me ouvindo....você irá falhar. Jimmy e esbravejava elevando seu tom de voz para ter certeza de que Jamie ouviria. Assim que a porta do elevador se fechou e Jamie se encontrou sozinha, parou de gargalhar e fechou sua expressão. – Porco. Sussurrou ela respirando fundo. Não era a primeira vez que Jimmy a atacava verbalmente, alias, ele não era o único. Trabalhar em um departamento com veteranos e a maioria homens, as mulheres devem aprender a criar bolas entre as pernas ou se preparar para a corrida de touros.


***


Ela encarava Michael que nada dizia, parecia pensativo, de certo ele não a deixaria ir, mas também não era a opção da qual ela almejava, enquanto esperava por eles, ela teve tempo de pensar na reação do rapaz dentro do club, ele lhe parecia muito útil, já seu pequeno show dentro do club (que tecnicamente não tinha nada a ver com ele, ele só foi sortudo em estar mais próximo e ter uma garrafa de vodka fácil na mão), claramente não o agradou e desencadeou muito mais que uma simples raiva por Jamie ter pego “emprestado” sua vodka e na atual situação em que a morena se encontrava, ter alguém como Michael como seu aliado seria mais que perfeito.


Ela olhou para o homem que estava com Michael e então o silêncio foi quebrado pelo som de disparo, Jamie por instinto levou a mão nas costas na altura da cintura onde costumava carregar sua arma. – Merda! – esbravejou em voz baixa ao se lembrar que não tinha tirado o devido tempo para falar com Lattrel. Se virou subitamente para observar algo se movendo, um vulto no final do beco. Manteve os olhos atentos, rolou os olhos  aguçados por todo o beco e sobre os as casas e baixos prédios, nada encontrou.

– Você... – Jamie se virou para encarar Michael. – Vá na frente, estarei atrás de você. A partir de agora, vai seguir ordens minhas. Se isso se tornar algo divertido – e com divertido ele quer dizer “um mar de sangue”-, fuja... Mas até lá, você me pertence como isca. Agora, rápido, mova-se.


Homens, sempre se achando superiores as mulheres, querendo ganhar  vantagem. Mas tudo bem, Michael queria brincar então ela se juntaria a brincadeira, não havia muito tempo para discussão e barganha. Ela olhou ao redor e encontrou uma caixa de madeira, dessas que costumam carregar frutas. Segurou uma das barras de madeira do fundo da caixa e usou o pé para ajudar a despregar a barra do resto da caixa. Ela poderia não ter uma arma, mas agora ela tinha um pedaço de madeira com dois pregos em uma das pontas, retirou os pregos da outra ponta para poder segurar o pedaço de madeira.


Pronta, ela olha para Michael e começa a caminhar furtivamente em direção de onde o som dos disparos pareciam ter vindo. Seus olhos atentos ao seu redor, em suas costas somente a parede e pelo que podia ver pelo canto dos olhos Michael estava próximo.
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Re: Hell's Kitchen Club

Mensagem por Vancouver em Seg Jan 13, 2014 6:36 am

Destino... Seu safado.

Jamie ia bem, caminhando sem fazer barulho aproximando-se do bando que ali estava. Michael caminhava atrás da mulher esperando o primeiro ataque. O que não esperavam era a rápida forma de pensar dos homens que ali estavam. 
Em um momento de desatenção, quando olhava para frente, Jamie pisou em uma garrafa de vidro que já estava quebrada, produzindo o som característico e moendo o que restou da garrafa verde de uma cerveja conhecida em todo mundo.

Os homens rapidamente olharam para a origem do barulho, era a dica.
Enquanto dois deles aproximavam-se do casal, um outro veio por trás no mais puro silencio que alguém pode conseguir.
Com um fuzil de assalto nas mãos ele diz para Michael:

- Nem tenta virar pra cá, bonitinho.

Os dois na frente de Jamie abriram um sorriso. O baixinho careca nesse momento tira uma faca da cintura e fica em posição de batalha. O maior e mais forte também tira uma faca da cintura, e uma outra do outro lado. Dois homens na frente da morena com facas, um homem atrás de Michael com o fuzil.

- Todas as armas... Passem logo pra cá. Ou acabarei testando quantas balas por segundo essa coisa cospe. 

Não havia o que fazer, sem chances de conseguir qualquer coisa, Michael dispensa suas armas, Jamie joga o pedaço de madeira ameaçador em sua mão, e ainda escuta o comentário do careca.

- O que ela ia fazer com essa táuba? Enfiar no seu cu? hahahaha Seria mais perigoso se ela tivesse com uma colher na mão! hahahahaha

Sem armas ficaria mais fácil para os três que ali estavam.

- Vamos ser rápidos, ok? Onde está o artefato? Falem logo. Onde está o artefato? Vocês tem dez segundos para responder...

- COMO ASSIM QUE ARTEFATO? VOCES QUEREM QUE EU ENCHA O RABO DE VOCÊS DE BALA? VÃO SEGUIR OS PASSOS DO SEU OUTRO AMIGUINHO?

Um tempo de silêncio permaneceu ali...

- John... E se eles realmente não souberem? Eles realmente não parecem saber de nada.

- Pois é, John... tá parecendo que não.

- Então dá só uma porrada neles. Uma só. Dá...

Ouviu-se o baque seco, e o careca caiu. 

O baixinho se recompõe e levanta. Os três saem dali, levando TODAS as armas que o casal tinha naquele instante, também levando o dinheiro que tinham e dando o recado para que não falassem nada para ninguém sobre o que tinha acontecido. Dito isso sumiram novamente no meio da escuridão de Vancouver.

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Re: Hell's Kitchen Club

Mensagem por Michael Zerstören em Sex Jan 17, 2014 6:37 am

Ele não compreendia mais nada naquele momento. Parece que Deus havia se mostrado um palhaço ainda maior do que se imaginava. Era como se tivesse brincando com as ações de Michael, rindo da cara dele, como se dissesse “você é tão frágil quando qualquer outra pessoa e sem minha mão, sem a Mão de Deus, você só irá se afundar e afogar”... – Me afogar nas trevas – sussurrava o arqueiro –, isso já fiz há tempos seu tolo...

A grosseira pisada no pedaço de vidro entregou suas posições, e por motivos irônicos, ao invés de manter-se atrás da mulher, seguindo-a de longe, como o planejado em sua mente, Michael se manteve próximo. Mesmo sendo um atirador, e podendo acertar seus alvos em distâncias estúpidas com relativa facilidade e qualidade exímia, ele se manteve em curta distância. Estúpido ato! Maldito seja o momento em que decidiu segui-la de perto!... Ou melhor, em momento algum ele decidiu segui-la de perto! Maldição, só isso que resta, mais e mais...

Os homens usavam e abusavam das palavras grosseiras, riam de Michael e usavam de deboche para com ele. Inaceitável, repugnante. Entregar a sua arma mesmo com o profundo desejo de se desfazer da vida? Isso não iria permanecer desse assim. Ah, não iria mesmo. Por alguma razão desconhecida pelo Arqueiro, os homens levaram *apenas* seu dinheiro e sua arma. Não mais, não menos. Com o celular em punho, ele faz a ligação que lhe traria vingança.

-Jack, você ainda guarda armas na pick-up?... Ótimo, tenho algo pra você...
 
Em poucos segundo, Michael entrega a localização e o rumo para Jack, que apesar de não ser especialista, pode muito bem *seguir* alguns rastros de um grupo de porcos como aquele sem uma aproximação drástica. Alertou também o fato de estarem armados com brinquedinhos barulhentos: um fuzil, e também parecem gostar de balançar facas. Em seguida se voltou para a mulher e prosseguiu com o diálogo.

-Vamos, estou com uma moto. Não vou deixar isso barato. Agora eu quero o sangue deles pintando o chão.

E partiu em direção ao veículo.

Tomado por uma instabilidade mental preocupante, Zerstören agora iria mostrar o significado de terror àqueles seres nojentos. Aquela sequência de “erros” não poderia ser simplesmente deixada de lado, a reputação de Michael é o que lhe garante o pão de cada dia, e indivíduos aparentemente não possuem consciência disso. Agora, saber ou não vai de cada um, o fato é que a partir do momento que se meteram com o Arqueiro, ganharam um perseguidor implacável que só vai parar quando puder enxergar as tripas deles pelo chão. Um “exterminador do presente” sem dó ou piedade que irá até o inferno para chacina-los.
 

Essa noite é noite de caça...

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Re: Hell's Kitchen Club

Mensagem por Jamie Mitchel em Dom Jan 19, 2014 4:45 pm



Ainda se lembrava de seu tempo de rookie na polícia de Vancouver e seu primeiro dia nas ruas. Uma chamada no rádio e ela e seu parceiro se apressam, estavam a apenas a dois blocos do ocorrido. Violência doméstica a mulher tinha conseguido se trancar no banheiro e ligou para a polícia. Assim que Jamie e Carl saíram do carro, Jamie viu o indivíduo correr pela porta lateral que havia na casa, ela então sai em disparada correndo atrás do agressor. Estava agradecida pelo seu intenso treinamento físico pois o rapaz parecia perito em fugir da polícia, a morena o perseguiu por quase um quilometro antes de pegar um caminho alternativo e conseguir chegar no ponto por onde ele passaria com uma precisão incrível se jogando pra cima do rapaz fazendo com que os dois rolassem pela calçada. Prontamente ela se levanta aproveitando o atordoamento do rapaz pela surpresa do “ataque,” agarra ele pelas roupas e o vira fazendo com que ele fique de bruços olhando para o chão e algemas suas mãos, chamando reforço em seguida.

Parecia estar revivendo um daqueles momentos. Jamie caminha lentamente em direção aos homens que ali estavam, mantendo sua respiração regulada e seus passos como se seu sapatos tivessem solas aveludadas, só não contava com uma maldita garrafa de cerveja jogada no canto da calçada, estava concentrada ao seu redor para não ser pega de surpresa que acabou por esquecer dos obstáculos pelo caminho. Jamie parou instantaneamente na tola ilusão de que eles não haviam percebido a aproximação. Ela encara os dois homens se aproximando com facas em suas mãos. Por alguns segundos ela ficou pensativa, eram apenas dois caras com mera facas em mãos e ela tinha Michael com uma arma, não tinha o que pensar, poderia certamente fazer com que eles beijassem  suas botas antes mesmo que eles pudessem fazer qualquer coisa. Mas seus planos simplesmente foram por água abaixo quando ouviu um terceiro homem. Jamie olha para trás rapidamente somente para dar de cara com Michael e com o outro cara segurando um fuzil a suas costas.

Mitchel joga o pedaço de madeira que tinha em mão no chão. Como todo grupo de marginal tem sempre que ter um idiota para fazer piadinhas sem graça e falar coisas sem nexo, e geralmente eram os alvos mais fáceis, já que eram os primeiros a fazerem merda quando a situação ficava crítica. A pergunta o homem sobre o tal artefato, fez com que Jamie franzisse a testa. “Do que aquele maluco estavam falando?” Ela nem sequer deu o trabalho de responder, já que a resposta estava escrita em sua expressão. Estava em Vancouver a menos de 24hrs e já havia se envolvido em diversas situações e estava certa de que sua rede de aventuras não terminaria por ali.

Para a sorte da morena ela não havia perdido nada, afinal estava com apenas as roupas do corpo, era o que tinha, não tinha dinheiro, celular ou qualquer outra coisa. Assim que os homens se afastaram ela se vira para Michael e faz uma cara de quem não tinha entendido nada, e não, não tinha nada a ver com os homens, o que ela não tinha entendido era o porque ele tinha decidido sair do beco. Mas seria inútil falar sobre aquilo naquele momento. – Alguma idéia? Pergunta ela enquanto ele tira o celular do bolso e liga para o amigo. Ao desligar ele se vira para Jamie.

-Vamos, estou com uma moto. Não vou deixar isso barato. Agora eu quero o sangue deles pintando o chão.
Mitchel da um sorriso  maroto e respira fundo em seguida. É parecia que sua noite estava pra ficar ainda mais interessante, mas do que nunca ela precisava ter Michael como aliado, não pensava que ele talvez precisasse de uma causa para exterminar seus alvos, mas se ele precisasse ela não teria problema em lhe dar razões e provas. A morena então acompanha o rapaz até o veículo sentindo a adrenalina fazendo efeito em seu corpo. Aquilo seria divertido.
 
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Re: Hell's Kitchen Club

Mensagem por Vancouver em Dom Jan 19, 2014 6:25 pm

Boa noite.
----

Jamie acaba largando o pedaço de ripa que tinha em mãos, Michael perde suas armas, porém com uma ligação para seu contato talvez consiga material para caçar o trio que havia feito toda a palhaçada com eles.

Vários pontos foram alvos de mesmas investidas trazendo a pergunta que Jamie fez: QUE DIABOS É ISSO?

Bem, nada ainda foi dito, nada ainda foi mostrado, o que pode-se afirmar é que tem gente atrás dessa coisa e vai fazer o que for preciso para conseguir. 

Por enquanto nenhum dos que partiram ainda conseguiram chegar até o ponto de encontro. Sendo assim essa dupla dinâmica parte para a busca do trio perdido.

Para isso deve contar com a sorte e falta de habilidade do trio que efetuou o assalto, se assim pode-se dizer. 

A conversa ficaria ainda mais simples se conseguissem achar os três, porém isso é algo complicado já que se dividiram para dispersar quem os perseguisse, e obviamente fica complicado achar um trio de descabeçados em uma cidade como Vancouver, COMPLICADO, não impossível.

Será que conseguirão achar os rapazes?

---------

1 dado apenas de cada jogador, o maior dado contará.

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9 - 2 dos homens, darão as armas e poucas informações.
8 - 
2 dos homens, darão as armas, sem informações.
7 - 2 dos homens, 
uma arma, pouca informação
6 - 1 dos homens, uma arma, pouca informação
5 - 1 dos homens.
1 - Erro crítico.

Boa sorte.
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Re: Hell's Kitchen Club

Mensagem por Jamie Mitchel em Dom Jan 19, 2014 8:06 pm

vai dadinho lindo =)
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Re: Hell's Kitchen Club

Mensagem por Mestre do Jogo em Dom Jan 19, 2014 8:06 pm

O membro 'Jamie Mitchel' realizou a seguinte ação: Rolar Dados

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Re: Hell's Kitchen Club

Mensagem por Michael Zerstören em Dom Jan 19, 2014 8:14 pm

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Re: Hell's Kitchen Club

Mensagem por Mestre do Jogo em Dom Jan 19, 2014 8:14 pm

O membro 'Michael Zerstören' realizou a seguinte ação: Rolar Dados

'Dados' :

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Re: Hell's Kitchen Club

Mensagem por Vancouver em Qua Jan 22, 2014 9:55 pm

A noite esconde muitas coisas, uma delas é a direção onde cada corpo pode ir, onde cada um pode correr. Porém ser o menor, o careca e o mais idiota do grupo fez com que Jhon, o careca baixinho, fosse alcançado pelo casal que ali estava. 
Com Michael e Jamie na frente do baixinho, ele logo jogou a arma que estava com o homem na direção da mulher e começou a falar antes de qualquer coisa:

- Eu não sei de nada. Eu não sei de nada. 

Após mostrar-se indefeso sem os amigos ao lado ele começa a falar:

- Eu só fiz o que me mandaram fazer, só o que me mandaram fazer...

Pelo visto aquele homem não teria muitas chances ali e pensava que sua chance seria falar antes que algo acontecesse com ele.

- Eu não sei onde, não sei como, não sei para quem, essas coisas serão entregues, informações, armas, e tudo o que precisar para conseguir o que quer. Juro que se soubesse de algo eu falaria mas...

SE ABAIXO DE 5:

Vendo que não teria muitas chances, ele pega a faca que estava pelo cabo e mira no casal. A faca dá duas voltas e meia até chegar perto o bastante da barriga do homem que ali estava. Talvez ele possa se livrar, isso se a mulher conseguir fazer algo. Ela pode também pular na frente da faca, mas duvido que isso acontecerá...


O homem ameaça pegar a faca que carregava e lançar no homem, porém as mãos da mulher são mais rápidas e precisas. A arma municiada e pronta para ação dispara um projétil que acerta o crânio do careca lançando sangue e cérebro para trás de sua cabeça. O corpo do homem tomba inerte. O que poderia ser feito agora?
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Re: Hell's Kitchen Club

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