Asylum Elisabeth Arkham

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Asylum Elisabeth Arkham

Mensagem por Mestre do Jogo em Dom Set 16, 2012 3:31 pm


O Asilo Elisabeth Arkham para criminosos insanos é um manicômio judiciário localizado em West Vancouver.

O asilo foi fundado pelo psiquiatra Amadeus Arkham em honra de sua finada mãe , Elizabeth Arkham, que sofria de sérios transtornos mentais, que fizeram o Dr. Arkham dedicar sua vida na tentativa de curar ou ao menos diminuir as enfermidades de pessoas que padecessem do mesmo mal de sua mãe.

Antes de abrir o asilo, em 1 de abril de 1921, a esposa e filha de Amadeus foram estupradas e mutiladas por Martin "Mad Dog" Hawkins, um criminoso insano. Quando o asilo abriu suas portas, Hawkins foi um dos primeiros internos. O doutor Arkham, após cuidar dele por meses, o matou no aniversário do assassinato da família em 1922, a base de eletrochoques, fazendo parecer acidente. No fim, o próprio Amadeus se tornou insano e foi interno, morrendo no asilo. Madeleine Arkham é a neta de Amadeus e atual diretora do asilo.

Com o passar dos anos o Arkham se tornou o único centro capaz de conter algumas das mentes mais insanas e diabólicas da cidade. As tentativas de fuga e rebelião marcaram toda a existência do asilo, e em algumas vezes foram precisas intervenções drásticas das forças policiais para restabelecer a ordem no lugar.

Por conta destes acontecimentos o Governo, preocupado em manter em funcionamento a única instituição que se dispõe a esta atividade, passou a liberar uma verba anual para que seja investida em equipamentos de segurança. A última grande reforma aconteceu no ano de 1999, e desde então não houveram no Arkham outros incidentes dignos de nota.

É também assustador constatar que o número de internos cresce a cada ano que passa. Maníacos suicidas, psicopatas, sociopatas, piromaníacos, casos de dupla-personalidade, etc. Apesar de ser uma cidade com alto grau de segurança, é impossível para uma gigante como Vancouver, não sofrer com os danos de qualquer outra cidade grande do mundo.

É também intrigante notar que há um certo número de internos que apresentam o mesmo tipo de distúrbio, são vítimas que conseguiram escapar de supostos ataques de animais enquanto se aventuravam pelas partes selvagens da cidade. Sofrem de delírios com monstros horríveis de aspecto humano e presas afiadas no lugar de dentes. Criaturas com força de dez homens e velozes como os raios. Toda noite a ala onde estes internos estão alocados é preenchida com seus gritos de pavor, sendo necessário fortes sedativos para colocá-los em silêncio. E mais curioso, num número reduzido estão alguns que parecem ainda mais transtornados nos dias de lua nova e nos de lua cheia.

Infelizmente o Governo cortou a verba anual de ajuda ao Asilo, e desde 2000 o Arkham tem que sobreviver com ajuda de iniciativas privadas, como a Shaw’s Genetic and Research. Atualmente o Arkham é um caldeirão prestes a entrar em ebulição, os criminosos (apesar de insanos) passaram a testar os limites de segurança do asilo, e não tardará para que encontrem algumas brechas. Quando isso acontecer, que Deus tenha piedade dos cidadãos de Vancouver...

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Re: Asylum Elisabeth Arkham

Mensagem por Neweys Dwant em Sex Out 25, 2013 9:09 pm

Desde que eu nasci o mundo que os outros veem não é o mesmo para meus olhos. Sempre algo está distorcido, há sempre algo que não se encaixa no meu quebra-cabeça. Vi a morte tantas vezes que recentemente comecei a acenar pra ela em algumas ocasiões, há coisas na minha mente que falam sobre o que eu devo fazer e o que eu devo pensar, isso me confundia quando eu ainda não conseguia interpretá-los direito. Hoje em dia já estou bem acostumado, posso entender os motivos “deles” falarem tanto. “Eles” estão dentro de mim, como minha própria essência... E essa é a primeira vez que eu pude ver o local onde eles estão trancados.
 
Vi uma terra cercada por sangue e trevas, no centro havia uma pequena fonte de luz, a qual nem mesmo pensei em chegar perto. Vi quatro objetos que pareciam caixões, e cada um deles possuía características singular. Um estava amarrado com grossas correntes que o cobriam quase por inteiro, estava coberto por arranhões, buracos e trincas, era o mais chamativo dentre eles. Outro estava limpo, sem nem mesmo um único arranhão, sem aberturas, frestas ou qualquer marca que fosse. O terceiro que notei se diferenciava do segundo apenas com uma pequena abertura, da qual eu podia ver olhos brilhantes, donos de um escarlate deveras intimidador, muito parecidos com o de meu primo quando ele não está de óculos escuros. E por ultimo, um dos objetos estava totalmente coberto por sombras que saíam de trincas e buracos, eu podia ver alguém ali, o rosto de um homem... O “meu” rosto, mas os olhos daquele “eu” eram cinza, e eu podia vê-lo e ouvi-lo rindo.
 
-É a primeira vez que vejo você por aqui... – aquela versão de mim falou enquanto buscava meus olhos – Vai ficar por um tempo?
 
-Não pretendo... – respondo.
 
-É uma pena... Mas já que chegou aqui, vou apesentar meus amigos... E também, eu mesmo... Eu sou uma parte do que forma Nossa mente. Eu sou tudo o que você pensa da existência... Tudo o que você mais deseja, tudo o que você mais vorazmente é capaz de fazer. Por isso “eles” me chamam de Caos.
 
-E você tem um nome? Ou só o apelido idiota?
 
-Por que eu teria um nome se eu nem tenho um corpo só meu? Me chame de Caos... Isso basta. Sou parte de Neweys, assim como você... – uma breve pausa – O dos olhos escarlate é Nossa parte mais fria e séria... É o Foco. Nosso Foco. – virei-me observando os olhos que me seguiam enquanto Caos falava – O que está acorrentado é Nossa parte explosiva... Fúria, como nós chamamos ele. Tudo que passa dos limites, todo sentimento que se torna forte de mais pra que algum de nós consiga controlar... É Fúria.
 
-... E o outro?
 
-Talvez o mais macabro... O “que nunca sai”. Ou quase nunca... Medo, tristeza, solidão, e... Falta de empatia... Ele é louco, hehehehe...
 
-Ele?
 
-E se ele é... – os olhos cinza se abrem por completo como se estivessem me sugando, unindo nossas mentes, um quebra-cabeça que não se encaixa, estraçalhando-se mais a cada tentativa.
 
-Nós somos... – respondi sentindo a existência de Caos dentro de mim. Notei então que o caixão dele começou a desaparecer aos poucos, senti-me revigorado e anestesiado, como se acabassem de ejetar alguns litros de morfina nas minhas veias.
 
-Isso mesmo. – Caos prosseguiu – Mas falta apresentar um ultimo... Nossa existência mais complexa, o maior dos pedaços... Você! – meus olhos agora se fechavam enquanto Caos permanecia falando – Dentro todos os fragmentos, você é o maior deles, É nossa consciência, uma espécie de moderador. Um filtro pra tentar nos segurar, ou até tentar nos usar. Fato é que sempre um de nós tem que sair, e em algum momento será aprisionado de volta, mas só existem quatro túmulos... E quando um sai... Você é mandado para a prisão dele. No caso, você está na minha prisão. – eu abri os olhos percebendo que havia sido trocado de lugar com Caos. Por um instante um arrepio quase me tirou do transe, mas eu senti que já havia passado por ali antes. Olhei para Caos e decidi retomar a palavra.
 
-Como você sabe de tudo isso?
 
-Meu nome é Caos... Tudo que não parece fazer sentido, ou de fato não faz, dentro de você é claro, sou eu. Inclusive esse aglomerado de informações. Que tal perguntar como sair daqui de uma vez?
 
-Então, como saio daqui?
 
-Eu irei acordar usando O Corpo, nosso corpo. Depois quando estiver tudo bem e eu me acalmar, você vai voltar instintivamente. Nem se preocupe com isso.
 
E então meus olhos se fecharam mais uma vez...
 
... Acordo em uma camisa de força numa sala escura com portas grossas e paredes brancas acolchoadas. Minha boca está com gosto de sangue, e isso me faz olhar para baixo, notando então o vermelho tingindo minhas vestes. Algumas imagens de relance me fazem lembrar de fragmentos do que pode ter ocorrido. Eu acordei, ainda estava um pouco dopado, já estava com a camisa de força. Provavelmente calcularam errado às anestesias considerando que eu já havia sido drogado e desconsideraram um estado tão precário como o da minha cabeça, meus dentes voaram contra o pescoço de um dos psiquiatras antes da equipe de segurança entrar na sala e me separar a duros golpes do pescoço do doutor. Fui jogado nessa cela, um lobo enjaulado, ótimo. – Você fez isso? Caos, você fez isso? RESPONDA...
 
-Sim, meu amigo. – ele começa a responder através dos meus lábios – Como eu disse, eu sou tudo o que mais queremos. E sentir o gosto do sangue foi a melhor das coisas naquele momento, e esperamos que o homem que atacamos tenha morrido. - ele tem razão, maldito...
 
-... Isso é improvável de mais, ele no máximo vai fazer uma cirurgia e ganhar um tempo de folga no trabalho, talvez você tenha é ajudado ele.
 
-Aí seria uma pena, não? Hehehehe.
 

-Ótimo – sento-me entediado, encostando o ombro na parede mais próxima – Agora... Esperamos... Mas e aí... Como diabos chegamos aqui?

-Hehehe, pode deixar, eu conto. Temos tempo, afinal... Depois de termos caído naquele buraco que abrimos naquela maldita casa estranha, nós...
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Re: Asylum Elisabeth Arkham

Mensagem por Neweys Dwant em Sab Nov 02, 2013 5:41 pm

-Vamos, fale comigo, é sua melhor opção. – disse o homem de jaleco que me fitava.
 
“-É, fale com ele!” – Caos mantinha-se falando também.
 
-Talvez eu fale... – minha resposta parecia agradar ambos...
 
A sala bem clara tenta me passar a sensação de paz. Paz forçada! Hipocrisia e calúnia! “Nós apenas queremos o melhor para você”, eles dizem, “mesmo que seja contra sua vontade”, eles provavelmente pensam. Uma mesa entre eu e Terry Johnson, ou foi assim que ele ousou se apresentar. Não dou muita atenção para seu crachá. Acredito que a palavra que sai da boca dos homens é mais importante que as palavras que eles escrevem – quanta ingenuidade de minha parte!
 
-Que tal começarmos com como é que pronuncia seu nome? – persiste Terry.
 
-Você é surdo? Eu disse “talvez”, e nem foi pra você, exatamente. – sinto muito (mentira) pelas dores aos ouvidos e olhos inocentes, mas não gosto de pessoas que querem me analisar como um ratinho de laboratório – Deixe-me com meus demônios e me dê uma lâmina, já não corto carne há alguns dias e isso está me deixando Louco, se é que me entende.
 
Uma incômoda risada sarcástica e vívida ecoa da minha mente e pela sala branca. Outro estorvo é a cadeira que me arrumaram, dura e totalmente desconfortável. Meus olhos expõem um verde claro instigante e intimidador - a interpretação depende mais dos outros olhos, os de quem os vê -, assim como também deixam bem claro que meu sangue começara a ferver. A maldita camisa de força por um instante me deixa desinteressado em uma matança, afinal, meus dentes não são tão afiados.
 
-Falando em afiados... – prossigo – Já que quer conversar, por que não falamos de quem me mandou para cá?
 
O do jaleco ergue a sobrancelha, confuso quanto ao que eu quis dizer. Suas mãos se unem com os cotovelos sobre a mesa, e um instante silencioso permite meu sorriso mais diabólico domar minha face. Minha presença maquiavélica não parece intimidar Terry. Pobre animal que perdeu seu medo, andando na selva despido e sangrando, atraindo cada predador ao seu redor...
 
-As presas de um caçador nato encaixadas na boca de homem, a força e velocidade necessária para perseguir os seus troféus de carne, ossos e sangue, munido de uma maldita aura suja e obscura, mais que qualquer ser humano... Essa coisa me deixou dopado antes de ser mandado pra cá... – comento sobre o ocorrido há pouco tempo atrás naquele estranho lugar do qual não queria ter saído tão cedo. Queria descobrir mais!
 
-... Acho melhor você descansar mais um pou- interrompo o homem com uma risada sinistra...
 
-Terry – digo eu –, sabe qual o maior defeito dos humanos?... Eles não são espertos o bastante para aceitar o fato de que não conhecem tudo... Humanos são como cordeirinhos cegados que temem tirar as vendas de seus olhos... Humanos são covardes... – meus olhos abrem o máximo possível se fixando a íris castanha dos olhos de Terry – Mas existem exceções... Os que puderam ver o além da “Realidade”... E os que foram forçados a ver... Esses são trancafiados em celas recebendo rações diárias dos “sensatos” que dizem estar cuidando deles, dizem estar “tratando suas doenças”... “Doenças mentais”.
 
Meus punhos se fecham fortemente enquanto falo, sinto uma presença crescente dentro de mim algo que se sair não irá criar um simples distúrbio rotineiro... “-É ele... Ele está sentindo a raiva fluir, amigo. Se deixá-lo sair poderemos matar esse empecilho”.
 
-Matando ele outro virá, e de nada vai adiantar... – digo em voz alta sem pensar muito.
 
-Matar? Matar quem? – Terry, ligeiramente abalado, questiona recobrindo sua consciência.
 
-Quem mais além de nós está nessa sala? – indaga Caos usando meus lábios.
 
-Nós? – Terry parece confuso por um instante, mas poucos segundos depois expressa um olhar de surpresa e animação, como se tivesse descoberto algo – Neweys, você pode voltar para ala. Em breve faremos alguns testes e verei o que posso fazer por você...
...

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Re: Asylum Elisabeth Arkham

Mensagem por Neweys Dwant em Ter Nov 12, 2013 9:26 am

O impacto da enorme fechadura sendo destrancada produz um som intenso e irritante, a porta abre rangendo e a luz entra ferindo meus olhos. A íris verde claro se destaca marcando o castanho escuro que toca as pupilas dos meus olhos que de dilatadas passaram a tão pequenas ao ponto de se tornarem intimidadoras por si só. O homem se aproxima enquanto minha visão tenta se acostumar com a claridade atual, a sala escura era mais confortável, mais típica de mim, bem mais... Relaxante. Ouço então do outro lado...
 
-Doutor, é perigoso... Ele quebrou a lâmpada junto com a grade de proteção, isso quer dizer que a sala precisa de reparos, e temos que tirá-lo daqui, mas- então a outra voz corta a fala deste.
 
-Fique calmo. Ele é esperto, por maiores que sejam seus problemas...
 
E por fim, os passos trazem a imagem destorcida que meus olhos sofrem para interpretar. A luz é substituída pela sombra do corpo daquele ser bípede de jaleco e óculos.
 
-Neweys, é assim que se pronuncia, certo? Os guardas disseram que você quebrou a lâmpada. – é a voz do psiquiatra... Terry? Acho que é esse seu nome.
 
-E o que tem? Irão me dar mais algum calmante por conta disso?
 
-Não, na verdade, você parece mais calmo com a luz apagada. Porém ninguém pode viver apenas no escuro... Vamos lá pra fora...
 
-E vai me encoleirar antes, doutor?
 
-Eu não faria isso! Seria antiético. Você precisa de sol, Neweys, temos uma área bem confortável aqui ao lado para você se refrescar. E você também precisa relaxar, tente conversar com os outros... Você não é o único com problemas aqui...
 
Fecho meus olhos por um instante, ouço as vozes em minha cabeça... Caos se mantém como sempre tentado a assassinar, e a outra... Ela sussurra de forma quase inaudível... Tento ouvi-la de curioso, e falo...
 
-Tudo bem... Mas com uma condição.
 
-E qual seria? – questiona Terry.
 
-Estou usando essa camisa de força há muito tempo, meus braços estão doloridos. Me deixe de algemas, sem essa coisa... Preciso sentir meu sangue circular novamente.
 
O psiquiatra se mantém pensando por um tempo. Provavelmente questionando-se sobre eu ser confiável o bastante, mas ele não tem muitas opções, considerando que eu mesmo sugeri uma escolha viável... Minha confiança supostamente depende disso, ele pode me fechar de novo ali dentro e se retirar, mas... “-Ele sabe que...” – aquele que está dentro de mim diz.
 
-Se eu recusar isso, seria antiético. – Terry dá sua resposta...
“-Se ele recusar isso, seria antiético.” – e a voz dentro da minha cabeça conclui.
 
-Tudo bem – o doutor prossegue -, vou deixar você sair algemado. – ele se vira para o homem ao lado da porta – Tire essa camisa de força desse homem e o algeme, depois podem leva-lo para a área aberta.
 

Minha cabeça se abaixa e meu sorriso se abre... Descobri algo que pode me ajudar a sair daqui.

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Re: Asylum Elisabeth Arkham

Mensagem por Neweys Dwant em Sex Nov 15, 2013 9:17 pm

-Oi. – olhos cintilantes de um felino grande predador, traços faciais de uma fúnebre dama com olheiras marcantes de quem não dorme há muitas noites e passa muitos dias forçados acordados. Cabelo curto e repicado... Ou ela teria arrancado com as próprias mãos? Existem marcas notáveis próximas a testa. Deveras divertido! Uma amiga. E nem faz muito tempo desde que conheci uma garota interessante.
 
-... Essa camisa de força não combina com você. – retruco contra o sistema!
 
-Eu sei... Mas eles dizem que se eu tirar posso acabar matando mais alguém... –ela respondeu sem abrir nem mesmo um singelo sorriso...
 
-E...? – meus lábios continuam como mortos, a graça da existência não está presente aqui. O azul cristal das íris em meio a branca face dessa mulher está tão viva quanto... Aquela coisa de presas afiadas e pele fria como o gelo! - Os raios de luz brilharam em minha vida e os deuses surgiram para mim, apenas pra me dar as costas enquanto eu era mergulhado em trevas novamente... – sussurro no ouvido dela – Quem passa muito tempo no escuro começa a enxergar as coisas que habitam nele... Você já viu também, não é?
 
Os olhos dela se arregalam, sua boca seca aberta puxa lentamente o ar para seus pulmões, estático encaro-a nos espelhos da alma, busco seus medos, paixões e razões... E não encontro o último. – Você já morreu, humana? – minha fala a faz sair daquele transe, ela abaixa a cabeça e murmura...
 
-Não acredito nisso, a onde eu fui parar? Estou presa nesse inferno conversando com esse louco. Todos aqui são loucos, por que eu estou aqui?
 
-Tem certeza?
 
-Eu sou louca também não é?
 
-Você tem certeza?
 
-Claro que sou, eu também estou aqui... Se eu não era antes vocês loucos me deixaram doente também!
 
-Maldita mulher burra, eu estou perguntando se você tem certeza... De que nós, que aqui estamos, é que somos os loucos... Ou se eles é que são... Os que não viram o que vemos e vimos... Os que não ouviram o que ouvimos e continuamos a ouvir... Eles são mesmo tão sensatos quanto pensam?... Não tenho mais interesse em você.
 
Me levanto e caminho até o guarda mais próximo. – Quero falar com o doutor Terry.
 
-Claro que quer... – ele responde, antes de receber um chute contra o rosto, forte o bastante pra lhe quebrar o nariz.
 
-Doutor Terry, quero falar com ele...

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Re: Asylum Elisabeth Arkham

Mensagem por Gillian M. em Qui Nov 28, 2013 9:52 pm


Malditos corredores, todos pareciam os mesmos, aquele lugar era de certo tão confuso quanto um labirinto e aquelas paredes brancas por todos os lados já estavam começando a lhe dar nausea, mas poderia ser o efeito da vodka. Gargalhadas e e o tilintar do salto de suas botas ecoavam pelo corredor enquanto ela tentava passar despercebida pelos enfermeiros espalhados pelos corredores, algo que ela falhou epicamente, já que todo o conjunto de botas, gargalhadas e o fato de ela estar semi-nua quase que não chamava atenção nenhuma.


Flashes começaram a invadir sua mente, acontecimentos dos quais ela não se recordava mas ela era parte deles, suas gargalhas então se transformação de desespero, sua visão agora destorcida lhe pregavam peças por mais que ela tentasse evita-las, seu caminhar saltitante se transformou em uma corrida cambaleante, precisava sair dali, se esconder, sair da visão daqueles que estavam tentando captura-la.


Gil sussurava algo como um mantra enquanto cambaleva pelos corredores que ela não mais reconhecia fazendo com que ela trombasse em algo, e sua habilidade de queda foi inevitável. Sentiu seu corpo colidir no chão mas não podia parar. Engatinhou por alguns segundos e sentiu algo segurar seu tornozelo tentando mante-la no chão. Ela grita em pânico para que a deixasse ir, e se arrastando pelo chão finalmente consegue se levantar e volta a sua grande missão de escapar daquilo que a perseguia.


Tentando abrir cada porta que passava pelo caminho, ela dobra a direita em um dos corredores e a única coisa que podia ver era uma porta semi-aberta no final do corredor, ela hesitou por um momento até ouvir passos e vozes que mais pareciam uma voz grosseira e áspera que não fazia sentido algum. Gil apressou o passo mas algo a segurou pelo braço e aquela imagem distorcida apareceu diante de seus olhos enquanto ela se debatia tentando se livrar. Em meio a sua luta Gil apalpou tudo o que podia até encontrar algo e usou como arma para acertar aquela figura em sua frente que rapidamente se esvaiu após um barulho abafado que não conseguiu distinguir o que era.


Ainda com a respiração forte ela caminha ainda meio zonza em direção a porta mas ao entrar por ela e sem nem mesmo ter tempo de visualizar onde estava, sente seu corpo despencar como se estivesse em queda livre e começa a gritar até seu corpo inerte sentir um impacto e tudo se escureceu, mas ainda podia sentir seu sangue pulsando em suas veias, o batido de seu coração em seu peito e sua respiração ofegante.

Aos poucos outros sons se intensificaram, sabia que não estava sozinha. Abriu os olhos somente para confirmar o que havia sentido. Estranhamente ela se encontrava numa sala, jogada ao chão contra a porta. Por alguns segundos ela ficou sem reação, apenas encarou as pessoas que ali estavam, ainda encarando estranhamente a todos ela se levanta ainda contra a porta e com uma expressão confusa ela puxa o ar para os pulmões. 


– Se isso for o inferno eu devo dizer que não é exatamente o que eu estava esperando. Parecia desapontada ao terminar de falar.
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Re: Asylum Elisabeth Arkham

Mensagem por Neweys Dwant em Seg Dez 30, 2013 4:53 am

Meus olhos se focaram naquele momento apenas no sangue que escorria da cabeça de Terry. Aquilo me inspirava e eu sentia o cheiro nostálgico que me fascinava... Cinco minutos atrás estava com algemas em meus pulsos, sentado na frente de Terry que insistia com o discurso de que eu não poderia mais em permanecer violento. Agressão teoricamente é algo ruim para as pessoas nesse lugar, mesmo que em qualquer outro canto do mundo essa seja a resposta mais correta em se dar.
 
Da mesma forma que no incidente com o caminhão que resultou na minha passagem de ida para a mansão da sanguessuga, eu não consigo me lembrar de nada que aconteceu nos últimos minutos. É como se alguém tivesse trocado minha consciência com a de outra pessoa, ou com a de outra coisa... – É você? – questiono para com a voz a qual volta e meia surge para me desconcentrar de meus afazeres.
 
“-Não”- ela responde “– Mas já te falei sobre ‘ele’. É um dos  nossos amigos. O mais cruel entre eles, acredito eu” – a voz completa.
 
-E por que ele seria o mais cruel?
 
“-Ora, óbvio... Veja o estranho que ele faz, isso sem sentir nem mesmo um pingo de remorso” – uma resposta direta e completa, não muito típica de se acontecer, mas sou grato por isso.
 
De fato, somente com as mãos eu... Ou melhor, algo em mim, matou Terry e um segurança com chutes e mordidas. Graças àquilo estou livre para fugir agora eu só preciso... De uma distraçã-...
 
– Se isso for o inferno eu devo dizer que não é exatamente o que eu estava esperando. 
 
A fêmea humana falava ao abrir a porta e se jogar contra ela, praticamente inconsciente. Isso é mau. E também é adorável! Um tipo de refém que vem até mim. Me aproximo do segurança retirando dele seu cassetete, e pegando as algemas que outrora prendia meus pulsos para usar naquela mulher. Meus lábios cheios de sangue se mexiam enquanto proclamavam.
 
-Mulher, vamos sair daqui. Aposto que estão atrás de você, mas após saberem na minha atual situação os olhos desses humanos se voltaram para outro lado. Um que não me favorece. Temos de nos apressar, então, comece a me ajudar. Se for uma boa menina posso me privar de te usar como alimento ao final dessa brincadeira.
 

Dito isso, algemo a fêmea e me certifico de estar com a chave a qual o segurança carregava. Armado com um cassetete a uma refém, saio da sala caminhando em direção a saída de emergência do local. Se algo tentar me impedir, irá conhecer meus demônios!

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Re: Asylum Elisabeth Arkham

Mensagem por Gillian M. em Seg Dez 30, 2013 8:56 pm




A sala tinha um distinto cheiro de sangue, aquele rapaz a sua frente, não lhe parecia inofensivo, mas ainda sim não era uma imagem distorcida e monstruosa como as outras, mas ainda sim diferente. Teria ela feito a passagem para outra dimensão? Talvez ela estivesse ali, mas apenas sua alma, sua matéria estava em outro lugar. Não fazia sentido, tudo parecia real, mas ela não se lembra ter sido levada do cemitério para outro local, ao menos não fisicamente. Esses momentos eram tão difíceis de se ajustar. Maldição. Esbravejava mentalmente tentando se lembrar, talvez  devesse não ter bebido tanto, será que se lembraria? Talvez não, ela quase nunca se lembrava.


Por um momento o rapaz parecia falar com si mesmo, ou talvez falasse com alguém que estivesse na mesma sala, mas que por alguma razão estava incógnito para Gil. Ela olhou ao redor para se certificar. Não, não tinha mais ninguém além dos dois, e corpos inertes banhados em sangue. Quem era aquele rapaz? O que ele fazia ali? O que ela fazia ali e onde era ali? Fechou os olhos e pressionou as têmporas com as palmas das mãos por um breve minuto. Flashes surgiam, mas ainda sim eram apenas flashes, de nada lhe ajudaria em sua atual situação.
 
Ao abrir os olhos e deixar de compressar suas têmporas, Gil levantou a cabeça para encarar o rapaz, aquele estranho rapaz que mais parecia um vampiro que acabara de se alimentar de qualquer outra coisa que se formava em sua mente. Ela o encarava, mas ao invés de demonstrar medo seu olhar expressava curiosidade. Sua vontade era tocá-lo, será que ele era mesmo real, se ele era um vampiro, teria ele o corpo gélido, qual seria o gosto do sangue e qual prazer lhe trazia? Havia estudado diversas formas sobrenaturais e acreditava que elas existiam, mas estar em contato com algumas delas seria fascinante. Mas o que ela estava pensando, ela poderia estar correndo grande risco, mas quem se importava.
 
De repente a visão do inferno se tornou um oásis no meio do deserto, o almejo de alcança-lo e  desfrutar de suas belezas e oferendas mais desejáveis para aqueles que sedentos procuravam por elas para saciar-se de tudo que lhe era oferecido. Gil abriu um sorriso, o desejo de sorver tudo aquilo era aparente em seu rosto. O rapaz vinha em sua direção com algemas.
 

Algemas? Porque ele achava que precisava de algemas? Ela caminharia pelo oásis espontaneamente, mas se ele pensava que seria um animal selvagem trazendo a desordem, Gil teria que provar ser oposto. Ela esticou os braços deixou que ele a algemasse. – Eu jamais achei que pertencia ao inferno, provarei ser útil e me comportarei, e terá que me deixar desfrutar da liberdade e dos prazeres que me é oferecido por ela. – Disse ela acompanhando o rapaz. Aquele inferno estava prestes a se esvair de seus olhos e talvez após fecha-los, abriria apenas para se encontrar de volta onde estava e descobrir que havia sido apenas uma ilusão, ou talvez o excesso de vodka.
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Re: Asylum Elisabeth Arkham

Mensagem por Neweys Dwant em Qui Jan 02, 2014 7:01 pm

Pessoas são racionais até certo ponto, pessoas entendem de forma limitada, porém com certa coerência, seja por uma anomalia da existência, seja por questões de evolução da raça. Independente de como for, mesmo que eu tenha que dizer que estou regredindo, eu aceito meus instintos como um animal selvagem o faz, me curvo perante minhas vontades e rejeito o que me soa tedioso. Minha vida é vívida e fatal por esse mesmo motivo. Perdi o medo de matar, perdi o receio de morrer, perdi a capacidade de venerar outros que não fazem parte de mim. Me exalto por me ver como grandioso e adorável. Meu amor por mim mesmo se baseia em quão grande meu próprio ego se faz.

Golpe por golpe, tirando sangue e esmagando olhos e narizes, usando apenas um cassetete e um escudo humano, o que me faz evitar a grande maioria dos ataques dos seguranças hesitantes em acertar a fêmea humana que se deixava carregar sem medo ou temor, só com a esperança de se ver livre, tão livre quanto eu quero ser. Chego a porta ao final do massacre que durou menos de dois minutos, e levou apenas poucos azarados ao outro lado da mortalha, e então encontro-me solto, sem as jaulas e algemas. A pergunta final seria... Eu traio a humana? Trair! Palavra forte... Forte e Saborosa! Tão amarga quanto veneno. Tão clara quanto a minha mente!

Executá-la com a liberdade em sua frente, retirar dela o que ela mais almejava após estender o braço e permitir que sentisse até mesmo o cheiro da esperança! Talvez... Seja a forma de tortura mais cruel e glorificante, um método sadista e psicótico que levaria o mais louco entre os meus iguais a um novo nível de demência. É como abrir a passagem para a luz sem revelar as trevas que espreitam ao seu redor, esperando aquela pequena chama se acender dentro do coração mortal... Antes de devorar o ultimo resquício da vida... Tirar tudo o que o humano mais desejou de uma só vez... Tão... Mágico!

E com esses pensamentos eu sorrio com o sangue em meu rosto gotejando contra minha camisa de força desamarrada, deixando-a vermelha em grande parte. O sangue em minha mão direita cai diretamente ao chão, se espalhando e respingando ao meu pé descanso. “Loucos são como chamam todos os que negam a loucura dessa sociedade podre”... Não é? Então eu posso negar a loucura chamada... Piedade. Meus olhos verdes se abrem com a luz a fraca luz do sol se pondo destacando sua cor em um brilho digno de um caçador noturno. Ergo meu punho direito o qual carrega o cassetete enquanto uma gargalhada começa a se formar em meus pensamentos. E então...

“-Espere”.

-... – o que? Eles vão me interromper justo agora?... – O que é? – digo baixando o punho.

“-Ela almeja liberdade... Não vida...”. – qual deles está falando?

-E o que sugere?

“-Leve-a conosco. Depois resolveremos de uma forma mais divertida”.

O que fazer, o que fazer? Tenho pouco tempo para pensar. Se eu executá-la, irei me divertir de mais, mas algum 'deles' poderá ficar reclamando e isso seria irritante. Agora, se realmente existe algo mais divertido que isso... Acho que vale a pena arriscar leva-la comigo de fato. Essa mulher tem um anjo da guarda forte. E com asas negras, tridente e pele avermelhada. Maldição. Seguro o cassetete com os dentes e jogo-a sobre meu ombro, analiso o terreno rapidamente e corro em direção ao bosque próximo. Dali eu poderei adentrar a floresta. Duvido que alguém me siga, principalmente quando tão pouco falta para anoitecer.

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Re: Asylum Elisabeth Arkham

Mensagem por Gillian M. em Sex Jan 03, 2014 8:45 pm




Se perguntava o que estaria diante de seus olhos uma vez que estivesse fora daquela sala? Reviveria a mesma realidade ou ilusão que a atormentara e quase a privou de viver, antes de se sentir segura trancafiada em uma sala com um estranho banhado de sangue assim como os corpos que cobriam o chão da mesma? Sua realidade era diferente das outras pessoas, elas vêem o que querem ver e não como as coisas realmente são.
 
Gillian não estava em seu estado normal para fazer a diferença em quem deveria confiar ou não, naquele momento, aquele estranho rapaz havia lhe oferecido liberdade, seria tola ela em não aceitar a oferta sabendo que não sairia daquele inferno sozinha, portanto se deixou levar.
 
Fechou os olhos ao deixar a sala juntamente com o rapaz que a segurava de uma forma como se protegesse com o corpo de Gillian, ao menos era o que podia pressentir tendo seus olhos fechados. Não hesitou em abri-los quando sentiu algo levemente quente tocar a pele de seu rosto, e aquela forma distorcida caindo molemente contra o chão, como se tudo ao seu redor estivesse em câmera lenta.
 
Seus passos estavam compassados com os passos do rapaz, que entre um golpe e outro fazia com que o sangue respigasse na pele desnuda de Gillian. Ela primeiramente abre um sorriso, mas não conseguiu conter a gargalhada de satisfação que estava entalada em sua garganta por ver aqueles demônios infernais cair e ainda poder sorver daquela energia que era emanada, sentia seu corpo se fortificar a cada estalo das batidas que o rapaz dava, de cada respingo de sangue, de cada passo em direção á liberdade.
 
Mas um passo e pode sentir a brisa gélida tocar sua pele, mas não se importou, qualquer clima era mais prazeroso que as chamas do inferno, mas ela havia desfrutado cada segundo de seus últimos momentos. Ainda sorrindo, ela se virou ainda envolta pelo braço do rapaz para encara-lo, seu braço estava erguido sobre sua cabeça. O sorriso de Gil se esvaiu e trouxe sua expressão de curiosidade pois o rapaz falava consigo mesmo mais uma vez. – Realmente estranho. Pensou consigo mesma, esperando com que ele tirasse suas algemas. Mas diferente do que ela esperava, ele a jogou por cima do ombro e começou sua caminhada.
 
Gil começa a rir novamente.
 - Quem é você? Eu sei que você não é um deles. Então, o que é você?
 

Achou que seria a pergunta mais sensata a fazer (sensata, desde quando Gillian age com sensatez? Isso chega a ser quase uma piada), pois não achava que ele seria um “quem,” ele não era como os outros, ele não era comum. Ela podia sentir, tinha uma energia diferente, forte, negra, um tanto impiedosa. Tinha diferentes formas, e cores, sentimentos...Ele era um mistério para Gil, coisa da qual não havia tido contato a muito tempo, queria conhecer aquela alma, desvenda-la talvez, será que ele me concederia tal desejo? Só havia uma forma de descobrir. Gil sorriu marotamente. O sorriso se transformou em uma careta, aquela posição não estava lhe trazendo boas sensações, seu estômago sendo pressionado contra os ombros do rapaz mais os solavancos de sua caminhada dentre o bosque, estava fazendo com que se sentisse nauseada.
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