Parque Nacional

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Parque Nacional

Mensagem por Mestre do Jogo em Dom Set 16, 2012 3:33 pm


As florestas, montanhas e lagos do Canadá são bastante diversificados no que toca a espécies de animais e de plantas. Para além disso, por estes lados não é nada difícil se deparar com um animal selvagem quando se passeia pela Natureza. Estes fatores são quase como um convite a caçadores furtivos, responsáveis por colocar tantas espécies em risco de extinção.

Por esta razão e pelo exponencial crescimento da urbanização, foi decidida a criação de um parque nacional em Vancouver, um dos maiores do país, onde estão agora protegidas muitas das espécies de animais e plantas do Canadá. Este parque está em redor do lago Harrison, a Sudeste do Parque Garibaldi. O lago é basicamente a base de todas as cadeias alimentares do parque, sendo essa a razão de este ter sido construído à sua volta.

O Parque tem prados a Sul, bosques ao centro e pequenas montanhas a Norte, havendo espaço para o habitat de praticamente todas as espécies do Canadá, com exceção das que vivem em ambientes marítmos. Isto é uma ótima contribuição para a manutenção de animais em perigo de extinção como a rã leopardo (Rana pipiens), a Tartaruga de Couro (Dermochelys coriacea), a Coruja-buraqueira (Speotito cunicularia), a Lampreia de Morrison Creek (Lampetra richardsoni) e o Carcajú (Gulo gulo), entre muitos outros. Para além desses animais, neste parque também há lobos cinzentos, caribus, linces canadenses, bois almiscarados, castores norte-americanos, ursos pardos e cabras das montanhas.

Semanalmente fazem-se aqui visitas guiadas a pé, com explicações sobre muitos dos animais e plantas do Parque, onde os visitantes podem ficar a conhecer muito sobre o lado selvagem do Canadá. Mas estas visitas não são economicamente acessíveis a todos, pois o objetivo deste parque não é ser um jardim zoológico, mas sim uma proteção para os animais, tendo como base uma mínima interação do Homem com a fauna e flora deste espaço. Outra razão para as visitas não serem tão frequentes são os casuais encontros com ursos ou lobos, que acabam sempre em confrontos sangrentos.

Estes confrontos com animais acontecem frequentemente com vigilantes do Parque Nacional, mas nestes casos, não costuma acontecer nada de mal. No entanto, já houve casos de mortes, que se supõem ser de lobos, pois o pescoço das vítimas encontra-se sempre rasgado. Mas por alguma razão o resto do corpo continua sempre intacto, com pouco sangue, apenas com ferimentos posteriores à morte, não relacionados com a sua causa. Isto cria muitas dúvidas em relação ao animal que matou os vigilantes, visto que todos matam apenas por necessidade. A justificação dada é a de que atacaram para se defender, mas isto não justifica o sangue, assim como é muito pouco provável que um profissional faça um lobo sentir-se ameaçado.

Apesar de ser ilegal entrar no parque sem autorização, e difícil trespassar as barreiras de segurança, há alguns aventureiros que o fazem só pelo desafio, já que é difícil os vigilantes poderem detectar a presença de pessoas num espaço tão grande. No entanto, quem o faz, está por sua própria conta. Não é aconselhável estar sozinho e desprotegido quando se encontra um urso, ou qualquer outro perigo…

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Re: Parque Nacional

Mensagem por Guy Gisborne em Qui Out 02, 2014 2:43 pm

Costumam dizer que "o filho sempre volta para a casa", uma de tantas frases mentirosas espalhadas por esse mundo de podridão e vidas inúteis, divertidas e saborosas, mas inúteis. Mas no meu caso, voltar para casa tinha o mesmo significado que "ir para o parque de diversões" para uma criancinha. Podia sentir o cheiro do medo, e o terror em olhar nos olhos daqueles malditos, não havia nada que eu podia fazer antes, mas todos eles estavam com seus dias contados, sentiria suas cabeças sendo esmagadas debaixo das solas de minhas botas, e faria isso com um sorriso no rosto e muita satisfação. Infelizmente, tanto eles quanto eu, teríamos que esperar por outros dias, afinal, por mais que eu detestasse essa frase, eu tinha ordens a cumprir. 

Minha ausência se prolongou mais do que eu havia previsto, mas tudo estava resolvido, e aqui estou eu, de volta em solo Canadense pronto para dar continuidade em seja lá o que tiver para fazer nessa cidade, contanto que não seja contar unicórnios cor-de-rosa, a não ser que eles estejam sendo preparados para o abate. Estranhamente aquela cidade estava diferente, o ar estava mais denso, podia sentir cheiro de caos no ar, exatamente do jeito que gosto. Uma caminhada pela noite fria de Vancouver nunca fez mal a ninguém, afinal, não tinha risco de eu pegar um resfriado, mas havia uma grande possibilidade de encontrar uma presa suculenta pelo caminho, se ainda houvesse vida nesse corpo, meu estômago de certo estaria me amaldiçoando, uma súplica para ser alimentado. 

Enquanto caminhava pelas sombras do parque, todo de preto, com as mãos enterradas no bolso do casaco, por entre as árvores como uma cobra sorretera, quebrei o silêncio me distraindo, cantarolando*. Sim, eu gosto de cantarolar, ajuda a relaxar, não que eu estivesse estressado, não tenho tempo para tal luxo mortal, apenas sei apreciar as coisas simples, e ela estaria aqui a qualquer momento para quebrar o silêncio. Alguns passos e silêncio, lá estava ela, podia senti-la a quilômetros de distância.  

- Tem a intenção de virar alimento tentando chegar de surpresa? Sabe que isso não funciona com a minha espécie. Disse sem me mostrar, não que eu precisasse.

- Nem que eu quisesse. Apenas achei que você iria gostar de saber sobre o que anda acontecendo em Vancouver. 

- Adoro quando você age como uma boa menina, chega quase a ser sexy. 

- Não abuse da sorte, a minha paciência não dura muito tempo, especialmente quando estou perto de você.

- Cuidado, posso achar que você está se declarando. O que seria de nossos encontros se eu não tirasse alguns segundos, ou talvez minutos para atacar os nervos dela, era por isso que eu a havia escolhido, seu temperamento, determinação, era uma onça selvagem, e me servia bem.

Dannah sentia seu sangue queimar dentro de seu corpo, formigando pela presença dele. - Por que não termina o serviço, e me tira dessa agonia. Sua voz era firme e tão fria quanto uma pedra de gelo.

- Por que a agonia seria minha, em ter que ficar de babá de uma criança desfreada. Gosto de você assim, me é muito mais útil. Agora me diga, o que eu perdi da festa? Me mostro para ela, enquanto ela me passava o relatório de todos os acontecimentos em Vancouver desde a minha partida. As primeiras notícias, já fizeram com que um sorriso se desenhasse em meus lábios, e se intensificou a cada minuto que se passava, e uma gargalhada longa tomou conta do ambiente. Esse tipo de cena, não era muito de meu feitio, mas aquilo tudo era melhor do que qualquer piada. Finalmente o Sabá estava se fortalecendo e Shaw seria apenas uma ovelinha de oferenda para ser abatida. Mas o que mais me chamou atenção, foi quando ela mencionou a Arcebispa, nada como alguém para colocar ordem e espalhar o caos, um pouco contraditório eu sei, mas era como tinha de ser. 

- E onde essa Arcebispa se encontra, acho que está na hora de eu me apresentar.

- No The Roxy, e se te interessa, poderá encontrar Samantha lá também. Disse ela com uma voz de desdém.

- Hum, senti um ciumes nessas palavras, você ainda é minha favorita. Exibi um sorriso maroto, recebendo um olhar frio e desaprovador da mulher que dizia claramente em silêncio palavras de baixo calão em seguida me dando as costas e sumindo na escuridão do parque tão furtivamente quanto apareceu. Voltei a colocar minhas mãos no bolso do casaco, era hora de fazer uma visita a Arcebispa.


[Post em conjunto previamente combinado.]
*Música que Guy estava cantarolando 
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Re: Parque Nacional

Mensagem por Eileen Rostova em Sex Fev 26, 2016 4:08 pm


"O mundo não é justo..."
Já ouvi tais palavras tantas vezes, e geralmente são ditas pela parte perdedora, por aqueles que não aceitam que a culpa pode ser deles, que são responsáveis por onde se encontram e como. Por isso, colocam a culpa no mundo. Esse lugar maravilhoso em que cada um faz sua própria sorte e onde não há coincidências.

"O mundo não é justo?"
Ah, sim, ele pode ser justo. Com aqueles que sabem exatamente como se comportar, ou talvez, deva dizer, como não se comportar. E tenho experiência em ambos os lados para tal visão. Há muito, muito tempo, e notem, este não é um conto de fadas, uma jovenzinha inocente e bobinha acreditou achar o amor eterno e ter seu final feliz, como todo humano medíocre o faz. Ela se apaixonou por um estrangeiro, cheio de histórias de aventuras, que já havia percorrido o mundo todo. Essa jovem lutou contra os paradigmas de sua sociedade, enfrentou a autoridade patriarcal, porque desejou controlar seu próprio destino e seguir seu coração.

Bem, ela aprendeu que nem todos possuíam coração, e que aqueles que o possuíam, eram as presas mais fáceis. Quando viu o que sua pequena rebeldia fez a todo o mundo que conhecia, ela até pensou em dizer que o mundo não era justo, mas aquilo seria uma hipocrisia. Ela aceitou as consequências, e aprendeu mais uma vez: toda ação tem efeito colateral. E ali, naquela nova lição, ela aprendeu que ter coração apenas enfraquecia as pessoas.

Ela aprendeu e usou cada ensinamento que lhe foi dado, tanto pelo "mundo" quanto por aquele homem que havia lhe mostrado todas aquelas lições. E foi assim que ela aprendeu que apenas os fortes sobrevivem e, que para ser forte, é necessário sacrifícios, inteligência e liberdade. Não era uma questão apenas física. E por cada ano que ela não vivia, ela batalhou com todos os seus atributos para conquistar a sua força.

Bem... Eu sei que disse que isso não era um conto de fadas, mas bem, uma mentirinha não conta...

Mas essa conversa serve apenas como introdução, digamos, de uma nova era. O mundo além de não ser justo, também é entediante. Precisamos sempre criar circunstâncias que o tornem mais atrativos para que possamos permanecer nele. Seja uma família, seja um objetivo a alcançar, seja um genocídio a praticar. Precisamos disso para disfarçar esse mundo chato em que somos colocados.

E então, a intriga e as ameaças são criadas... E, devo dizer, isso torna a não vida mais agradável. Porque, bem, só eternidade e beleza não trazem diversão para ninguém, ou quase ninguém. E se alguém se conforma com tal situação, simplesmente não merece tal graça de poder atravessar séculos e mudar completamente uma situação apenas porque estava aborrecido ou porque podia fazer aquilo.

Bem, eu estou entediada. Viver nas sombras consumindo um saco de sangue aqui e outro ali, não chamando muita a atenção, nunca foi minha "praia". Entretanto, nem sempre é possível deixar toda a chatice do mundo te governar, e às vezes, é interessante tacar fogo em algo e observar as chamas tomarem conta e ver como as coisas ficam quente.

[Eileen caminha pelo Parque Nacional, entre árvores tão antigas quanto quase ela mesma. Algumas até ganham da Tzimisce. Carrega no rosto um sorriso que parece prenunciar sua alegria, e talvez sua sandice. Junto a ela, traz uma pequena sacola, nada muito chamativa: uma Mochila Chanel. Em determinado ponto, ela para, parece analisar tudo ao seu redor e, após um suspiro de alegria, começa a juntar várias folhas caídas, criando uma montanha de folhas mortas e gravetos. Assim, retira da mochila um frasco de álcool e começa a jogar sobre a montanha criada e ao redor, espalhando aquele líquido por todos os lados. Por fim, pega um pequeno isqueiro, em forma elegante de arma e aciona-o sobre a folhagem.]

Engraçado como gosto da cor vermelha e dessas ondas calorosas que ela transparece. Dá-me a impressão de que o mundo não é mais tão chato, principalmente quando as labaredas começam suas danças, integrando-se umas às outras, aumentando, consumindo ao redor e se tornando maior e maior, como o sorriso que consigo agora expressar.

Isso me faz lembrar de outra lição que aprendi: Nós paramos de procurar monstros embaixo da cama quando percebemos que eles estão em nós.


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Re: Parque Nacional

Mensagem por Vancouver em Sex Fev 26, 2016 6:34 pm

-Eileen preciso de sua ficha.. Aqui não há relatos dela. Não sei porque...
Espero ela para que possamos continuar a ação:

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Re: Parque Nacional

Mensagem por Eileen Rostova em Sex Jun 03, 2016 10:52 pm

Dados... acho q esqueci disso ou não tinha entendido.

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Re: Parque Nacional

Mensagem por Mestre do Jogo em Sex Jun 03, 2016 10:52 pm

O membro 'Eileen Rostova' realizou a seguinte ação: Rolar Dados


'Dados' :

Resultado : 6

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