CASA MALDITA - 2

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Re: CASA MALDITA - 2

Mensagem por Nicolai Volkova em Seg Set 23, 2013 4:34 pm


Nicolai estava ali, nada lhe vinha na cabeça, nenhuma ideia para sair dali. O jeito, pelo visto era esperar. Tomou mais alguns goles daquela vodka e, deitado na cama, acabou apagando. Não sabe ao certo se desmaiou, se foi o efeito da tal vodka ou se pegou no sono.

#Sonho
Estava em uma floresta com árvores altas e mata densa. Estava perdido, desnorteado, mas um barulho lhe chamou a atenção. Era noite e pouco era possível  ver . A luz da Lua iluminava algumas partes, onde era possível ver alguns vultos e coisas estranhas. Nicolai se mantinha imóvel, não sabia ao certo o que fazer e nem para onde ir. A floresta era estranha e ele nem sabia por que estava ali. Cansado de ficar ali ele correu, não estava muito a fim de ficar ali e servir de presa fácil para os tais vultos. Seguiu correndo em direção aleatória, afinal os vultos estavam por toda a parte. Adentrou a mata e mais a frente viu um brilho vermelho, algo que lhe fez parar e sentir um frio em sua espinha. O brilho vermelho ia se aproximando e ele estava parado ali, não conseguia se mover, até tentou, mas suas pernas não se mexiam. Assim que o brilho chegou próximo ele percebeu que se tratava de olhos, olhos grandes e vermelhos. Eles saíram das sombras e Nicolai pôde ver que se tratava de um lobo, um lobo grande e assustador. Nicolai não se movia, parecia estar preso ao chão, enquanto o lobo se aproximava e chegou próximo a ele. O animal mostrava seus dentes de uma forma agressiva, Nicolai estava certo que seria dilacerado por ele. O lobo o cheirou e andava em volta dele, enquanto Nicolai não conseguiu mover um músculo de seu corpo, não por medo, mas pelo simples fato de não conseguir, parecia estava preso. O lobo ficou de frente para ele e de pé nas duas patas traseiras, apoiando-se em seus ombros e baforando em sua face, Nicolai podia sentir o cheiro de sangue emanar da boca do animal e finalmente seu corpo se moveu, mas para baixo. Nicolai caiu de costas no chão e com o lobo por cima dele e mesmo assim ele não conseguia se mover. Ele achou que iria morrer, mas para sua surpresa o lobo lhe lambeu o rosto e Nicolai finalmente conseguiu mover os braços e segurou o lobo pelo torço, apenas o acariciando. Podia sentir os pelos do animal que eram lisos e bem cuidados, parecendo até um cachorro de raça. Nicolai estava mais calmo, mas não durou muito, os olhos do lobo brilharam e o animal começou atacá-lo. Nicolai não tinha forças para revidar ou se defender e sentiu que morreria ali. Sentia um misto de agonia e desespero ao ser dilacerado pelo animal, ao que o lobo foi ao seu pescoço e ele ouviu um estalo, algo tinha se quebrado, mas ele não conseguia ver nada, estava tudo escuro e ele podia ouvir vozes ao fundo. Alguns passos se aproximavam e ele finalmente abriu os olhos.
#Fim do Sonho

Estava de volta ao quarto, tudo não tinha passado de um sonho e ele se levantou, só pôde ouvir “Está livre, amigo!” levantou a cabeça e viu um rapaz magro de costas para ele. A porta do quarto estava aberta e pôde ver também que o rapaz tinha sangue na boca. Mas que merda é essa? Acordo de um pesadelo e já tenho outro?, mas não era outro sonho, ele estava acordado. Levantou-se, ainda empunhando a faca e segui para o corredor, parando quando chegou à porta, apoiando as duas mãos nos batentes da porta e colocando somente a cabeça para fora. Ele olhou para o rapaz, que agora estava de frente para ele e viu que realmente ele estava com sangue na boca e estava andando de costas. Ele falava com alguém, então Nicolai olhou para o outro lado do corredor e viu outro rapaz e esse estava com as mãos ensanguentadas. Tá de brincadeira comigo!, o que estava acontecendo ali era uma cena bizarra, um cara com sangue na boca e outro nas mãos. Ele se olhou, auto-avaliando-se, para ver se não tinha mancha de sangue pelo corpo e para sua felicidade não tinha.

Ele não sabia o que estava acontecendo ali, mas acordar com dois caras ensanguentados, em uma casa estranha, onde estava preso e na qual parecia ter sido sequestrado por uma vadia no bar. Aquilo não estava cheirando muito bem e Nicolai não iria esperar para ser atacado e ser vítima daqueles maníacos. Ele iria revidar, se defender, estava preparado para o que quer que fosse.  Ele saiu, efetivamente do quarto, ficando no corredor, entre os dois rapazes.

- Ou alguém me explica o que está acontecendo aqui, ou...

Não terminou a frase, esperava que os dois soubessem o que viria depois do segundo "ou". Ele olhava de um para o outro, atento nos dois. Tudo bem que sua visão periférica era prejudicada do lado direito, mas do esquerdo era perfeita. Ele queria respostas, ou então teria que partir para a ignorância e essa era uma parte que lhe agradava muito.



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Re: CASA MALDITA - 2

Mensagem por Samantha Nuñes em Seg Out 07, 2013 9:54 am

Os passos e discussões podiam ser ouvidos pela casa inteira, isso não quer dizer que eu me interesse pela coisa, simplesmente mostra que tenho ouvidos que funcionam. O meu maior prazer é sentir no ar o doce sabor do caos. A revolta, o medo, a dúvida. O mundo sem chão, o inesperado. É fácil quando tudo acontece da maneieysra que esperamos, nada é simples quando o mundo começa a agir. São mais de sete bilhões de cabeças no mundo e até hoje não acharam uma que fosse exatamente como a outra. Que pensasse exatamente a mesma coisa da mesma maneira em todos os aspectos possíveis. Exatamente por isso testar os sacos de sangue é algo que de fato me chama a atenção e é feito sempre que possível, cada vez em menor número para que assim possa entender cada um deles.

No caso dessa hospedagem involuntária dos meus convidados eu até tinha selecionado os que aqui ficarão, o policial que usou os ossos para sair da sua cela. Um homem com aquela maneira de pensar mostra que os seres pré-selecionados são capazes de desenvolver respostas rápidas aos problemas que tem de enfrentar. Era fascinante. Como um gorila com um celular. Concentrados, pensando em cada ponto. Era como estar em um show de talentos onde o mais esperto ficaria mostrando o que sabe fazer. E por enquanto, Max era um desses.

Outro que me chamou e muito a atenção foi o completamente pirado Neweys. Já havia observado o seu jeito louco em outros dias, e dessa vez pude trazer o rapaz mais perto para poder observar com detalhes o que ele poderia fazer. Bem, foi o único que de fato encontrou uma saída. A mais plausível. Aliás, uma das mais intrigantes. Quebrando a cama você acha um espaço onde um homem pode passar. Exatamente assim conseguíamos algumas coisas, como por exemplo trocar o que havia ali. Mudar os quartos, molhar de sangue, entregar comida. Obviamente sem mostrar onde era a porta. O estrado, na verdade, se movia. Poderia ser retirado de lugar, porém era necessária uma força absurda para isso, algo que somente um de nós com força suficiente conseguiria, isso estando só. Assim sendo esse também fica como objeto de estudo.

Por fim, mas não e nunca menos importante, a criança. Há algo nela que me chama a atenção. Um dom de copiar. Primatas com pouco pelo, como vocês são intrigantes. A mais nova dos chipanzés era uma menina que conseguia copiar as coisas. E isso era algo interessante ao menos para mim. No futuro quem sabe poderia ser algo interessante para todos os envolvidos.

Bem, explanado o motivo de cada um permanecer ali, a minha escolha final permite somente uma pessoa presa em minha casa. Assim sendo, antes de começar o meu ato final, mando levarem o louco para dentro do manicômio, o policial seria dopado novamente e mandado para o meio de uma rua movimentada qualquer com sangue nas mãos e um pedaço da menina que matei há pouco tempo e espalhei os membros. Se ele era bom com problemas que saísse desse também. Poderia ser recompensado mais tarde.

Assim sendo fico só com a garota que tem seu quarto no andar de cima, como uma casa normal, a diferença é que ela consegue observar todos os cômodos da casa através de uma televisão com canais de desenho, filmes infantis, filmes de horror e imagens internas da casa. O que ela assiste ela decide, porém devo confessar que escutei por mais de hora a menina vendo filmes de horror, ou as cenas internas da casa. Do quarto onde fica minha “criancinha” é possível ver a sala de acrílico, o blindex que mostra o futuro de cada um ali.

Uma mesa de madeira com algumas cadeiras. Entramos por baixo dessa sala abrindo uma porta que é ligada ao porão, uma das únicas entradas da casa. Minha convidada seria a jovem tzimisce...

------- DENTRO DO BANHEIRO-------

A mulher mostrou suas graças e dons. Matou a primeira sem precisar de muito esforço como se cortasse a carne no espaço logo abaixo do esterno abrindo o peito da mulher, retirando o seu coração e entregando para mim.

– Que lindo, parece até um gato quando deixa seus presentes na porta.

Observo a mulher se alimentar e vejo que ali há uma potente parceira. Se precisava me unir para ter forças, Eileen era uma mulher boa para isso.

– Quer que eu picote e embrulhe para viagem? – Sorrio.

– Samantha. Sam para os íntimos. Sim, brujah. E a senhorita, eu já ouvi falar, o mundo é uma azeitona. Eileen, tzimisce. Acredito que a aliança entre um tzimisce e um brujah não seja algo favorável a qualquer outro ser. O que me diz de um jantar em minha humilde casa?

Saio do banheiro e me dirijo até uma dupla de homens que bebericava e ria olhando as mulheres, comentando sobre qual parte do corpo eles lamberiam primeiro. Um foi até mais longe dizendo que um a mulher como eu, ora vejam só, ele começaria lambendo o salto do sapato. Então, ele teria a chance. Ele e o amigo babão.

– Oi. Será que algum de vocês pode me levar uma garrafa de uísque para minha casa. Minha amiga até ajuda a escolher. E quem sabe a gente não pode fazer uma festinha mais... Privada.

Olho para a vampira logo atrás de mim, já entrando na brincadeira...

------A CASA MALDITA--------

Os corpos são colocados sobre a mesa, um deles ainda está agonizando, sem língua, com um pequeno corte na garganta para não gritar. O outro está desacordado com pedaços de carne ao lado de sua cabeça pelo belo soco de direita que acabou fazendo o homem ralar a cara no asfalto e acabar soltando pedaços de pele.

– A apresentação do prato não está boa, mas deve dar para comer...

O homem que ainda estava acordado nada poderia fazer, tentava sair, mas a mão esquerda de uma vampira como eu não permite que o seu tronco levante, ainda mais com a devida pressão em seu peito, nada para matar, mas não permitiria que ele fosse levantar dali.

Começamos a degustação como queríamos. Enquanto eu sugava o sangue da artéria localizada em seu braço direito, a tzimisce também curtia o seu prato. Logo quando senti que era hora de trocar de lugar, optei por pedir a minha nova amiga para fazer um corte no braço, o resto eu arrancava para ela. O próximo local foi a região do pescoço. Em breve o sangue daquele acabaria. A agonia no olho do seu amigo era visível, o terror, o medo. As pernas batiam na mesa e causavam barulho. O que deixava a coisa ainda mais gostosa.

– E ainda temos música ao vivo.

Aquele seria algo mais interessante, mas ainda não. Com a mão livre dou um golpe somente para desacordar o rapaz e manter o foco só no que já estava sendo consumido.
Faria naquela noite algo diferente. Vendo a mulher se divertir também com pedaços do corpo, eu queria tentar aquilo. Mordi um pedaço e fiquei mastigando como se fosse um chiclete. O sangue misturado à carne, o sabor de uma dentada. Não apreciaria engolir, mas de fato o sabor era intrigante. Diferente do que estou acostumada a provar. Cuspo a maçaroca de carne. Sorrio para Eileen que agora, assim como eu, estava com a boca cheia de sangue.

– Que feio, esqueci o guardanapo... – Sorrio para a mulher e mordo mais um pedaço.

Quando estávamos começando a observar o outro corpo, vi os meus convidados nos observando. Percebendo aquilo me veio na mente uma coisa muito legal para se fazer.

– Eilleen, o intestino, o coração, e o fígado desse aqui que tá sem braço.
 

A tzimisce mostra-se solícita e retira o que lhe pedi. A primeira coisa que lanço ao vidro é o coração do sujeito. O impacto é suficiente para espalhar sangue no blindex e deixar por pouquíssimo tempo o órgão sendo mostrado como em uma televisão de cachorro. O próximo é o fígado que por ser mais gelatinoso acaba abrindo e ficando com um pedaço preso, ele é jogado do outro lado. Separo a cabeça do corpo, o intestino do homem é colocado em sua boca e é levado até a “parede” de vidro por onde nos olhavam. Dou uma mordida em meu dedo e usando um pouco de meu sangue escrevo, tendo no rosto um sorriso sádico mostrando os dentes pontiagudos:

--FIQUEM PARA A SOBREMESA OU SAIAM VIVOS--

Nesse exato momento uma porta aparece para que os que ali estavam pudessem sair. Ao menos sairiam com a certeza de que ali, em Vancouver, vampiros existem e dominam o que eles  chamam de cidade querida.

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